Triumph Tiger 900 GT Pro se mostra refinada, completa e atual

Jota*

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A linha Tiger está em constante evolução desde sua chegada ao Brasil, em 2013. A Triumph parece ter ouvidos atentos às críticas de seus consumidores e os aperfeiçoamentos são notáveis, de uma geração para a outra, em seus modelos dualpurpose.

Entretanto, a Tiger 900 GT Pro representa um degrau muito maior nessa modernização da linha. Pode-se dizer que, se por um lado, esteticamente temos uma identidade com as 800, em termos dinâmicos a mudança é quase radical.

O coração (motor) e o esqueleto (quadro) da moto, ou seja, a alma, mudaram de maneira significativa. O motor cresceu para quase 900 cc e mudou-se a ordem de ignição dos cilindros, o que modificou de modo inconfundível a resposta da motocicleta ao acelerador.

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As médias rotações estão muito mais fortes e o motor chega mais rápido à faixa vermelha do conta-giros. A suavidade da 800 foi trocada por uma certa aspereza, quase fazendo lembrar uma bicilíndrica, ronco do escape incluso, e não existe mais aquela “preguiça” em baixos giros.

O quadro foi também completamente reformulado. Ele agora é formado por duas peças, incluindo um subframe em alumínio, o que mudou de modo decisivo a ciclística da moto. Isso acarreta na diminuição do peso. O reposicionamento do motor, mais à frente e mais abaixo, contribui para um melhor posicionamento do centro de gravidade.

Nesse sentido, foi importante realocar e dividir o radiador. O resultado é uma moto muito mais interessante e precisa em qualquer mudança de direção, sem a tendência a abrir em curvas que se percebia nas 800.

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As modificações se estendem a todos os componentes essenciais da moto. Os freios, da grife Brembo em ambas as rodas, com pinças radiais na roda dianteira, são o que há de melhor disponível no mercado. As suspensões são novas, marca Marzocchi, com regulagem manual de compressão e retorno na dianteira; além de regulagem eletrônica de pré-carga e retorno na traseira.

A eletrônica e os mimos, aliás, estão presentes em muitos aspectos. Piloto automático, modos de pilotagem (incluindo um configurável), IMU de 6 eixos que permite ABS e controle de tração adaptativos, painel TFT de alta definição, total conectividade com integração do painel ao celular via aplicativo MyTriumph, possibilitando ouvir músicas, atender chamadas, acionar o GPS no próprio painel e, até mesmo, conectar uma câmera GoPro.

Também estão presentes tomada 12V, case para guardar o celular debaixo do banco com entrada USB, quickshifter bidirecional, aquecimento de manopla em três níveis, banco do piloto e do garupa com aquecimento individual em dois níveis, faróis de neblina em LED, DRL (Daytime Running Light), faróis principais, lanterna traseira e setas em LED, descanso central, banco regulável em duas alturas, sensor de pressão de pneus, embreagem assistida e deslizante, para-brisa regulável sem uso de ferramentas, entre outros. A lista é extensa e completa, uma verdadeira moto de segmento premium.

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Olhar para a Tiger 900 já é uma satisfação. Muito cuidado nos detalhes. Você olha para as pedaleiras, para o painel, as rodas, as setas… onde puser os olhos, verá refinamento. Até para colocá-la no descanso central você percebe se tratar de uma moto em que houve capricho. Não se faz esforço, parece tratar-se de um modelo com a metade de seus 198 kg a seco.

Mas ela é perfeita? Claro que não, isso só existe em nossos sonhos. Ao ligar, já se vê o primeiro pequeno problema. O painel demora longos 10 a 12 segundos até terminar de iniciar.

A proteção aerodinâmica é inferior à da última geração das 800, o layout do conta-giros é muito ruim e o problema do aquecimento da perna quando a ventoinha do radiador arma ainda não foi totalmente sanado.

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Outros pontos a melhorar são o quickshifter nas reduções de marcha, algumas vezes impreciso, e o fato de somente o farol alto contar com as duas luzes acesas simultaneamente.

Sem esquecer esses detalhes, dá pra dizer que a Tiger 900 GT Pro é uma companheira e tanto, muito versátil, apta para curtas e longas viagens, sozinho ou com garupa (autonomia próxima aos 350 km desde que não se queira pilotar como em um autódromo).

Ela permite incursões por estradas de terra e, até mesmo, se sai muito bem em uso urbano. Contribuem para isso alguns fatores: posição de pilotagem mais natural do que nas 800, o reduzido esterço do guidão que ficou no passado, a embreagem que tem “peso pluma”, o banco que não está posicionado muito alto (810/830 mm) e apresenta espuma com densidade adequada.

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O escalonamento das marchas é correto, a moto é estreita levando-se em conta o volume e configuração do motor, e andar em baixos giros é suave nessa requintada 900.

Com o preço de R$ 62,00 mil, a Triumph Tiger 900 GT Pro não é barata, mas você leva para casa um produto refinado, completo, atual e com dois anos de garantia de fábrica.

2020-Triumph-Tiger-900GT-Pro6Fotos: Triumph / Divulgação

*Colaborador

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