Suzuki Jimny recebe sistema multimídia e outras novidades para a linha 2018

Da Redação

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Foto: Tom Papp / Suzuki / Divulgação

Compacto, robusto e 4×4. O Suzuki Jimny, na versão 2018, o utilitário esportivo ganhando novos elementos tecnol[ogicos.

A parte interna passou por uma modernização, já que recebeu um sistema multimídia com tela de 7 polegadas que permite o espelhamento de celulares com sistemas Android e IOS, além de possibilitar a instalação de acessórios, como câmera de ré e tv digital.

323092_737211_jimny_multimedia_01O volante de três raios agora tem novo desenho e, na versão 4Sport, é revestido em couro.

Outra novidade da linha 2018 é o painel de instrumentos totalmente reestilizado, com novo grafismo e elementos prateados. O cluster recebeu uma tela digital, dando mais visibilidade e fácil acesso as informações, como relógio, odômetro parcial A e B, odômetro total, temperatura do fluído de arrefecimento e volume de combustível no tanque.

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Fotos (internas): Fábio Aro / Suzuki / Divulgação

Um dos destaques do Jimny é a valentia fora de estrada. Contando sistema 4×4, a mudança da tração é feita com um simples toque no botão. No total, são 15 combinações de marcha, de acordo com a Suzuki: 2WD para uso urbano com tração traseira, 4WD com tração nas quatro rodas e 4WD-L que dobra o torque e permite enfrentar diversos obstáculos off-road com tração 4×4 com reduzida.

Ainda segundo a montadora, o Jimny é “nota A” quando o assunto é consumo de combustível.

O visual chama a atenção por onde passa, graças a tomada de ar no capô, snorkel e molduras em grafite nas caixas de roda e laterais do veículo que reforçam o aspecto robusto e off-road.

As rodas são de liga leve, aro 15 polegadas. O raio de giro é de apenas 4,9 metros, o que auxilia nas manobras até nos lugares mais estreitos, seja em uma trilha em uma região inóspita, ou mesmo em uma vaga de garagem.

O veículo possui chassi heavy duty, motor em alumínio e suspensão independente com eixo rígido.

323092_737214_jimny2018_tompapp_6539O Jimny, de acordo com a Suzuki, é o 4×4 mais barato à venda no Brasil. A versão 4Work custa R$67,49 mil e traz, além da tração nas quatro rodas com a mudança através de botão, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, rádio AM/FM, CD player com MP3, WMA, USB e Bluetooth.

Além dela, o Jimny conta com outras três versões, todas fabricadas no Brasil: 4All, 4Sport e 4Work Off Road.

A altura livre do solo é de 200 mm, o ângulo de entrada é de 35º e, o de saída, 45º. A versão 4Sport conta ainda com engate traseiro de série. O Jimny 4Sport vem equipado com snorkel, ideal para atravessar trechos alagados.


Motor e Transmissão – O Suzuki Jimny é equipado com um motor em alumínio 1.3 (DOHC) a gasolina, com 16 válvulas, 4 cilindros em linha, 85 cv de potência a 6.000 rpm. O torque máximo é de 11,2 kgfm a 4.100 rpm.

A injeção é multiponto sequencial e, a transmissão, manual de cinco marchas. A corrente de comando, velas de longa duração e escape de aço inox garantem confiabilidade para toda a vida útil do veículo, informa a Suzuki.

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Fotos (externas): Tom Papp / Suzuki / Divulgação

Graças ao chassi heavy duty, que garante maior robustez e durabilidade, o Jimny pesa 1.060 kg. A tecnologia do comando variável de válvulas (VVT) otimiza o torque para todas as faixas de rotação e proporciona resposta rápida nas acelerações..

O sistema 4×4 tem roda livre pneumática com caixa de transferência sincronizada e gerenciamento eletrônico. Com isso, é possível fazer a mudança de tração com apenas um toque no botão, que fica localizado facilmente no painel. É possível realizar as mudanças entre os modos 2WD e 4WD em velocidades de até 100 km/h.

As suspensões dianteira e traseira são independentes com eixo rígido e molas helicoidais, que garantem reduzido custo de manutenção e aumentam a longevidade.

Segurança – O Jimny possui barras de proteção lateral, para maior segurança dos passageiros, e o motorista ainda dispõe de coluna de direção retrátil em caso de colisão. Os cintos são de três pontos e encostos de cabeça ajustáveis para todos os ocupantes.

Os freios a disco na dianteira possuem as pinças em posição mais elevada. Assim, facilitam a transposição em trechos alagados, ao trazer eficiência de frenagem com o escoamento de água, e evitam retenção de terra ou lama.

Na traseira, o freio a tambor com válvula sensível a carga (LSVB) traz controle de frenagem e direção mais eficiente.

 A direção hidráulica progressiva é leve nas manobras e firme à medida que a velocidade aumenta.

O veículo é fabricado no Brasil desde 2012. São três anos de garantia e o modelo tem revisão programada com preço fixo.

Preços Sugeridos:

Jimny 4All – R$68,89 mil

Jimny 4Sport – R$76,69 mil

Jimny 4Work – R$67,49 mil

Jimny 4Work Off Road – R$75,29 mil

Nova Frontier está pronta para a disputa

José Oswaldo Costa  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 06/10/2017)

Picape da Nissan conta, agora, com bom pacote tecnológico, conforto e powertrain de respeito

GEDSC DIGITAL CAMERAA nova Nissan Frontier foi lançada no mês de março. Em seis meses de “venda cheia” – de abril a setembro – vendeu 1.943 unidades, ou seja, algo em torno de 324 unidades/mês. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Tivemos duas oportunidades para avaliar a picape: trecho totalmente de rodovia asfaltada, em viagem realizada ao interior do Estado, e trecho misto (asfalto e terra), em uma expedição realizada pela montadora para a região de Lagoa Santa e Serra do Cipó.

Em ambas, tivemos a chance de verificar as boas qualidades da Frontier. Nos mais de mil quilômetros que percorremos no asfalto, o motor 2.3 16V bi-turbo com intercooler, injeção direta e movido a diesel, capaz de render 190 cv e 45,9 kgfm de torque, mostrou-se totalmente adequado para a picape.

As retomadas, em qualquer velocidade, são vigorosas e dão muita segurança para as ultrapassagens. O câmbio, bem escalonado, é automático de 7 marchas com possibilidade de trocas sequenciais através da própria alavanca. Lembrando que, na geração antiga, a transmissão era de cinco marchas e sem a opção por trocas manuais.

Uma boa novidade, ainda mais com a caçamba vazia, é a nova suspensão traseira. Foi adotado o sistema multilink com molas helicoidais que trabalham em conjunto com um eixo rígido. Traduzindo: conforto no rodar (menos solavancos no interior) e boa estabilidade.

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Fotos: José Oswaldo Costa

Além disso, a mudança faz com que a picape fique com a traseira menos “arisca” em pisos ruins. Nesse quesito, se aproximou muito do conforto ao rodar oferecido pela Fiat Toro, uma picape menor com dirigibilidade similar à de um sedan.

O eixo traseiro foi reposicionado para ficar protegido contra os danos causados por pedras ou colisão com o piso.

A tração 4×4 também está presente, com opção pela integral ou reduzida: 4×2, 4×4 High e 4×4 Low. Ela pode ser acionada por meio de um botão giratório no painel com o veículo em velocidade de até 100 km/h. Uma boa novidade para o off-road é o limitador de diferencial (LSD), que evita que as rodas patinem.

O sistema mostrou ótimo desempenho nos trechos de terra em que rodamos em Lagoa Santa e na Serra do Cipó. Qualquer obstáculo era transposto sem a menor dificuldade. Além disso, a tração deu o equilíbrio necessário para que a picape ficasse “nas mãos” nas estradas de terra batida que apresentavam muito pó solto, devido ao clima extremamente seco, e cascalho.

Interior, igual aos sedans, se destaca

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Foto: Nissan / Divulgação

Internamente, a Frontier ganhou um novo sistema multimídia com tela de 6,2 polegadas. Ele possui 2 GB de espaço e conexão à internet por meio de Wi-Fi pela plataforma Android e download de aplicativos. A chave é presencial e a picape conta com botão Push Start para dar a partida.

Falando em interior, as mudanças o tornaram bem mais confortável e aconchegante. O quadro de instrumentos é bem mais moderno e lembra bastante o que é utilizado no sedan Sentra.

São dois relógios (velocímetro à esquerda e conta-giros à direita) com o computador de bordo entre eles.

Aliás, como vem ocorrendo com as picapes disponíveis no nosso mercado, o interior lembra muito o de um sedan no que diz respeito à qualidade dos materiais utilizados e acabamento.

A Frontier utiliza couro, material cromado imitando alumínio e o já conhecidíssimo black piano (preto brilhante).

Bons exemplos são o banco do motorista, que conta com ajustes elétricos, e o sistema de ar-condicionado, de duas zonas, que agora possui saídas para o banco traseiro. Além disso, os dois bancos dianteiros possuem sistema de aquecimento. Todos são forrados em couro.

O volante multifuncional tem boa pega e o diâmetro é adequado para manobras e para o peso do veículo. Além dos porta-copos presentes no console central, existem mais dois, escamoteáveis, abaixo das saídas de ar laterais.

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Foto: José Oswaldo Costa

No interior da caçamba, a Nissan oferece duas boas novidades: uma tomada 12V e os quatro ganchos para amarração que são móveis, o que facilita a amarração de cargas dos mais diferentes tipos e tamanhos.

Interessante que tomada de 12V é o que não falta na picape. Além da tradicional, posicionada abaixo do botão seletor da tração 4×4 no console central (próxima ao câmbio), uma segunda foi instalada no alto do painel, acima das saídas centrais do sistema de refrigeração.

Nesse primeiro momento, a picape está sendo vendida exclusivamente na versão LE, importada do México. Quando passar a ser importada da Argentina, a gama de opções será ampliada. Na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) seu preço é R$ 162,51 mil.

Dentre outros, a nova Nissan Frontier LE 4×4 2.3 Turbodiesel conta com duplo airbag, retrovisores externos com rebatimento elétrico, volante multifuncional com iluminação dos botões, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, controle de tração, sistema que controla descidas em rampas (HDC), sistema de partidas em rampas (HSA), freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA), computador de bordo, sistema multimídia com GPS, rádio, CD/DVD, Bluetooth e entrada USB, ar-condicionado digital de duas zonas com saídas para o banco traseiro, faróis de neblina, bancos revestidos em couro, banco do motorista com ajustes elétricos, chave presencial, botão de partida (start/stop) e rodas em liga leve.

Com as modificações feitas na nova geração, a Nissan Frontier se mostra uma rival à altura de todas as suas concorrentes. Até então, a mais defasada do mercado, hoje esbanja tecnologia embarcada, conforto, bom acabamento e powertrain respeitável. Motivos de sobra para a concorrência se preocupar.

Ficha Técnica:

✔  Velocidade máxima — 180 km/h

✔  0 a 100 km/h — 12,5 segundos

✔  Potência — 190 cv

✔  Consumo médio — 8,7 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada)

✔  Distância entre-eixos — 3,15 metros

✔  Comprimento — 5,25 metros

✔  Largura — 1,85 metro

✔  Altura — 1,86 metro

✔  Ângulo de entrada — 31,6º

✔  Ângulo de saída — 27,2º

✔  Vão livre do solo — 292 mm

✔  Capacidade da caçamba — 1.054 litros

✔  Capacidade do tanque — 80 litros

✔  Pneus/ Rodas — 255/70 R16 / Liga leve 16 polegadas