VW Caminhões e Ônibus apresenta protótipo canavieiro na Agrishow

Da Redação

VW 1A VW Caminhões e Ônibus apresentou seu primeiro protótipo de caminhão canavieiro na Agrishow, uma das maiores feiras agrícolas do mundo. O Constellation 31.280 8×4 estreia para potencializar a produtividade nas lavouras.

O modelo tem dimensões e especificação técnica para conferir robustez: eixos dianteiros tubulares de capacidade de nada menos do que 8 toneladas e bitola de 3 metros, intercambiáveis à suspensão original, desenvolvidos pela Suspensys.

O prolongamento lateral do chassi foi realizado através de uma estrutura rígida facilmente acoplada a ele. O eixo traseiro tem redução no cubo, ampliando a robustez.

Esta inovação no prolongamento permitiu o deslocamento da suspensão e freios, proporcionando maior estabilidade lateral do veículo em terrenos inclinados, otimizando a distribuição das cargas e, assim, minimizando os esforços sobre os eixos, informou a VW. Graças à tração 8×4, o veículo traz alta capacidade de carga e mais estabilidade.

Por fora, o protótipo traz, ainda, pneus de alta flutuação Mitas, que minimizam qualquer dano à lavoura, aumentam a tração e desempenho na operação. Ele é implementado com aplicador de vinhaça em alto volume, de 22,5 mil litros, da Nonino.

VW 2A novidade conta, também, com transmissão automática Allison, mais robusta para aplicação off-road, o que confere maior disponibilidade e elimina uso da embreagem.

Assim, a operação ocorre sem trancos ou solavancos, com menor custo operacional, maior segurança e conforto ao motorista na condução. Ela combina-se à caixa de direção hidráulica Knorr-Bremse com assistência eletrônica de última geração e sistema de auxílio de partida em rampa, que aumenta a segurança na operação.

O motor é o MAN D08 de 6.9 litros, seis cilindros e potência de   277 cv, 1.050 Nm de torque e tecnologia EGR (Recirculação de Gases de Escape), que dispensa o Arla 32. A tomada de força de série é um diferencial, pois pode ser utilizada com o veículo em movimento.

A engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus projetou as modificações necessárias junto com o BMB, seu centro exclusivo de modificações, que deu suporte e instalou também o kit Canavieiro sob medida.

Ele traz com diversos itens que adaptam o caminhão à operação no segmento sucroalcooleiro como grade de proteção frontal “quebra mato”; escapamento vertical, pré-filtro agrícola, proteção inferior do radiador “peito de aço”; protetor de alternador contra palha; protetor térmico das tubulações do sistema pneumático (freio) e chicote elétrico, tomada de força, entre outros.

VW 3Fotos: Malagrine / VW Caminhões & Ônibus / Divulgação

Scooter E Concept, o scooter-conceito elétrico da Mini

Da Redação

P90066561A Mini conta, em seu portfólio, com o Scooter E Concept. Trata-se do primeiro scooter-conceito concebido pela marca, apresentado em duas versões diferentes de design, mas que incorporam a pilotagem divertida, a funcionalidade inteligente e as inúmeras opções de personalização.

E tudo isso em favor de uma mobilidade ainda mais sustentável e inovadora. “Mais que um produto, Mini é um sinônimo de como viver nos centros urbanos com estilo, sofisticação e de forma moderna. A mobilidade Mini entrega tecnologia e fun to drive de maneira consciente e respeitando o meio ambiente onde está inserida”, explicou Rodrigo Novello, Diretor da Mini Brasil.

P90066549Impulsionado por um motor elétrico integrado à roda traseira, o Mini Scooter E Concept traz baterias de íons de lítio compactas, aptas a serem recarregadas em tomadas de energia domésticas convencionais com a ajuda de um cabo de carregamento integrado à parte traseira da motocicleta.

Ao abrir a tampa do compartimento do cabo – semelhante à tampa do tanque de combustível de um automóvel – ela se ilumina e o plugue pode ser puxado para fora até uma distância de 5 metros. Assim que a bateria estiver carregada, um mecanismo acionado por botão recolhe a fiação.

P90066555E assim como os automóveis da marca britânica, o primeiro Mini de duas rodas exibe proporções claramente definidas e linhas suavemente arredondadas conferindo ao protótipo de motocicleta uma aparência capaz de ser reconhecida facilmente nas ruas como um veículo da fabricante de Oxford (Inglaterra).

As linhas paralelas do desenho e a proporção entre o tamanho das rodas (neste caso, de 11 polegadas) e do veículo, também estão presentes neste scooter-conceito.

A parte dianteira da carenagem é verticalizada e remete ao para-brisa aprumado de um Mini Cooper. A curvatura da parte frontal também traz semelhanças com a junção do vidro do para-brisa com a coluna A.

P90066547Outro detalhe que chama a atenção no Scooter E Concept é o grande farol arredondado inspirado nos do Mini Countryman da primeira geração. As luzes indicadoras de direção (pisca), por sua vez, evocam a dianteira de um Mini clássico.

Já a abertura da carenagem, situada logo abaixo do emblema da Mini, e que ostenta uma moldura cromada, reforça a impressão de familiaridade remetendo aos contornos da grade do radiador hexagonal dos carros da marca.

P90066552Detalhes de acabamento cromado também podem ser notados no aro de apoio situado atrás do assento e nos suportes para os pés. Os espelhos retrovisores da motocicleta também exibem aspectos familiares, entre eles a forma arredondada e as diferentes opções de acabamento. Já a traseira, conta com lanternas verticais montadas sobre a carenagem da roda.

Outra característica de destaque é a forma inovadora de integrar dispositivos móveis. O painel, de forma arredondada, foi desenvolvido para acomodar um smartphone. Ao encaixá-lo no mostrador, o motor é acionado automaticamente.

P90066553Enquanto o scooter estiver em movimento, o smartphone pode ser usado como navegador GPS, tocador de música ou telefone, conforme a necessidade do piloto. Uma interface sem fio bluetooth pode ser conectada a um capacete da marca, que vem equipado com microfone e fones de ouvido.

O velocímetro, que se assemelha a um tubo preenchido com fluido, e as luzes indicadoras da carga da bateria e de acendimento dos faróis e dos piscas, estão posicionados nas bordas do painel..

A versão do Scooter E Concept de cor amarela é baseada no visual do Mini E, o primeiro veículo totalmente elétrico da marca. O design colorido destaca o seu conceito de pilotagem livre de emissões.

P90066556Já o estilo do outro scooter está inserido na herança da MIini e nas origens britânicas. Seu acabamento na cor British Racing Green remete aos carros clássicos de corrida. Por se tratar de um projeto conceitual, o Mini Scooter E Concept não entrou em produção efetiva.

P90066546Fotos: Ansgar Photography / Ansgar Werrelmann / Mini / BMW Group / Divulgação

Fiat Argo passa a contar com a versão aventureira Trekking

José Oswaldo Costa*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 26/04/2019)

de Mogi das Cruzes (SP)

Além da suspensão elevada,  modelo utiliza motor 1.3 e câmbio manual

imagem(2)O Fiat Argo, em 2019, ocupa a 7ª colocação entre os veículos mais emplacados no Brasil. Até a última quarta-feira, o modelo contava com 19.906 unidades vendidas. No ano passado, ficou entre os 10 mais vendidos do Brasil, em 8º lugar.

De acordo com a Fiat, em pesquisa feita junto aos proprietários do hatch compacto, 73% deles deram notas entre 9 e 10 para o modelo. Agora, a montadora italiana apresenta ao mercado nacional a chamada versão “aventureira light” do Argo, a Trekking.

Com ela, a Fiat espera que o hatch figure, até o fim do ano, entre os cinco carros mais vendidos do País. Até 2023, entre novos modelos e versões, a montadora promete 15 lançamentos no Brasil. O Argo Trekking é o segundo deles, ao lado da Toro Ranch.

imagem(3)“O novo Fiat Argo Trekking chega para completar o portfólio do Argo, aliando um design atraente e aventureiro à funcionalidade da nova suspensão reforçada e elevada que, em conjunto com o pneu de uso misto, garantem a melhor performance em terrenos irregulares”, afirmou Herlander Zola, diretor do brand Fiat para a América Latina e diretor comercial da marca para o Brasil.

Para se tornar uma versão “aventureira”, alguns requisitos são exigidos, e o Argo Trekking apresenta todos ele. Para superar buracos, lombadas, pisos deteriorados e enfrentar uma (leve!) estrada de terra, é necessário elevar a suspensão e o modelo apresenta uma altura de 210 mm em relação ao solo. Ele é 40 mm mais alto do que a versão Drive 1.3.

Dentre os concorrentes citados pelos executivos da montadora na apresentação à imprensa especializada, o Hyundai HB20X oferece 197 mm, o Renault Sandero StepWay tem 160,4 mm e o Ford Ka FreeStyle conta com 160 mm. Nesse quesito, o Chevrolet Onix Activ não foi citado, mas sua altura livre do solo é de 150 mm.

imagem(5)Dentre os tais “requisitos exigidos para um aventureiro”, também estão presentes as molduras de plástico preto nas caixas das rodas e em toda a parte baixa das laterais, portas e para-choque traseiro.

Estilo – Para diferenciá-lo das outras versões, o Argo Trekking conta, ainda, com: teto, barras longitudinais, aerofólio e retrovisores na cor preta; adesivo preto no centro do capô; adesivos alusivos à versão nas laterais e tampa do porta-malas; logo da Fiat na grade dianteira na cor preta; rodas em liga leve de 15 polegadas na cor cinza; pneus de uso misto e ponteira de escape com desenho esportivo.

Importante destacar que, ao lado da câmera de ré, as rodas em liga leve são os únicos opcionais para a versão.

imagem(4)No interior, o tecido escurecido dos bancos contrasta com as costuras deles, na cor laranja, e o logo da versão Trekking bordado. O símbolo da Fiat no volante também é preto, em substituição ao tradicional vermelho. As saídas do sistema de ventilação são cromadas.

De série, o modelo também conta com sistema multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas (com Apple CarPlay e Android Auto), vidros dianteiros e traseiros elétricos, retrovisores elétricos e faróis de neblina.

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imagem(7)Motor e Câmbio – O Fiat Argo Trekking é equipado com o motor 1.3 Firefly. Ele apresenta 101/109 cv de potência e 13,7/14,2 kgfm de torque com gasolina e etanol, respectivamente.

De acordo com a montadora, com gasolina, ele apresenta um consumo de 12,1 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada. O único câmbio oferecido para a versão é o manual de 5 marchas.

imagem(15)O Argo Trekking chega às concessionárias da marca nos próximos dias com o preço sugerido de R$ 58,99 mil. A versão estará disponível nas cores branco Banchisa, branco Alaska, vermelho Montecarlo e cinza Silverstone.

Para fins de comparação, os preços dos seus concorrentes, na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), são os seguintes: Ford Ka FreeStyle – R$ 65,90 mil (automático) e R$ 62,24 mil (manual); Hyundai HB20X Style – R$ 66,00 mil (automático) e R$ 60,15 mil (manual); Chevrolet Onix Activ – R$ 64,95 mil (automático) e R$ 59,12 mil (manual) e Renault Sandero StepWay (manual) – R$ 60,57 mil.

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imagem(17)Fotos: Fiat Chrysler Automóveis (FCA) / Divulgação

*o jornalista viajou a convite da FCA (Fiat Chrysler Automóveis)

 

Ford Edge ST é um veículo utilitário esportivo, de verdade!

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 26/04/2019)

de Tatuí (SP)

Nova versão vai muito além da aparência diferenciada e entrega desempenho raro na categoria

Edge ST-0973 editPrimeiro SUV da marca a receber a grife esportiva ST (Sport Technologies), desenvolvida pela divisão de carros de alto desempenho, a Ford Performance, o Edge ST inaugura essa sigla no Brasil e passa ser a única versão oferecida em nosso mercado.

Muito bem equipado de série, inclusive com sistemas auxiliares de condução autônoma de nível 1, além de toda a mecânica preparada para o desempenho, o Edge ST tem preço de lançamento sugerido de R$ 299 mil. Ele brigará com as versões de entrada dos utilitários esportivos médios e grandes de marcas premium que não têm dinâmica esportiva e nem a mesma tecnologia embarcada, mas estão na mesma faixa de preço.

2019-Ford-Edge-ST-interiorReestilizado na linha 2019, o Edge ganhou novos para-choques, faróis, lanternas, capô e tampa do porta-malas. Nas laterais, novos vincos e desenho das saias. Essa versão ST ainda se diferencia por ter as telas das grades em forma de colmeia e acabamento em preto brilhante, bases dos para-choques com desenho mais esportivo e as saídas dos escapamentos retangulares e maiores que das outras versões do modelo.

Internamente, os bancos esportivos revestidos em camurça e couro, assim como o volante, apresentam costura com linha na cor prata que diferencia a versão. A sigla ST marca presença na grade frontal, tampa do porta-malas, bancos e volante, e juntamente com a assinatura Ford Performance, aplicada sobre as soleiras das portas, finalizam as alterações desta assinatura esportiva.

Edge ST-3525.tratDesempenho – Beleza à parte, o foco do Edge ST é o desempenho. Seu motor é o famoso V6 2.7 biturbo EcoBoost. Alimentado apenas por gasolina, desenvolve 335 cv as 5.000 rpm  e tem torque de 534 Nm as 3.000 rpm.

Apesar de pesado, 2.116 kg, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos e atinge velocidade máxima, eletronicamente limitada, de 209 km/h ou 130 milhas/h, padrão usado no Canadá, país de origem do modelo, e nos EUA, principal mercado dele.

Edge ST-3487.tratA nova transmissão automática de 8 velocidades tem sistema adaptativo e realiza trocas em menos de meio segundo. Seu comando é por botão giratório localizado no console central e dispõe de aletas atrás do volante para trocas manuais.

Oferece modo de condução normal (D) e Sport (S). Com este último, a calibração do pedal do acelerador fica mais agressiva e, as trocas de marchas, mais rápidas. O som do motor também se torna mais esportivo e a parte digital do painel de instrumentos ganha uma configuração diferente, exibindo um conta-giros com ponteiro e marcador de pressão do turbo.

Edge ST-2331A tração inteligente AWD é acionada quando necessário e, no restante do tempo, permanece desativada para reduzir o consumo de combustível.  Um algoritmo processa dados de diversos sensores do veículo em 10 milissegundos para determinar a tração ideal e pode direcionar até 100% do torque para as rodas dianteiras ou traseiras de acordo com as condições de rodagem.

A suspensão esportiva do Edge ST tem um centro de gravidade mais baixo que as outras versões da linha. Ela ganhou molas 10% mais rígidas e uma barra estabilizadora maciça com diâmetro maior. Já a traseira, tem molas 20% mais rígidas e amortecedores do tipo “monotubo” em vez dos convencionais.

Edge ST-0567Equipamentos – O Ford Edge ST vem equipado com rodas em liga leve de 21 polegadas e pneus 265/40, teto solar panorâmico, antena tipo shark, engate para reboque e abertura e fechamento automático da tampa do porta-malas sem o uso das mãos.

Os bancos do motorista e do passageiro são refrigerados e aquecidos e possuem ajuste elétrico em 10 direções e memória, assim como também são elétricos os ajustes do volante e dos retrovisores externos. O banco traseiro é bipartido, reclinável e também é aquecido.

Edge ST-6183-v2Os vidros do para-brisa e janelas dianteiras têm isolamento acústico e o modelo conta com um sistema eletrônico ativo de cancelamento de ruído que torna o interior mais silencioso. O ar-condicionado é automático digital de duas zonas.

O sistema de som é da marca holandesa Bang & Olufsen, composto por amplificador externo de 1.000 W e 12 alto-falantes de alta definição, incluindo subwoofer.  O sistema multimídia é o SYNC 3, com tela capacitiva de 8 polegadas e comandos de voz para áudio, telefone, ar-condicionado e navegador com mapas do Brasil.

Edge ST-6273-v2Ele é compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, incluindo espelhamento do Waze.  Conta com DVD e duas telas de 8 polegadas instaladas nos encostos de cabeça dianteiros que também permitem espelhamento do celular e podem ser usadas de forma simultânea, ou independente, com dois fones de ouvido sem fio. O carregador de celular sem fio é mais um recurso tecnológico entre tantos disponíveis nessa versão.

Seus equipamentos de segurança começam com 8 airbags (dianteiros, laterais, de cortina e joelhos), incluem os controles de tração e estabilidade e se estendem a um completo pacote de assistentes à condução.

Edge ST-6205-v2O Ford CoPiloto 360 é composto por monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego cruzado, sistema de permanência em faixa, alerta de colisão frontal com assistente autônomo de frenagem e detecção de pedestres, piloto automático adaptativo com Stop & Go, auxiliar de manobras evasivas,  sistema de frenagem pós-colisão,  farol alto automático, estacionamento automático e câmera de ré.

Dirigimos a novidade por menos de 30 km nas ótimas estradas do interior de São Paulo. Nessas condições, o piloto automático funcionou perfeitamente, centralizando o veículo entre as faixas e fazendo as curvas mais abertas sem solicitar intervenção do condutor.

Edge St-9076Ele também reduzia e acelerava para acompanhar o fluxo dos carros à frente. Apenas quando deixávamos de segurar o volante por muito tempo, um aviso sonoro e de texto no painel digital pedia participação humana na direção.

Nas saídas, após as paradas para troca de motorista, tivemos oportunidade de acelerar da inércia aos 120 km/h e comprovamos o seu desempenho realmente esportivo, principalmente para um carro deste porte. No campo de provas da Ford, em Tatuí (SP), circulamos por vias de terra com cascalho.

Edge St-9087_Hangar3Apesar das grandes rodas e pneus com perfil baixo, o Edge ST entregou conforto de marcha, silêncio interno e muito controle direcional, prova do bom funcionamento do sistema de tração integral por demanda.

Estes testes foram apenas preliminares e feitos em pisos mais favoráveis, tanto em asfalto como na terra, pois ambos não apresentavam irregularidades. Quando recebermos uma unidade para avaliação, rodaremos em condições mais adversas para podermos reportar seu comportamento ao trafegar em vias mais precárias, característica bem mais comum em nosso País e, também, apurar o seu consumo, curiosidade que, neste breve contato, foi substituída pelo prazer de acelerar suas centenas de cavalos.

Edge ST-2272lakeFotos: Ford / Divulgação

*o colaborador viajou a convite da Ford

 

Renault Duster e Duster Oroch têm recall por problemas com o servo freio

Da Redação

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renault-duster-oroch-express-ambientado.jpg.ximg.l_full_m.smartFotos: Renault / Divulgação

A Renault realiza, a partir de hoje (26/04), recall de todas as versões de Duster e Duster Oroch para a verificação e/ou substituição do servo freio.

São 11.667 unidades (5.171 Duster e 6.496 Duster Oroch) envolvidas, fabricadas no período entre 23 de agosto de 2017 e 8 de março de 2018.

Devido a uma não conformidade identificada pelo fornecedor da Renault, poderá ocorrer falha na vedação do servo freio, podendo resultar no endurecimento do pedal de freio e, em casos extremos, a falta de frenagem com possível acidente.

Segundo a Renault, não há registros de acidentes até o momento.

A numeração, não seqüencial, dos chassis envolvidos de Duster: de JJ010976 até JJ997934, de JM417734 até JM422460 e de KJ223976 até KJ307279.

Os chassis do Duster Oroch envolvidos no recall são: de JJ000117 até JJ999496 e de KJ209921 até KJ311299.

A verificação e/ou substituição é realizada em até 2h30. O serviço é gratuito e deve ser agendado em uma concessionária Renault.

Outras informações podem ser obtidas pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 055 5615 ou pelo site www.renault.com.br.

BMW Motorrad anuncia recall da C 600 Sport e da C 650 GT

Da Redação

2015-BMW-C600-Sport1BMW C 600 Sport

A BMW Motorrad Brasil está convocando os proprietários das motocicletas BMW modelos C 600 Sport e C 650 GT, fabricadas entre maio de 2013 e janeiro de 2015, a entrarem em contato com um concessionário autorizado para agendar gratuitamente a verificação e, caso necessário, a substituição do flexível do freio da roda dianteira.

A verificação se faz necessária já que foi constatado que o flexível da roda dianteira das motocicletas afetadas pode apresentar pequenas trincas ao longo de sua extensão.

Como consequência, podem ocorrer vazamentos do fluido de freio com possível perda da eficiência de frenagem da motocicleta, não se descartando a possibilidade de ocorrência de acidentes e danos físicos e materiais aos ocupantes das motocicletas e a terceiros.

A BMW Motorrad Brasil destacou que, até o presente momento, não teve conhecimento de acidentes relacionados ao componente alvo desta campanha de recall.

Ao todo, 186 unidades de ambos os modelos estão sendo convocadas neste chamamento.

BMW-C-650-GT-7699_2BMW C 650 GT

Fotos: BMW Motorrad / Divulgação

Os serviços já podem ser agendados e os serviços de reparo tem duração média de cerca de uma (1) hora. A verificação do componente, assim como sua substituição, caso necessário, serão efetuados gratuitamente.

Os chassis não sequenciais envolvidos são:

Modelo De Até
C 600 Sport ZZ52169 ZZ55652
C 650 GT ZZ75205 ZZ75416

Para verificar se sua unidade está dentro do sequenciamento de chassis desta campanha, ou para outras informações, o cliente pode acessar o site:

www.bmw-motorrad.com.br/br/pt/recall/index.html

Também pode entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente BMW, exclusivo para recall: 0800 019 7097, de 2ª a 6ª feira, das 8h às 19h.

Fiat Cronos Drive 1.3 GSR entrega conforto por um preço mais em conta

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 19/04/2019)

Versão com câmbio automatizado é uma boa opção de compra entre o manual e o automático

IMG_20190415_113241Dos tipos de câmbios existentes atualmente, o automatizado é o mais recente. Lançado, no Brasil em 2007, em um modelo da Fiat, o Stilo, ele já evoluiu bastante, mas não o suficiente para apagar as marcas deixadas pelo grande equívoco cometido em nosso mercado: foi oferecido como se fosse um câmbio automático.

Na verdade, trata-se de um câmbio com embreagem convencional, mas não tem pedal para acioná-la e nem é preciso trocar as marchas. Um conjunto de atuadores aciona a embreagem e troca as marchas, tudo automaticamente.

Desenvolver este sistema só foi possível com o uso da informática para gerenciar todo o processo, algo que explica a pouca idade dos câmbios automatizados e o fato deles ainda estarem evoluindo.

Apesar de custarem até 50% menos que os câmbios automáticos, e cumprirem a mesma função básica, os automatizados não conquistaram o espaço que mereciam. As próprias montadoras contribuíram negativamente pois, ao vendê-los como automáticos, criaram uma expectativa no consumidor que não se concretizou nas ruas.

O honesto, com os clientes e com a própria tecnologia, seria vender os câmbios automatizados como uma alternativa ao manual, porém, bem mais confortável do que estes e mais em conta que os automáticos. Talvez, assim, os automatizados seriam mais reconhecidos por sua capacidade do que por suas limitações.

IMG_20190415_113312DC Auto recebeu o Fiat Cronos Drive com o câmbio automatizado GSR para avaliação. Além dos dados da versão e as impressões ao dirigir, destacaremos as características desta transmissão. Ela evolui bastante, desde a primeira Dualogic, e, hoje, é uma das melhores com essa tecnologia.

Segundo o site da montadora, o sedan compacto Fiat Cronos Drive 1.3 GSR (2019) tem o preço sugerido em R$ 66,69 mil.

Equipamentos – Seus principais equipamentos de série são: ar-condicionado, central multimídia com tela de 7 polegadas touchscreen e capacidade de conexão com os sistemas Android Auto e Apple Car Play, bluetooth, entrada USB e sistema de reconhecimento de voz, aletas para trocas de marchas atrás do volante e direção elétrica progressiva.

_DSC2664Também estão presentes o controle de estabilidade (ESC), a sinalização de frenagem de emergência (ESS), gancho universal para fixação cadeira criança (Isofix), airbag duplo e ABS com EBD, sistema ativo de freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subidas (Hill Holder), controlador de velocidade (piloto automático), quadro de instrumentos com tela em TFT de 3,5 polegadas multifuncional.

Por fim, retrovisores externos elétricos com função tilt down e setas integradas, sistema Start&Stop (desligamento/acionamento automático do motor), controle de tração, volante com comandos de rádio, telefone e regulagem de altura, entre muitos outros equipamentos.

_DSC2699A unidade avaliada estava equipada com dois opcionais: o kit Stile (faróis de neblina, rodas em liga leve de 15 polegadas e banco traseiro bipartido) e o kit Parking (sensor de estacionamento traseiro com visualizador gráfico e câmera de ré com linhas dinâmicas). Eles são vendidos por R$ 3,18 mil e R$ 1,76 mil, respectivamente.

Motor e Câmbio – O Cronos Drive é equipado com o motor 1.3, bicombustível, de 4 cilindros em linha. Seu cabeçote tem comando de válvulas simples tracionado por corrente com variação de abertura na admissão e na exaltação.

Com alta taxa de compressão, 13.2/1, seu torque máximo é 14,2/13,7 kgmf às 3.500 rpm e, a potência, atinge 109/101cv às 6.250 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente.

O câmbio GSR, como mencionado anteriormente, é automatizado de embreagem simples com cinco marchas comandadas por botões localizados no console central. Oferece programação Sport e seleção entre automático e manual.

Comparado ao Cronos Precision 1.8, automático, o Drive automatizado chega a surpreender. Não tem o mesmo desempenho e conforto, mas o motor 1.3 dá agilidade à versão e, o câmbio, responde até mais rápido, tanto ao comando do acelerador, quanto às intervenções pelas aletas.

_DSC2686Automatizado – Isso porque seu acoplamento é por disco de embreagem e, não, por conversor de torque, como nos automáticos convencionais. Esta é uma vantagem do sistema automatizado, deixar o carro mais na mão do condutor.

Nos sistemas mais antigos, as trocas de marchas eram mais lentas e menos suaves. Isso resultava nos “soluços” tão criticados. Nos automatizados atuais, as trocas são mais rápidas e os soluços bem mais raros.

Quando a aceleração é progressiva, as marchas passam quase tão suavemente quanto nos automáticos. Apenas em baixas velocidades, e em acelerações intermitentes, como em manobras de estacionamento, o câmbio costuma ficar indeciso, acoplando e desacoplando a cada leve movimento do acelerador, tornando-se menos confortável que os automáticos.

Em subidas e descidas, ele tende a segurar as marchas por mais tempo que o necessário, elevando a rotação do motor em demasia, e isso incomoda também. Mas, em deslocamentos nas cidades e estradas, este sistema funciona muito bem.

Quando o condutor se adapta ao câmbio automatizado, é possível trocar as marchas apenas acelerando ou desacelerando nos momentos certos, algo que vai se tornando natural, como fazemos ao dirigir modelos manuais, mas com a vantagem de não precisar apertar o pedal da embreagem e nem passar as marchas através da alavanca.

_DSC2685Intervir pelas aletas também é muito útil para usar o freio motor ou reduzir para realizar ultrapassagens.

Duas características de todos os veículos automáticos ou automatizados do Grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) nos agradam muito. As aletas atrás do volante para as trocas de marchas e a programação das transmissões que permite ao condutor fazer essas trocas sem que haja a necessidade de passar o câmbio para a posição manual.

Neste caso, o próprio sistema retorna ao automático quando o motorista para de intervir por um determinado tempo.

A relação das marchas não é das mais longas. Aos 110 km/h, engrenado na quinta marcha, o motor já está girando às 3.200 rpm. Nessa condição já é possível ouvir o ruído do motor, mas de forma contida, pois o isolamento acústico é bom. Rodando de forma econômica em estradas, usando etanol, atingimos 14 km/l. Na cidade, não passamos dos 8 km/l com o mesmo combustível.

Conforto ao rodar e espaço se destacam no sedan compacto da Fiat

A versão Drive só é oferecida com rodas de 15 polegadas. As suspensões têm um acerto mais voltado para o conforto. Este conjunto entrega estabilidade suficiente para um compacto familiar e garante um ótimo conforto de marcha, pois os pneus com ombros mais altos absorvem melhor as irregularidades do asfalto.

_DSC2704A direção elétrica é muito leve em manobras e firme e direta em velocidade mais alta, o suficiente para ser segura e dar prazer ao dirigir. O sensor de estacionamento traseiro e a câmera de ré são recursos muito bem-vindos ao Cronos, um modelo longo e largo, já que facilitam entrar e sair de vagas apertadas.

A Drive é a versão de entrada do Cronos. Os bancos são revestidos em tecido simples, os painéis feitos em plástico rígido, mas tudo bem encaixado e com variação de texturas que valorizam o visual do conjunto. O design das peças é moderno e, o uso de cores e pequenos detalhes cromados, conferem alguma sofisticação.

A ergonomia é acertada, com todos os comandos à mão, mas valem duas observações: os pedais estão muito deslocados para a direita, o suficiente para, em algumas ocasiões, o pé direito entrar atrás do console central que não se estende até o final da cabine, algo que pode atrapalhar no comando do acelerador. Já os puxadores das portas dianteiras são muito deslocados para frente, dificultando o fechamento das mesmas.

Passageiros – Como em todos os carros compactos, a largura interna é limitada. Dessa forma, o Cronos acomoda, confortavelmente, apenas dois adultos e uma criança no banco de trás. Já na parte da frente, passageiro e motorista ficam bem acomodados.

_DSC2709A posição ao volante é alta, mesmo com o banco na regulagem mais baixa. O ar-condicionado é eficiente, apesar de ser analógico. O sistema multimídia funcionou muito bem, tanto conectado por bluetooth como à porta USB, quando usamos o  Android Auto.

Com este câmbio GSR, comandado por botões, sobra um espaço na base do console central que é perfeito para deixar o celular escondido, mas facilmente alcançável. O porta-malas comporta bons 525 litros e, o tanque de combustível, 48 litros.

_DSC2697O Cronos Drive GSR é uma ótima opção de sedan compacto, pois entrega o conforto do câmbio automatizado, um desempenho honesto, boa autonomia e muito espaço interno por um preço intermediário entre a versão manual e as automáticas do modelo.

IMG_20190415_113854Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador