Tiggo 2 apresenta projeto bem-acabado

José Oswaldo Costa*   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 30/03/2018)

de São Paulo / SP

Primeiro fruto da união CAOA Chery mostra a grande evolução dos modelos chineses mais recentes

Vei1 - CAOA Chery - DivulgaçãoA montadora chinesa Chery lançou o Tiggo, no Brasil, em 2013. Naquela época, tivemos acesso ao carro para avaliações e constatamos diversas deficiências, principalmente, no acabamento.

Peças mal encaixadas, matérias com acabamento ruim e um visível projeto de design (interno e externo) ultrapassado.

Agora, a marca apresenta, no Brasil, o Chery Tiggo 2. Além do projeto moderno apresentado pelo modelo, a expectativa é grande após a união da montadora com o Grupo CAOA que já controla, aqui, operações das marcas Hyundai e Subaru.

Dessa forma, o grupo nacional passa a contar com duas plantas: da Hyundai, em Anápolis (GO) e da Chery, em Jacareí (SP). A ambição, em relação à marca Chery, é grande.

Durante a apresentação do Tiggo 2, executivos da montadora apresentaram as metas de market share no mercado nacional: 0,6% para 2018; 1,5% para 2019 e 2,0% para 2020.

Para isso, além do Tiggo 2, pretendem lançar 3 novos modelos no Brasil até o fim desse ano. Hoje, são 25 concessionárias da Chery espalhadas no território nacional. A expectativa é de que sejam mais de 30 até o fim desse ano.

Importante destacar que a Chery é a maior exportadora de veículos da China e é parceira, localmente, de marcas importantes como Jaguar e Land Rover.

A marca investe pesado na contratação de profissionais mundialmente reconhecidos e aposta no desenvolvimento de um design ao estilo europeu. Ponto para a montadora chinesa, visto que este é o preferido do consumidor brasileiro.

 Tiggo 2 – O novo modelo para o mercado brasileiro é um SUV compacto. No primeiro contato, seu desenho agrada bastante. Interessante que a traseira lembra muito a do hatch da marca vendido aqui, o Celer.

Vei2 - CAOA Chery - DivulgaçãoHá uma barra cromada, que atravessa toda a extensão da tampa do porta-malas, unindo as lanternas. O para-choque é “parrudo”, em plástico preto, e conta com luzes de neblina nas extremidades. Essa parte preta faz a união, no mesmo material, com o acabamento das caixas das rodas.

A dianteira apresenta design discreto, moderno e bem resolvido. Não há exageros. No pára-choque dianteiro estão localizadas as luzes de rodagem diurnas (DRL). Também existe uma barra cromada, atravessando a grade do radiador, que faz a união com os belos faróis.

Foto_01As bonitas rodas em liga leve, de 16 polegadas, também chamam atenção. Os retrovisores, em tamanho grande, muito útil em utilitários esportivos, contam com repetidores de seta.

 Interior – O interior do Tiggo2 tem um belo impacto, bastante positivo. À primeira vista, os materiais utilizados causam boa impressão. Transmitem sensação de qualidade e não apresentam peças mal encaixadas.

O painel traz desenho simples e funcional. O quadro de instrumentos, com mostradores de velocímetro e conta-giros em tamanho grande, conta com tela digital entre elas (computador de bordo). Ela apresenta algumas funções interessantes, como a pressão de cada pneu.

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Vei3 - CAOA Chery - DivulgaçãoOs bancos são forrados com uma mescla de tecido e material sintético que imita o couro. As costuras, e alguns detalhes, na cor laranja ficaram de muito bom gosto. O volante é multifuncional.

Os apoios de braço nas portas apresentam material acolchoado na área de contato. Além disso, o acabamento dos botões dos vidros elétricos foi executado com capricho.

foto_50Os cinco passageiros contam com encostos para as cabeças e cinto de três pontos. O espaço é bom, mas um detalhe negativo se destacou: o “macaco” foi fixado embaixo do banco do passageiro dianteiro. Isso rouba espaço para os pés de quem viaja logo atrás.

Falando em espaço, as medidas do Tiggo 2 são as seguintes: comprimento – 4,20 metros; entre-eixos – 2,55 metros; altura – 1,57 metro e largura – 1,76 metro. O porta-malas tem capacidade para 420 litros.

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Powertrain Nesse primeiro momento, o SUV compacto será comercializado com motor 1.5, capaz de render 110/115 cv (14,9 kgfm de torque com etanol e de 13,8 kgfm com gasolina), e câmbio manual de 5 marchas. Os executivos da Chery informaram que o câmbio automático chega ainda no 1º semestre desse ano.

foto_62O Tiggo 2 será vendido em duas versões: Look (R$59,99 mil) e ACT (R$66,49 mil). O único opcional, para a versão ACT, é o teto pintado na cor preta, vendido por R$1,5 mil.

A versão Look conta, entre outros, com ar-condicionado, computador de bordo no quadro de instrumentos, controle de pressão dos pneus, airbag duplo, cinto de três pontos para todos os ocupantes, retrovisores elétricos, ajuste de altura para os faróis, vidros elétricos dianteiros e traseiros, alarme, banco do motorista com ajuste de altura, bancos com mescla de tecido e material sintético, luzes de rodagem diurnas, rodas em liga leve de 16 polegadas, sensor de estacionamento traseiro e rádio com entrada USB.

A versão topo de linha ACT conta com todos os itens da Look, acrescidos de: volante multifuncional forrado em couro, câmera de ré, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, teto solar elétrico, rodas em liga leve de 16 polegadas polidas, central multimídia com tela sensível ao toque de 8 polegadas (com espelhamento dos sistemas Android e IOS) e ar-condicionado automático.

foto_65O SUV compacto será vendido com opção de 5 cores: duas sólidas (preto e branco) e três metálicas (prata, azul e marrom). O Tiggo 2 estará nas concessionárias da Chery a partir da primeira semana de abril.

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Fotos: CAOA Chery / Divulgação

*o jornalista viajou a convite da CAOA Chery

Quando 5 milhões de pessoas dependem apenas de outras 7 mil

Chico Lelis*

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É isso mesmo, dos mais de 10 milhões de habitantes da cidade de São Paulo, 5 milhões dependem da consciência ecológica de outras 7 mil, que estão distantes cerca de 150 km da Capital.

Essas 7 mil pessoas habitam a pequena e deliciosa Santo Antônio do Pinhal (SP), incrustada em plena Mantiqueira (poucos quilômetros antes de Campos do Jordão e muito sossegada, mesmo na temporada da inverno).

Água mineral em Santo AntônioPara sorte dos paulistanos, Santo Antônio é habitado por pessoas que estão engajadas em um trabalho de conservação das nascentes que lá existem. Tudo dentro do projeto Águas da Mantiqueira, resultado da parceria entre a Fundação Toyota e a FUNDEPAG (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio), com total apoio da prefeitura da cidade.

As águas que nascem nas suas minas e fontes ajudam a abastecer grandes reservatórios que servem a capital.

O trabalho, que visa fazer um cálculo hidrológico da área do município, é uma pesquisa com a participação de 30 profissionais de diversas áreas, no campo da agricultura, planejamento das cidades, conservação de florestas e águas e também saúde, educação e segurança.

São oito linhas de pesquisas a serem seguidas: Conservação da Biodiversidade, Hidrologia Florestal & Gestão de Recursos Hídricos, Urbanismo, Educação, Saúde, Agricultura Sustentável, Gestão Pública, História Econômica e Ambiental.

Diariamente estes profissionais, entre os quais membros do Instituto Biológico de São Paulo e Universidade de Taubaté, percorrem o município para verificar as condições de suas estradas (maioria de terra); procura de solo para agricultura (busca e manutenção de terras férteis); verificação da situação das escolas; levantamento dos animais que lá vivem e a situação, e também manutenção  das águas.

Todo este trabalho visa fornecer à prefeitura de Santo Antônio dos Pinhais informações para o desenvolvimento do trabalho diário do município e a elaboração do seu Plano Diretor.

O levantamento em Santo Antônio será concluído em julho, quando então surgirá o que fazer com o cálculo da vazão de água, sempre centrado nas Soluções Baseadas na Natureza (SMN), conforme prega a ONU no seu trabalho de preservação,

Gonçalves e Sapucaí Mirim

O projeto tem Santo Antônio do Pinhal como seu embrião, piloto. Ele deverá ser ampliado em direção ao Sul de Minas, onde estão Sapucaí Mirim e Gonçalves. Também na serra da Mantiqueira.

Ela começa na região bragantina e atravessa o Vale do Paraíba, passando por Santo Antônio e chegando ao Sul de Minas. Em estudo publicado na revista Science, foi eleita o 8º local de área protegida mais insubstituível do planeta. É a maior província aquífera do Mundo de água mineral.

Este estudo é da União Internacional para Conservação (International Union for Conservation of Nature), quando foram  analisados  78 lugares, englobando 137 áreas protegidas em 34 países. Juntas, protegem a maioria das populações de 627 espécies de animais, incluindo 304 espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

O Parque Nacional Kakadu (Austrália) está no primeiro lugar. O Brasil também aparece no ranking com Alto Rio Negro (6º lugar), Serra do Mar (7º) e o Vale do Javari (9º).

Sabem o rio da Prata, na Argentina?

Aqui nasce o rio da Prata

Fotos: Divulgação (responsabilidade do editor da Coluna)

Pois é, ele também depende do trabalho da população e do sucesso do Projeto Águas da Mantiqueira, da Fundação Toyota e a FUNDEPAG. Seu nascedouro é lá em Santo Antônio do Pinhal, conforme a foto mostra a vocês.

Vejam só a importância da nossa Serra da Mantiqueira.

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 *chicolelis – chicolelis@gmail.com – Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna  (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos social e ambiental.

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FCA convoca os proprietários da Ram 2500

Da Redação

Veja, abaixo, o comunicado na íntegra:

A FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil, dando continuidade à campanha de chamamento iniciada em 1º de novembro de 2017, convoca os proprietários dos veículos Ram 2500, anos/modelo 2014, 2016 e 2017, para, a partir de 2 de abril de 2018, providenciar, gratuitamente, a análise e, se necessária, a substituição da bomba d’água do motor.

Como informado anteriormente, a eventual falha na bomba d’água poderá causar, em casos extremos, princípio de incêndio no compartimento do motor, com consequentes danos físicos e materiais ao motorista, passageiros e terceiros.

Estão envolvidas nesta campanha 829 unidades da Ram 2500, com os números de chassis (não sequenciais, últimos seis dígitos) de 135066 a 586429. O tempo estimado para o atendimento é de aproximadamente 2h (duas horas).

Para consultar os números de chassis envolvidos e/ou obter mais informações, acesse http://www.ram.com.br ou contate a Central de Serviços ao Cliente Ram (0800 702 7150).

FCA convoca os proprietários do Jeep Cherokee 2012

Da Redação

Veja, abaixo, o comunicado na íntegra:

A FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil, dando continuidade à campanha de chamamento iniciada em 8 de dezembro de 2017, convoca os proprietários dos veículos Jeep Cherokee, ano/modelo 2012, para, a partir de 2 de abril de 2018, providenciar, gratuitamente, a análise e, se necessária, a substituição do módulo ORC, responsável pelo controle dos sistemas de airbag, cinto de segurança e encosto de cabeça ativo.

Como informado anteriormente, a eventual falha de funcionamento do módulo ORC poderá acarretar o acendimento da luz espia no painel de instrumentos do veículo e inabilitar o funcionamento dos encostos de cabeça ativos em caso de colisão traseira, possibilitando a ocorrência de danos físicos ao motorista e ao passageiro do banco dianteiro.

Estão envolvidas nesta campanha 2.329 unidades do Jeep Cherokee, com os números de chassis (não sequenciais, últimos seis dígitos) de 107403 a 193703. O tempo estimado para o atendimento é de aproximadamente 1h (uma hora).

Para consultar os números de chassis envolvidos e/ou obter mais informações, acesse http://www.jeep.com.br ou contate a Central de Serviços ao Cliente Jeep (0800 703 7150).

Audi lança série especial do A4

Da Redação

A4_Low_0013A Audi está lançando no Brasil uma série especial, e limitada, para o A4 nas carrocerias sedan e Avant (perua), chamada Limited Edition.

Baseada na versão Ambiente, o modelo recebe uma série de equipamentos e design diferenciado pelos seguintes preços: R$210,99 mil para o A4 Sedan Limited Edition e R$217,99 mil para a A4 Avant Limited Edition.

A4_Low_0018As novidades, para as duas versões, incluem kit esportivo S Line, que traz: saias laterais, entradas de ar mais largas, soleira iluminada, emblemas S Line nos para-lamas e difusor esportivo, acabamento externo na cor preto brilhante, rodas de 18 polegadas com design exclusivo, spoiler traseiro, faróis Full LED (incluem DRL), setas dinâmicas e lanternas de LEDs, e teto solar elétrico, sendo panorâmico na Avant.

Esse pacote é acrescentado à lista de equipamentos da versão Ambiente, com destaque para o painel digital Audi virtual cockpit, volante multifuncional com shift paddles (“borboletas”), controle de cruzeiro, bancos esportivos em couro, smartphone interface, sistema Audi drive select, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro com câmera de ré e banco do motorista com ajuste elétrico.

A4_Low_0039O A4 é equipado com motor 2.0 turbo (1.984 cm³ de cilindrada) que desenvolve 190 cv de potência e torque de 320 Nm entre 1.450 e 4.200 rpm.O câmbio é o S tronic, de 7 marchas.

Esses dados resultam em uma aceleração de 0 a 100 km/h feita em 7,3 segundos (sedan) e 7,5 segundos (Avant) e velocidade máxima de 240 km/h e 238 km/h, respectivamente.

O A4 Limited Edition já está disponível em todas as concessionárias Audi no País. As cores disponíveis são preto, cinza e branco. Serão oferecidas 300 unidades da série especial, sendo 200 do A4 sedan e 100 da A4 Avant.

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Fotos: Renan Senra / Audi / Divulgação

Peugeot amplia sua linha de utilitários e apresenta o 5008

José Oswaldo Costa*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 23/03/2018)

de São Paulo / SP

Modelo de sete lugares é oferecido em duas versões

Vei1 - Pedro Bicudo - Peugeot - DivulgaçãoA Peugeot lançou a nova geração do SUV 3008 no fim do mês de junho do ano passado. Desde então, segundo a montadora francesa, foram emplacadas mais de 1.250 unidades no Brasil, sendo que ainda existem 260 compradores aguardando na fila.

Afinal, o belo modelo é importado da França. Importado como o mais novo lançamento da marca do leão, o utilitário 5008. Trata-se, na realidade, de um 3008 com sete lugares. O 5008 tem 20 cm a mais de comprimento em relação ao 3008.

Quanto ao peso, a diferença é pequena: 65 kg. E isso é muito importante, uma vez que o powertrain dos dois é o mesmo. Tanto o Peugeot 3008 quanto o novo 5008 utilizam o ótimo motor 1.6 THP (turbo) de 165 cv e 24,5 kgfm de torque.

O câmbio é automático de 6 marchas, equipado com o novo comando por impulso elétrico e o modo Sport. Existe a possibilidade de trocas manuais através de “borboletas” (paddle shifts) localizadas atrás do volante.

Com esse conjunto, a Peugeot informa um consumo de 12 km/l na estrada.

O compartimento de bagagens, onde está localizada a terceira fileira com dois bancos individuais (embutidos no assoalho), tem capacidade para 780 litros quando esses bancos não estão sendo utilizados.

Vei5 - Pedro Bicudo - Peugeot - DivulgaçãoSe a segunda fileira também for rebatida, o espaço para bagagens aumenta para 1.940 litros. Porém, com 7 passageiros no SUV, ele é reduzido para 167,5 litros.

Importante destacar que os bancos da terceira fileira podem ser removidos do veículo, o que soma 40 litros para a capacidade de carga. Cada banco pesa 10,9 kg, informou a Peugeot.

Para melhor acomodar os dois passageiros da fileira extra, a segunda fileira pode ser empurrada mais para frente, através de trilhos (movimento independente para cada um dos três bancos), sem sacrificar o espaço para as pernas de seus ocupantes.

Isso ficou claro durante o test drive realizado na apresentação do veículo, quando o dirigimos em estrada, com apenas três ocupantes.

Sem a necessidade de utilizar os assentos extras naquele momento, o espaço entre a perna do passageiro do banco traseiro e o encosto do dianteiro realmente impressionou. Afinal, são generosos 2,84 metros de entre-eixos.

Vei4 - Pedro Bicudo - Peugeot - DivulgaçãoInterior – O interior do Peugeot 5008 é praticamente idêntico ao do seu “irmão” menor. Destaque para o painel que traz quadro de instrumentos 100% digital (tela de 12,3 polegadas) e sistema multimídia que integra praticamente todas as funções do veículo em uma tela, sensível ao toque, de 8 polegadas.

O quadro de instrumentos digital é personalizável e reúne todas as informações que o condutor desejar ter diretamente no seu campo de visão. Ele possui quatro modos de visualização diferentes.

O acabamento, algo já tradicional da marca, é primoroso, com materiais de extremo bom gosto e qualidade. A diferença no interior entre o 3008 e o 5008 está na presença, no segundo, de dois “mimos” para os passageiros da segunda fileira: mesinhas dobráveis fixadas nos encostos dos bancos dianteiros e persianas de proteção solar nas janelas.

Outro mimo, este presente nos dois modelos, é o sistema de massagem nos encostos dos bancos dianteiros. Em trechos mais longos, são mais do que bem-vindos. Os passageiros da segunda fileira contam, ainda, com saída do sistema de ventilação (entre os bancos dianteiros) e podem controlar a saída do fluxo de ar do ar-condicionado.

Vei3 - Pedro Bicudo - Peugeot - DivulgaçãoSegurança – O novo Peugeot 5008 traz um pacote se segurança e tecnologia muito interessante.

Os destaques são:

Active SafetyBrake (Frenagem Automática de Emergência e Alerta de Colisão): sistema equipado com uma câmera na parte superior do para-brisas e um radar no para-choque dianteiro, fazendo com que o SUV seja capaz de frear ou parar totalmente caso detecte uma falta de reação do motorista diante de uma colisão iminente em um carro dianteiro ou um pedestre;

– Correção e alerta de permanência na faixa de rodagem: caso o condutor ultrapasse as linhas contínuas ou descontínuas, reconhecidas pelo sistema de câmera, sem acionar as setas, ele é alertado pelo veículo (aviso sonoro e maior carga no volante para “impedir” a manobra);

– Detector de fadiga: alerta visual e sonoro assim que considerar que o comportamento do condutor denota certo grau de sonolência ou distração;

– Assistência de farol: alterna automaticamente entre luz alta e baixa, dependendo das condições do trânsito e de iluminação, e otimiza o tempo de circulação em luz alta.

– Leitor de sinalização de velocidade: o sistema detecta as placas de velocidade, as lê e exibe no painel de instrumentos. A leitura é atualizada quando o veículo passa por uma nova placa de limite de velocidade destinada a automóveis.

– Sistema de ponto cego ativo: avisa o condutor da presença de outro veículo nas zonas de ponto cego em velocidade entre 12 km/h e 140 km/h. O alerta é dado por uma luz que se acende no retrovisor do lado em questão, assim que um carro, caminhão ou moto for detectado. O sistema também “segura” o volante, evitando colisão lateral.

Completando o pacote, o Peugeot 5008 também oferece: controle de estabilidade (ESP), controle de tração, auxílio à frenagem de urgência, repartidor eletrônico de frenagem, 6 airbags (frontais, laterais e do tipo cortina) e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis.

Vei2 - Pedro Bicudo - Peugeot - Divulgação

Os rivais são Outlander, Sorento e SW4

O Peugeot 5008 chega ao nosso mercado em duas versões de acabamento: Griffe (R$157,49 mil) e Griffe Pack (R$166,49 mil). Até o fim de março, elas contam com preço especial de lançamento: R$154,99 mil e R$163,99 mil, respectivamente.

São quatro cores disponíveis: a chamada Emerald Crystal (cor de lançamento que ilustra essa matéria); cinza; branco e preto.

Importante salientar que alguns dos itens apresentados nessa matéria estão presentes, somente, na versão topo de linha (Griffe Pack). A Peugeot destacou 3 modelos como sendo os principais concorrentes do 5008: Mitsubishi Outlander, Kia Sorento e Toyota SW4.

A montadora francesa vem investindo muito na mudança de sua imagem junto ao público brasileiro. Tanto que, na apresentação do 5008, executivos mostram números de mercado em que dois modelos se destacam no quesito desvalorização.

O hacth 208 e o utilitário-compacto (ou crossover) 2008 apresentam 15,6% de desvalorização, estando ambos no top 3 de seus segmentos entre os que menos perdem valor após a compra.

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Fotos: Pedro Bicudo / Peugeot / Divulgação

Um bom exemplo é o 2008, que tem como principais concorrentes Jeep Renegade, Honda HR-V, Ford EcoSport e Renault Captur. A média de desvalorização desse segmento, segundo a Peugeot, é de 16,3%.

Além disso, a marca inaugurou, desde 2015, 42 concessionárias e conta com 106 pontos de vendas. Na luta pela fidelização do comprador, oferece um prazo máximo de 24 horas para os serviços de revisões agendadas. Caso esse prazo seja ultrapassado, o cliente não paga.

Em reparos que ultrapassem 4 dias de oficina, disponibiliza um veículo para o cliente, mesmo nos casos em que não há mais cobertura da garantia.

*o jornalista viajou a convite da Peugeot

Fiat lança a linha 2019 da Toro

Da Redação

Toro Volcano 2.0A picape Fiat Toro completa dois anos desde o seu lançamento e chega à linha 2019 com novas versões, configurações e mais equipamentos.

Uma das novidades é o desembaçador do vidro traseiro de série em todos os modelos. Também chegam ao mercado duas novas versões: a Endurance 1.8 Flex (automático de 6 marchas), de entrada, e a Volcano 2.4 Flex (automático de 9 marchas), a topo da gama com motores flexíveis.

Nessa última, a picape é equipada com o motor 2.4 de 186 cv e 24,9 kgfm, combinado ao câmbio automático de nove marchas, exclusivo no segmento, além de diversas soluções da Volcano 2.0 Diesel.

Endurance

Nova versão inicial da linha, ela é oferecida apenas com o propulsor 1.8 pareado à transmissão automática de seis marchas. Dentro da lista de equipamentos de série se destacam: ar-condicionado, computador de bordo, controles de tração e de estabilidade, direção elétrica, Hill Holder, quadro de instrumentos com tela multifuncional em TFT de 3,5 polegadas, sensores de pressão dos pneus, travas e vidros elétricos (estes com acionamento um-toque) e volante regulável em altura e profundidade, entre outros.

Freedom

As versões Freedom 1.8 (auomático de 6 marchas) e Freedom 2.0 Diesel (automático de 9 marchas) ganharam novos itens de série, como faróis de neblina com moldura cromada, retrovisores elétricos com memória, ar-condicionado digital dual zone, câmera de ré, sistema multimídia com tela de 5 polegadas, seis alto-falantes com comandos no volante em couro e reconhecimento de voz, segunda tomada 12V, segunda entrada USB, barras longitudinais de teto, luz elevada de freio e iluminação da caçamba, apoia-braço dianteiro e traseiro, além de maçanetas e retrovisores na cor da carroceria.

Na configuração flex a novidade são as rodas de liga leve de 16 polegadas de série, (aro 17 na diesel, também de liga leve). Ambas contam com bancos em couro, airbag de joelhos para o motorista e side bags, como opcionais.

Toro Volcano 2.4 - 2Volcano

Novos itens de série também estão disponíveis agora para as versões Volcano 2.4 Flex (automático de 9 marchas) e Volcano 2.0 Diesel (automático de 9 marchas).

Elas passam a contar com entrada no veículo sem usar a chave e acionamento do motor por botão, partida remota, banco do motorista com regulagem elétrica, sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico e sensores individuais de pressão dos pneus.

A Volcano 2.0 Diesel oferece, ainda, as inéditas rodas de liga leve de 18 polegadas. A lista de opcionais tem os já citados na Freedom e também o teto solar panorâmico (que na versão 2.4 Flex estará disponível a partir de junho).

A recém lançada versão Blackjack 2.4 continua na linha 2019 sem alterações. Ou seja, mantém seu diferencial no acabamento sem cromados, com todos os detalhes em preto, tanto por fora quanto por dentro.

O visual externo é dominado pelo tom grafite em rodas (de liga leve aro 17), retrovisores externos, friso da grade dianteira e barras de teto. Para completar o tema all black, há uma faixa preta no capô e na tampa da caçamba e todos os emblemas foram escurecidos – até mesmo o vermelho do emblema Fiat foi trocado pelo preto, algo inédito desde que a logomarca atual foi implantada.

A Toro Blackjack é vendida exclusivamente na cor preta. Já as outras versões estão disponíveis em oito cores, sendo duas sólidas (vermelho e branco), uma perolizada (branco) e cinco metálicas (marrom, prata, preto, cinza e vermelho).

ToroMopar Custom Shop

Na Fiat Toro 2019 os kits de personalização Mopar Custom Shop continuam a compor a gama. Vale lembrar que esses acessórios são montados diretamente na fábrica e acompanham a garantia total do veículo, de três anos.

Sucesso reconhecido

Desde o seu lançamento, a Fiat Toro caiu no gosto dos clientes: é a líder da sua categoria e, com 50.723 unidades emplacadas em 2017, só perdeu, entre os comerciais leves, para a Fiat Strada, que teve 54.870 registros e é a mais vendida no Brasil há 17 anos.

E o interesse do consumidor tem crescido: as vendas da Fiat Toro cresceram 22,9% em relação a 2016, quando 41.283 unidades foram emplacadas. Desde o seu lançamento, mais de 100 mil unidades já foram vendidas no país. Os números foram informados pela montadora.

Toro 2

Fotos: Pedro Bicudo / FCA (Fiat Chrysler Automobiles) / Divulgação

Confira como ficou a linha da Fiat Toro 2019:

Endurance 1.8 Flex AT6 – R$90,99 mil

Freedom 1.8 Flex AT6 – R$102,99 mil

Volcano 2.4 Flex AT9 – R$115,69 mil

Blackjack 2.4 Flex AT9 – R$117,49 mil (inclui pintura metálica)

Freedom 2.0 Diesel AT9 4×4 – R$131,59 mil

Volcano 2.0 Diesel AT9 4×4 – R$142,99 mil

O “Piloto” e o “Comportado”

Chico Lelis*

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Quando os conheci, um era agitado, ligado à competições. Gostava e tocava bem os modelos que dirigia, ou melhor, pilotava.

O outro era mais tranquilão, até no falar. Um verdadeiro cavalheiro. Nomes? Sei lá, acho melhor não falar em nomes. Vou chamá-los de “Piloto” e “Comportado”, assim, todo mundo fica buscando na memória os verdadeiros nomes deles, certo?

Em comum: ambos trabalhavam na assessoria de Imprensa de uma montadora, sob o comando de Luiz Carlos Secco, um mestre do setor, com quem tive o prazer de trabalhar e aprender.

Piloto acompanhava as competições da marca pelos autódromos do País. E se deixava influenciar pelas velocidades das pistas quando dirigia os veículos comuns.

Sabia tocar bem, mas exagerava um pouco. Às vezes, muito. Mas era muito boa gente e engraçado, amigo de todo mundo e conhecedor de mecânica como poucos.

Já Comportado era como diz seu nome. Sempre risonho e atencioso com os jornalistas. Sua voz grave e macia era logo reconhecida no telefone fixo, usado na época em que não existia celular ou computador. Era tempo do fax, do telex.

Culpa do vermelho

Num determinado dia, uma revista de automóveis solicitou à fábrica dois carros para fotografar: um pequeno, como motor 1.4, GT, e um grande, com seu  motorzão  V8.

Os dois foram levar os modelos até o estúdio, onde as fotos seriam feitas. Seriam, porque no meio do caminho, um acontecimento impediu que os clics acontecessem.

E adivinhem quem foi “pilotando” o “V” “oitão”? Acertaram! O Piloto, claro! Comportado seguiu atrás, no frágil GT que não era, mas parecia um verdadeiro esportivo, com suas faixas pintadas sobre o capô, rodas esportivas e outros penduricalhos.

Nada muito diferente do que ainda existem hoje.

O estúdio pedia um trajeto cheio de ladeiras “encorpadas”. Numa delas, no cruzamento com uma grande avenida, o semáforo/sinaleira/farol (depende do lugar onde está o leitor) deu vermelho.

Parado na pole position, o Piloto preparava-se para a largada, acelerando fundo para pular na frente. Acontece que o carro tinha um ligeiro problema de trambulador e, muitas vezes, a ré entrava no lugar da 1ª marcha.

E lá está o Piloto acelerando com a marcha engatada. Mas, como o problema se repetiu, tacou a ré. A luzinha de ré acendeu e o Comportado adivinhando a m…. que ia dar, começou a buzinar.

Isto só exacerbou o espírito de competição do Piloto. Quando verde surgiu, pé direito no fundo e…… adivinhem o que aconteceu?

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A fotos não foram feitas.

 

Corcel GT 74

Fotos: Divulgação (responsabilidade do editor da Coluna)

Claro, o Maverick do Reinaldo Lavia voou para trás e “atropelou” o Corcel GT do Carlos Roberto Costa, o Carlão, que passou pela Ford e também, mais recentemente, pela Citroën. (Pronto revelei os nomes. Mas vocês já sabiam, né?).

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 *chicolelis – chicolelis@gmail.com – Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna  (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos social e ambiental.

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BMW Motorrad lança novo GPS Navigator VI

Da Redação

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Foto: BMW Motorrad / Divulgação

A BMW Motorrad passa a oferecer no País o novo equipamento de navegação BMW Motorrad Navigator VI, desenvolvido especialmente para viagens de motocicleta.

O aparelho será comercializado nas concessionárias da marca pelo preço sugerido de R$4,66 mil. O equipamento anterior, Navigator V, continuará sendo vendido, por R$3,90 mil.

Resultado da parceria entre a BMW Motorrad e a empresa Garmin, pioneira em tecnologias de navegação por GPS, o novo BMW Motorrad Navigator VI permite a conexão entre as suas diversas funcionalidades com a motocicleta, o piloto e outros motociclistas.

O aparelho, de formato retangular, mede 136 milímetros de comprimento, 83,4 mm de largura e 22,5 mm de profundidade; possui um display de cinco polegadas, sensível ao toque, e vem equipado com filtro de polarização circular (CPOL) capaz de minimizar os reflexos de luz, melhorando o contraste e a visualização dos mapas, além de proporcionar nitidez suficiente para garantir uma boa leitura das informações, mesmo com a moto em movimento.

Ele traz recursos inéditos e inúmeros aprimoramentos, como geo-referenciação exata e representação perfeita na tela do sistema de navegação; 4GB de capacidade de memória interna; tecnologia bluetooth para conexão do GPS ao sistema de comunicação e ao telefone; e conexão com o Aplicativo Garmin Smartphone link, com informações sobre trânsito, último local estacionado e condições meteorológicas.

Para facilitar a manipulação do aparelho, mesmo com luvas, o usuário pode utilizar o seletor de funções Multi-Controller, situado no punho esquerdo, desde que a motocicleta esteja equipada com suporte de Preparação para GPS, oferecido como item opcional para os modelos BMW R 1200 GS / Adventure, K 1600 GTL, K 1600 Bagger e S 1000 XR.

A conexão pode ser feita por meio de sistema BUS, de bordo. Caso a motocicleta não disponha de Preparação para GPS, é possível fixar o Navigator VI no Mount Cradle de 4 teclas, por meio de um suporte específico. Ambos são vendidos como acessórios.

Novas funcionalidades – Com a nova função “Evitar estradas principais” é possível esquivar-se das vias principais automaticamente, enquanto outros percursos são calculados ou recalculados.

Combinada à função já existente “Evitar estradas interestaduais”, o novo recurso permite selecionar vias ainda mais adequadas às motocicletas. A função “Ida e Volta”, por sua vez, possibilita criar um trajeto com o mesmo ponto de partida e chegada e com duração pré-definida.

Essa funcionalidade também combina outras opções de rotas e pontos evitados. E, com a ajuda do software BaseCamp, é possível selecionar rotas personalizadas e altamente detalhadas. Por meio desta função, uma viagem pode ser dividida em até 30 rotas, sendo que cada segmento pode ter até 125 pontos de moldagem, oferecendo, assim, opções de personalização praticamente ilimitadas.

Guia de voz TTS – Outra ferramenta importante é o guia de voz Text-to-Speech (TTS). Com ele é, praticamente, impossível perder-se pelo caminho. Neste caso, as instruções ditadas pelo aparelho usam referências mais específicas, como a descrição de sinais de trânsito, sinalização rodoviária e até edificações como pontos de referência, por exemplo. Também é possível buscar um destino usando um smartphone e, em seguida, enviá-lo ao navegador.

Streaming de música – Com o streaming de música via bluetooth, as playlists armazenadas no smartphone sempre estarão disponíveis durante o percurso. Além de iniciar e parar a reprodução das músicas, o dispositivo permite acessar faixas e pastas específicas de smartphones com sistema operacional iOS. No caso, de aparelhos Android, as músicas são tocadas na sequência normal.

Rally Minas Brasil abriu a temporada 2018

Da Redação  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 16/03/2018)

Conceição do Mato Dentro (MG) recebeu pilotos do País inteiro com terreno liso e escorregadio

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Foto: Cadu Rolim / DFOTO / Divulgação

E foi oficialmente aberta a temporada 2018 dos campeonatos Brasileiro de Rally Cross Country e Brasileiro de Rally Baja, bem como do Campeonato Mineiro de Rally. A cidade de Conceição do Mato Dentro (MG) foi a anfitriã do Rally Minas Brasil, que atraiu pilotos e navegadores de diversas partes do País, representando dez estados e 55 municípios.

O grid foi formado por 93 veículos – entre motos, quadriciclos, UTVs e carros – que fizeram a alegria da população conceicionense. Todos puderam visitar, livremente, o parque de apoio das equipes e ficaram bem perto de importantes nomes do automobilismo fora de estrada.

As crianças ficaram eufóricas, andando de um boxe para outro com os olhares apaixonados pelos veículos. “Participantes e organização interagiram com os moradores, inclusive com meu filho de seis anos, que ficou encantado com o rally. É uma alegria ter um evento como este em nossa cidade”, disse o morador Geraldo Magella de Figueiredo.

E São Pedro batizou o Rally Minas Brasil, colocando a organização e os competidores “a toda prova”. Primeiro, porque em alguns pontos do roteiro, o terreno ficou bastante prejudicado e, por medidas de segurança, a organização do certame – a Rallymakers – aplicou o “plano B”, sem qualquer prejuízo a parte técnica da competição.

Depois, os off-roaders foram desafiados em duas especiais: 75 e 81 quilômetros, totalizando 156 quilômetros que cortaram as montanhas das localidades de Itacolomi, Ouro Fino, Córregos, Santo Antônio do Cruzeiro, Tapera e Congonhas do Norte. O percurso foi bem travado e sinuoso, com erosões, cascalhos, subidas e descidas de serra.

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Foto: Doni Castilho / DFOTOS / Divulgação

Às 8h15 foi dado o sinal verde para o Rally Minas Brasil. O resultado do sábado (10) foi válido pela 1ª etapa dos campeonatos Brasileiro de Rally Cross Country e Rally Baja, portanto, era preciso pontuar bem para abrir o campeonato com o pé direito.

Nas motos, a temporada 2018 começou acirrada (e coloca acirrada nisso!). Com uma diferença de apenas oito segundos, o vencedor do primeiro dia de disputas foi o piloto Elias Campideli Folly (3h22min02s), que mal pode respirar porque Francine Rossi veio logo atrás (3h22min10s).

“Para o tipo de prova igual à hoje, mais lisa, é necessário ter uma tocada menos agressiva e mais conservadora, pois um tombo faz você perder tempo. Acredito que a experiência que possuo me fez sair vitorioso”, disse Folly. A terceira posição foi ocupada por Kelder Campos (3h24min51s).

Entre os quadriciclos, o piloto Geison Belmont conquistou um excelente resultado na primeira especial; ele foi o mais rápido entre as motos e quadriciclos na marca de 1h25min33. Porém, quando seguiu para a segunda bateria do dia, um problema no acelerador do quadriciclo fez com que ele perdesse rendimento.

Mesmo assim, ele foi o vencedor da categoria quadriciclos. “Agora é arrumar tudo para repetir o desempenho da primeira especial e conquistar o pódio”, comentou Belmont.

Vei3 - Douglass Fagundes -DFOTOS - DivulgaçãoFoto: Douglass Fagundes / DFOTOS / Divulgação

Outra briga de “gente grande” foi nos UTVs. Os pilotos Rodrigo Varela (3h05min43s) e Cristiano Batista (3h06min02s) fizeram os 156 quilômetros do Rally Minas Brasil “pau a pau”, e com apenas 19 segundos de diferença cruzaram a linha de chegada.

“A prova estava excelente. É muito bom começar o campeonato com o pé direito, além do visual da região que era lindo. Sem dúvida, está sendo uma experiência muito bacana para mim e para a equipe”, disse Varela. Em terceiro lugar ficou o piloto André Hort (3h07min20s).

Nos carros, o piloto Jorge Wagenfuhr Júnior e navegador Ivo Renato Mayer foram os mais rápidos do dia (3h18min05s). O piloto – que participou do Dakar 2018 –, disse que só pensou em acelerar.

“Mas sempre com cuidado, pois com um rally com as condições técnicas já mencionadas, é prudente fazer uma leitura rápida do terreno e ser cauteloso, além da dupla ter uma comunicação perfeita”, declarou.

Na sequência, vieram as duplas Luiz Facco e Humberto Ribeiro (3h24min00s), e Marcos Baumgart e Cleber Cincea (3h26min09s), nas segunda e terceira posições, respectivamente.

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Foto: Sanderson Pereira / Photo-S Imagens / Divulgação

Terreno liso – E a cidade de Conceição do Mato Dentro mostrou porque é a capital do ecoturismo mineiro. Além de todo o potencial turístico que possui, a população acolheu a caravana do Rally Minas Brasil com muito respeito, carinho e admiração durante os dias 9, 10 e 11 de março.

Com participantes vindos de diversos lugares do País, e circulando pelas ruas conceicionenses, o evento mudou a rotina do município e, claro, estimulou a economia local.

A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que a ocupação da rede hoteleira foi de 100%. Além disso, a competição movimentou, muito, os lava-jatos da cidade, além dos restaurantes. Conversando com proprietários de estabelecimentos comerciais, foi possível perceber que o Rally foi bastante positivo para a economia da cidade.

Marcada por terrenos extremamente lisos, controlar os veículos e mantê-los no curso foi uma missão quase que impossível durante a competição. Com pouca aderência entre pneu e terreno, os pilotos precisaram mais do que braço e experiência.

Foi preciso coragem para acelerar e executar manobras. Teve quem adotou uma tocada mais conservadora, e também aqueles que arriscaram mais.

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Foto: Doni Castilho / DFOTOS / Divulgação

2º Dia – No domingo, às 8h, o Rally Minas Brasil foi retomado para um trecho cronometrado de 75 quilômetros. Pilotos e navegadores estavam prontos e dispostos a vencer – ainda que lutar pelo pódio, em um terreno totalmente escorregadio, fosse uma experiência extremamente alucinante. Mas, quem participa do rally não busca por momentos de muita aventura e adrenalina?

Com foco no pódio e conscientes da competitividade, nas motos a disputa manteve-se parelha. Com diferença de apenas 17 segundos, o piloto Rubens Neiton venceu o dia (01h31min34s), seguido por Elias Campideli Folly (01h31min51s). Em terceiro lugar ficou Kelder Campos (01h32min46s).

Entre os quadriciclos, o piloto Richard Amaral fez o melhor tempo (01h29min03s), inclusive, superando os competidores da categoria motos. Já seu concorrente direto, o piloto Geison Pinheiro Belmont, teve pane seca e não concluiu o trecho cronometrado.

Nos UTVs, novamente se observou os competidores com a “faca nos dentes”. Destemidos, eles aceleraram fundo e fizeram uma disputa “pau a pau” até cruzar a linha de chegada.

No resultado do dia, o mais veloz foi o piloto Bruno Varela (01h23min02) – 38 segundos à frente do piloto Guilherme Cysne (1h23min41s), que ficou tecnicamente empatado com o piloto Rodrigo Varela (01h23min41s).

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Foto: Douglass Fagundes / DFOTOS / Divulgação

Os carros foram os últimos a largar para a especial de 75 quilômetros, e eles literalmente, fizeram uma aula de “patinação” e passaram com nota 10.

A dupla Marco Baumgart e Kleber Cincea foi a melhor da etapa, com o tempo de 01h30min10s. Eles foram seguidos por André Miranda e Cadu Sachs (01h32min14s), e Marcos Moraes e Fábio Pedroso (01h32min29s), nas segunda e terceira colocações, respectivamente.

Em todas as categorias a disputa foi acirrada

Técnico e desafiador, o Rally Minas Brasil mostrou ao País a competência de seus organizadores e a qualidade técnica e a coragem de todos os inscritos no evento. Em conversa com alguns pilotos, ficou bem clara a satisfação de todos com o nível de organização do evento.

No total, foram cumpridos 231 quilômetros, que passaram pelas localidades de Itacolomi, Ouro Fino, Córregos, Santo Antônio do Cruzeiro, Tapera e Congonhas do Norte.

A cada metro, um desafio diferente pelas montanhas de Minas Gerais: erosões, trial, subidas e descidas íngremes pelas serras que descortinavam uma paisagem incrível. Ainda que na maior parte do roteiro o terreno estivesse escorregadio, houve momentos de grip bom, onde os off-roaders aproveitaram para recuperar tempo.

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Foto: Doni Castilho / DFOTOS / Divulgação

O piloto Elias Campideli Folly foi o grande campeão entre as motos e, no resultado acumulado, fez a marca de 4h53min54s. No segundo lugar do pódio, veio Rubens Neiton (04h57min37s), empatado com Kelder Campos (04h57min37s), em terceiro.

“Quero agradecer a Deus por essa vitória, principalmente, porque a etapa deste domingo foi bem complicada, com chão muito liso. Choveu demais nesta noite, e isso dificultou ainda mais a nossa performance. Mas como eu liderava, fiz uma leitura rápida do piso e fiquei concentrado para não cometer erros”, contou Folly.

Nos quadriciclos, o piloto Geison Pinheiro Belmont soube contornar os problemas enfrentados, e subiu no primeiro lugar do pódio (11h20min19s), com Richard Amaral, na segunda posição (13h09min03s).

A classificação geral da categoria UTVs continuou bem apertada e, novamente, segundos separaram os primeiros colocados. Mas, quem cantou a vitória foi o piloto Rodrigo Varela, com vantagem de apenas 22 segundos (04h29min24s). O vice-campeão foi Cristiano Batista (4h29min47s), e Bruno Varela ocupou a terceira posição (4h30min36s).

“O piso foi bom para acelerar, sendo que em algumas partes estava bem escorregadio, então, poupei o equipamento para não sair da trajetória da trilha. Estou contente por ter competido em Minas Gerais, o visual é incrível, público presente… Enfim! Foi sensacional”, declarou Rodrigo.

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Foto: Douglass Fagundes / DFOTOS / Divulgação

E, para fechar o Rally Minas Brasil com chave de ouro, nos carros, a dupla Marcos Baumgart e Kleber Cincea – que guiou a Ford Ranger (picape sensação da temporada 2018), foi a grande vencedora, na marca de 04h56min19s.

Com quase três minutos atrás, vieram Marcos Moraes e Fábio Pedroso (04h59min26s), e em terceiro, André Miranda e Cadu Sachs (05h03min42s). “Estamos bem satisfeitos com o resultado da equipe. Todos trabalharam muito para a preparação deste novo carro”, concluiu o piloto.

No encerramento do Rally Minas Brasil, o Prefeito de Conceição do Mato Dentro, José Fernando Aparecido de Oliveira, esteve presente e agradeceu a vinda do evento à região.

“Foi um trabalho incrível realizado no nosso município. Nós demos total apoio à Rallymakers, para que a competição fosse impecável e todos os envolvidos tivessem uma boa impressão de nós e, futuramente, retornem para cá. Depois de 11 anos, é uma honra ser a porta que abre para o retorno deste esporte em Minas Gerais”, encerrou.