Salvando o peixe-boi

Chico Lelis*

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Enquanto as araras azuis voam em segurança sobre o Pantanal, no centro do País, protegidas pelo instituto que leva seu nome, com o patrocínio da Fundação Toyota, o peixe-boi nada com mais tranquilidade no litoral entre Alagoas e Amapá, também graças ao apoio que a montadora dá ao Programa do Peixe-Boi.

Uma área da aclimatação foi criada para deixar ali os animais que são encontrados atolados ou feridos na região. Ficam lá o tempo necessário para recuperação, embora alguns deles, ao serem soltos, rejeitem o convívio em ambiente aberto.

Ficam doentes, se ferem facilmente, tornando-se vulneráveis ao ataque de predadores e acabam voltando aos recintos.

Mas os resultados do trabalho são animadores. Antes do início do programa, o peixe-boi estava inscrito na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçados de Extinção, como “criticamente em perigo”.

Hoje, a população dobrou de 500 para 1000 indivíduos e passou para a a condição de “em perigo”.

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Foto: Divulgação (publicação da imagem de responsabilidade do colunista)

Até alguns anos, a caça era o maior problema para a sobrevivência da espécie. Os moradores o capturavam para sua alimentação. Por ser extremamente dócil, o peixe-boi não reage mesmo que seja vítima de ataques por parte dos humanos.

Mas hoje, com a conscientização da população, que ajuda na sua preservação, a depredação dos mangues é seu principal inimigo, já que é ali que ele encontra boa parte da sua alimentação.

Atualmente os moradores da região promovem o turismo, levando as pessoas a conhecer o peixe-boi em passeios de jangada ou vendendo artesanato.

Monitoramento

Depois do período de adaptação, o peixe-boi é realocado na natureza com um chip que faz a monitoramento do animal via satélite, com a equipe do projeto acompanhando o animal, podendo interferir caso haja necessidade de socorrê-lo.

“Os bons resultados do programa nos deixam muito felizes e animados em trabalhar com organizações sérias e comprometidas. A Fundação Toyota vai continuar apostando em ações e parceiros, realizando práticas verdadeiramente sustentáveis com foco na formação de cidadãos e na preservação do meio ambiente”, afirma Percival Maiante, presidente da Fundação Toyota do Brasil.

O Peixe-Boi

São mamíferos herbívoros, alimentando-se de 8% a 13% de seu peso de plantas como o capim-agulha e folhas de mangue. Podem atingir 600 quilos e medir até quatro metros.

Como acontece com a arara azul, a reprodução do peixe-boi é um dos motivos do crescimento demorado da população.  A reprodução da espécie gira em torno de 12 a 14 meses, levando dois anos para se reproduzir novamente.

O animal pode ficar até cinco minutos em baixo da água sem respirar. Em repouso, pode permanecer até 20 minutos submerso.

foto - chico lelis

*chicolelis – chicolelis@gmail.com – Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna  (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos social e ambiental.

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