Mercado de caminhões cresce 50,71% e, o de motocicletas, 6,93%

Da Redação

Porém, previsão de crescimento, para todos os segmentos do mercado de veículos em 2018, é reduzida de 13% para 9,8%

O mercado de caminhões registrou alta de 50,71% no primeiro semestre de 2018 sobre mesmo período de 2017, somando 32.338 unidades licenciadas.

Em junho, os 5.731 caminhões emplacados representaram crescimento de 37,14% sobre idêntico mês de 2017, e aumento de 0,24% em relação a maio de 2018.

Segundo Sérgio Zonta, Vice-Presidente da Fenabrave para os segmentos de caminhões e implementos rodoviários, houve um expressivo aumento nos níveis de financiamento, principalmente pela oferta dos bancos privados e ligados às montadoras, o que tem contribuído, significativamente, para esta retomada.

“Além disso, verificamos uma queda acentuada na inadimplência e, mesmo com as recentes revisões do PIB, as perspectivas para o segmento continuam positivas, até, porque, a base de comparação com anos anteriores ainda é muito baixa”, comentou.

O segmento de Implementos Rodoviários registrou alta de 79,80% no acumulado do semestre frente a igual período do ano passado, totalizando 20.019 unidades, contra 11.134 unidades de 2017. Em junho, os emplacamentos somaram 3.776 unidades, marcando alta de 71,64% em relação ao mesmo mês do ano passado e 4,66% acima do volume de maio de 2018.

Na avaliação de Zonta, este desempenho está relacionado à necessidade de renovação dos equipamentos.

A greve de caminhoneiros provocou vários problemas ao segmento de motocicletas. “Não houve transporte de motos de Manaus, o que desabasteceu as concessionárias”, avaliou Carlos Porto, vice-presidente da Fenabrave para o segmento de duas rodas.

Apesar dos impactos negativos da greve, realizada em maio, os dados mostram que o mercado cresceu 6,93% no primeiro semestre de 2018, ante o mesmo período de 2017, somando 456.889 unidades.

Já em junho, como reflexo da greve, foram licenciadas 74.089 motos, registrando queda de 8,83% sobre o volume de maio deste ano, mas 3,22% acima das vendas registradas em junho de 2017.

Para o segmento de Tratores e Colheitadeiras, os dados da Fenabrave mostram que foram vendidos, no atacado, de janeiro a maio, 14.249 unidades, retração de 12,34% ante igual intervalo do ano passado.

Na mesma comparação, as vendas no varejo caíram apenas 0,6%. Contudo, segundo Marcelo Nogueira, vice-presidente da Fenabrave para estes segmentos, as perspectivas são positivas para o segundo semestre.

“A inadimplência é a menor do setor, em torno de 1,5%, e os estoques caíram 18,23% nas concessionárias nesse período. Temos de lembrar, ainda, que a greve dos caminhoneiros também prejudicou a entrega de máquinas aos produtores rurais”, explicou Nogueira.

Ele reforçou os pontos positivos do Plano Safra 2018/2019 que, também, devem contribuir para o crescimento das vendas de tratores e colheitadeiras nos próximos meses, como a queda na taxa de juros e a ampliação do volume disponível para os produtores rurais.

Revisão das Projeções para 2018

Diante do novo cenário econômico brasileiro, afetado pela greve dos caminhoneiros e pelo início da Copa do Mundo de Futebol, a Fenabrave revisou, pela segunda vez, as projeções para o Setor da Distribuição de Veículos em 2018.

Considerando os emplacamentos de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e implementos, motocicletas, tratores e colheitadeiras), a entidade projeta, para este ano, alta de 9,8% sobre 2017, totalizando 3.420.259 unidades. Anteriormente, a entidade estimava aumento de 13%.

A nova projeção da entidade para os segmentos de Automóveis e Comerciais Leves aponta para crescimento de 9,7% em 2018, chegando a 2.383.184 unidades. Em março, a entidade estimava que os segmentos cresceriam 15,2% no ano.

Com a revisão das projeções, o segmento de Caminhões deve registrar alta de 24,8% nos emplacamentos em 2018, atingindo 65.000 unidades. No início do ano, as projeções divulgadas indicavam crescimento de 17%.

A Fenabrave projeta, para o segmento de Ônibus, retração de 4,1%, em função do ano eleitoral, o que reduz o total a ser comercializado para 14.480 unidades. Em março, a projeção era de 3,3% de crescimento.

Para Implementos Rodoviários, o novo índice de crescimento projetado é de 58,6%, com 40.615 unidades, contra 41% de alta, anteriormente prevista.

A entidade também está revendo a projeção para o mercado de Motocicletas que, com a retomada dos níveis de renda pelas classes C e D, que formam a maior parte dos consumidores de motos de baixa cilindrada, deve passar para 7,7% de crescimento, ante os 6,5% estimados anteriormente. Com a nova previsão, o total de motocicletas emplacadas deve chegar a 916.980 unidades.

Os segmentos de Tratores e Colheitadeiras, que não têm emplacamentos, devem manter estabilidade com relação ao ano passado. Por isso, a entidade manteve sua estimativa de crescimento no patamar de 0,24%, devendo totalizar 41.600 unidades.

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