Red Bull Air Race abre temporada em Abu Dhabi

Da Redação

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Foto: Joerg Mitter / Red Bull Content Pool

Vai começar a disputa pelo título mundial do Red Bull Air Race. Os pilotos da corrida aérea já estão em Abu Dhabi, onde disputam a primeira etapa neste sábado (9), em um traçado desenhado sobre as águas do Golfo Pérsico.

O cenário não poderia ser mais espetacular, tendo ao fundo a riqueza e a arquitetura moderna dos Emirados Árabes Unidos.

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Foto: Predrag Vuckovic / Red Bull Content Pool

O atual campeão é o tcheco Martin Šonka, que chegou ao primeiro título da carreira depois de vencer quatro das oito corridas de 2018. “Batalhei muito tempo por isso e sei que: mais difícil do que ser campeão, só mesmo continuar como campeão. É o meu desafio para este ano e está claro que meus adversários chegam ainda mais fortes”, avalia Šonka.

Nesta temporada, os pilotos vão precisar se habituar às mudanças no regulamento. Foram poucas, mas podem ser determinantes para os resultados finais das corridas e do campeonato.

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Foto: Naim Chidiac / Red Bull Content Pool

A mais importante delas diz respeito à distribuição de pontos, que agora passa a contemplar também o treino classificatório: 3 pontos para o pole, 2 para o segundo e 1 para o terceiro.

Quem superar as fases eliminatórias de cada prova também receberá pontuação extra: 5 pontos para quem avançar para o Round of 8 (semifinal) e três pontos para quem passar para o Final 4 (fase final).

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Fotos: Naim Chidiac / Red Bull Content Pool

Considerando que as duas últimas temporadas foram decididas por 5 pontos ou menos, é de se esperar que esta mudança tenha grande impacto na briga pelo título.

Outra alteração é o aumento na força G. A partir de agora, os pilotos só serão punidos se chegarem a 11G (onze vezes a força da gravidade). Antes, a punição era aplicada se permanecessem em 10G por mais de 0s6. Só para comparação: um piloto de Fórmula 1 costuma encarar cerca de 5G durante as corridas, menos da metade.

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Foto: Andreas Schaad / Red Bull Content Pool

E o que isso significa? Que a pilotagem ficará um pouco mais intensa no Red Bull Air Race, com os pilotos podendo arriscar um pouco mais. Os níveis de força G são limitados por uma questão de segurança, já que provocam efeitos consideráveis no corpo humano (pessoas que não estão preparadas para este tipo de exposição podem perder a consciência em 4G).

A etapa de Abu Dhabi será disputada neste sábado a partir das 8h no horário de Brasília. A prova terá transmissão ao vivo pelo site oficial do Red Bull Air Race.

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Foto: Predrag Vuckovic / Red Bull Content Pool

Calendário do Red Bull Air Race 2019

1ª etapa: 8-9 de fevereiro, Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos

2ª etapa: A definir, Europa

3ª etapa: 15-16 de junho, Kazan, Rússia

4ª etapa: 13-14 de julho, Budapeste, Hungria

5ª etapa: 7-8 de setembro, Chiba, Japão

6ª etapa: A definir, Ásia

7ª etapa: 19-20 de outubro, Indianápolis, Estados Unidos

8ª etapa: 8-9 de novembro, Arábia Saudita

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Foto: Predrag Vuckovic / Red Bull Content Pool

 

Jeep Renegade começa 2019 com o pé direito

Amintas Vidal*

Avaliamos a versão Longitude do utilitário esportivo mais vendido em janeiro

_MG_6130Atualmente, não dá para falar de Jeep sem mencionar a Fiat. A montadora italiana nunca teve tradição no fora-de-estrada e, mesmo na Europa, não oferecia muitas opções de veículos 4×4. Apenas alguns modelos compactos, como o Panda e o Sedici e a picape média Fullback, ofereciam este recurso.

Na verdade, o Sedici era um Suzuki SX4 e, a Fullback, uma Mitsubishi L200. Da Fiat, só tinham o nome.

No Brasil, a Fiat foi a precursora dos modelos com aparência off-road quando lançou a grife Adventure, primeiramente na Palio Weekend, depois estendida à outros modelos. Além da aparência diferenciada, eles ganharam suspensões elevadas, pneus de uso misto e até um sistema de bloqueio da tração dianteira que ajudava transpor trechos de terra e lama, mas nada suficiente para construir uma forte imagem aventureira associada à marca.

É difícil precisar a origem desse desejo coletivo por veículos “não urbanos”, mas temos nosso palpite: com o excesso da industrialização pelo planeta, principalmente após a Segunda Grande Guerra, o ser humano se afastou do natural, passou a viver em grandes cidades e de forma muito artificial, longe da terra, das suas origens.

_MG_6103Querer um carro com aptidão para o fora de estrada representa a possibilidade de que a pessoa retorne à naturalidade perdida. Mesmo que ela jamais tome essa rota para o campo, saber que seu carro pode levá-la, ou aparentar poder, conforta.

Divagações à parte, o certo é que nunca foram vendidos tantos utilitários esportivos e picapes na história da indústria automotiva. Tanto que a Fiat comprou a Chrysler, dona da marca mais off-road do mundo, a Jeep.

Da união das duas empresas surgiu a FCA (Fiat Chrysler Automobiles). E a montadora italiana acertou o alvo: ao lançar produtos mais apropriados ao grande mercado, como o Renegade e o Compass, ela o fez resgatando toda a história e o DNA da Jeep em cada detalhe de estilo, além de manter a sua conhecida aptidão para superar obstáculos.

Mercado – Essa receita agradou em cheio o consumidor brasileiro que transformou o Renegade em um sucesso de vendas, disputando mês a mês a liderança do mercado de SUVs compactos com o Honda HRV, deste que foram lançados em 2015.

Em 2016 foi a vez do Jeep Compass, SUV médio com acabamento e conforto de carro de luxo e preço próximo aos SUVs compactos. Não deu outra: em pouco tempo ele superou os números do irmão menor e de todos os outros concorrentes, fechando os anos de 2017 e 2018 como o mais vendido entre todos os SUVs oferecidos no Brasil.

_MG_6093Neste começo de ano o compacto surpreendeu o médio. Segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em janeiro foram emplacados 4.783 unidades do Jeep Renegade contra 4.109 do Jeep Compass. Fechando o pódio, o Honda HRV, com 3.667 emplacamentos.

Protagonistas tradicionais do mercado de SUVs, os três foram os primeiros do segmento a figurarem na lista dos 10 automóveis mais vendidos, façanha que também ocorreu com outros concorrentes lançados posteriormente. Todos estes dados mostram a força desta categoria que deverá representar 30% das vendas totais de veículos até 2022 na América do Sul.

Reestilização – A linha 2019 do Renegade recebeu a primeira reestilização desde seu lançamento, em 2015. As mudanças foram poucas. O conjunto grade e faróis ficou mais estreito, recortado e posicionado mais para cima, ao ponto do capô esconder uma parte maior dos faróis, conferindo um “olhar” mais invocado ao modelo.

_MG_6115O para-choque dianteiro foi redesenhado na parte inferior, ampliando o ângulo de ataque para 30°, pois o anterior raspava até em entradas de garagens. A tampa do porta-malas ganhou maçaneta exposta no lugar da antiga que era escondida no vão entre a peça e o para-choque.

O refletor lateral agora é branco, antes era laranja. Incrivelmente, observar este detalhe é a forma mais fácil de identificar o modelo 2019 do Renegade, de tão sutis as diferenças promovidas. No mais, todas as rodas ganharam novos desenhos.

Internamente, a grande mudança foi a adoção do sistema multimídia de 8,4 polegadas, o mesmo do Jeep Compass. O painel que agrupa os botões de comandos do som e do ar-condicionado também ficou com lay-out parecido ao do irmão maior. Alguns novos nichos e pequenos detalhes de acabamento completam as novidades.

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Inalterados, motor e câmbio mostram eficiência

DC Auto recebeu o Jeep Renegade na versão Longitude 2.0 turbodiesel 4×4, automática, para avaliação. No site da Jeep ele é tabelado em R$127,99 mil.

Seus principais itens de série são: ABS, airbags dianteiros, aletas para troca de marcha atrás do volante, ar-condicionado automático de duas zonas, bancos revestidos parcialmente em material que imita couro com costura cinza, controles de estabilidade, tração e anti capotamento, câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro, direção elétrica, HDC (controle eletrônico de velocidade em descidas) e assistente de saída em rampas, rodas em liga de 18 polegadas calçadas com pneus 225/55, sistema multimídia com tela touch de 8.4 polegadas e conexões USB e bluetooth com possibilidade de espelhamento por Apple Carplay e Android Auto, entre outros.

A unidade avaliada contava com o opcional Pack Safety, de R$3,88 mil, que inclui os airbags laterais, de cortina e de joelho.

Motor e câmbio – O conjunto mecânico não passou por alteração, e nem precisava. É eficiente dinamicamente e muito econômico. O motor de 4 cilindros é o Multijet 2.0 turbodiesel com injeção direta e duplo comando acionado por correia dentada. Ele desenvolve 170cv de potência às 3.750 rpm e torque de 35,69 kgfm às 1.750 rpm.

_MG_6158O câmbio é automático com conversor de torque e 9 marchas. A tração é integral e permanente e conta com programação para areia, neve, lama ou automática, além de funcionar em reduzida e com bloqueio do diferencial, tudo comutável por botão localizado no console central.

Por ser mais alto e ter menor distância entre-eixos, o Renegade não chega ser tão confortável quanto o Compass. Sua pegada é mais de Jeep e menos de sedan. Não que seja desconfortável, pelo contrário, mas a posição elevada dos ocupantes, e a forma quadrada da carroceria, são típicas de um fora-de-estrada “raiz”.

A visibilidade é boa para todos os lados e a ergonomia é acertada. Exceção, a visão cruzada, pois as colunas C são muito largas.  Os retrovisores externos são grandes, ampliando a visibilidade para trás. Porém, eles demandam cuidado, pois costumam esconder pessoas e até mesmo veículos menores, quando se olha para os lados.

_MG_6176Desempenho – O “jipinho” circula com desenvoltura na cidade, uma vez que o motor é esperto, principalmente acima das 2.000 rpm. Na estrada, é ainda melhor. Ele atinge os 110 km/h com apenas 1.750 rpm, garantindo silêncio e muita economia.

Não é regra, e nem serve de parâmetro para o consumidor comum, mas buscando tirar o máximo de economia deste motor, atingimos 22 km/l em dois trechos curtos de 50 km. Andando normalmente é possível fazer 14 km/l, mantendo as velocidades máximas permitidas nas vias. Na cidade a média foi muito boa, 10 km/l pois, com as férias, o trânsito estava bem mais fluído.

Circulamos no fora de estrada por apenas 30 km, o suficiente para abrirmos aquele sorriso. É muito bom o comportamento do Renegade na terra, melhor ainda que o do Compass.

Mesmo com rodas de 18 polegadas, e os pneus para asfalto, o pequeno entregou um nível de conforto acima da média para este tipo de piso. Não bateu o fundo e os para-choques em entradas e saídas de aclives e compensou a falta de aderência dos pneus com o uso do sistema de tração.

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_MG_6215A central multimídia é bem completa e responde satisfatoriamente, tanto em sensibilidade ao toque quanto em velocidade de operação, mas não é a melhor que já avaliamos. O ar-condicionado permite regulagem individual em duas zonas e é eficiente.

O bacana do conjunto é a possibilidade de comando por botões físicos ou por toque na tela, para ambos os sistemas. Em nossa opinião, esse é o tipo de projeto ideal e deveria equipar todos os modelos que dispõe destes recursos.

Conclusão – O Renegade Longitude se mostrou ideal para o uso que fizemos, quase todo sobre asfalto, mas também entregou conforto sobre estrada de terra em boas condições. Para quem quiser se aventurar por trilhas, e levar o Jeep ao seu habitat natural, a versão Trailhawk é a mais indicada, principalmente por garantir maior aderência em pisos precários.

_MG_6184Porta-malas com apenas 320 litros de capacidade, alto preço das versões à diesel e motor flex pouco  eficiente em consumo são os poucos defeitos do Renegade. Renovado nessa safra 2019, mesmo que discretamente, ele mostrou em janeiro que tem força para disputar o pódio do segmento. Se depender das suas qualidades, deverá figurar mais vezes nesta lista durante este ano.

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Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

Emplacamentos de veículos crescem 12,73% em janeiro de 2019

Da Redação

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou, nessa semana, o desempenho do setor automotivo no primeiro mês do ano.

Os emplacamentos de veículos novos, considerando todos os segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) somaram 303.319 unidades, o que representa alta de 12,73% na comparação com janeiro do ano passado, quando foram emplacadas 269.075 unidades.

Na comparação com dezembro de 2018 (331.124 unidades), o resultado foi 8,40% negativo.

Para o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, o desempenho de janeiro reforça a expectativa positiva da Fenabrave para 2019. “A queda contínua da inadimplência, tanto para pessoa física quanto jurídica, aliada ao aumento da confiança do consumidor influenciaram no resultado deste primeiro mês, na comparação com igual período de 2018”, comentou Assumpção Júnior.

Os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram alta de 8,67% em janeiro, se comparado com o mesmo período de 2018, totalizando 190.752 unidades, contra 175.537.

Já na comparação com dezembro de 2018, quando foram comercializadas 224.977 unidades, houve retração de 15,21%. “Essa sazonalidade do mercado se deve ao fato de que, em janeiro, o consumidor brasileiro fica menos disposto a trocar de carro, devido às despesas geradas neste período, como IPVA, material escolar, além da antecipação de compras, verificada em dezembro, por conta do 13º terceiro salário e das promoções do período”, explicou o presidente da Fenabrave.

Outros Segmentos

As vendas de caminhões seguem em ritmo acelerado. Em janeiro foram emplacados 6.932 caminhões, 50,93% acima do resultado de igual mês de 2018, mas com retração de 8,83% na comparação com dezembro passado.

Para Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave para o segmento de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, o agronegócio foi o grande catalisador das vendas de caminhões, sobretudo para os modelos das categorias de pesados e extrapesados. “Além disso, é um segmento ligado ao PIB, e esse resultado consolida a recuperação esperada para 2018”, comentou Zonta.

O mercado de implementos rodoviários apresentou, em janeiro, crescimento de 83,65% sobre idêntico mês do ano passado, e teve 7,05% de alta sobre dezembro.

Em janeiro, o mercado de motocicletas somou 90.722 unidades, o que significa avanço de 17,79% sobre janeiro de 2018 e 7,92% sobre dezembro passado.

Para Carlos Porto, vice-presidente do segmento de motocicletas da Fenabrave, o resultado consolida a retomada do mercado, impulsionada pela melhoria na concessão do crédito. “O que vemos é que os bancos estão mais maleáveis na oferta de crédito e na concessão de financiamentos, principalmente, no que se refere aos modelos de baixa cilindrada. Atualmente, a cada 10 fichas cadastrais, cerca de 4 são aprovadas”, comentou Porto.

Projeções 2019

No início de janeiro, a Fenabrave divulgou suas projeções para o ano, que contemplam aumento de 10,1% nas vendas totais, de todos os segmentos.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves somados, a expectativa é de alta de 11%. As vendas de caminhões devem seguir avançando, porém, em ritmo menos intenso. Com isso, a entidade espera alta de 15,4%.

Segundo as projeções da Fenabrave, o segmento de implementos rodoviários deve ter expansão de 8,8% e o mercado de motocicletas deverá ficar 7,3% acima do volume registrado em 2018, superando 1 milhão de unidades.

Para Tratores, a expectativa é de 1,15% de crescimento e, para máquinas agrícolas, a projeção é de 1,85% de alta, porém, o desempenho está relacionado aos recursos liberados pelo BNDES.

Acompanhe, abaixo, a tabela com os dados de desempenho do mercado de veículos:

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Transações de veículos usados crescem 0,56% em janeiro

As transações de veículos usados, considerando todos os segmentos automotivos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), apresentaram alta de 1,55% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Ao todo, foram transacionadas 1.157.775 unidades em janeiro de 2019, contra 1.140.134 em janeiro de 2018.

Na comparação com o mês de dezembro de 2018, o resultado geral de transações de usados apresentou retração de 9,49%, quando foram transferidas 1.279.188 unidades no período.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, as transações apresentaram aumento de 0,56%, em janeiro, na comparação com o mesmo mês do anterior. Ao todo, foram negociadas 874.511 unidades no primeiro mês deste ano, contra 869.680 em janeiro de 2018.

Em relação a dezembro de 2018, quando foram comercializadas 980.020 unidades, houve queda de 10,77% nas transações destes veículos.

Do total de automóveis e comerciais leves transacionados, os usados (de 1 a 3 anos de fabricação) representaram 9,65% das negociações realizadas em janeiro de 2019.

Em janeiro, a relação entre novos e usados ficou em 4,7 automóveis usados para cada novo, comercializado no País.

Acompanhe, na tabela a seguir, os dados de emplacamentos de veículos USADOS para cada segmento automotivo:

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Tabelas: Fenabrave / Divulgação

 

 

Yamaha apresenta suas novas cores para a temporada 2019 do MotoGP

Da Redação

image013A equipe de MotoGP da Monster Energy Yamaha apresentou, em Jacarta, na Indonésia, suas novas cores e estrutura para a temporada 2019 do MotoGP.

O tema do evento de lançamento Beast Mode On reflete como será o acordo de patrocínio entre a Yamaha e a Monster Energy, bem como o espirito da equipe antes do teste oficial de pré-temporada 2019 da IRTA MotoGP em Sepang, Malásia, que acontece em dois dias.

O evento de lançamento da equipe, que ocorreu na manhã de ontem (4 de fevereiro) apresentou o seu novo visual, que reflete a aliança global da Yamaha com o novo patrocinador principal de sua equipe, a Monster Energy Company.

A Monster Energy já patrocina várias equipes da Yamaha (como a de MotoGP da Yamaha Factory Racing, que acontece desde 2013) e pilotos (incluindo Valentino Rossi e Maverick Viñales) em várias modalidades e categorias.

Valentino Rossi e Maverick Viñales logo se juntaram às entrevistas, que correu no formato talk show. Eles deixaram claro que mal podem esperar para voltar à ação no teste oficial de pré-temporada de 2019 da IRTA MotoGP, que acontecerá em Sepang no dia 6.

monster-energy-yamaha-motogp-2019-livery-uae-dubai-1Valentino é o piloto mais bem sucedido da Yamaha. Esta será a sua 14ª temporada com a marca desde que ele se juntou à equipe oficial em 2004, e não há sinais de que ele tenha desacelerado de lá para cá.

Apesar de toda sua experiência, o 9 vezes Campeão do Mundo está ansioso para conquistar mais vitórias em seu sétimo ano consecutivo com a Yamaha desde o seu regresso em 2013.

Maverick juntou-se à Yamaha em 2017, depois de ganhar dois anos de experiência na categoria rainha e foi rápido em construir seu nome no certame. Ele ficou em terceiro lugar na classificação em sua primeira temporada com a Yamaha.

Embora a de 2018 tenha sido difícil, o espanhol manteve sua motivação em alta e venceu a corrida em Phillip Island. Ele terminou a temporada em quarto lugar no geral, apenas cinco pontos atrás de seu companheiro de equipe.

Uma mensagem em vídeo do presidente e CEO da Monster Energy Company, Rodney Sacks, apresentou a atração principal do evento, a novíssima decoração da Yamaha YZR-M1. O esquema de cores mudou completamente, com o M1 da equipe exibindo um degradê do preto Monster Energy, e o azul Racing Blue da Yamaha, incluindo listras azuis sutis que adicionam mais dinamismo ao design elegante.

50651976_2239753839607678_2365032539277596115_nSegundo Valentino Rossi, “a apresentação da equipe é sempre um evento que eu gosto. É a primeira vez que podemos mostrar nosso pacote completo para a nova temporada e, o mais importante, sinalizar que o seu início está próximo! Nos últimos meses, aproveitei para relaxar e treinar, mas, como os fãs, eu estou ansioso para começar a nova temporada. O próximo teste em Sepang é muito importante, porque é a primeira oportunidade para a equipe se reunir para experimentar tudo o que a Yamaha vem trabalhando durante o inverno. Nosso desempenho melhorou no final da última temporada, mas queremos e precisamos dar alguns passos maiores, então precisamos começar a trabalhar. Estou feliz que a Monster Energy esteja se juntando à nossa equipe este ano. Eles são patrocinadores da Yamaha há bastante tempo, por isso nos conhecemos bem e compartilhamos a mesma paixão pelas corridas, o que é importante. Estou sinceramente ansioso para a nova temporada e para voltar a pilotar, quero voltar a bordo da minha M1! Sinto-me bem e determinado como sempre, nada mudou nessa área, e acredito que, com algum trabalho duro, podemos melhorar no ano passado e estar de volta ao topo. ”

 

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Fotos: Yamaha / Divulgação

Já para Maverick Viñales, “estamos aqui em Jacarta para começar a nova temporada. A apresentação da equipe deste ano foi muito especial, porque há muitas mudanças em relação ao ano passado. O mais notável, claro, são as novas cores da equipe e a decoração da moto. Assim que o vi, não pude deixar de me sentir animado. Será um começo completamente novo para todos nós: novo patrocinador de título, novas cores de equipe e, para mim, um novo número de piloto. Tudo se encaixou muito bem, então agora tudo o que temos que fazer, é colocar a pré-temporada em andamento! Os meses de inverno foram uma boa oportunidade para se preparar para a temporada de 2019. Eu tive algum tempo para relaxar e refletir, mas uma boa parte foi passada treinando, então estou pronto para começar a pilotar a minha M1 novamente. Nós terminamos 2018 mais fortes do que começamos, então será importante manter esse ritmo enquanto nos preparamos para a primeira corrida no Qatar em abril. Nossa primeira chance de ver onde estamos é no teste de Sepang em dois dias. Estou ansioso por isso, porque tenho grandes expectativas para este ano. Minha motivação não mudou, e planejo fazer tudo nesta temporada – Beast Mode On! ”.

FCA realiza recall dos airbags do Chrysler 300C e do Jeep Wrangler

Da Redação

A FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil, está convocando os proprietários dos veículos Chrysler 300C, anos/modelo 2014 e 2015, e Jeep Wrangler, anos/modelo 2014 a 2016, para a partir de hoje (4 de fevereiro), agendarem seu comparecimento a uma das concessionárias Chrysler ou Jeep para que seja realizada a substituição gratuita do inflador da bolsa do airbag do lado do passageiro.

Foi detectada a possibilidade de degradação do deflagrador do airbag devido à eventual exposição do veículo a variações elevadas de temperatura e umidade absoluta durante longos períodos.

Em caso de colisão que resulte no acionamento do airbag, poderá ocorrer a ruptura de seu deflagrador devido a uma excessiva pressão interna, provocando a dispersão de fragmentos metálicos com potenciais danos físicos graves ou até mesmo fatais aos ocupantes do veículo.

O tempo estimado de reparo é de uma (1) hora.

Para consulta dos números de chassis envolvidos e/ou outras informações, o cliente deve acessar o site: http://www.chrysler.com.br ou http://www.jeep.com.br.

Também pode entrar em contato com a Central de Serviços ao Cliente Chrysler (0800 703 7130) ou Jeep (0800 703 7150).

No total, são 740 unidades envolvidas na campanha de chamamento.

Veja, abaixo, os chassis (não sequenciais) envolvidos no recall:

VEÍCULO

ANO/MODELO CHASSIS NÃO SEQ.
(ÚLT. 6 DÍGITOS)
UNIDADES ENVOLVIDAS
Chrysler 300C 2014 e 2015 237744 a 926635 70
Jeep Wrangler 2014 a 2016 117037 a 738079 670

 

Versão Titanium do Ford EcoSport 2020 chega ao mercado sem o estepe

Da Redação

Ford EcoSport_Run Flat-1A Ford inicia, agora em fevereiro, a venda do EcoSport 2020 com a nova versão Titanium, que vem com design renovado e equipada com a tecnologia de pneus Run Flat, inédita na categoria – veja o vídeo.

A linha continua a oferecer, também, as versões SE, FreeStyle e Storm.

Apresentado no último Salão do Automóvel, o EcoSport Titanium 2020 trouxe, como maior novidade, a nova traseira, sem a presença do pneu estepe.

Essa renovação visual vem acompanhada de um recurso importante de segurança. Os pneus Run Flat, ou ZP (Zero Pressure), se caracterizam pelas laterais reforçadas que permitem continuar rodando mesmo se um deles perder totalmente a pressão, dentro de certos limites de distância e velocidade.

Ou seja, em caso de furo o motorista é avisado pelo sistema de monitoramento de pressão dos pneus e não precisa interromper a viagem, podendo fazer o conserto depois, com segurança, no momento e local mais convenientes.

O novo EcoSport Titanium vem com pneus Michelin ZP que podem percorrer até 80 km à velocidade de 80 km/h com pressão zero. Usando o kit de reparo que acompanha o veículo, essa distância é ampliada para 200 km, mantendo o mesmo limite de velocidade.

Ford EcoSport_Run Flat-4Por essa razão, veículos equipados com a tecnologia Run Flat dispensam o uso de estepe, macaco e chave de roda. Daí a ausência do pneu sobressalente na tampa do porta-malas. Algo que, em termos de design, já se encontrava bastante defasado.

Para não comprometer o espaço para bagagens no porta-malas (caso alojasse o pneu sobressalente no seu interior), a montadora optou pela tecnologia Run Flat, eliminado a necessidade do estepe.

De acordo com a Ford, o EcoSport é o primeiro SUV no mercado brasileiro a trazer essa tecnologia, até então, disponível somente em carros do segmento premium.

Sua principal vantagem é a tranquilidade de não precisar parar o carro em situações que poderiam representar um risco à segurança.

Equipado com o motor 1.5 Flex de três cilindros, de 137 cv, e transmissão automática de seis velocidades com teclas paddle shift (“borboletas”) no volante, o EcoSport Titanium 2020 também chama a atenção pelo conteúdo.

Com o preço sugerido de R$103,89 mil, ele é equipado com: teto solar elétrico, sete airbags, sistema de monitoramento de ponto cego e tráfego cruzado, painel soft touch (material macio ao toque), bancos com material sintético que imita o couro, sensor de presença para acesso inteligente e partida sem chave, central multimídia SYNC 3 com tela de 8 polegadas, faróis de xênon, luzes diurnas de LED, sensor de chuva e rodas de liga leve de 17 polegadas, entre outros.

Ford EcoSport_Run Flat-3O time de engenharia da Ford também desenvolveu uma nova calibração da direção elétrica e revisou os sistemas de suspensão e freios para garantir o desempenho, a dirigibilidade e a economia de combustível do EcoSport Titanium,  que ficou 13 kg mais leve.

A versão de entrada é a SE, com motor 1.5, e já vem equipada com controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sistema de proteção anticapotamento, rodas de liga leve de 15 polegadas e central multimídia SYNC 2.5 com tela sensível ao toque de 7 polegadas. Seu preço é R$78,99 mil com transmissão manual e R$84,99 mil com a automática.

O modelo FreeStyle, com motor 1.5 e acessórios de estilo diferenciado, acrescenta itens como ar-condicionado automático e digital, câmera e sensor de ré, bancos em material sintético que imita o couro e tecido e rodas de liga leve de 16 polegadas. O preço sugerido é R$85,89 mil na versão manual e R$91,89 mil na automática.

O EcoSport Storm é o único da nova linha equipado com motor 2.0, de 176 cv, e tração 4WD, além de transmissão automática e design exclusivo. Vem com capa de estepe rígida personalizada, teto solar elétrico e outros equipamentos da versão Titanium, por R$108,39 mil.

As três revisões anuais do EcoSport Titanium, por exemplo, cobrindo o período de 36 meses de garantia, saem R$1,84 mil pelo sistema preço fixo da Ford, informou a montadora.

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Fotos: Ford / Divulgação

Avaliamos a Frontier Attack, que retorna ao portfólio da picape da Nissan

Amintas Vidal*

Essa versão substitui a antiga SE e chega ao mercado com o preço sugerido de R$153,59 mil

_MG_6538Os anos 90 foram decisivos para as novas marcas de automóveis que chegaram ao Brasil após a liberação das importações pelo governo Collor. Neste período, o mercado formou sua opinião sobre cada montadora. Além desta imagem individual, elas consolidaram conceitos coletivos, atribuídos a determinadas marcas originadas de um mesmo país.

Capitaneadas por Honda e Toyota, as japonesas se notabilizaram por produzirem carros com acabamentos de qualidade, mecânica durável e, consequentemente, bom valor de revenda. Outra percepção atribuída às nipônicas é sua vocação para o fora de estrada.

Exceto a Honda, todas oferecem, ou ofereceram, mais de um modelo 4×4 em suas linhas. Nissan, Toyota e Mitsubishi sempre tiveram picapes e SUVs em seus showrooms. A Suzuki tornou-se referência off-road com seus “jeeps” compactos e, a Subaru, além de utilitários vende versões esportivas de seus carros, equipadas com tração integral.

_MG_6595A Nissan ofereceu alguns SUVs e crossovers que fizeram companhia à picape Frontier, o seu modelo mais longevo no Brasil. Pathfinder, XTerra e X-Trail ajudaram na imagem aventureira que a marca desfrutou no mercado nacional, principalmente nos anos 2000.

Atualmente, apenas a Frontier e o SUV compacto Kicks defendem essa bandeira, oferta insuficiente para sustentar esse status.

Se o legado de outrora, quase esquecido pela Nissan, não tem ajudado nas vendas da Frontier, com certeza influenciou no ótimo projeto desta 12ª geração da picape e foi determinante para reedição da versão Attack, variante que fez muito sucesso nas duas gerações anteriores.

A geração atual foi lançada em março de 2017, importada do México na versão de topo da gama, LE. Em novembro do mesmo ano, chegou a versão intermediária, SE, de mesma origem. No fim de 2018, ela passou a ser produzida na nova planta da Nissan localizada em Córdoba, Argentina, como modelo 2019.

_MG_6428Além de detalhes estéticos, e algumas mudanças técnicas, houve ampliação no número de versões, de duas para quatro. Nesta fábrica, e sobre a mesma base mecânica da Frontier, a Nissan monta as picapes Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X, mais um atestado da qualidade da picape da marca japonesa.

Frontier Attack – DC Auto recebeu a Frontier Attack 4×4 automática para avaliação. Substituta da versão intermediária SE, a Attack manteve seu preço, tabelado em R$153,59 mil. Ela traz mudanças estéticas (como adesivos laterais com o nome da versão e a inscrição “4×4” na cor prata) e alguns equipamentos a mais.

Também foram adotados adesivos sobre o capô, grade frontal, protetor do para-choque dianteiro, para-choque traseiro, estribos laterais, “santantônio” e rack de teto, tudo na cor preta.

Farol com máscara negra, rodas escurecidas calçadas com pneus 225/70 R16 todo terreno, câmera de marcha à ré, central multimídia com tela de 8 polegadas e  possibilidade de espelhamento através dos aplicativos Android e iOS e controle de áudio no volante completam a lista de diferenciais em relação à antiga Frontier SE.

_MG_6601Ar-condicionado, direção hidráulica, duplo airbag, ABS, controle eletrônico de tração e estabilidade, controle automático de descida e sistema de auxílio de partida em rampa são alguns dos principais equipamentos presentes que já faziam parte da versão anterior.

Todas as versões da Frontier têm cabine dupla e tração 4×4. A básica, S, é a única com câmbio manual de 6 marchas e motor diesel 2.3 16V com apenas um turbo e 160cv de potência. As versões LE, XE e Attack são equipadas com o mesmo motor, porém biturbo, que desenvolve 190cv e 45,9 kgfm de torque entre 1.500 e 2.500 rpm.

Nesta configuração de motor, o câmbio é automático de 7 velocidades com possibilidade de trocas manuais sequenciais através da alavanca de comutação das marchas. O sistema de tração integral permite circular em 4×2 traseira, 4×4 e 4×4 reduzida.

_MG_6604Segundo os engenheiros da marca, apesar de não haver bloqueio de diferencial, uma nova programação do ABS permite identificar e bloquear uma roda sem tração para transferir a força para outra roda que tenha aderência, fazendo a função que seria daquele recurso, ausente na Frontier.

Destaques – Circulamos por mais de 600 km, em vias de asfalto e terra, suficiente para uma boa avaliação dentro e fora de estrada. Nesse vermelho sólido, a Frontier Attack chamou atenção por onde passou, atraindo olhares admirados.

O belo, mas discreto design desta geração, ganhou realce com o contraste dos adesivos nas cores prata e preto, bem como os equipamentos externos, também pintados em preto. As pessoas acreditavam se tratar de uma versão superior.

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_MG_6584Mas ao verem por dentro, entendiam que era uma intermediária. O revestimento dos bancos em tecido, o painel, portas e consoles em plástico duro, além do ar condicionado manual, entregavam sua origem “classe média”.

Por outro lado, a central multimídia com tela de 8 polegadas e os controles no volante (este revestido em material que imita couro, assim como as alavancas de marcha e de freio de mão) foram equipamentos acrescidos em relação à antiga SE que agradaram à todos.

Os apoios de braço nas portas, revestidos em tecido acolchoados, o apoio de braço central do banco traseiro, agora com porta copos e as saídas do ar-condicionado para parte de trás da cabine receberam elogios dos passageiros.

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IMG_20190128_163356Vale lembrar que o modelo 2019 também ganhou os importantes ganchos Isofix para ancoragem de assentos infantis, cinto de três pontos e encosto de cabeça na posição central do banco traseiro.

IMG_20190128_164339Suspensão traseira é digna de elogios

Motivo de discórdia na imprensa especializada, a suspensão traseira da Frontier merece elogios. Realmente, ela não deveria ser chamada de multilink, pois este nome caracteriza sistemas independentes que utilizam múltiplos braços.

Ainda dependente e com eixo rígido, o projeto da Nissan é inovador, pois usa quatro braços, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores. Unir este tipo de mola com amortecedores, quando se utiliza eixo rígido, não é novidade, mas em um veículo de transporte de carga, sim.

Contudo, a Frontier tem a melhor suspensão traseira do mercado. Ao contrário da maioria das picapes médias, que pulam muito quando estão leves, este sistema da Nissan oscila em frequência mais baixa e com maior amplitude.

_MG_6227Não transforma o modelo em um sedan, mas melhora muito o conforto de marcha. Além disso, ela garante estabilidade condizente com o peso e altura do veículo e mantém o eixo traseiro mais tempo em contato com o solo, garantindo mais segurança direcional.

Já o conjunto suspensão dianteira e direção hidráulica está na média do mercado, nem muito pesada, nem muito leve, calibração suficiente para ser confortável, sem sobras.

Motor e câmbio – O conforto acústico na Frontier é muito bom. Diversos materiais isolantes e os vidros especiais tornam a cabine bem silenciosa. Aos 110 km/h, e em sétima marcha, o motor gira a pouco mais de 2000 rpm.

_MG_6257Nesta situação praticamente só se ouve o vento contra a carroceria e quase nada do motor e dos pneus. Rodando de forma econômica atingimos até 14 km/l em estradas, nos trechos mais planos, uma boa média para o tamanho e peso do veículo.

Quando exigido, o conjunto motor e câmbio deu conta do recado, com boas acelerações e retomadas. O câmbio é suave nas trocas, mas as primeiras três marchas são bem reduzidas, bom para quando a picape está carregada, mas um tanto travado para rodar sem peso na caçamba.

Trocar as marchas manualmente ajudou no freio-motor e nas reduções para ultrapassagens, apesar do sistema ser muito conservador e só permitir usar marchas que não elevassem muito o giro do motor.

_MG_6224Como em todos os câmbios automáticos comandáveis através da alavanca de câmbio, era preciso deslocar a mesma para acionar o modo manual.

Seu tanque comporta 80 litros e garantiu ótima autonomia. Já suas dimensões não ajudaram achar vagas na rua ou conseguir garagem que a coubesse. Ela mede 5,26 metros de comprimento e 1,85 metro de largura. Tem capacidade de 1.064 kg de carga. Já sua caçamba tem 1,50 metro, 1,56 metro e 0,47 metro (comprimento, largura e altura, respectivamente).

Com 30,3°de ângulo de ataque , 27,4° de ângulo de saída e 230 mm de altura livre do solo, rodamos por 100 km em estradas de terra e em algumas trilhas fáceis sem problemas. Como de costume, o conforto foi maior na terra que nas estradas de asfalto mal conservadas.

_MG_6589O que chamou a atenção foi o rodar sobre calçamento de pedras com a calibragem dos pneus para asfalto. Mesmo nessa condição, o conforto a bordo foi mantido, algo incomum em picapes.

O espelhamento do smartphone ajudou ao usarmos a navegação por GPS, mas um sistema nativo fez falta em regiões sem sinal de celular. O ar-condicionado é muito bom, mesmo não sendo automático.

_MG_6591Falhas – Algumas economias promovidas pela Nissan são imperdoáveis. O sistema de áudio só conta com alto-falantes na parte da frente da cabine, deixando a desejar na qualidade sonora.

Mas a pior mancada mesmo foi oferecer câmera de marcha à ré sem sensor de estacionamento. Em um veículo tão grande e pesado eles são imprescindíveis e este equipamento, relativamente barato, não poderia estar de fora de um veículo com este valor.

IMG_20190128_163317Como sempre opinamos sobre as picapes médias, elas só fazem sentido para quem realmente precisa transportar cargas. Viajando com apenas três pessoas, tivemos que usar o espaço restante da cabine para as bagagens, pois com as chuvas, não podíamos usar a caçamba.

Já para quem circula por estradas, precisa carregar grandes volumes e pesos maiores, a Frontier cumpre essas tarefas oferecendo mais conforto que suas principais concorrentes. No caso dessa versão Attack, ela irá agradar aos que valorizam um visual diferenciado, não fazem questão do ar-condicionado automático digital e também não querem gastar tanto para ter um modelo topo de linha.

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Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador