No farol, o jeitinho italiano?

Chico Lelis*

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Corria o ano de 2011 e lá estávamos, eu e meu querido amigo Vicente Alessi, viajando pela Itália, num poderoso Alfa Romeo, cedido pela Fiat.

Nem precisava tanta potência, pois só viajamos pelas estradinhas vicinais onde, além de não pagar pedágio, é possível conhecer melhor o País e as pessoas.

Eu dirigia, pois o Vic, alegando preguiça, se recusava a pegar no volante. Pra mim, tudo bem.

Depois de vários quilômetros e visitas, entre outras, a Prato (onde tem um maravilhoso Museu, o do Tecido), à Torre de Piza, menos torta que muitos prédios aqui da orla da minha amada Santos (SP).

E temos uma vantagem, além do Santos FC, claro! Enquanto a torre italiana não pode receber visitas, os prédios tortos de Santos são habitados.

Bem, seguindo por uma dessa estradinhas, passando por pequenos vilarejos, nos deparamos com um semáforo/sinaleira/sinal na entrada de uma delas. E estava vermelho. Ou seja, não podíamos seguir adiante.

Parei e fiquei aguardando o verde.

Com razão, Vic ficou mais impaciente que de costume e dizia: Vamos embora, isso tá quebrado.

Usando minha vantagem de estar dirigindo, disse que não!

De repente, um Fiat 500, modelo antigo, passa reto e entra na cidade. Vic enfureceu, alegando que estávamos ali que nem bobos esperando abrir um semáforo que não tinha nenhuma serventia.

SEMÁFORO

– Vamos logo, isso ai tá quebrado.

Mas não obedeci suas ordens.

Segundos depois veio o verde e seguimos adiante.

Nestas pequenas localidades, há sempre uma área para se parar, naquela que é a única e estreita via dos lugares.

Resolvemos parar e fomos elucidar o enigma do semáforo.

A resposta foi muito simples.

– Nossa rua é muito estreita, temos crianças e idosos andando por ai e não queremos que corram risco, com carros vindos de um lado pro outro.

Quanto ao Cinqüecento que desobedeceu ao sinal: “era um morador da terra. E nós podemos. Simples assim”.

Como era hora do almoço, fomos comer num pequeno e encantador restaurante, debruçado sobre um vale, com uma comida dos deuses.

O único desentendimento entre nós na viagem, foi que o Vic se recusou a ir até Pistoia, onde poderíamos conhecer o cemitério onde estavam enterrados os corpos dos nossos heróis da II Guerra Mundial.

Ah, ia esquecendo. Como fumava o meu amigo Vic!

foto - chico lelis

*chicolelis – chicolelis@gmail.com – Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna  (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos social e ambiental.

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Novo Porsche 911 Speedster entra em produção, com 510 cv e edição limitada

Da Redação

P19_0368_a4_rgbO 911 Speedster já havia causado sensação ao ser apresentado como veículo conceito. A Porsche, agora, está colocando o carro aberto de dois lugares em produção.

O 911 R (2016) e o 911 GT3 serviram de base para seu desenvolvimento. Um motor boxer 4.0, naturalmente aspirado, de alta rotação, com 510 cv, proporciona uma emocionante experiência sonora no cockpit.

A transmissão GT de 6 velocidades é operada manualmente. Visualmente, o novo Speedster cria uma ponte de ligação com sua própria história, para o antecessor de todos os carros esportivos da Porsche, o Roadster “Nº 1”, de 1948.

P19_0356_a4_rgbA edição limitada do novo 911 Speedster também descende desse veículo. Em alusão a esse ano, serão fabricadas exatamente 1.948 unidades do modelo a partir da metade de 2019, na fábrica da Porsche de Zuffenhausen, na Alemanha.

Como veículo conceito, o 911 Speedster celebrou sua estreia mundial em 2018 na cerimônia comemorativa do aniversário de “70 Anos dos Carros esportivo da Porsche”, em Zuffenhausen.

Houve, também, outras aparições públicas como no festival de Velocidade de Goodwood, na Inglaterra, o Rennsport Reunion VI em Laguna Seca, na Califórnia (EUA), além do Salão do Automóvel de Paris (França), em outubro.

P19_0366_a4_rgbOcupando o centro das atenções está a tampa do compartimento da capota conversível, esteticamente moldada com uma configuração aerodinâmica composta por duas bolhas – um elemento essencial desse tipo de carro esportivo desde o 911 Speedster, de 1988.

Ela é o maior e mais complexo componente usado pela Porsche até hoje num modelo de estrada feito numa única peça de plástico reforçado com fibra de carbono. Dois elementos de acabamento na dupla bolha abrem espaço para o sistema de proteção anticapotagem, caso necessário. Ele foi incluído de série no modelo biposto, da mesma forma que no 911 Carrera Cabriolet.

Uma estrutura de teto com peso leve substitui a cobertura tonneau (posicionada ao nível das portas) apresentada no veículo conceito. Apesar de seu design purista, a capota conversível de tecido é própria para o uso diário.

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P19_0420_a4_rgbJuntamente com as molduras das janelas encurtadas, com seus painéis dianteiros rebaixados e janelas laterais menores, ela é responsável por dar ao 911 seu perfil atlético.

O teto conversível não exige esforço para movimentar: o gancho da trava central na moldura do para-brisa e as duas barbatanas laterais da capota de tecido são liberadas ao toque de um botão.

A grande tampa traseira feita de fibra de carbono com baixo peso é destravada eletricamente e desliza para trás por uma curta distância. Após isso, ela é posicionada manualmente e abre espaço para o teto de tecido, que se dobra em forma de Z por trás dos bancos dianteiros.

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P19_0417_a4_rgbAssim que o teto esteja dobrado em sua posição, a cobertura pode ser fechada sem esforço. O teto é fechado novamente da mesma maneira – apenas as barbatanas da capota à esquerda e à direita dos elementos aerodinâmicos têm que ser pressionadas manualmente para dentro de seus suportes, até que se encaixem de forma perceptível.

O design leve também orientou outros elementos da carroceria do Speedster. O capô em material composto de fibra de carbono – que pesa dois quilos menos que o do 911 GT3 – e os para-lamas, também de material composto com fibra de carbono, são originários do 911 R.

O envelope dianteiro foi cedido pelo GT3, mas o lábio defletor dianteiro é um desenvolvimento completamente novo. No lugar dos espelhos tipo Talbot usados no veículo conceito, a versão de produção do novo Speedster traz espelhos retrovisores externos Sport Design, aquecidos e ajustáveis eletricamente.

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P19_0341_a4_rgbO defletor traseiro extensível e aerodinamicamente ajustado e o avental traseiro foram adotados pelo Speedster a partir dos presentes no 911 GT3 Touring.

O interior é marcado pelos elementos de couro preto nos apoios laterais e apoios de cabeça dos bancos integrais de fibra de carbono, os descansos de braços no acabamento das portas e a alavanca de câmbio encurtada.

Os painéis centrais dos bancos são revestidos de couro perfurado, enquanto os painéis leves das portas com puxadores pretos e redes porta-objetos reduzem o peso total do carro.

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P19_0429_a4_rgbLogos “Speedster” adornam os apoios de cabeça e as soleiras das portas de carbono aparente, assim como o conta-giros central. Como os outros instrumentos, ele tem o mostrador preto com ponteiro branco, assim como números e escalas verdes – itens que remetem ao seu famoso antecessor, o Porsche 356 Speedster.

Um emblema da edição limitada, fixado na estrutura entre os bancos dianteiros, mostra o número de série do 911 Speedster, que terá a produção limitada a apenas 1.948 unidades.

A Porsche também oferece o novo 911 Speedster, opcionalmente, com um pacote Heritage Design. Desenvolvido pela Porsche Exclusive Manufaktur, essa versão de equipamento reinterpreta elementos clássicos das décadas de 1950 e 60.

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P19_0428_a4_rgbIsso inclui o esquema cromático interno nas cores Preto e Conhaque. Uma pintura branca em forma de “dardo”, na face e para-lamas dianteiros, é aplicada à pintura básica do veículo, que tem a cor GT Prata Metálico.

Adesivos esportivos redondos para as portas e o capô dianteiro completam o pacote. Os proprietários podem escolher seus próprios números de corrida, até um máximo de dois dígitos, como mostram as fotos.

Os escudos da Porsche e os logotipos dourados correspondem aos designs usados em 1954.

P19_0367_a4_rgbMotor de alta rotação com 510 cv

O coração do novo Speedster foi adotado do 911 GT3. O motor de 6 cilindros naturalmente aspirado, com quatro litros de cilindrada, é um puro propulsor de GTs. A potência máxima de 510 cv é alcançada a 8.400 rpm, com a rotação máxima do motor fixada em 9.000 rpm.

O motor disponibiliza um torque máximo de 470 Nm a 6.250 rpm. O novo 911 Speedster acelera de 0 a 100 km/h em 4,0 segundos e alcança uma velocidade máxima de 310 km/h.

Comparado ao 911 GT3 anterior, o motor usado no Speedster é equipado com dois filtros de partículas de gasolina (GPF) e atende ao padrão de emissões Euro 6d TEMP EVAP-ISC (EU6 DG).

P19_0354_a4_rgbAinda assim, o motor de quatro válvulas por cilindro consegue atingir 10 cv a mais. Isso se deve a desenvolvimentos de detalhes como os injetores de combustível de alta pressão com padrão de aspersão modificado com válvulas de aceleração individuais, que proporcionam uma resposta mais imediata aos comandos do acelerador.

O sistema de escapamento esportivo de aço inoxidável totalmente novo pesa 10 quilos a menos – incluindo os dois filtros de partículas.

De forma adequada a um carro feito para pilotos, a Porsche oferece o 911 apenas com transmissão manual de seis marchas. Ela apresenta uma função de autoaceleração que compensa precisa e independentemente as diferenças de rotação do motor entre as marchas nas reduções de velocidade, através de acionamentos automáticos do acelerador.

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P19_0425_a4_rgbEsse sistema, chamado de auto-blip, pode ser ativado a qualquer momento, independentemente da opção de regulagem do PASM (Porsche Active Suspension Management – sistema de gerenciamento ativo da suspensão). A trava mecânica do diferencial traseiro, com sistema de bloqueio assimétrico, completa a transmissão de força esportiva.

A filosofia GT por trás do novo Speedster também se reflete em seu chassi. Com seus coxins dinâmicos do motor e eixo traseiro direcional, o chassi é baseado na tecnologia do 911 GT3 e 911 R.

Sistemas de controle como o Porsche Torque Vectoring (PTV – vetoreamento de torque), Porsche Stability Management (PSM – gerenciamento de estabilidade) e PASM com acerto esportivo e rebaixamento de 25 milímetros foram adaptados com precisão aos novos requisitos.

P19_0426_a4_rgbO biposto com carroceria aberta conta com rodas de liga forjadas Speedster de 20 polegadas com travamento central. O equipamento de série inclui freios PCCB (Porsche Ceramic Composite Brake – freios de composto de cerâmica) com discos de composto de cerâmica ventilados internamente e perfurados.

Na Alemanha, os preços do novo 911 Speedster começam em 269.274 euros, incluindo o imposto sobre valor adicionado (VAT) e equipamentos específicos para o país. Ele já pode ser encomendado.

O mercado brasileiro espera receber o modelo exclusivo no 2º semestre deste ano, preço e pacote de opcionais estão em definição.

P19_0435_a4_rgbFotos: Porsche AG / Divulgação

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Piloto mineiro Maurício Pena Rocha chega em 2º e lidera o Campeonato Brasileiro de Rally Baja

Da Redação

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Gustavo Gugelmin

Foto: Fabiano Godoy / DFotos / Mundo Press / Divulgação

Gustavo Gugelmin (categoria Super Production) conquistou a vitória geral entre os UTVs neste domingo (5), na 13ª edição do Rally Cuesta, em Botucatu, interior de São Paulo. O evento somou pontos para a terceira e a quarta etapas do Campeonato Brasileiro de Rally Baja 2019.

Com o UTV Can-Am Maverick X3, o catarinense levou a melhor na soma dos tempos dos dois dias de competição, com um percurso total de cerca de 350 quilômetros.

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Gustavo Gugelmin

Foto: Doni Castilho / DFotos / Mundo Press / Divulgação

“A prova foi excelente, com nível alto e muito técnica, cheia de saltos, lombas, areia e pedras. Confesso que o desafio cansou bastante e exigiu demais do piloto e da máquina”, destacou Gugelmin, que concluiu o trajeto em 3h40min07s.

Os sete melhores classificados entre os UTVs competiram a bordo do Can-Am Maverick X3, o veículo atual bicampeão do Rally Dakar.

A diferença final entre os cinco primeiros foi menos de um minuto. “Ninguém ganha sozinho. Por isso, agradeço aos mecânicos, apoio logístico e as equipes Tecmin 4×4 e Rato Racing que me ajudaram”, continuou Gugelmin. Ele tem no currículo o título de campeão dos UTVs no Rally Dakar em 2018 – só que na função de navegador do piloto Reinaldo Varela.

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Maurício Pena Rocha

Foto: Nelson / Foto Action

A 2ª colocação geral do Rally Cuesta, entre os UTVs, ficou com Maurício Pena Rocha, da equipe UTV Off-Road Quadrijet Racing, vencedor da abertura do Brasileiro de Rally Baja – realizada em março, em Patos de Minas (MG).

Com esse resultado o piloto mineiro, que ficou em 1º lugar em sua categoria (Pro-Elite), lidera, no geral, o Campeonato Brasileiro de Rally Baja 2019.

Ratinho, como é conhecido o mineiro de BH, está em segundo na categoria Pro-Elite, 2 pontos atrás do líder.

Bruno Varela foi o terceiro colocado em Botucatu, seguido por Denisio Nascimento e Wilker Campos. Com patrocínio da Can-Am, o Rally Cuesta também contou com categorias para quadriciclos, motos e carros.

As próximas etapas do Brasileiro de Rally Baja serão realizadas nos dias 22 e 23 de junho, em Araçatuba (SP).

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Maurício Pena Rocha

Foto: Sanderson Pereira

Brasileiro de Rally Baja / 13º Rally Cuesta

Resultados (extraoficiais) – Categoria UTVs

1 – #154 – Gustavo Gugelmin – 3:40:07 – Can-Am Maverick X3

2 – #105 – Mauricio Pena Rocha – 3:40:20 – Can-Am Maverick X3

3 – #102 – Bruno Varela – 3:40:36 – Can-Am Maverick X3

4 – #116 – Denisio Nascimento – 3:40:40 – Can-Am Maverick X3

5 – #123 – Wilker Campos – 3:40:58 – Can-Am Maverick X3

 

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Mitsubishi Pajero Sport 2020 chega ao País com preço de R$ 266 mil

José Oswaldo Costa*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 03/05/2019)

de Mogi Guaçu (SP)

Importado da Tailândia, utilitário de sete lugares oferece muito conforto e espaço

Pajero Sport 2020 - 043 - Tom Papp-MitsubishiA Mitsubishi apresentou o novo Pajero Sport 2020. De acordo com os executivos da marca, seus principais concorrentes, no mercado nacional, são o Chevrolet Trailblazer (LTZ 2.8 turbodiesel – R$ 216 mil) e o Toyota SW4 (SRX 4×4 2.8 16V turbodiesel – R$ 245 mil).

Com visual renovado, o SUV de sete lugares chega ao Brasil importado a Tailândia. Em princípio, a montadora japonesa espera comercializar cerca de 250 unidades/mês. Se considerarmos todas as versões do utilitário esportivo (Sport, Full – 3 portas e Full – 5 portas), foram vendidas 1.527 unidades em 2018. Isso dá uma média de cerca de pouco mais de 127 unidades/mês. Conclui-se que a Mitsubishi está bastante otimista com as vendas do novo Pajero Sport.

Interessante destacar o fato que o modelo recebeu um grande número de tecnologias embarcadas. Foram tantos itens tecnológicos que, hoje, seu preço sugerido é de R$ 265,99 mil. Ou seja, o Pajero Sport está com preço superior em relação ao seu, até então, “irmão” mais caro, o topo de linha Pajero Full (preços entre R$ 227 mil e R$ 256 mil). o novo SUV já está disponível nas concessionárias da marca.

Motor e Câmbio – O novo Mitsubishi Pajero Sport chega a o País em versão única, a HPE. Ela conta com o motor 2.4 16V turbodiesel capaz de rende 190 cv e gerar um torque de 43,9 kgfm (2.200 rpm). Ele apresenta injeção direta, bloco em alumínio e corrente de comando.

A transmissão é automática de 8 marchas e oferece trocas seqüenciais através da própria alavanca do câmbio ou por meio de “borboletas” (paddle shifters) atrás do volante. O SUV foi equipado com a tração 4×4 Super Select 4WD-II.

Pajero Sport 2020 - 044 - Tom Papp-MitsubishiEla apresenta quatro modos de operação, incluindo a reduzida. Através do seletor no console central, o motorista pode optar pelo melhor ajuste, dependendo do local e das características do piso:

2H – Usado para estradas e vias públicas, privilegia a economia de combustível com desempenho suave;

4H – Ideal para estradas e pisos irregulares, inclusive asfalto, serras e chuva. O sistema alterna automaticamente a tração entre os eixos dianteiro e traseiro;

4HLc – Ideal para terreno acidentado com superfícies de baixa aderência;

4LLc – Ideal para subidas ou descidas íngremes, rochas, areia e lama.

Off-Road – A troca de tração de 2H para 4H pode ser feita em velocidades de até 100 km/h. Além disso, o Pajero Sport conta, também, com o sistema Off-Road Mode, um recurso que deixa o SUV ainda mais preparado para enfrentar os mais variados tipos de terreno.

São quatro opções que melhoram o desempenho no off-road: Gravel (terra/cascalho), Mud/Snow (lama/neve), Sand (areia) e Rock (pedra). Cada uma delas tem uma configuração específica e todos são capazes de otimizar a tração para cada tipo de piso, alterando automaticamente a potência do motor, ajustes de transmissão, sistema de freios, controles de tração e estabilidade.

Para finalizar os recursos relativos ao modo 4×4, está presente o RD Lock, que é o bloqueio do diferencial do eixo traseiro. Em situações extremas, onde as rodas ficam suspensas, como valetas transversais ou terrenos com erosões, o utilitário é capaz de superar com facilidade através do acionamento desse sistema por meio de do botão no painel.

Pajero Sport 2020 - 080 - Tom Papp-MitsubishiOs números do Pajero Sport para o off-road são os seguintes: 45 graus de inclinação lateral; 30 graus de ângulo de entrada; 24,2 graus de ângulo de saída e 23,1 graus de ângulo de subida. Ele é capz de superar uma lâmina d’água de até 700 mm.

Recursos tecnológicos, principalmente os de segurança, são destaques

Como dissemos no início, o novo SUV chega com bastante tecnologia embarcada. Dentre elas, podemos destacar controle de descida (HDC), controle de tração (ATC) e estabilidade (ASC), assistente de partidas em rampas (HSA), sensores para acendimento dos faróis e limpador de para-brisa, piloto automático adaptativo (ACC) com frenagem autônoma, sistema de mitigação de colisão (FCM) e aviso de ponto cego (BSW).

Também está presente o útil sistema de prevenção de aceleração involuntária (UMS). Através de sensores dianteiros e traseiros, ele atua quando esses sensores detectam um obstáculo próximo em caso de aceleração brusca, reduzindo a potência do motor para evitar colisões caso o motorista erre os pedais ou a posição do câmbio.

Isso ocorre, por exemplo, quando o motorista está estacionado, imagina ter engatado a marcha ré quando, na verdade, o câmbio está na posição Drive (D).

O Mitsubishi Pajero Sport 2020 ainda é equipado com freios com ABS e EBD, 11 airbags (2 dianteiros, 2 laterais, 6 de cortina – inclusive para a terceira fileira de bancos – e 1 para o joelho do motorista), sistema de partida sem chave e no botão, sistema de entrada sem chave, barras de impacto das portas e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis.

Pajero Sport 2020 - 042 - Tom Papp-MitsubishiFotos: Tom Papp / Mitsubishi / Divulgação

O novo Mitsubishi Pajero Sport tem 6 opções de cores: branco, preto, azul, marrom, prata e cinza. Essas duas últimas (prata e cinza) serão vendidas com os bancos na cor preta. Já no caso das demais, o comprador poderá optar entre o preto e o bege para os bancos.

O utilitário vem equipado com rodas em liga leve diamantada de 18 polegadas e pneus 265/60 R18. De acordo com a Mitsubishi, sua capacidade de reboque é para até 3.100 kg.

Interior – No interior, destaque para o painel de instrumentos colorido de alto contraste e que traz display de multi-informação. No off-road, por exemplo, o desempenho e atuação de cada roda é mostrado em tempo real ao motorista, facilitando a transposição de obstáculos.

O sistema multimídia tem tela capacitiva de 7 polegadas e vem equipado com Android Auto e Apple Car Play, áudio streaming de última geração e conexão WiFi, que permite o acesso a aplicativos nativos, como Waze e Spotify.

Além da entrada USB na parte dianteira, os passageiros que viajam no bando de trás contam com mais duas entradas para carregar o celular. E, no console central, há uma tomada de 120v (AC) para ligar os mais diversos aparelhos.

Pajero Sport 2020 - 125 - Sergio Chvaicer-Mitsubishi

Pajero Sport 2020 - 129O ar-condicionado é de duas zonas e conta com saídas em cada lado do teto, tanto para a segunda fileira quanto para a terceira. O banco do motorista apresenta ajustes elétricos e a direção é hidráulica. Questionados sobre a ausência da direção eletricamente assistida, os executivos da montadora usaram como justificativa o peso e tamanho do Pajero, bem como sua utilização off-road.

Quando são utilizadas as três fileiras de bancos, a capacidade do porta-malas é de 255 litros. Se a terceira fileira for rebatida, a capacidade sobe para 971 litros. Já com as segunda e terceira fileiras rebatidas, o porta-malas passa a comportar 1.731 litros.

O grande “porém” dessa informação é que os números dizem respeito à utilização do porta-malas até o teto do veículo o que, em termos de segurança, é inadmissível. Sem os bancos como “barreiras”, os objetos que estão acomodados acima do limite dos seus encostos tornam-se verdadeiras armas contra os ocupantes em caso de acidente.

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Pajero Sport 2020 - 119 - Sergio Chvaicer-MitsubishiFotos (interior): Sergio Chvaicer / Mitsubishi / Divulgação

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Pajero Sport 2020 - 033 - Tom Papp-MitsubishiFoto: Tom Papp / Mitsubishi / Divulgação

*o jornalista viajou a convite da Mitsubishi

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Can-Am participa da Agrishow com o novo Defender

Da Redação

z_CF_0572O novo UTV Can-Am Defender foi feito para o trabalho pesado e ainda amplia as opções de lazer no ambiente off-road. Por conta da versatilidade no campo, o veículo é destaque da Agrishow 2019.

A maior feira de tecnologia agrícola do Brasil, considerada uma das mais importantes do mundo no segmento, vai até o dia 3 de maio em Ribeirão Preto, interior paulista, das 8h às 18h.

No estande da Can-Am, o público pode ver de perto os UTVs Defender nas versões de três e seis lugares, com vários acessórios disponíveis para carga e para organizar os materiais durante o transporte.

_CF_0591O veículo off-road tem capacidade de reboque de até 907,2 quilos ou pode carregar uma carga útil total de até 793,8 kg.

O espaço da Can-Am na Agrishow ainda traz os quadriciclos da marca e outros produtos assinados pelo grupo canadense BRP. As motos aquáticas da Sea-Doo, sucesso na água doce e na água salgada, também atraem os olhares do público no evento.

“Os produtos da Can-Am têm muita identidade com o conceito da Agrishow, bem como as outras marcas da BRP”, disse Fernando Alves, gerente comercial para o Brasil da empresa canadense. “Seja no trabalho ou nos momentos de lazer, temos um leque de produtos com tecnologia e confiabilidade reconhecidas no mundo todo.”

_CF_0588Fotos: Idário Café / Mundo Press / Divulgação

De acordo com o executivo, a participação direta da BRP na Agrishow reforça a presença da Can-Am no mercado de utilitários, com foco direto no segmento agrícola.

“O público da Agrishow é exigente e logo percebeu o que o UTV Can-Am Defender pode proporcionar para o trabalho no campo. Queremos aproveitar a oportunidade de mostrar que temos o UTV e o quadriciclo desenvolvidos para cada perfil de usuário, até aos que buscam performance esportiva”, concluiu Alves, lembrando que o o UTV Can-Am Maverick X3, também em exposição no estande, é o atual bicampeão do Rally Dakar.

No site da marca, o Can-Am Defender DPS (2018) é anunciado a partir de R$ 66,99 mil. Ele utiliza o motor Rotax HD8 V-Twin de 50 cv. Esse modelo, de três lugares, tem 211,5 cm de entre-eixos; 305 cm de comprimento; 157,5 cm de largura e 191,8 cm de altura.

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Fotos: BRP  / Divulgação