Hilux é a picape média mais vendida do País

Amintas Vidal*    (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 14/12/2018)

Versão SRV 2.7 AT6 4×4 2019 com motor flexível está entre as 11 opções da líder de mercado

DSCN5021A Toyota Hilux é a picape média mais vendida do Brasil. Segundo dados de emplacamentos fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entre janeiro e novembro deste ano, o modelo ganhou 34.749 novos donos contra 28.753 da rival Chevrolet S10.

Faltando apenas um mês para encerrar o ano, e com média mensal de 2.614 unidades, o modelo da marca americana não tirará a coroa da picape “japonesa”. Sendo assim, a queridinha dos picapeiros brasileiros emplacará o terceiro ano consecutivo na liderança.

Foram 34.031 unidades em 2016 e 34.368 em 2017. Mesmo se mantiver sua média mensal deste ano, que está em 3.159 unidades, ela não baterá o seu recorde histórico de emplacamentos anual, que foi de 43.304 em 2014, ano em que sua oponente, a S10, emplacou 50.881.

Porém, já é o melhor resultado dos últimos três anos e poderá bater a casa dos 37.000 emplacamentos, tornando-se o quarto melhor ano para o modelo no Brasil, atrás apenas de 2014, 2013 e 2012, os três melhores.

Essa liderança não é tão folgada quanto à do sedan Toyota Corolla frente ao também nipônico Honda Civic, mas a Hilux tem características semelhantes ao “irmão” que também podem explicar sua supremacia.

20181207_130211Ambos são muito equilibrados em suas virtudes, isto é, não são os melhores em nada, mas são muito bons em tudo. Começando pelos motores: tanto o flexível quanto o motor a diesel estão entre os menos potentes do mercado, mas o acerto entre eles e os seus câmbios, principalmente o automático, elimina qualquer desvantagem em relação à concorrência.

A calibragem das suspensões é muito firme para rodar sobre o asfalto e sem carga na caçamba, mas propicia muito conforto em estradas de terra, mesmo sem estar carregando o peso para o qual foi projetada.

O design, tanto externo quanto interno, não é o mais ousado ou moderno, mas impõe por suas formas truculentas e, na cabine, o acabamento é bom, os materiais passam sofisticação e o espaço garante conforto e boa ergonomia aos ocupantes.

Além desta regularidade em suas características, existe um aspecto histórico e outro de oferta de versões que contribuem com a liderança da Hilux. A Toyota fez um ótimo trabalho de venda e pós-venda desde a abertura do mercado brasileiro aos produtos importados, no início dos anos 90.

Consolidou-se como uma marca de produtos confiáveis e de baixa manutenção. Soma-se a isso o fato dela já estar presente no Brasil, anteriormente, com a linha Bandeirantes, sinônimo de veículo valente no fora de estrada.

_DSC2344Versões – Outro trunfo da picape é sua ampla linha de versões. Com motorização flexível são quatro opções, todas com cabine dupla: SR CD 2.7 MT6 4×2, SR CD 2.7 AT6 4×2, SRV CD 2.7 AT6 4×2, SRV CD 2.7 AT6 4×4.

Com o propulsor turbodiesel são mais sete versões, todas com tração integral: Chassi e cabine 2.8 MT6 4×4, Cabine Simples 2.8 MT6 4×4, STD Narrow CD MT6 4×4, STD Power Pack CD MT6 4×4, SR CD 2.8 AT6 4×4, SRV CD 2.8 AT6 4×4 e SRX CD 2.8 AT6 4×4.

As versões SR, SRV e SRX receberam modificações estéticas na linha 2019. Basicamente, nova grade e para-choque dianteiro que passa abrigar as luzes de condução diurna. As demais versões, destinadas mais ao trabalho que ao lazer, mantém o visual do modelo 2018.

DC Auto recebeu a versão mais completa oferecida com o motor flexível para avaliação. Trata-se da Hilux SRV 2.7 Flex Fuel CD AT6 4×4. Seu preço sugerido no site da Toyota é R$ 140,99 mil.

Itens de série – Ela é a opção intermediária do modelo e seus principais itens de série são: ar-condicionado digital com saída de ar central para os bancos traseiros, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste elétrico de distância, inclinação e altura, freios ABS com EBD e BAS, airbags frontais, de joelho (motorista), laterais (dois) e de cortina (dois), computador de bordo com tela de 4,2 polegadas de TFT, modo de condução Eco e Power, controle de velocidade de cruzeiro, sistema multimídia Toyota Play de 7 polegadas com GPS, TV digital, DVD, rádio com CD Player/MP3, câmera de ré, conexão USB e bluetooth, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de reboque, acendimento automático dos faróis com temporizador, entrada e partida com chave presencial, espelho retrovisor interno eletrocrômico e luz de condução diurna (DRL).

_DSC2278Externamente, rodas de liga leve aro 18 polegadas, protetor de caçamba, retrovisores externos cromados, maçanetas externas cromadas, estribos laterais na cor preta, para-barros dianteiro e traseiro, novo para-choque dianteiro na cor do veículo, para-choque traseiro cromado, faróis de neblina dianteiros.

Internamente, console entre os bancos dianteiros com porta-copos, revestimento dos bancos, volante e manopla de câmbio em material que imita o couro, maçanetas internas cromadas e compartimento refrigerado no painel.

Motor e câmbio – A versão é equipada com motor Flex Dual VVT-i 2.7 16 V DOHC que desenvolve torque de 25,0 kgfm e potência de 163/159cv às 5.000 rpm com etanol e gasolina, respectivamente.

Ele está acoplado à transmissão automática de 6 velocidades com possibilidade de trocas sequenciais. O sistema de tração permite optar por 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida com bloqueio do diferencial, tudo por acionamento elétrico através de botão localizado no painel.

Com 5,31 metros de comprimento, 1,85 metro de largura, 1,81 metro de altura e 3,08 metros de entre-eixos, a Hilux comporta até 730 kg de carga, entre ocupantes e bagagem e o volume interno da caçamba chega aos 1000 litros. O tanque tem capacidade para 80 litros de combustível._DSC2330Dirigindo – Conduzir a Hilux nos centros urbanos não é tarefa fácil, como ocorre com às demais picapes médias. Sua largura e comprimento limitam mudar de faixa de rolamento e também entrar e sair das vagas de estacionamento.

Falta a agilidade dos modelos compactos. Por ser projetada para transportar carga, o acerto das molas e amortecedores é muito rígido, tornando o rodar vazio muito desconfortável, pois o conjunto oscila em alta frequência e com pouca amplitude causando o famoso “pulinho” dentro da cabine.

Já em estrada de terra, nas quais os pisos costumam ser desnivelados, a Hilux entrega muito conforto, mesmo vazia. O sistema de tração tem acionamento imediato e eficácia ao transpor obstáculos.

Ao circular em estradas bem pavimentadas a picape é muito confortável, pois tem bom isolamento acústico e a sexta marcha é bem alongada, permitindo manter 110 km/h com apenas 2.000 rpm. Essas características garantem o silêncio a bordo.

A direção hidráulica chega a ser pesada em manobras de estacionamento, principalmente quando comparada às com assistência elétrica, mas em rodovias ela é eficiente e direta, providencial para manter o controle de um veículo com 1.745 kg.

_DSC2308O desempenho não é esportivo, mas suficiente para uma condução segura e responsável, condizente com a proposta desse tipo de veículo. O bem estar a bordo é ampliado pelo bom acabamento das peças e revestimentos e por materiais que passam sofisticação ao interior, uma sensação de estarmos dentro dos sedans de luxo da marca.

A central multimídia é muito completa e, apesar de exibir muita informação ao mesmo tempo, torna-se de fácil operação após um aprendizado inicial.

Consumo – A Hilux que avaliamos estava abastecida com etanol. Na cidade, o consumo não passou de 5 km/l e, na estrada, ficou em torno de 8 Km/l , em uma condução econômica.

Só vemos sentido nas picapes médias para as pessoas que viajam muito, ou circulam em estradas de terra, ou necessitam transportar carga. No caso de uso intenso, para usuários que ultrapassem 30.000 km por ano, vale a pena comprar a Hilux com motor à diesel, que nessa versão SRV custa R$ 39 mil a mais.

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Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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