Econômico, PCX 150 é uma ótima opção de transporte individual

Rogério Machado*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 15/08/2019)

Scooter da Honda conta com motor de 13,2 cv e transmissão do tipo CVT

honda_pcx_2019_dlxA revolução da mobilidade não é um evento milagroso que virá de uma hora para outra, ela acontece a cada dia. Nesse contexto, muito se fala sobre futuro do transporte coletivo, sobre a praticidade dos veículos autônomos e a eletrificação da frota, mas é interessante observar que já vivemos e fazemos parte dessa revolução.

Ela está presente na crescente frota de veículos de duas rodas. Esse setor se reinventa constantemente e é inegável que os motores modernos, de baixa cilindrada, demandam um baixo consumo de combustíveis fosseis e, consequentemente, reduzem a poluição.

Esses veículos personalizam as rotas atendendo seus usuários, reduzem a concentração de automóveis e comerciais leves nos grandes centros e aliviam áreas de estacionamento com suas dimensões diminutas.

Finalmente, um fator sócio-econômico: as motocicletas oferecem uma opção mais acessível para quem entra no mundo da mobilidade, pessoas também pressionadas pelo transporte coletivo deficitário cujo custo rivaliza com consórcios e financiamentos.

Panorama – Dentro desse cenário, os grandes fabricantes identificam necessidades especificas de cada grupo consumidor e, como resultado, projetam veículos que atendam a cada um deles.

Desenho moderno e disponivel em tres versoes.Esta segmentação de mercado é responsável pela diversidade dos desenhos das motocicletas e, dentro delas, os scooters, que já dominam grande parte dos mercados internacionais no segmento urbano de baixa cilindrada e representam um setor em franco crescimento também aqui no Brasil.

O scooter é definido como um motociclo de câmbio automático ou semiautomático, concebido para privilegiar o conforto. Esse conforto inclui a posição de dirigir com as pernas paralelas e com os pés em estribos planos, além de uma proteção adicional aos elementos proporcionada pela carenagem.

As linhas de crédito nesta área são favoráveis e representam um complicador a menos, já que o capital envolvido em cada veiculo é menor.

Segundo o Marcos Fermanian, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), “houve uma ampliação da oferta de crédito pelas instituições financeiras, sobretudo bancos de montadoras. Além disso, cresce a contemplação de motocicletas pelo sistema de consórcio, contribuindo para o aquecimento da demanda. O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e o consórcio representam quase 70% das vendas de motocicletas no mercado nacional”.

A redução das taxas de juros e a adoção do Cadastro Positivo poderão representar, em médio prazo, um maior crescimento do setor.

A PCX DLX deve feminina nas cores, o modelo Sporte tem o mesmo conteudo e e mais masculino.Honda PCX – O scooter PCX (Personal Comfort Extra), da Honda, é a evolução de um projeto já presente no mercado e, nesta última geração, é oferecido em três versões: básica, Sport e DLX.

Avaliamos esta última que, conforme o nome indica, evoca mais luxo em função da cor bege dos grafismos externos e presente também no revestimento do assento, o que deve agradar ao publico feminino, cada vez mais ligado a esse tipo de veiculo.

A iluminação utiliza tecnologia LED e está aplicada na carenagem frontal de modo a proporcionar grande visibilidade seja para o piloto, seja para os outros veículos no trânsito o que, principalmente a noite, é fator de segurança.

Na parte posterior, o conjunto de luzes de freio, farolete e indicadores direcionais ocupam as dimensões habituais, com a aplicação da placa traseira, logo abaixo desses elementos, dotada de iluminação especifica, ampliando também a visualização do scooter por trás.

A posição do piloto é diferenciada por uma parte mais baixa do assento, favorecendo o alcance do solo nas paradas enquanto o passageiro segue em posição elevada, com seus respectivos pontos de apoio para as mãos e para os pés de cada lado da carenagem.

Sob o assento espaco de sobra para um capacete e objetos menores.

O porta luvas e pratico.Um local para o capacete e outros objetos encontra-se sob o assento, que pode ser aberto através de um botão no lado direito do painel de comando na carenagem, acionado somente com a proximidade da chave eletrônica (smart key) que libera o seletor para abrir o banco. A chave é presencial e pode estar no seu bolso, por exemplo.

O mesmo botão abre a tampa de acesso ao tanque de combustível, localizada embaixo, entre os estribos. Como opção para carregar objetos menores, chaves e documentos, está disponível no lado esquerdo da carenagem dianteira um pequeno porta luvas dotado de tomada 12V. Para abrí-lo basta pressionar a tampa.

O pequeno para-brisas, marcado por uma coloração escura, oferece bastante conforto quanto ao vento frontal. A dimensão e altura do guidão, comandos de luzes, buzina e indicadores direcionais estão bem posicionados e o conjunto de espelhos é bem funcional.

O painel digital é de fácil leitura e, além das funções habituais, inclui um indicador de consumo.  As rodas aro 14 funcionam muito bem em qualquer condição, porém, cabe uma observação local: trafegando em Belo Horizonte (MG), cujas vias apresentam inúmeros remendos e quebra-molas, o conforto vibracional poderia ser ampliado através de manoplas com um material mais absorvente a estes inconvenientes provocadas pelo piso.

É sobre elas que o corpo se apoia em frenagens e mudanças de nível. A rotação do acelerador é precisa e utiliza uma relação (giro/aceleração) confortável.

O painel com boa visibilidade inclui o indicador de consumo.Conjunto mecânico, freios e suspensão – A versão DLX é equipada, como dissemos anteriormente, com uma chave eletrônica, bastando se aproximar do scooter para que o seletor de posição seja eletronicamente liberado.

São quatro posições: 1 – ignição ligada; 2 – liberação da abertura do tanque e banco; 3 – ignição desligada e 4 – trava do guidão.

O motor da Honda PCX é o mesmo nas três versões e seu desempenho é absolutamente adequado em qualquer situação. A dosagem da injeção, embora administrada eletronicamente, reage imediatamente ao acelerador, fazendo com que o motor, que gera 13,2 cv, impulsione o Honda com segurança.

Um grande aliado na redução de poluição, com impacto no consumo, é o sistema start/stop, batizado pela Honda de Idling Stop, que desliga o motor após 3 segundos em marcha lenta e volta a acioná-lo ao girar o acelerador.

O consumo é uma das qualidades evidentes. Durante nossa avaliação foram registrados 32 km/litro no cenário predominantemente urbano.  A transmissão com variação constante (CVT) utiliza a clássica polia com diâmetro variável, um componente provado e comprovado ao longo de séculos. Nasceu com Leonardo Da Vinci, em 1490 e, na minha opinião, é o “estado da arte” no campo das transmissões.

A PCX se recusa a frequentar postos de abastecimento com seus 260Km de autonomia.Fotos: Rogério Machado / Honda / Divulgação

As rodas de aro 14 são equipadas com freios a disco com 220 mm de diâmetro, tanto na dianteira quando na traseira, proporcionando uma excelente frenagem em conjunto com o sistema ABS na roda anterior.

Os amortecedores posteriores tiveram o ângulo de inclinação modificado neste ano e os pneus também tem dimensões maiores, sendo o resultado dessas alterações positivo. A altura do solo permite curvas com uma inclinação significativa, além de evitar contato em desníveis mais acentuados.

Preço – O mercado oferece uma ampla gama de scooters. O Honda PCX DLX tem o preço sugerido de R$ 12,99 mil, não incluído o frete.

A versão básica, sem ABS e a chave eletrônica, tem o preço sugerido de R$ 11,85 mil, sem frete.

Cabe ao usuário definir suas condições. O PCX, nas versões DLX e Sport, apresenta o freio anterior ABS e a chave smart key enquanto, a versão básica, mantém o freio combinado (CBS).

*Colaborador

Ficha Técnica:

Tipo: OHC, Monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a líquido

Cilindrada: 149,3 cc

Potência Máxima: 9,74 kW (13,2 cv) a 8.500 rpm

Torque Máximo: 13,5 N.m (1,38 kgf.m) a 5.000 rpm

Transmissão: Tipo V – MATIC

Sistema de Partida: Elétrico

Diâmetro x Curso: 57,3 x 57,9 mm

Relação de Compressão: 10,6:1

Sistema Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI

Combustível: Gasolina

Tanque de combustível: 8 Litros

Óleo do motor: 0,9 Litro

Comprimento x Largura x Altura: 1923 x 745 x 1107 mm

Distância entre eixos: 1313 mm

Distância mínima do solo: 137 mm

Altura do assento: 764 mm

Peso Seco: 126 kg

Chassis: Berço duplo

Suspensão Dianteira/Curso: Garfo telescópico / 100 mm

Suspensão Traseira/Curso: Dois amortecedores / 100 mm

Freio Dianteiro/Diâmetro: A disco / 220 mm

Freio Traseiro/Diâmetro: A disco – 220 mm

Pneu Dianteiro: 100/80 – 14M/C 48P

Pneu Traseiro: 120/70-14M/C 61P

Ignição: Eletrônica

Bateria: 12V – 5 Ah

Farol: LED

Acesse o nosso site: http://www.diariodocomercio.com.br

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s