Emplacamentos de veículos crescem em dezembro, mas acumulado de 2016 fecha em queda

Da Redação

De acordo com o levantamento realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos) apresentaram queda acumulada de 20,29% em 2016, no comparativo com 2015.

Ao todo, foram emplacadas 3.174.625 unidades em 2016, ante as 3.982.765 registradas no ano anterior.

Na comparação entre dezembro e novembro de 2016, o mercado automotivo apresentou alta de 14,32%. Foram emplacadas 298.917 unidades em dezembro, contra 261.479 em novembro. Já em relação a dezembro de 2015 (370.939 unidades), houve retração de 19,42%.

Conforme os dados apresentados pela entidade, os segmentos de automóveis e comerciais leves também apresentaram queda no acumulado do ano, com uma redução de 19,80% sobre o ano anterior, confirmando as projeções indicadas pela Fenabrave.

Ao todo, foram emplacadas 1.986.389 unidades em 2016, contra 2.476.823 em 2015. Já no mês de dezembro (199.024 unidades) houve crescimento de 14,66% para os segmentos, se comparados ao mês de novembro (173.574 unidades). Com relação a dezembro de 2015 (220.590 unidades), o resultado aponta uma baixa de 9,78%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mês de dezembro, tradicionalmente, apresenta um volume de vendas maior que os meses anteriores. “O resultado positivo em dezembro, que teve 22 dias úteis, foi reflexo de dois dias a mais de vendas em relação ao mês de novembro. Além disso, as promoções que foram oferecidas e o incremento do 13º salário no orçamento das famílias contribuíram para o resultado positivo do último mês de 2016 “, explicou.

O presidente da entidade avaliou o ano de 2016 como “o pior da história da Distribuição de veículos no Brasil nos últimos 11 anos”. Segundo Assumpção Júnior, “este foi um dos setores da economia que mais sofreu com a crise econômica e política do País. O mercado retroagiu a volumes equivalentes aos anos de 2005 e 2006. Este resultado deve-se a fatores já comentados ao longo do ano passado, como a queda acentuada do PIB, incertezas geradas pela política, desemprego, baixo índice de confiança do consumidor e de investidores, entre outros”, argumentou Assumpção Júnior.

Segundo o presidente da entidade, as incertezas nos cenários político e econômico, presentes em 2016, afetaram, diretamente, a concessão de crédito, fundamental para a Distribuição Automotiva. “Dificuldades como essas, agregadas ao baixo índice de confiança, fizeram com que as famílias e as empresas se retraíssem em relação ao consumo, retardando a tomada de decisão para a compra de veículos novos”, completou Assumpção Júnior.

Previsões para 2017

Com base nos estudos realizados pela Fenabrave, o setor como um todo deverá apresentar crescimento moderado em 2017, chegando a 3,11% para todos os segmentos somados.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, a expectativa é de alta de 2,4% sobre os resultados.

Já para caminhões e ônibus, a Fenabrave projeta crescimento de 3,15%, sendo 2,8% para caminhões, 4,40% para ônibus e 7,08% para implementos rodoviários.

O segmento de motocicletas, que vem sofrendo sucessivas quedas desde a crise de 2008, deverá apresentar alta estimada em 4,04%.

Para tratores e máquinas agrícolas, a previsão é chegar a um crescimento de 13,5% em 2017, reforçado pelos bons resultados do agronegócio no País.

Imagem: Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

Sexta geração do Chevrolet Camaro chega ao País

José Oswaldo Costa   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 30/12/2016)

vei1-divulgacao-general-motors-do-brasilDe acordo com a General Motors, desde que o Chevrolet Camaro foi lançado no Brasil, em 2010, já emplacou mais de 5 mil unidades. Agora, o esportivo chega ao Brasil, em sua sexta geração, trazendo várias mudanças.

O Camaro 2017 está, entre outras mudanças, menor: comprimento – 4,78 metros (eram 4,84 metros); largura – 1,89 metro (era 1,92 metro); altura – 1,34 metro (era 1,37 metro) e entre-eixos – 2,81 metros (eram 2,85 metros).

Estruturalmente, o novo Camaro está 28% mais rígido e 83 kg mais leve graças, segundo a Chevrolet, ao uso abundante de materiais nobres, como o aço de alta resistência e o alumínio. A montadora informa que o sistema de suspensão está 12 kg mais leve.

O conjunto dianteiro passa a ser multi-link McPherson com geometria específica, barra estabilizadora e pivô duplo. O traseiro é do tipo independente com cinco braços.

O Camaro de 6ª geração passa a contar com o sistema Drive ModeSelector que oferece quatro modos de condução (Passeio, Esportivo, Neve e Pista). Através dele, são configurados diversos parâmetros do veículo, desde a sensibilidade do pedal de acelerador e do volante, passando pelo mapeamento da transmissão até a cor do ambiente da cabine.

vei3-divulgacao-general-motors-do-brasilNo modo “Passeio”, por exemplo, a iluminação fica azul clara. Passando para o modo “Pista”, a iluminação muda para o vermelho.

O motor permanece sendo um 6.2 V8, porém, totalmente novo. Ele apresenta sistema de injeção direta de combustível e comando de válvulas continuamente variável, que aumenta a oferta de torque e potência dentro da faixa de rotação do motor.

Em relação à potência, o novo propulsor rende até 461 cv, conta os 406 cv da geração anterior. O torque passou de 55,9 kgfm, a 4.400 rpm, para 62,9 kgfm.  O esportivo recebeu, também, sistema de vetorização de torque. Ele utiliza recursos do controle eletrônico de estabilidade para a máxima performance do carro em curvas, possibilitando que as rodas recebam quantidade distinta de torque, na medida exata para a otimização da tração.

Além dos ganhos de potência e torque a GM alega que o modelo está até 20% mais econômico. A tração é traseira.

Esse propulsor é equipado com a nova geração do sistema AFM (Active Fuel Management) de desligamento dos cilindros. Quando não está sendo exigido, como em velocidades de cruzeiro em uma viagem tranquila, o sistema de gerenciamento do motor desativa metade dos cilindros para economizar combustível.

vei2-divulgacao-general-motors-do-brasilOutra novidade no powertrain é a transmissão automática. Na antiga geração, era de 6 marchas.

Agora passa a ser de 8 marchas trazendo, ainda, a possibilidade de trocas manuais por meio de “borboletas” atrás do volante (paddle shifts).

Os freios são de alta performance da marca Brembo, trazendo discos ventilados de 345 mm na dianteira e 338 mm na traseira, todos com pinças de quatro pistões. Também está presentes a assistência antiblocante (ABS), distribuição da força de frenagem (EBD) e a frenagem de urgência (PBA).

camaro-10Os pneus, peças fundamentais que colocam o veículo em contato com o solo, também foram alterados. Na geração anterior eram 245/45 ZR20 na dianteira e 275/40 ZR 20 na traseira. Agora, passam a ser 245/40 ZR 20 e 275/35 ZR20, respectivamente. As rodas permanecem sendo de alumínio e com o tamanho de 20 polegadas.

Destaque externo para os faróis, que passam a contar com lâmpada de xenônio e luz diurna de LED. As lanternas traseiras também ganharam assinatura em LED e, a versão SS, novo aerofólio. Esse último passa a ser suspenso, com três pontos de fixação. O downforce traseiro foi elevado em 50% com essa alteração, de acordo com a Chevrolet.

Enquanto a carroceria cupê ganha teto solar elétrico como equipamento de série, a conversível passa a oferecer capota com acionamento retrátil completamente automático. A operação pode ser feita através de comando na chave ou por botão no console, em velocidades de até 50 km/h.

Interior também passou por alterações

Com tantas mudanças, o interior do Camaro não poderia passar em branco. O painel foi completamente modificado. No quadro de instrumentos, entre os tradicionais mostradores do velocímetro e conta-giros, está presente a nova tela de alta definição (8 polegadas) configurável.

vei5-divulgacao-general-motors-do-brasilEla pode exibir informações adicionais de performance, navegação, multimídia e do computador de bordo.

Na parte central do painel, acima das saídas de ar em formato redondo, está alojada outra tela (também de 8 polegadas) sensível ao toque. Ela exibe informações do sistema multimídia (MyLink), com Android Auto e Apple CarPlay, comando de voz e sistema de navegação com mapas em 3D.

Os comandos do sistema de ar-condicionado, de duas zonas, foram incorporados às molduras das saídas de ventilação centrais. O sistema de freio de mão passa a ter acionamento elétrico.

É uma pena que as alterações feitas tenham “banido” os belos e nostálgicos mostradores que ficavam alojados à frente da alavanca de câmbio, fornecendo informações da pressão do óleo, da temperatura do óleo, temperatura do motor e da bateria. Um charme que deveria ter sido mantido.

vei6-divulgacao-general-motors-do-brasilOs bancos dianteiros ganharam sistema de ventilação interno e ajuste elétrico com três posições de memória, incluindo os retrovisores externos. O volante foi redesenhado, adotando a base reta e trazendo aquecimento.

A partida do motor pode ser feita remotamente (através da chave) ou por meio de botão no painel. Outras novidades são o carregador para celular do tipo wireless, o sistema de som da marca Bose, os 8 airbags, os alertas para movimentação na traseira e de ponto cego, além dos alertas de pressão e temperatura dos pneus.

O novo Chevrolet Camaro chega às concessionárias da marca no primeiro trimestre de 2017 nas versões cupê e conversível. Os preços ainda não foram oficialmente divulgados pela assessoria de imprensa da GM.

camaro-1Porém, no site da Chevrolet, o cupê aparece com preço a partir de R$ 305 mil e, o conversível, a partir de R$ 338 mil. A série especial Fifty, comemorativa aos 50 anos do modelo (fotos dessa matéria e limitada a 100 unidades no Brasil), terá o preço sugerido de R$ 297 mil, de acordo com informações dos bastidores. No site, o Camaro Fifty não tem o preço divulgado.

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Fotos: Divulgação / General Motors do Brasil

Kawasaki inicia pré-venda da Ninja H2

Da Redação

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Kawasaki Ninja H2

A Kawasaki dá o start para a pré-venda dos modelos Ninja H2, Ninja H2 Carbon e Ninja H2R, através da rede de Concessionárias Autorizadas Kawasaki em todo o Brasil.

Diferentemente do formato adotado nos anos anteriores, as novas H2, H2 Carbon e H2R serão comercializadas exclusivamente sob encomenda, com prazo para produção no Japão, importação e entrega no Brasil em até seis meses após a efetivação do pedido.

O destaque é para a Ninja H2 Carbon, edição limitada a somente 120 unidades em 2017. Baseada na Ninja H2, a versão Carbon terá carenagem frontal em fibra de carbono similar à da Ninja H2R, uma pintura especial e uma placa com número de série.

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Kawasaki Ninja H2 Carbon

Os três modelos tornaram-se objetos de desejo desde que foram apresentados em outubro no Salão Intermot na Alemanha. Agora no Brasil, está no ar um hotsite exclusivo, com informações e um formulário de contato para iniciar o processo de pré-venda.
A Concessionária Autorizada Kawasaki mais próxima formalizará a reserva e fará o acompanhamento do pedido até a entrega ao cliente.

Lançada pela Kawasaki no Brasil em 2015, a Ninja H2 foi eleita a Moto do Ano pela revista Duas Rodas, além de receber vários outros prêmios internacionais.

Saiba mais em: http://www.kawasakibrasil.com/lancamento/

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Kawasaki Ninja H2R

Fotos: Divulgação / Kawasaki

Preço público sugerido:

Ninja H2 – Modelo 2018 – R$154 mil

Ninja H2 Carbon – Modelo 2017 – R$164 mil

Ninja H2R – Modelo 2018 – R$357 mil

Prazo final para as pré-reservas: 22/02/2017

Honda UNI-CUB é um dispositivo de mobilidade pessoal

Rogério Machado* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 23/12/2016)

de Los Angeles (EUA)

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Foto: Rogério Machado

Durante a apresentação da Honda no Salão de Los Angeles, assistimos à entrada em palco do piloto da F1 Jenson Button para falar um pouco sobre a Honda. Esta foi a última temporada na categoria para o piloto britânico depois de completar 300 Grand Prix.

Ele assinou um contrato de dois anos com a McLaren Honda para assumir o papel de embaixador da equipe. Button não chegou caminhando, mas, sim, assentado em uma Honda UNI-CUB, o assento móvel ou “dispositivo de mobilidade pessoal” da montadora que ganhou uma versão mais baixa e mais prática.

No mesmo dia, satisfazendo a curiosidade mineira, fomos testar o dispositivo da Honda. A UNI-CUB foi projetada para atender à mobilidade individual nas cidades e em grandes ambientes que demandam longos deslocamentos.

Seu desenho compacto se assemelha a um pequeno tamborete com cerca de 50 centímetros de altura. O contato com o solo é feito por duas rodas, a principal localizada exatamente sob o assento e uma menor, montada na parte posterior, que auxilia no equilíbrio e na direção.

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Foto: Divulgação / Honda

As rodas são omni-direcionais ou multidirecionais. Elas se movem no eixo convencional e no eixo perpendicular. Para entender melhor imagine um pneu cuja rotação é a esperada, ou seja, no sentido que a banda de rodagem esteja sempre em contato com o solo.

Na roda omni imagine que, além desta rotação, o pneu também é capaz de girar lateralmente, no eixo a seção do pneu.

 Equilíbrio – A nova versão da Honda UNI-CUB pesa cerca de 18 quilos e sua propulsão elétrica utiliza uma bateria de Litio-Ion que dura uma hora e meia até a próxima recarga. Ele é capaz de carregar pessoas de até 100 quilos a uma velocidade máxima de 6 km/h (o ser humano caminha, normalmente, a 5 km/h).

O dispositivo possui um computador ligado a sensores que fazem com que você, e ele, se equilibre. É a mesma lógica do Segway, porém nos dois sentidos.

A UNI-CUB estava desligada quando tomei a posição. Uma alavanca de acionamento fácil, localizada atrás do assento, liga e recolhe dois suportes anteriores que se transformam em apoios para os pés.

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Foto: Rogério Machado

Para fazê-la se mover você simplesmente se inclina para a frente ou na direção que quiser. Desta forma, o dispositivo o levará a uma velocidade variável, de acordo com a inclinação.

A adaptação é rápida e, diferentemente de uma bicicleta, a UNI-CUB buscará sempre manter o equilíbrio e você não cairá.

Os deslocamentos exigem certo aprendizado, que é muito rápido, e em pouco tempo você estará dominando o dispositivo de forma sutil, aprendendo a fazer curvas suaves ou, até mesmo, mais ousadas na velocidade máxima.

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Foto: Rogério Machado

Acredito que a UNI-CUB possa oferecer uma opção de deslocamento fácil para alguém que possua alguma dificuldade de mobilidade ou mesmo para os mais preguiçosos. Além disso, é mais uma aplicação que servirá para desenvolver cada vez mais a tecnologia de baterias e do próprio sistema omni.

O veículo deve ser utilizado em superfícies regulares e isto o torna pouco útil no Brasil, cujo cenário urbano apresenta calçadas com buracos e emendas que, até mesmo nas ruas, desafia a mobilidade dos automóveis.

*Colaborador

Toyota aposta em energia alternativa

Rogério Machado* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 23/12/2016)

de Los Angeles

Mirai é o primeiro automóvel comercializado com a tecnologia FCV, que utiliza o hidrogênio

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Foto: Divulgação / Toyota / David Dewhurst

Uma sessão de testes, em Los Angeles (EUA), nos colocou em contato com a última geração do Toyota Mirai. O sedan de quatro portas se tornou o primeiro automóvel comercializado com a tecnologia FCV (Fuel Cell Vehicle) que utiliza o hidrogênio como fonte de energia.

Mirai é um termo japonês que significa “futuro” e a Toyota aposta nessa alternativa para o mundo pós-combustíveis fósseis.

Mas a marca japonesa não começou a trilhar esse caminho agora, já se passaram 20 anos desde que colocou o hidrogênio como foco de seus estudos.

O Mirai utiliza um motor elétrico montado na parte anterior, tracionando as rodas dianteiras. Porém, a eletricidade é gerada no próprio veículo através de uma reação química entre o hidrogênio e o oxigênio.

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Foto: Rogério Machado

Essa reação acontece dentro de uma câmara chamada de “Célula de Combustível” que utiliza platina nas superfícies de reação e está localizada sob os bancos anteriores.

A eletricidade gerada pela célula de combustível é utilizada para alimentar o motor elétrico e o excedente vai para a bateria. Durante a frenagem, ou desaceleração, o motor torna-se um gerador, produzindo eletricidade que é acumulada pela bateria reduzindo, assim, o consumo do hidrogênio.

O hidrogênio em forma de gás é armazenado em dois tanques muito robustos, porém leves, compostos de fibra de carbono, enquanto o oxigênio é admitido com o próprio ar.

Um dos tanques está localizado sob o assento traseiro e, o outro, logo atrás do eixo traseiro, ocupando parte do porta-malas. Sobre este último está instalada a bateria.

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Foto: Rogério Machado

O abastecimento do hidrogênio leva cerca de cinco minutos e é feito através de postos de combustível que, nesse caso, são estações específicas.

Por enquanto existem em pequeno número no Japão, no estado da Califórnia (EUA) e alguns locais da Europa. O índice de poluição é zero e, além de gerar eletricidade, o processo produz água, aproximadamente 73ml para cada quilômetro rodado.

A água é drenada automaticamente através de um orifício sob o porta-malas já que o Mirai não possui a descarga convencional. Esta drenagem pode ser feita através do acionamento de um botão no painel de comandos.

Isto pode ser útil para evitar que a água não seja lançada em um local indesejado (na garagem, no elevador, em piso de madeira, etc.). A água que sai pelo dreno é tão pura quanto o ar atmosférico.

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Foto: Rogério Machado

 Design – O Mirai chama atenção externamente pelas duas grandes tomadas de ar triangulares na parte frontal com os LEDs das luzes diurnas na vertical delas.

As entradas de ar provocam reações nem sempre positivas, mas segundo a Toyota, possuem caráter funcional devido à demanda de ar. A sigla da Toyota exibe fundo azul, enfatizando o apelo ecológico do carro.

Na traseira, por opção de estilo, a forma triangular se repete em menores dimensões nas lanternas. As laterais são marcadas por linhas e relevos, evidenciando uma forma bastante fluida com rodas de 17 polegadas.  O tamanho é praticamente o mesmo do modelo Camry, mas o peso assusta no primeiro momento: são 1.850 kg (300 kg a mais que o Camry).

O acabamento é oferecido em uma só versão e o padrão de referência é semelhante ao da família Lexus, a divisão luxuosa da Toyota. Isto inclui os bancos de couro, ajustes de ergonomia elétricos e um sistema de som, conforto e navegação de última geração.

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Foto: Rogério Machado

O painel lembra um pouco do layout do modelo Prius, com uma faixa superior estreita na qual estão montados os indicadores de velocidade e demais dados.

As linhas do painel também lembram ondas fluidas no mesmo tema do exterior do carro. O console é composto por um grande painel inclinado que concentra os comandos dos equipamentos de conforto e áudio, além da pequena alavanca de câmbio com as posições tradicionais dos automáticos.

Deslocando-a para a direita e para baixo entra em ação o freio motor para grandes declives, funcionando como frenagem regenerativa na qual o motor recarrega as baterias. O volante pode ser regulado eletricamente na altura e na profundidade.

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Foto: Divulgação / Toyota / David Dewhurst

Teste foi feito na área urbana de Los Angeles

O roteiro de testes foi desenvolvido na área urbana de Los Angeles (EUA) com um trânsito de média densidade. Antes de deixar o estacionamento pressionei o botão “Power”, localizado entre o volante e o painel de LCD, ligando os sistemas.

O próximo passo foi desativar o freio de estacionamento através de um botão à esquerda da alavanca de câmbio. Saímos para as ruas e pude perceber que o motor de 113 Kw não reclama do peso do carro, reagindo prontamente, porém, não esperem um desempenho esportivo. É comparável ao de um sedan médio convencional.

A suspensão é adequada e confortável, administrando muito bem o grande peso do carro. Os componentes que mais influenciam nesse aspecto (célula de combustível e tanques de hidrogênio) estão montados próximos ao assoalho. Sendo assim, o baixo centro de gravidade favorece a estabilidade em curvas.

O motor elétrico, acoplado a um câmbio de uma marcha, fornece toda a força necessária para uma condução suave, além de desacelerar o veículo quando o acelerador é aliviado. Embora tudo seja bastante previsível, gostamos muito do comportamento do carro.

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Imagem: Divulgação / Toyota

Na Califórnia estão disponíveis cerca de 40 estações de reabastecimento de hidrogênio e, com o Mirai apresentando uma autonomia de 500 quilômetros, isto não deve ser um grande problema, exigindo somente um maior planejamento por parte do usuário.

Este número de estações aumentará gradativamente, mas enquanto isso, a fábrica oferece 3 anos de combustível gratuito para incentivar os usuários. Quanto maior o número de veículos, maior será o feed-back para melhorar a tecnologia.

O Mirai e oferecido a um valor de US$57 mil, aproximadamente o dobro do preço de um Toyota Camry, o que nos Estados Unidos é relativamente caro, ainda mais com a gasolina barata.

No Brasil, usando o preço do Camry como referência, o modelo Mirai poderia atingir os R$ 300 mil, sem considerar incentivos relacionados à ecologia.

Acreditando no protagonismo dos propulsores a hidrogênio no futuro, a Toyota já assinala seu projeto de lançar, em 2020, durante a edição das Olimpíadas de Tóquio, uma nova versão do Mirai, com menores dimensões e com preço muito mais baixo. Veremos nas Olimpíadas…

*Colaborador

Can-Am Maverick X3 chega ao mercado

Da Redação

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Foto: Divulgação / Can-Am / BRP / Larry Chen

O Can-Am Maverick X3 acaba de chegar ao mercado. O lançamento da marca, assinada pela BRP, eleva a outro nível a capacidade de um UTV esportivo de alto rendimento, pronto para enfrentar qualquer tipo de terreno sem perder o conforto e o pleno controle da máquina.

O DNA de competição já vem de fábrica e é referência na família de veículos Can-Am Maverick, atual tetracampeã da categoria para UTVs no Rally dos Sertões. De cara, o X3 traz visual agressivo e inconfundível, o qual molda a cabine Ergo-Lok, responsável por colocar o piloto em contato direto com o “coração” do UTV.

Construída ao redor dos ocupantes, a nova cabine traz assentos baixos para diminuir o centro de gravidade.

Ao iniciar o projeto pela melhor posição de pilotagem, a equipe de desenvolvimento Can-Am construiu o X3 ao redor de sua cabine inovadora. Foi necessário revolucionar em todos os itens para garantir tamanha potência: pilotagem, reações da suspensão e até a instalação de um grande espelho retrovisor.

cam-am-2O novo sistema de suspensão e os amortecedores Fox Podium eliminam os obstáculos. O X3 oferece experiências ainda mais desafiadoras com extrema segurança e estabilidade, e o domínio fica completo com uma suspensão capaz de enfrentar todos os desafios do ambiente off-road.

Grande destaque, a nova suspensão traseira de quatro links TTX dispõe de curso de 20 a 24 polegadas nos modelos X3. O sistema apresenta braço oscilante de três pontos de conexão, dedicados a controlar a inclinação, o que permite geometria perfeita e ininterrupta mesmo em final de curso.

Os resultados são a incomparável transferência de potência às rodas, sem solavancos, a resposta precisa da direção e a maior confiança em altas velocidades.

De acordo com testes internos, a máquina de 154 HP chega de zero a 85km/h em apenas 4,9 segundos, impulsionada pelo motor de Eficiência Avançada de Combustão (ACE) Rotax com turbo e intercooler.

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Fotos: Divulgação / Can-Am / BRP

O lançamento da Can-Am está disponível em três versões: Maverick X3 Turbo R (Preço sugerido: R$99,99 mil), Maverick X3 X DS (Preço sugerido: R$109,99 mil) e Maverick X3 X RS (Preço sugerido: R$119,99 mil).

O Can-Am Maverick X3 X RS, versão topo de linha, é o primeiro UTV de fábrica com 182,9 cm de largura, perfeito para andar nas dunas e desertos.

O modelo traz amortecedores dianteiros FOX Podium RC2 2.5 HPG Piggyback com bypass e compressão de dupla velocidade. Na parte de trás, possui amortecedores FOX Podium 3.0 RC2 HPG com bypass, reservatório remoto e ajustes de retorno e compressão.

A suspensão traseira com braços oscilantes (TTX) completa o rendimento preciso do Can-Am Maverick X3 X RS.

Nove dicas para uma viagem segura

Da Redação

A preferência dos brasileiros por viagens de carro cresceu em 2016. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo, o número de turistas que pretendem viajar com automóveis até dezembro aumentou de 23,6%, em 2015, para 27,3%.

Com o objetivo de reduzir acidentes e colaborar para a melhoria do trânsito durante as festas de fim de ano e férias de verão, a Arval Brasil, empresa especializada em locação de longa duração de frotas leves e subsidiária do grupo BNP Paribas, preparou 9 dicas básicas que podem evitar problemas e acidentes durante as viagens.

Para Nuno Silva, General Manager da Arval Brasil, é necessário que a população adote a cultura de prevenção e segurança no trânsito.

“Neste período de festas e férias, aumenta o fluxo de veículos nas estradas em todo o Brasil e, consequentemente, o número de acidentes. Apesar da falha humana ser o principal causador de acidentes, a falha mecânica também acarreta em muitas ocorrências’, explica o executivo.

É muito importante que os condutores chequem constantemente as condições de seus veículos, além de ficarem atentos às informações do manual do proprietário e aos indicadores do painel”, ressalta Nuno.

Confira abaixo as nove dicas de prevenção da Arval:

1 – Cansaço: evite dirigir com a sensação de olhos pesados e bocejos constantes. Isso pode causar falta de concentração. Se a viagem for longa, faça pequenas paradas para um café ou suco pelo menos a cada 90 minutos;

2 – Respeito à sinalização: a sinalização está presente para garantir a segurança de quem dirige e dos pedestres. Respeite-a;

3 – Pneus: verifique o estado dos pneus antes de viajar. É recomendável calibrá-los sempre a cada 15 dias. Além disso, o alinhamento e balanceamento devem ser realizados de acordo com o manual do carro ou quando sentir que o volante está “puxando” ou “trepidando”. Para verificar o estado geral dos pneus da frente, esterce o volante para um dos lados primeiro. Desta forma você terá a visão total da banda de rodagem;

4 – Óleo do motor: cheque o nível do óleo e confira a hora de fazer a troca pela quilometragem do veículo. Use sempre a especificação recomendada pelo fabricante;

5 Excesso de velocidade: a velocidade segura para trafegar está associada à capacidade de frear caso algo inesperado esteja no caminho do condutor; você ganhará no máximo alguns minutos e muito provavelmente causará desconforto aos demais passageiros do veículo;

6 – Uso de celular: aumenta em até 400% o risco de acidentes no trânsito;

7 – Ingestão de álcool: causa reações mais lentas do que o normal e a falta de noção quanto à velocidade;

8 – Freios: é necessário verificar desgastes de discos e pastilhas de freio, possíveis vazamentos e o nível do fluido de freio, que deve ser trocado, em média, a cada 24 meses;

9 – Palhetas do parabrisa: cheque se estão com ruído ou trepidação. Neste caso, é recomendável trocá-las. Ao pegar a estrada com chuva, a visibilidade proporcionada por palhetas que funcionam é fundamental para a segurança na viagem.