L200 Triton Sport ganha novas versões

Amintas Vidal*      (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 07/05/2018)

A nova HPE-S , de topo de linha, e a GLS automática juntam-se às demais versões da picape Mitsubishi

Vei 01 Tom Papp DivulgaçãoJá comentamos aqui, em outras oportunidades, que a demanda por picapes tem origem remota, nos anos 80, quando os modelos nacionais modificados de cabine simples para cabine dupla eram a bola da vez.

Na década seguinte, com as importações liberadas, surgiram picapes e SUVs que fizeram os modelos transformados nacionais sumirem do mercado. A empresa Souza Ramos, transformadora que detinha uma grande fatia desse bolo, também sucumbiu aos importados.

Porém, paralelamente, seus proprietários associaram-se à Mitsubishi para comercializar seus veículos importados e posteriormente produzir alguns no Brasil.

Hoje, a empresa HPE é acionista e controladora da Mitsubishi Motors do Brasil e, além de importar diversos modelos da marca e da Suzuki, monta na planta de Catalão (GO) os modelos Mitsubishi L200, Lancer e ASX, além do Suzuki Jimny.

Nessa planta, local escolhido para apresentação deste lançamento, trabalham 2.200 colaboradores. Ela tem flexibilidade para produzir um mix de até 30 versões de diversos modelos e uma capacidade anual para montar até 120 mil unidades.

No complexo são empregados diversos processos produtivos de ponta, principalmente na área de pintura, que garantiram ao parque nacional o menor índice de defeitos de produção entre todas as unidades fabris da Mitsubishi instaladas fora do Japão.

Vei 04- Tom Papp DivulgaçãoL200 Triton Sport é o nome padronizado para as picapes Mitsubishi na linha 2019, que passa a contar com cinco versões: GL MT 2.4 Diesel (R$ 120,99 mil – vendida apenas para frotistas), GLX MT 2.4 Diesel (R$126,99 mil), GLS AT 2.4 Diesel (R$137,99 mil), HPE AT 2.4 Diesel (R$154,99 mil) e HPE-S AT 2.4 Diesel (R$174,99 mil).

Todas são comercializadas com cabine dupla e caçamba, não havendo opção de cabine simples ou cabine com chassi. Suspensões e motor também são únicos. A suspensão dianteira SDS II tem braços triangulares duplos, barra estabilizadora expandida, molas helicoidais mais rígidas e amortecedores hidráulicos. Na traseira, eixo rígido, molas semielípticas e amortecedores hidráulicos defasados.

O motor diesel tem 2.442cm³, injeção eletrônica direta Common Rail com turbo-compressor e intercooler, desenvolve 190cv de potência a 3.500 rpm e 43,9 kgfm de torque às 2.500 rpm.

Fabricado em alumínio, pesa cerca de 30 quilos a menos que os similares feitos em ferro. Sua baixa taxa de compressão reduz as vibrações. Turbina de geometria variável e o sistema MIVEC, com atuação dinâmica no comando de válvulas, são outras tecnologias que aumentam a sua eficiência energética. As versões com câmbio manual contam com seis marchas e, as automáticas, com cinco.

Suas dimensões são: comprimento – 5,28 metros, largura – 1,79 metro, altura – 1,82 metro, distância entre eixos – 3,0 metros. Sua capacidade de carga é de uma tonelada. O tanque de combustível comporta 75 litros. Em aptidão para o fora de estrada o modelo apresenta os mesmos números para todas as versões: ângulo de entrada: 30°, ângulo de saída: 22°, ângulo de rampa: 26°, inclinação lateral: 45°, altura livre do solo: 220 mm e travessia com água: 600 mm.

Vei 03 - Tom Papp Divulgação4×4 – Todas as versões contam com tração 4×4 comutada por comando elétrico através de botão no console central, mas com tecnologias distintas. Nas três versões de entrada, equipadas com o sistema EasySelect, apenas a tração 4×2 pode ser usada no asfalto.

A 4×4 e a 4×4 reduzida, somente na terra. Já as nas versões HPE e HPE-S o sistema SuperSelectII tem um segundo modo 4×4 que pode ser usado no asfalto. Em ambos os sistemas a mudança da tração 4×2 para 4×4 pode ser realizada até os 100 km/h. Já no modo 4×4 com reduzida em 2,566 vezes, apenas parado e com a marcha em neutro ou ponto morto.

Desenhos das grades e acabamentos externos sem pintura, pintados ou cromados diferenciam as versões. Internamente, materiais como forrações em tecido ou couro, plásticos simples ou com acabamentos metalizados e em preto brilhantes são as variáveis que dão distinção às opções.

Todas as versões apresentam um pacote completo de equipamentos básicos de série: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, duplo airbag e ABS com distribuição eletrônica de frenagem.

Vei 07- Tom Papp (51)Na GL, o sistema de som é opcional e básico. Nas demais é de série e ganham recursos em cada versão: vão do rádio com CD, conexão bluetooth e entrada USB ao mais sofisticado sistema multimídia com tela touchscreen capacitiva de 7 polegadas, CarPlay&AndroidAuto, AppWaze + Spotfy. GPS/NAVI (off-line) Wi-Fi, comando de voz, bluetooth com áudio streaming, entrada USB, auxiliar, SD Card e conexão para subwoofer.

As versões HPE e HPE-S apresentam os equipamentos mais diferenciados. Ar-condicionado digital de duas zonas, paddle shifts grandes e fixados na coluna de direção para troca de marchas, chave presencial para abertura das portas e partida do motor, revestimento em couro, assistente de partida em rampa e para condução de trailer, controle de estabilidade e controle de tração, controle automático de velocidade, entre muitos outros.

A HPE-S, além desses equipamentos, tem rodas aro 17, nove airbags, o sistema multimídia mais completo citado acima e a grade frontal cromada com elementos horizontais e, não, os polêmicos verticais que se assemelham às picapes indianas e ainda estão presentes nas outras quatro versões.

Vei 06 - Tom Papp (50)Test-drive – A Mitsubishi organizou um test-drive off-road de verdade, passando por estradas de terra e trilhas que cortam fazendas nos arredores da fábrica em Catalão.

Também circulamos por vias asfaltadas e a versão testada foi a HPE-S. O comportamento das suspensões foi o destaque. O conjunto, mais firme que o usual, faz a picape absorver os impactos com pouca oscilação da carroceria, tanto lateralmente como longitudinalmente. Mesmo assim é confortável e transmite segurança ao motorista.

Vei 02 Tom Papp DivulgaçãoEm algumas lombadas a picape decolava e pousava sem pular ou perder a trajetória ao tocar o solo, mesmo pesando 2 toneladas. Nas curvas, a L200 também não inclina lateralmente em excesso e o sistema SuperSelectII garantiu boa tração em todos os tipos de pisos.

Apesar de copiar bem as irregularidades do solo, a L200 é uma tradicional picape com chassi e transmite vibrações para a cabine, mas esse é o preço que se paga por uma base rígida, adequada ao fora de estrada.

Entre as suas concorrentes, é a mais confortável que já avaliamos em estradas esburacadas. Também circulamos por trilhas com diversos obstáculos e ela apresentou a mesma competência ao transpô-los, com o auxílio da reduzida com bloqueio do diferencial.

É um desempenho que faz jus ao “DNA4x4”, conceito apregoado pela Mitsubishi e reforçado em diversos ralis de regularidade e de velocidade organizados pela marca.

No asfalto, o câmbio de apenas 5 marchas é insuficiente para acompanhar a elasticidade do motor. Mesmo assim, o desempenho é satisfatório, mas para manter velocidades mais altas, é preciso andar em rotações elevadas para um propulsor a diesel.

A Mitsubishi L200 Triton Sport entrega o melhor equilíbrio entre desenvoltura no fora de estrada e conforto, ideal para quem mora em cidades e também “foge” do asfalto com frequência.

Vei 05 - Tom Papp Divulgação

Fotos: Tom Papp / HPE Autos / Divulgação

*o colaborador viajou à convite da HPE Autos

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