Jeep Compass prova que não se mexe em time que está ganhando

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 28/12/2018)

SUV continua imbatível na categoria

_MG_5807Lançado em 2016, o Jepp Compass arrancou aplausos dos jornalistas presentes ao evento, não por seu equilibrado design ou outra de suas diversas virtudes, mas sim, por seu preço inicial de R$100 mil reais.

Realmente, este valor estava mais próximo ao pedido por utilitários compactos da concorrência que por médios, uma precificação agressiva da Jeep. Mas a montadora também acertou ao colocar no mercado um produto adequado ao consumidor que ainda mantinha seu poder de compra, uma parcela da população que continuava a investir em um carro 0Km, apesar da crise econômica.

Em 2017, seu primeiro ano de venda cheia, o Compass surpreendeu o mercado tornando-se o SUV mais vendido do Brasil entre todos os tamanhos existentes. Uma façanha, deixando para trás pelo menos nove modelos mais baratos e um número ainda maior de opções mais caras.

Segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no ano passado foram emplacados 49.187 unidades do modelo contra 47.775 do Honda HRV, o segundo colocado. Estes números foram tão expressivos que deixaram os dois modelos na 9ª e 10ª posições, respectivamente, entre todos os automóveis vendidos em nosso País.

Este ano a história se repetirá. Dados da mesma entidade indicam que, de janeiro a novembro, 55.522 Compass foram emplacados, garantindo novamente a liderança e a mesma posição no ranking (9ª). O Honda HRV continua atrás, um pouco mais distante, com 44.240 unidades, na 13ª colocação e seriamente ameaçado pelo Hyundai Creta que, com apenas 183 unidades a menos, deverá superá-lo no último mês do ano, considerando seu forte crescimento em vendas.

Contudo, os principais oponentes do Compass estão brigando pela vice-liderança, mas sem chances de acenderem ao topo do pódio.

_MG_5850Compass 2019 – Há exato um ano e dois meses, nós avaliamos o Compass Longitude Flex 2018. DC Auto recebeu o modelo 2019 na mesma versão para uma nova avaliação e constatamos que suas mudanças foram poucas.

Ele ganhou novas rodas, pequenos detalhes de acabamento e um remanejamento na lista de itens de série e opcionais. Também sofreu aumento no preço, mas, segundo a Jeep, comparado ao modelo 2018 equipado com os mesmos itens, o 2019 ficou mais em conta.

Itens de série – O Jeep Compass Longitude automático 2.0 flex (2019) está com preço sugerido, no site da montadora, de R$ 124,99 mil. Seus principais itens de série são: ar-condicionado automático dual zone, ABS, airbags dianteiros, aletas para trocas de marcha atrás do volante, bancos revestidos parcialmente em material que imita couro, chave de presença com telecomando para abertura de portas e vidros “Keyless Enter ‘n Go”, comandos do sistema de áudio e bluetooth no volante, controle de estabilidade (ESC), controle de tração, controle de estabilidade para trailler e controle eletrônico anti-capotamento.

Também estão presentes: câmera de estacionamento traseira, direção elétrica, espelhos retrovisores externos com rebatimento elétrico, faróis e lanternas com assinatura em LED, freio de estacionamento eletrônico, hill start assist, Isofix, luzes diurna (DRL), novas rodas em liga leve aro 18 polegadas e pneus 225/55, piloto automático, quadro de instrumentos com tela de 7 polegadas em TFT, sensor de estacionamento traseiro, sistema Start&Stop e de monitoramento de pressão dos pneus, sistema de áudio com 6 alto falantes , USB e bluetooth, tela touchscreen de 8,4 polegadas, espelhamento através do Apple Carplay e Android Auto com comando por voz, entre outros.

Pacotes opcionais – A unidade avaliada estava equipada com apenas dois pacotes de equipamentos opcionais. O Pack Premium (R$ 3,2 mil), que acrescenta o acendimento automático dos faróis, faróis em xênon, sensor de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e o sistema de som premium Beats, de 506 W.

O segundo conjunto opcional, Pack Safety (R$ 3,5 mil) agrega segurança com airbag de joelho para o motorista, airbags laterais e airbags de cortina. Ainda estão disponíveis mais dois pacotes, o Protection (R$ 900,00) que contempla um conjunto de para-barros nas quatro rodas.

O teto solar panorâmico é um opcional com preço de um carro velho, R$ 7,7 mil, mas já vem com os protetores do pacote anterior, o que não transforma a cobertura de vidro em uma pechincha, definitivamente.

_DSC2468Motor e câmbio – Todas as versões bicombustível do Compass contam com o motor Tiguershark 2.0 Flex de 4 cilindros. Ele tem bloco e cabeçote em alumínio e comando acionado por corrente com abertura variável de válvulas, tanto na admissão quanto no escape.

A aspiração é natural, sem turbo, mas seus números são bons: desenvolve 166/159 cv às 6.200 rpm e tem torque de 20,5/19,9 kgmf às 4.000 rpm com etanol e gasolina, respectivamente. O câmbio é automático de 6 velocidades. Nessa configuração de motor a tração é sempre 4×2, dianteira.

Dirigindo – Como esperado, nesta nova avaliação com o Compass, tivemos experiência quase idêntica à anterior, uma vez que não ocorreram mudanças mecânicas. Mesmo já acostumados, seu comportamento dinâmico ainda nos impressiona, pois ele inclina pouco, é estável em curvas e entrega mais conforto que a maioria dos veículos com essas mesmas características dinâmicas.

Suas suspensões são independentes nos dois eixos e absorvem bem as imperfeições do asfalto e da terra. A prova deste bom trabalho pode ser ouvida nos pneus que, por serem de perfil baixo, sofrem sobre o piso ruim emitindo ruídos das “pancadas”, mas sem que o impacto chegue à cabine. Por sinal, circulando em boas estradas aos 110 km/h e na sexta marcha, o motor gira às baixas 2.300 rpm, imperando o silêncio no interior do Compass.

A direção elétrica é bem calibrada e se adequa corretamente às diversas situações. O câmbio tem trocas suaves e responde bem aos comandos do acelerador. Na outra avaliação nós criticamos a pouca permissividade do câmbio ao comandá-lo pelas aletas, e como não houve mudanças mecânicas, ele ainda continua conservador, impedindo trocas que elevem o giro próximo ao limite de segurança.

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_DSC2511Mas é bom dizer que continua um equipamento muito útil, tanto para estradas como para cidades, principalmente para comutar reduções em ultrapassagens, mas também para o uso do freio motor. Isso, além de gerar conforto à condução, aumenta a segurança, a economia de combustível e diminui drasticamente o desgaste das pastilhas e discos de freio.

O motor garante um bom desempenho ao Compass, até com alguma sobra, já que SUVs não foram feitos para altas velocidades. Considerando seu peso, 1.500 kg, ele acelera e retoma muito bem, mesmo sendo um modelo sem injeção direta e turbo.

Consumo – Contudo, o Tiguershark não é tão econômico quanto os motores sobrealimentados que entregam potência e torque semelhantes aos dele. O consumo foi de 7 km/l na cidade e 13 km/l na estrada, sempre com gasolina e ar-condicionado ligado.

Em relação à avaliação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), 8,8 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, obtivemos média urbana pior e rodoviária melhor. Acontece que no mês de dezembro o trânsito de Belo Horizonte é muito congestionado devido às chuvas e às festas de fim de ano. Já em estradas, conseguimos andar de forma bem econômica.

O tanque de combustível comporta 60 litros e, o porta-malas, 410 litros. Medindo 4,42 metros de comprimento e 1,82 metro de largura, ele é mais ágil que suas dimensões sugerem, mas não há mágica na hora de estacionar, mesmo com boa visibilidade para todos os lados e usando a eficiente câmera de marcha à ré com traços gráficos de posição e esterço e os sensores de estacionamento.

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Fotos: Amintas Vidal

Ele dá trabalho em vagas e garagem. Já seus 2,64 metros de entre-eixos garantem um bom espaço para todos, assim como o cinto de três pontos e o encosto de cabeça presentes em todos os assentos completam a segurança a bordo.

O Compass é 2,0 cm mais baixo que seu irmão menor, o Renagade, apesar de ser 18,4 cm mais longo e 2,1 cm mais largo. Por isso, seu comportamento dinâmico se aproxima mais de um carro de luxo que de um fora de estrada.

Para um Jeep, isso pode soar como desvantagem, mas não é. A grande maioria dos seus felizes proprietários jamais o levará para uma voltinha na terra, por isso, esse “cordeiro em pele de lobo” tem feito tanto sucesso em nossas selvas urbanas.

*Colaborador

Verifique a suspensão antes de viajar

Da Redação

_revisaoComeça a época de feriados e férias e, com isso, as viagens. O Brasil é o quinto colocado entre os países recordistas em acidentes de trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

E os números aumentam nesse mês de dezembro, quando mais pessoas saem de suas cidades. Para não correr o risco de ficar parado na estrada ou encerrar a viagem antes mesmo de chegar ao destino, é imprescindível realizar uma revisão completa no veículo.

A Monroe, empresa líder mundial na fabricação e no desenvolvimento de amortecedores, alerta que os condutores devem checar também todo o sistema de suspensão, que influencia não só no conforto como, também, na segurança dos ocupantes.

Os amortecedores devem ser revisados periodicamente, seguindo a orientação da montadora descrita no manual do veículo. “A Monroe recomenda verificar os amortecedores, aproximadamente, a cada 10 mil quilômetros. Também é preciso revisar o sistema quando o motorista notar problemas de dirigibilidade, ruído, solavanco, balanço excessivo ou falta de contato dos pneus com o solo. Ao perceber qualquer um desses sinais, será necessária a substituição imediata das peças. Rodar com o componente com desgaste excessivo pode causar acidentes graves, colocando todos em risco”, afirmou Juliano Caretta, supervisor de treinamento técnico da Tenneco*.

A substituição das peças é indicada para veículos que atingirem aproximadamente 40 mil quilômetros rodados, ou que apresentarem problemas no componente. Além de realizar a troca dos amortecedores, recomenda-se também a substituição do coxim, batente e coifa. Vale destacar que a manutenção preventiva custa menos que a corretiva, gerando uma economia de até 30%.

Conheça os riscos – Os amortecedores são um dos principais equipamentos de segurança. Por isso, se estiverem danificados ou desgastados, podem comprometer a capacidade de frenagem do carro, de modo a exigir até 2,5 metros a mais de distância para frear a uma velocidade de 80 km/h.

O risco de acidente é ainda maior em pista molhada, uma vez que o veículo pode aquaplanar, gerando perda de controle em curvas e pistas mal pavimentadas.

Por fim, há o comprometimento do conforto a bordo, com mais trepidações na carroceria e consequente elevação do nível de cansaço do motorista.

Além dos componentes de suspensão, é importante revisar freios, pneus, rodas e direção. O motorista deve verificar, ainda, as lâmpadas externas e internas, o nível do óleo do motor, do líquido do radiador e do fluído de freio.

O nível do recipiente de água e o estado de conservação das palhetas do limpador do para-brisa também devem ser inspecionados.

Fica a dica – Antes de pegar a estrada, certifique-se de estar com a CNH e o documento do veículo em mãos e confira se todos os equipamentos obrigatórios, como macaco, triângulo e chave de roda, estão no automóvel.

O extintor de incêndio não é mais item obrigatório em veículos de passeio, mas deve estar dentro da validade, cheio e com o lacre inviolado caso o proprietário opte por mantê-lo no carro.

Mais informações sobre os produtos Monroe podem ser consultadas por meio do serviço de relacionamento com o cliente no telefone 0800-166-004 ou através do site www.monroe.com.br.

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Fotos: Monroe / Divulgação

*Sediada em Lake Forest, Illinois (EUA), a Tenneco é uma das principais desenvolvedoras, fabricantes e distribuidoras de produtos e soluções tecnológicas para um ar mais limpo e um transporte mais suave, silencioso e seguro para mercados diversificados, incluindo os de veículos leves, pesados, comerciais e off-road e de reposição, com receita de US$ 9,3 bilhões em 2017 e aproximadamente 32.000 funcionários em todo o mundo.

 

Hyundai divulga calendário da Copa HB20

Da Redação

Hyundai_HB20_Motorsport_2O calendário preliminar para 2019 da mais nova categoria do automobilismo nacional, a Copa HB20, também conhecida como HB20 Motorsport, foi anunciado semana passada pela Hyundai Motor Brasil.

Serão 8 etapas, começando por Goiânia (GO) em 24 de março, e encerrando na cidade de São Paulo (SP), em 8 de dezembro. Em cada etapa, serão realizadas duas corridas, o que totalizará 16 provas na temporada.

“Temos confiança de que a Copa HB20 será uma das categorias mais disputadas do cenário nacional. Os carros são produzidos em um único lote em nossa fábrica e preparados para corrida pela H Racing, importante parceiro que garantirá total igualdade de condições aos competidores. Já temos vários pilotos inscritos e acreditamos contar com mais de 20 carros no grid de largada da primeira etapa, em Goiânia, já em março de 2019”, comentou Jan Telecki, gerente-geral de Marketing da Hyundai Motor Brasil

Além das capitais de Goiás e São Paulo, o calendário provisório prevê que a Copa HB20 passe por Campo Grande (MS) em abril, Londrina (PR) em junho, Curvelo (MG) no mês de julho, Santa Cruz do Sul (RS) em agosto, e Tarumã (RS) e Curitiba (PR), ambas no mês de outubro. As datas, agora, seguem para validação da Confederação Brasileira de Automobilismo – CBA.

O investimento previsto para os pilotos, por veículo inscrito, será de cerca de R$ 200 mil, o que contempla um pacote de serviços que inclui aluguel e preparação esportiva do carro, suporte de pista com mecânicos e telemetristas, um jogo de pneus, combustível e transporte.

Esse pacote completo faz da Copa HB20 uma das categorias mais acessíveis do automobilismo nacional, informou a Hyundai.

Hyundai_HB20_MotorsportExpectativa por alta competitividade

No fechamento do ano de 2018, a Hyundai reforçou a expectativa de provas bastante empolgantes para o ano que vem na Copa HB20. O piloto gaúcho Fabiano Cardoso, com o HB20 de número 45, da equipe Scuderia Fast Racing, sagrou-se campeão da Classe 1A, a principal da categoria Turismo Nacional, competindo com diversos outros modelos de marcas diferentes.

O título veio no circuito de Curvelo (MG) no sábado (15 de dezembro), em uma temporada em que os dois HB20 da Scuderia Fast Racing venceram a metade das provas disputadas, sem uma única quebra de motor. Cardoso, sozinho, foi responsável por onze primeiros lugares, quatro segundos, um terceiro, um quarto e dois quintos lugares.

“Os carros HB20 que disputaram as provas da Turismo Nacional em 2018 serviram de laboratório para a Hyundai estabelecer as bases para a Copa HB20 do ano que vem. Eles mostraram desempenho consistente e alta resistência mecânica, o que nos deixa bastante animados para os pegas que vão ocorrer nas provas exclusivas para este modelo em 2019”, completou Telecki.

O conjunto mecânico dos carros da Copa HB20 será totalmente original da fábrica, com base no modelo HB20 R spec, com motor 1.6 e transmissão manual de seis velocidades. A configuração para competição vai possibilitar atingir uma “potência máxima de roda” de 160 cv, 20% superior à original, podendo alcançar 200 km/h.

Por dentro da Copa HB20

A Hyundai anunciou a mais nova categoria do automobilismo brasileiro durante a 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Na HB20 Motorsport, agora também chamada de Copa HB20, todos os participantes competem pilotando o hatch compacto HB20.

No Brasil, como parte da estratégia da competição “monomarca”, a gestão da Copa HB20 será feita pela H Racing, empresa criada em parceria com o executivo Daniel Kelemen, concessionário Hyundai e presidente da associação dos concessionários da marca – ABRAHY.

A H Racing terá a responsabilidade de preparar e manter os veículos de competição, assim como prestar todos os serviços dedicados aos pilotos, como a logística de transporte dos carros, o fornecimento de pneus, combustível e demais equipamentos para cada etapa.

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Fotos: Rodrigo Aguiar Ruiz / Hyundai / Divulgação

A Hyundai contará também com a parceria da +Brasil, do empresário Carlos Col, uma das principais empresas brasileiras no mercado de esporte a motor, para a organização das corridas.

Mesmo com custo reduzido em comparação com outros torneios nacionais, a Copa HB20 terá uma estrutura de eventos de ponta, trazendo atrações paralelas, divulgação, transmissão de TV ao vivo e via livestreaming nas redes sociais.

A categoria tem o reconhecimento da Confederação Brasileira de Automobilismo – CBA, que introduzirá a Copa HB20 no calendário de competições oficiais da associação em 2019.

Também está incluída no “Capacete de Ouro”, premiação do automobilismo brasileiro que, há mais de 20 anos, homenageia os destaques dos principais torneios nacionais. Os competidores da Copa HB20 irão pontuar no ranking do “Capacete de Ouro” e a categoria também terá uma premiação dedicada entre seus participantes.

Etapas da Copa HB20

As etapas serão realizadas no conceito de “rodada dupla”, com 2 provas por fim de semana, totalizando 16 corridas.

Calendário 2019 (Sujeito ainda à homologação da CBA):

1ª etapa: 24/03, em Goiânia (GO)

2ª etapa: 14/04, em Campo Grande (MS)

3ª etapa: 02/06, em Londrina (PR)

4ª etapa: 14/07, em Curvelo (MG)

5ª etapa: 18/08, em  Santa Cruz do Sul (RS)

6ª etapa: 06/10, em Tarumã (RS)

7ª etapa: 27/10, em Curitiba (PR)

8ª etapa: 08/12, em São Paulo (SP)

 

Configuração dos HB20 Motorsport 1.6 6MT (responsabilidade da H Racing)

 Veículo baseado no modelo HB20 R spec de linha, com as seguintes características:

  • Carroceria original preparada para competição
  • Motor original Gamma 1.6
  • Câmbio e transmissão originais de 6 marchas
  • Potência de 160 cv
  • Injeção ProTune PR4
  • Sistema de telemetria incorporado
  • Suspensão de competição
  • Rodas 15×6 R spec
  • Equipamentos de segurança homologados pela FIA/CBA
  • Combustível: etanol aditivado

Porche realiza recall do Panamera

Da Redação

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Foto: Porche / Divulgação

A Porsche está solicitando que a atual geração de veículos modelo Panamera seja levada às oficinas. A unidade de controle da direção elétrica dos veículos afetados deve ser reprogramada.

No mundo inteiro, há 74.585 veículos afetados, todos produzidos entre 21 de março de 2016 e 6 de dezembro de 2018.

No Brasil, são 256 unidades.

Um erro no software de controle pode possibilitar que a assistência elétrica da direção fique indisponível por um período limitado. Caso isso ocorra, é preciso usar mais força para virar o volante.

Para evitar que isso aconteça, a unidade de controle associada precisa ser reprogramada com um registro de dados atualizado, como medida de precaução.

Os clientes afetados estão sendo contatados por escrito e solicitados a comparecer aos seus Porsche Centres assim que possível.

A visita à oficina tomará cerca de uma hora (1h) e não incorre em custos para os clientes.

Outras informações podem ser obtidas através do link:

https://my.porsche.com/brazil/pt/accessoriesandservice/porscheservice/onlineservicerequest/

Avaliamos o Chevrolet Spin com 7 lugares

Amintas Vidal*

Versão aventureira ganha assentos opcionais e perde estepe na tampa traseira

DSCN5178O monovolume é uma espécie ameaçada de extinção, como ocorreu com as peruas, que praticamente foram dizimadas do nosso mercado. Estes exemplares têm muito em comum. As peruas têm a praticidade de carregar objetos altos, como é possível em um hatch, mas também os compridos, pois oferecem porta-malas grandes como os dos sedans.

Já os monovolumes, são mais evoluídos quando o assunto é aproveitamento de espaço, pois possuem todas as vantagens das peruas e a sua arquitetura permite à cabine avançar sobre o cofre do motor, ampliando ainda mais a área destinada às pessoas e bagagens.

Apesar de tantas qualidades, os monovolumes estão perdendo terreno para os SUVs, os atuais carros da moda. Por serem projetos elaborados, eles também são caros e, preço por preço, o consumidor tem optado pelos utilitários esportivos. Dessa forma, os práticos carros de volume único estão cada vez mais raros nas selvas de pedra do nosso País.

Se a escolha do carro fosse uma decisão racional, os monovolumes estariam entre os modelos mais vendidos, pois são menores por fora e mais espaçosos por dentro, mais econômicos (por serem mais leves e aerodinâmicos), mais estáveis (por serem mais baixos) e muito mais versáteis, por normalmente permitirem configurações mais inteligentes dos bancos, quando comparados aos SUVs.

O Chevrolet Spin é um exemplar sobrevivente da espécie. Reestilizado e lançado como modelo 2019, ele passa a oferecer uma opção com 7 lugares na versão Activ, além da LTZ, que já vinha, exclusivamente, com essa configuração.

DSCN5187Outra alteração, muito bem-vinda nessa variante aventureira, foi a retirada do estepe da tampa traseira, pois o mesmo não combina com esse tipo de carroceria.  DC Auto recebeu a novidade para avaliação, um Spin Activ 7 na cor amarela.

Essa estranha cor, também confundida com verde, chamou mais atenção que seu novo design externo que é, na verdade, o ponto mais positivo dessa atualização.

Design – O Spin 2019 mudou muito na frente e na traseira. Novo para-choque, grade, capô e faróis deixaram a dianteira mais baixa, agressiva e com a atual identidade visual da marca. Na parte de trás, as lanternas horizontais fizeram toda a diferença, e a nova tampa traseira e o novo para-choque completaram a harmonia do design.

Nas laterais, apenas o recorte nos para-lamas foi alterado para receber o encaixe das novas lanternas e faróis, no mais, tudo igual. Este trabalho é elogiável, pois o carro ficou muito bonito e ainda se livrou do apelido capivara, tamanha a semelhança da sua antiga dianteira com o simpático roedor.

Interior – Por dentro, as mudanças foram pontuais, mas todo o conjunto ficou com uma aparência mais sofisticada. O painel foi redesenhado em parte e apliques cromados e peças em black piano substituíram os detalhes que imitavam alumínio.

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_DSC2368O quadro de instrumentos passou a ter velocímetro analógico. Ele era digital, o que ocorre, ainda, com Onix, Prisma e Cobalt. A central de multimídia MyLink foi atualizada e os botões físicos ampliados e deslocados para a direita, ainda ao alcance do motorista, porém mais fáceis de serem operados pelo passageiro dianteiro.

Todas as peças internas são feitas em plástico duro e apenas uma parte das portas é revestida em tecido acolchoado. Mas a variedade de texturas e cores, a qualidade das mesmas e seus encaixes garantem um bom acabamento ao interior.

Essa versão traz nos bancos um revestimento em cinza, misto de tecido e material que imita couro, tudo costurado com linha amarela do mesmo tom da carroceria, assim como o fio usado nos logotipos “Activ” bordados nos encostos dos bancos dianteiros.

Bancos traseiros – A segunda fileira de bancos é bipartida na proporção 2/1 e corre sobre trilhos, possibilitando criar mais espaço para os passageiros da terceira fileira. Solução inteligente pois, normalmente, os motoristas mais baixos posicionam seu banco mais para frente, podendo parte da segunda fileira acompanhá-lo, o que cria mais espaço na terceira.

Já o acesso á essa última fileira é limitado, e mesmo sendo possível bascular toda a parte menor da fileira intermediária, entrar atrás não é fácil. Dificuldade inerente a todos os modelos que oferecem esse espaço extra.

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_DSC2427Uma vez alojadas no fundão, somente crianças e pessoas baixas ficam confortáveis, as médias e altas sentirão o aperto. Possibilidades de rebatimentos dos bancos criam diversas configurações para transporte de cargas, virtude dos monovolumes.

Com sete ocupantes, esse espaço é de apenas 162 litros, subindo para 553 sem ninguém na terceira fileira e o banco rebatido. Dependendo da posição dos assentos do meio, a capacidade de carga pode chegar aos 756 litros.

Itens de série – Essa cor metálica, chamada pela montadora de Amarelo Stone, não é cobrada à parte, e a Spin Activ 7 avaliada está com preço sugerido, no site da GM, de R$85,79 mil.

A versão, que não tem opcionais, conta com estes principais itens de série: airbag duplo, ABS com sistema de distribuição de frenagem, ar-condicionado, direção elétrica progressiva, alarme anti-furto, alerta de pressão dos pneus, regulagem de altura dos faróis, faróis de neblina, sistema de fixação de cadeiras para crianças (Isofix), espelhos retrovisores externos elétricos, rodas em alumínio de 16 polegadas, computador de bordo, controlador de velocidade de cruzeiro, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva com ajuste automático de intensidade, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, vidro elétrico nas portas com acionamento por “um toque”, volante com controle das funções do rádio, telefone e piloto automático, multimídia MyLink com tela LCD sensível ao toque de 7 polegadas, rádio, USB e entrada auxiliar, função áudio streaming, conexão bluetooth para celular, aplicativos para smartphone e configurações do veículo, além do sistema via satélite OnStar.

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_DSC2448Câmbio e motor – O Spin Activ 7 é ofertado exclusivamente com transmissão automática de 6 velocidades e opção de troca manual de marchas através de botões na alavanca de mudanças (faltam as aletas atrás do volante).

Esse sistema ajuda na condução, principalmente para acionar o freio motor, mas exige que a alavanca seja posicionada na posição manual. O ideal seria se o mesmo permitisse trocar as marchas na posição Drive e que, após um período sem intervenção do condutor, ele retornasse para o automático.

No mais, seu funcionamento é muito suave e “escolhe” as marchas certas para cada situação. O motor 1.8 flex com oito válvulas desenvolve 111/106 cv de potência às 5.200 rpm e tem torque 17,7/ 16,8 kgfm às 2.700 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente.

Ele trabalha em harmonia com o câmbio garantindo bom desempenho, de acordo com a proposta familiar do Spin. O motor não é dos mais modernos, mas o carro é leve para seu tamanho, 1.275 kg. Contudo, o consumo foi razoável: médias de 8 km/l na cidade e 13 km/l nas estradas, sempre com gasolina e conduzido de forma econômica. Seu tanque, com capacidade para 53 litros de combustível, garante uma boa autonomia também.

Dirigindo – Apesar da proposta aventureira, o Spin Activ 7 se sai melhor no asfalto. Sua sexta marcha é longa o suficiente para circular com baixas rotações do motor. Em velocidades máximas permitidas, ouve-se mais o vento contra a carroceria e os pneus sobre o asfalto do que o conjunto mecânico, mas são ruídos contidos, garantindo conforto acústico.

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Fotos: Amintas Vidal

As suspensões também são eficientes e entregam equilíbrio entre conforto e estabilidade. Os pneus da versão são de uso misto nas medidas 205/60 R16. Eles só garantem um pouco mais de aderência na terra, mas não transformam o modelo em um fora de estrada.

A direção elétrica é eficiente em todas as situações e o sistema multimídia tem fácil operação, além de oferecer os principais recursos desejados atualmente. O sistema OnStar nos atendeu prontamente e com precisão nas respostas.

Em relação ao Spin anterior, o modelo 2019 ganhou em estética, qualidade dos acabamentos e precisão do câmbio automático, pois ele foi reprogramado. Em segurança, adotou o sistema Isofix e cinto de três pontos e encosto de cabeça para os sete ocupantes.

Mas ainda ficou devendo os importantes controles de estabilidade e de tração, equipamentos que estão em praticamente todos os carros nessa faixa de preço.

Segundo dados de emplacamentos fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), de janeiro a novembro deste ano a GM vendeu 21.997 unidades do Chevrolet Spin.

Este levantamento apresenta o resultado dos 50 modelos mais emplacados. Entre eles só existem mais dois monovolumes: o Honda Fit, com 25.080 unidades, e o Honda WR-V, com 13.595 unidades comercializadas.

Na lista, essas são as suas posições: Fit 26ª, Spin 30ª e o WR-V 41ª. Esperamos que esses práticos veículos não desapareçam desta apuração e continuem como ótimas opções aos atuais predadores da “cadeia alimentar”, os utilitários esportivos (SUV).

*Colaborador

Vai viajar? Lembre-se de verificar os pneus

Da Redação

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Fotos: Bridgestone / Divulgação

Com a chegada das festas de fim de ano e os feriados prolongados, a revisão dos pneus antes das viagens ganha extrema importância. Único ponto de contato entre o veículo e o solo, eles exercem influência direta em todo o comportamento dinâmico de um carro.

Suas boas condições proporcionam o aproveitamento total dos sistemas de suspensão, transmissão, tração, direção e frenagem, trazendo, assim, maior segurança ao motorista e aos passageiros.

De acordo com José Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo, o motorista precisa estar sempre atento à calibragem do pneu, um item essencial tanto para a boa condição de rodagem como para o menor desgaste, boa dirigibilidade e menor consumo de combustível.

“O proprietário precisa realizar uma checagem semanal da pressão dos pneus e respeitar a calibragem indicada pelo fabricante do veículo, que deve ser verificada com os pneus frios (em um posto não mais do que 2 km da casa do consumidor) e é importante não esquecer de verificar a pressão do estepe (que deve ser calibrado com uma pressão maior: até 5 psi acima dos demais). A pressão errada nos pneus pode acarretar vários danos que vão desde o desgaste prematuro até a deformação do componente”, afirmou Quadrelli.

O alinhamento e o balanceamento também devem ser verificados. Além de evitarem um desgaste irregular dos pneus, eles garantem a estabilidade e melhor dirigibilidade do veículo. Juntamente com a calibragem, esses itens são fundamentais para a utilização segura e econômica dos pneus.

Outro item essencial é o rodízio dos pneus – inversão das posições entre os dianteiros e os traseiros – que tem por função equalizar o desgaste e garantir uma vida longa e uniforme a eles.

“O ideal é fazer o rodízio periodicamente, de acordo com o manual do veículo. Na falta deste, o rodízio pode ser feito a cada oito mil quilômetros para pneus radiais, e a cada cinco mil para os diagonais”, explicou José Carlos Quadrelli.

A Bridgestone possui uma rede de revendedores oficiais com cerca de 500 pontos de venda espalhados em todo o País, prontos para atender as mais diversificadas demandas de seus clientes e realizar todas as manutenções preventivas e necessárias para evitar problemas durante as viagens.

Hyundai anuncia exportação do Creta para a Colômbia

Da Redação

Em continuidade à estratégia de expansão das exportações para a América do Sul, a Hyundai realizará neste mês seu primeiro embarque de veículos por via marítima.

A remessa inicial, de cerca de 100 unidades do SUV compacto Creta, sai da fábrica da montadora, em Piracicaba (SP), em direção ao Porto de Santos, no litoral paulista, de onde seguirá para a Colômbia.

“Desde o início das exportações a partir do Brasil, em 2016, seguimos avaliando vários mercados estratégicos na América do Sul. A Colômbia despertou interesse especial após a assinatura do acordo automotivo com o Brasil, além de estar em um momento de forte expansão econômica, o que garante um negócio vantajoso e competitivo para ambas as partes”, afirmou Eduardo Jin, presidente da Hyundai Motor Brasil.

“A expectativa é enviar 1,5 mil unidades do modelo Creta, fabricado em Piracicaba, até o fim do próximo ano”, completou.

A versão exclusiva do Hyundai Creta, que será exportada para a Colômbia, conta com motor 1.6, de 130 cv e torque de 16,5 kgfm, e opção de transmissão manual ou automática.

O modelo te equipado com central multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque e conectividade com Apple CarPlay e Google Android Auto, faróis com projetor e luz diurna DRL de LED, rodas em liga leve de 16 polegadas, controle de estabilidade e tração, entre outros equipamentos.

A importadora local Neocorp, representante da Hyundai na Colômbia e parceira da marca desde 2016, será a responsável pela comercialização do SUV compacto. Sua rede de concessionárias é formada por 44 lojas distribuídas por todo o país e já preparadas para o atendimento de vendas de veículos, peças e serviços.

Antes, o SUV Creta era importado a partir da fábrica da Hyundai na Índia. Com a logística marítima, o tempo de trânsito desde o Brasil será, em média, de 15 dias, o que significa uma redução bastante considerável, frente aos 30 dias que eram gastos a partir do país asiático.

“Pouco a pouco, vamos conquistando mercados em nossa região que eram atendidos por outras fábricas. Isso comprova a excelente qualidade de nossas equipes e processos na unidade de Piracicaba, que acaba também sendo traduzida em maior agilidade para entrega e atendimento dos pedidos dos clientes sul-americanos”, finalizou o presidente da Hyundai Motor Brasil.

A Colômbia é o terceiro país da América do Sul a receber veículos da Hyundai produzidos na fábrica da montadora em Piracicaba. O primeiro foi o Paraguai e o segundo, o Uruguai, em março e agosto de 2016, respectivamente.

Atualmente, os dois importam tanto os compactos da família HB20 quanto os SUVs da linha Creta.