Fiat Argo GSR oferece pacote de equipamentos, de série, recheado

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 09/08/2019)

Além do câmbio automatizado, hatch conta com controles de estabilidade e tração

_DSC2773A Fiat está passando pela maior renovação em sua linha de produtos desde que chegou ao Brasil, há mais de 40 anos. Em 2016 ela lançou a picape média Toro e o subcompacto Mobi, dando início a este processo.

Em 2017, foi a vez do hatch compacto Argo e, no ano seguinte, o seu sedan compacto, o Cronos. De lá para cá, nenhum novo carro foi apresentado, mas a montadora promete 14 novos lançamentos até 2023, entre versões e modelos inéditos.

Além da nova fábrica de motores turbo, já lançada em evento oficial e programada para entrar em atividade no próximo ano, os mais esperados pelo mercado são a nova geração da picape Strada, projeto flagrado em testes nas imediações da fábrica em Betim (MG) e um SUV baseado na plataforma da picape Toro.

Este último será o primeiro utilitário esportivo com a marca Fiat fabricado no Brasil e, como a picape, será produzido na planta da Jeep em Goiana (PE), marca que faz parte do grupo Fiat Chrysler Automóveis Brasil (FCA).

Mercado – No fechamento de 2018, a Fiat figurava em 3° lugar entre todos os carros e comerciais leves emplacados no Brasil, com 13,18% de participação. A Jeep, em 9°, cobria 4,33% deste mercado.

_DSC2770Mesmo somando os resultados das duas marcas da FCA, ela ainda ficou com o 2° lugar, pois a GM fechou o ano com 17,58% do bolo.

Neste ano, até o fechamento de julho, a Fiat e a Jeep não mudaram de posição no ranking, mas conquistaram maior espaço, ficando com 13,77% e 4,95% dos emplacamentos, respectivamente.

Com seus números adicionados 918,72%), o grupo ítalo-americano está à frente da GM, que fechou este mesmo período com 17,73%, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Neste processo de mudança, a família Argo/Cronos assumiu a maior responsabilidade no portfólio de carros da marca. Eles substituíram o Palio e o Siena, entre os compactos de entrada, e o Punto e o Linea, na categoria de modelos premium.

Entre versões, motores e câmbios, o Argo conta com 7 opções e o Cronos com 6 para atenderem às diversas faixas de preços.

_DSC2766São três opções de câmbios (manual de 5 marchas, automatizado de 5 marchas e automático de 6 marchas) e três de motores (1.0 Fyrefly de três cilindros, 1.3 Fyrefly de quatro cilindros e o 1.8 E.torQ de quatro cilindros).

Argo GSR – DC Auto recebeu o Fiat Argo Drive, com o câmbio automatizado GSR, para avaliação. Em abril deste ano publicamos o teste do Cronos Drive com as mesmas configurações de câmbio, motor e equipamentos deste Argo.

Segundo o site da montadora, o Argo Drive 1.3 GSR flex (2020) tem o preço sugerido de R$ 62,79 mil. Como já observamos em outras avaliações com carros da marca, a Fiat só está oferecendo uma cor sólida no preço de entrada dos seus modelos.

No caso do Argo, o preto vulcano. As outras sólidas custam R$ 0,80 mil, as metálicas tem o preço de R$ 2mil e, a branca perolizada, R$ 2,30 mil.

Seus principais equipamentos de série são: ar-condicionado, central multimídia de 9 polegadas com tela touchscreen com Android Auto e Apple Car Play, bluetooth, entrada USB e sistema de reconhecimento de voz, aletas para trocas de marchas atrás do volante e direção elétrica progressiva.

_DSC2797Também estão presentes: ESC (Controle de Estabilidade), TC (Controle de Tração), ESS (Sinalização de frenagem de emergência), gancho universal para fixação cadeira criança (Isofix), airbag duplo e ABS com EBD.

Completam o pacote o Hill Holder (sistema ativo freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subida), o quadro de instrumentos com tela de 3,5 polegadas multifuncional com relógio digital, calendário e informações do veículo em TFT personalizável e o volante com comandos de rádio, telefone e regulagem de altura, entre outros.

Kits – A unidade avaliada ainda estava equipada com três opcionais: o kit Stile (faróis de neblina e rodas de liga leve calçadas com pneus 185/60 R15), o kit Parking (sensor de estacionamento traseiro com visualizador gráfico e câmera de ré com linhas dinâmicas) e o kit Convenience (retrovisores externos elétricos com luzes indicadoras de direção integradas e função tilt down) oferecidos por R$ 1,81 mil, R$ 1,87 mil e R$ 1,77 mil, respectivamente.

Essa unidade que recebemos é de um modelo 2018 e a tela do seu multimídia ainda era de 7 polegadas. Agora, ela evoluiu para 9, mas o modelo 2020 do Argo também perdeu equipamentos. Verificamos no configurador do site que o sistema start&stop e o controlador de velocidade não fazem mais parte dos equipamentos desta versão.

_DSC2812O Argo Drive é equipado com o motor Firefly 1.3 flex de 4 cilindros em linha. Seu cabeçote tem comando de válvulas simples tracionado por corrente com variação de abertura na admissão e na exaltação.

Com alta taxa de compressão, 13.2/1, seu torque máximo é 14,2/13,7 kgmf às 3.500 rpm e a potência atinge 109/101 cv às 6.250 rpm, com etanol e gasolina respectivamente.

Evolução do câmbio automatizado garante maior rapidez nas trocas de marchas

O câmbio GSR é automatizado de embreagem simples com cinco marchas comandadas por botões localizados no console central. Oferece programação Sport e seleção entre automático e manual.

Os câmbios automatizados são mais recentes, mais baratos e menos eficientes que os automáticos, mas os dois cumprem as mesmas funções. No Brasil, eles foram lançados em 2007, também em um modelo Fiat, o Stilo. A antiga caixa de marchas Dualogic evoluiu bastante até chegar a essa GSR, uma das melhores com essa tecnologia atualmente.

Na verdade, eles são câmbios com embreagem convencional, mas não têm pedal para acioná-la e nem é preciso trocar as marchas. Um conjunto de atuadores aciona a embreagem e troca as marchas, tudo automaticamente.

_DSC2832Desenvolver este sistema só foi possível com o uso da informática para gerenciar todo o processo, algo que explica a pouca idade e o fato dos automatizados ainda estarem evoluindo.

Comparado aos câmbios automáticos, o automatizado GSR não entrega o mesmo conforto, mas ele chega a ser mais rápido nas trocas, tanto ao comando do acelerador, quanto às intervenções pelas aletas, pois seu acoplamento é por disco de embreagem e não por conversor de torque, como nos automáticos convencionais. Esta é uma vantagem do sistema automatizado: deixar o carro mais na mão do condutor.

Nos sistemas mais antigos, as trocas de marchas eram mais lentas e menos suaves. Isto resultava nos soluços tão criticados. Nos automatizados atuais, as trocas são mais rápidas e, os soluços, bem mais raros.

Consumo – Fizemos um novo teste de consumo. Circulamos em um mesmo trecho rodoviário de exatos 38,4 km. Com variações de inclinação e quase sem trânsito, pudemos avaliar o consumo rodando de forma econômica e de forma usual.

Na volta econômica, usamos a marcha mais longa possível e não ultrapassamos as 2.500 rpm. Apenas com etanol no tanque, com o ar-condicionado ligado e regulado na refrigeração média, os vidros fechados e apenas o motorista, registramos 14,4 km/l.

_DSC2834Na forma usual, mantivemos a velocidade máxima permitida nas vias: de 60 km/h, em um trecho de ligação, a 110 km/h, na maior parte do trajeto. Acelerando de forma gradual até atingirmos a velocidade limite das vias, atingimos 12,5 km/l.

As suspensões do Argo Drive têm um acerto mais voltado para o conforto, mas entregam estabilidade suficiente para um hatch familiar. Aqui está a maior diferença que sentimos em relação ao Cronos. Elas trabalham em frequência maior, pois sua traseira é mais leve, diminuindo um pouco o conforto de marcha. No mais, os dois modelos são muito parecidos dinamicamente.

A direção elétrica é muito leve em manobras, chega a ser um pouco pesada e indireta em velocidade, mas não tira o prazer ao dirigir. O sensor de estacionamento traseiro e a câmera de marcha à ré facilitam entrar e sair de vagas apertadas, pois os vidros estreitos e a colunas largas atrapalham a visibilidade, principalmente a cruzada.

A Drive é a versão de entrada do Argo. Os bancos são revestidos em tecido simples, os painéis feitos em plástico rígido, mas tudo bem encaixado e com variação de texturas que valorizam o visual do conjunto. O design das peças é moderno e, o uso de cores e pequenos detalhes cromados, conferem alguma sofisticação.

O ar condicionado é eficiente, apesar de ser analógico. O sistema multimídia funcionou muito bem, tanto conectado ao bluetooth quanto com porta USB, oportunidade em que usamos o  Android Auto. Com este câmbio GSR, comandado por botões, sobra um espaço na base do console central que é perfeito para deixar o celular escondido, mas facilmente alcançável.

_DSC2805O porta-malas comporta 300 litros e o tanque de combustíveis 48 litros, números na média da concorrência. Para quem quer o conforto do câmbio automatizado, e um menor consumo relação ao Argo 1.8 automático, o Argo GSR é uma boa opção. Se o consumo não for determinante, o automático é a melhor opção, pois seus preços estão distantes apenas R$ 1,20 mil.

_DSC2768Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

Acesse o nosso site: http://www.diariodocomercio.com.br

 

 

 

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