Scania lança seu primeiro ônibus 100% elétrico no Brasil

Vendas do veículo terão início na Feira Latino-Americana do Transporte

Da Redação  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 28/06/2024)

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A Scania apresentou, essa semana, o K 230E B4x2LB, o primeiro ônibus elétrico 100% da marca no País. O modelo inicia a jornada de eletrificação da fabricante sueca no Brasil.

De acordo com a fabricante, ele tem autonomia entre 250 a 300 km, tração 4×2, vocação urbana, opções de quatro ou cinco pacotes de baterias, e as vendas terão início na Lat.Bus 2024 ou Feira Latino-Americana do Transporte, que será realizada de 6 a 8 de agosto no Expo Imigrantes, em São Paulo (SP).

“É com muito orgulho que lançamos o primeiro ônibus elétrico 100% Scania do Brasil. Estamos vivendo um ano muito especial para a história da marca no País. Nas vésperas de comemorar nossos 67 anos de Brasil, iniciamos mais uma jornada de transformação. A modernidade da eletrificação estará materializada em nossa fábrica. A partir do início da produção do ônibus elétrico, em março de 2025, a Scania não será mais a mesma”, afirmou Alex Nucci, diretor de vendas de soluções da Scania Operações Comerciais Brasil.

“Nossos clientes serão convidados a embarcar conosco nesta nova viagem no principal Salão de Ônibus da América Latina, a Lat.Bus, em agosto. Aliás, aproveitando, vamos oferecer uma condição especial de preço de lançamento na Lat.Bus. Além disso, o Scania Banco vai oferecer um financiamento via funding verde, o mesmo usado para o modelo a gás, com taxa de juros referencial de 0,79%, muito competitiva”, informou Nucci.

“Mas, é necessário reforçar que nossa linha a diesel continuará disponível e entregando o menor custo total de operação, além da gama a gás. Vamos complementar nosso já eficiente leque de soluções para a mobilidade. O produto elétrico reforça o portfólio e não substitui outra matriz energética atualmente comercializada”, concluiu.

O diretor também esclarece que a parceria entre a Scania, Eletra, Caio (carroceria) e Weg (motor e bateria), em um outro produto elétrico, firmada em 2022, segue normalmente.

“Neste formato de negócio, a Scania fornece apenas o chassi. São veículos completamente diferentes”, disse Nucci.

100% Elétrico – O K 230E B4x2LB tem autonomia de 250 a 300 km (já dimensionado numa condição severa-extrema com ar-condicionado ligado e topografia irregular), e opções de quatro ou cinco pacotes de baterias.

Sua vocação principal é a aplicação urbana, tem tração 4×2 e comporta carrocerias de 12 a 14 metros (capacidade média para 80 passageiros), na configuração de piso baixo ou normal.

“Vamos começar pela tração urbana 4×2 e potência de 230kW. Será um ciclo normal de aprendizagem de mercado, analisando as demandas dos clientes, como se desenvolverá a infraestrutura para atender aos veículos elétricos no Brasil. Ou seja, é uma jornada que não depende apenas da Scania”, revelou Marcelo Gallao, diretor de desenvolvimento de negócios da Scania Operações Comerciais Brasil.

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“O K 230E B4x2LB tem motor elétrico Scania, câmbio Scania e bateria Scania-Northvolt, importados.”, revelou Gallao.

Potência – O ônibus elétrico oferece 230kW (equivalente a 310 cv). Trata-se de um motor ligado a um câmbio com duas marchas.

“Ele vai modular nessas duas marchas e conectar no eixo traseiro. O ônibus tem um carregador de 130 kW, numa capacidade de carregamento de 150 a 170 minutos”, comentou Marcelo.

O propulsor é chamado EMC 1-2, tem potência contínua de 230kW a 1.750 rpm, torque de 2.200Nm a 0 rpm (curva plana em regime contínuo) e potência de pico de 300kW a 1.400 rpm.

“No motor a combustão tradicional, o máximo torque é obtido após a aceleração contínua. Este elétrico é diferente. Ele já desenvolve o pico de torque em zero rotação, ou seja, assim que sair da imobilidade”, afirmou Gallao.

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O motor tem construção e design simples para facilitar a manutenção. Portanto, seu custo de manutenção é mais baixo comparado aos motores de combustão interna.

Há, também, outra vantagem: menos ruído, o que aumenta a suavidade durante a operação. A caixa de transmissão de duas marchas traz maior conforto e eficiência em aclives e estradas irregulares.

Carregamento – Na interface de carregamento, ele transforma a energia que recebe de um carregador externo, que neste primeiro momento será importado.

“Nós já estamos avaliando os carregadores de mercado, que giram em torno de 150 a 180kW. Teremos a liberdade para desenvolver uma solução localmente”, explicou Gallao.

O carregador proporciona maior segurança na recarga reduzindo o risco de acidentes. O sistema de manutenção é simples para diminuir o custo com trocas por danos na interface de carregamento.

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O módulo traseiro foi redimensionado e reforçado pra receber não só o motor, mas também a bateria.

Baterias – As baterias deste produto serão de NMC (lítio-níquel-manganês-cobalto), diferentes da maioria das usadas atualmente no mercado que são de LFP (lítio-ferro-fosfato).

As baterias de NMC dispõem de uma maior densidade de carga, o que significa menos peso total do veículo e, consequentemente, mais capacidade para transportar passageiros.

Uma grande vantagem está no fato de que as baterias serão modulares, facilitando a distribuição de carga, com pacotes de 104 kW.

“Daremos a escolha ao cliente de equipar o produto com quatro ou cinco pacotes de baterias. Dessa forma, poderemos configurar as baterias em opções de três pacotes no teto e uma no fundo do ônibus, ou quatro baterias no teto e uma na posição traseira”, disse Gallao.

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As baterias serão importadas da Suécia via parceria entre Scania e a Northvolt, que as desenvolvem em conjunto para veículos elétricos, num acordo firmado em 2017.

Em 2023, a Scania inaugurou uma nova fábrica de baterias em Södertälje, na Suécia, onde células de bateria são montadas para caminhões e ônibus elétricos pesados.

Apresentando crescimento em 2024, Scania oferece serviços personalizados

O momento de mercado da Scania, no acumulado do ano (janeiro a maio de 2024), está positivo tanto em caminhões (liderança nos pesados) quanto em ônibus (alta de 137%).

A marca dispõe de um portfólio amplo para o cliente, que oferece o menor custo total de operação, superior economia de combustível e o apoia com uma solução completa de serviços e alternativas financeiras (Scania Banco, Consórcio e Seguradora).

Nas vendas de rodoviários, a Scania tem se destacado no acumulado do ano versus 2023. A fabricante registrou 235 chassis, acréscimo de 137% sobre as 100 unidades dos mesmos cinco primeiros meses do ano passado.

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Serviços – Os clientes de ônibus têm à disposição o Serviços Scania PRO Personal, que tem foco na gestão da disponibilidade, com proteção de itens preventivos e chance de  personalização de acordo com as demandas do cliente.

Também estão inclusos o Control Tower, a solução mais completa de conectividade (o pacote Desempenho) e o Data Access, que possibilitam a gestão em tempo real utilizando o portal My Scania. Ou se o cliente preferir, por meio da integração dos dados de conectividade com os sistemas próprios de sua empresa.

O Control Tower faz uma gestão ativa da eficiência do fluxo das oficinas e também indica se há problemas em algum dos veículos que precisam ser tratados com urgência.

E ainda age imediatamente via rede de concessionários no contato com os clientes para que os ônibus retornem à operação o mais rápido possível.

unnamedFotos: Scania / Divulgação

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Foton apresenta picapes Tunland V7 e Tunland V9

Modelos chineses, híbridos, ainda precisam ser homologados para o nosso mercado

Da Redação

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A Foton, fabricante chinesa de veículos comerciais, apresentou ao mercado brasileiro, essa semana, as novas Tunland V7 e V9, picapes híbridas com tração 4×4.

A novidade marca a estreia da Foton no segmento de picapes no País. De acordo com a empresa, a Tunland V7 e a Tunland V9 chegarão para atender tanto o público urbano como profissionais do campo, pois combinam potência, conforto e inovação.

O modelo V9 tem um apelo mais urbano, com uma suspensão traseira tipo Macpherson que foi desenvolvida para proporcionar ao condutor maior conforto durante o uso diário nos grandes centros urbanos.

Além disso, a Tunland V9 possui teto solar panorâmico (que não está presente na V7). O modelo também apresenta bom desempenho em operações de trabalho no campo e em terrenos off-road.

Nos modelos V7 a suspensão é um pouco mais rígida e calibrada para operações off-road ou outros tipos de trabalho pesado e ela conta com feixe de molas.

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A picape Tunland V7 tem 5,62 metros de comprimento; 2,00 metros de largura e 1,91 metro de altura. A distância entre-eixos é de 3,35 metros.

A picape Tunland V9 tem as seguintes dimensões: 5,62 metros de comprimento; 2,09 metros de largura e 1,95 metro de altura. A distância entre-eixos é a mesma: 3,35 metros.

A picapes Tunland V7 e V9 possuem linhas aerodinâmicas que realçam sua estética e contribuem para a redução no consumo de combustível, informou a Foton.

A grade frontal, os faróis em LED com ajuste automático e os detalhes cromados favorecem o design de robustez e elegância.

Construídos sobre um chassi de alta resistência, os dois modelos garantem durabilidade e segurança em qualquer tipo de terreno.

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Motor Diesel Elétrico – A Tunland V7 e a Tunland V9 são equipadas com motor 2.0 diesel Aucan e motor elétrico de 48V da Valeo de 4 cilindros com turbocompressor tipo VGT (Turbocompressor de Geometria Variável), sendo os únicos modelos híbridos a diesel/elétrico do mercado brasileiro.

Esse sistema é capaz de entregar até 175 cv de potência máxima e 450 Nm de torque máximo.

O motor elétrico, por sua vez, auxilia o motor a combustão interna, reduzindo o consumo de gasolina ou diesel.

Quando o veículo está parado, ou em baixa velocidade, ele pode operar apenas com o motor elétrico, economizando combustível e reduzindo as emissões.

Quando a picape freia ou desacelera, o motor elétrico atua como um gerador, convertendo a energia cinética em eletricidade que é armazenada na bateria. Isso ajuda a recarregar a bateria e a melhorar a eficiência.

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Consumo – De acordo com a Foton, os veículos têm consumo, aferido em teste, de 12,5 km/l e vão de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos.

Ainda segundo a fabricante, com o tanque de 76 litros cheio, a Tunland V7 e a Tunland V9 têm autonomia de 960 km.

A Foton informou que o motor utilizado nas picapes Tunland atendem às normas ambientais brasileiras.

Além disso, as picapes contam com o sistema Start-Stop, que desliga automaticamente o motor em paradas prolongadas, reduzindo o consumo de combustível e as emissões de CO2.

A transmissão da Tunland V7 e V9 é a 8HP automática de oito (8) velocidades da ZF, que permite uma direção mais confortável e eficiente, além de trocas rápidas e suaves.

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O sistema de tração 4×4 com acionamento eletrônico assegura que as picapes estejam sempre prontas para enfrentar terrenos difíceis, proporcionando alta aderência ao solo, segurança e estabilidade.

Os veículos também contam com sistema de controle de descida e bloqueio do diferencial traseiro, que aumentam sua capacidade de enfrentar percursos acidentados.

Modelos contam com bons sistemas de segurança, além de tecnologia e conectividade

No interior, as Tunland V7 e V9 oferecem soluções tecnológicas de última geração.

O painel de instrumentos digital e a central multimídia com tela de 14,6 polegadas são os destaques que proporcionam uma interface intuitiva e de fácil acesso.

Os veículos contam com sistema de som premium, mas a Foton não informou a marca utilizada.

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Os comandos no volante, o ar-condicionado dual zone automático e o acesso sem chave são algumas das conveniências presentes nas picapes.

A cabine é espaçosa e conta com bom acabamento. Ela apresenta assentos ergonômicos forrados com material sintético que imita o couro e ajustes elétricos.

Segurança – A segurança é um dos principais destaques das novas picapes Tunland V7 e Tunland V9.

Os veículos são equipados com seis airbags (motorista, passageiro, coluna B do lado esquerdo e direito e coluna C do lado esquerdo e direito).

Além disso, possuem sistema com ABS (Sistema de Freios Antitravamento), EBD (Distribuição Eletrônica dos Freios) e ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade), e sistema de assistência de frenagem (BAS).

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O sistema de monitoramento de pressão dos pneus (TPMS) e a câmera de ré de alta resolução com sensores de estacionamento contribuem para uma condução mais segura.

As picapes apresentam boa capacidade de carga, com caçambas espaçosas e resistentes, sendo capazes de transportar até 1.000 kg. Os diversos pontos de ancoragem na caçamba facilitam a fixação de cargas.

Nos próximos meses, as picapes Tunland V7 e Tunland V9 passarão por um processo de homologação no Brasil e devem estar disponíveis para venda a partir de novembro de 2024.

O objetivo da fabricante é vender, em 2025, pelo menos 1.000 unidades das Tunland V7 e V9.

A Foton informou que as picapes custarão a partir de R$ 250 mil. Os veículos terão garantia de três anos ou pelos primeiros 100 mil km rodados, o que ocorrer primeiro.

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Fundada em 28 de agosto de 1996, a Foton é a maior fabricante de veículos comerciais da China, oferecendo a mais abrangente gama de produtos.

É, também, a primeira empresa de veículos comerciais da China a atingir vendas totais de 11 milhões de unidades. Os produtos e serviços da Foton estão presentes em 130 países.

A Foton está presente no Brasil desde 2011 e comercializa no País, através de uma de sua rede de concessionárias, os caminhões leves Aumark S 715 e Aumark S 916, o médio Aumark S 1217 e o caminhão semileve totalmente elétrico iBlue6T.

A partir do 2º semestre de 2024, a empresa lançará no mercado brasileiro duas versões do caminhão semileve Aumark S 315, o caminhão semipesado Auman 17T e duas versões do minicaminhão Wonder.

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Fotos: Foton / Divulgação

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Renault Duster evoluiu muito com o tempo

SUV compacto recebeu reestilizações e tecnologias que melhoraram o modelo

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 14/06/2024)

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Lançado em 2011, o Duster era um SUV raiz e carregava um visual já datado àquela época. Muitos cromados e formas arredondadas, em alguns detalhes, destoavam da carroceria robusta.

Na reestilização de 2015, faróis e lanternas ganharam assinatura mais moderna, assim como os cromados foram abolidos.

Em 2020, o design da carroceria mudou, diversas peças foram redesenhadas, completamente ou parcialmente, e o interior foi todo refeito.

Em 2022 chegou o motor turbo e, na linha 2024, o Duster recebeu 6 airbags, novas lanternas, faróis baixos, setas e assinatura luminosa em LED e carregador de celular por indução.

O Veículos recebeu o Duster Iconic Plus 1.3 TCe  para avaliação, versão de topo da gama. No site da montadora, seu preço sugerido é R$ 157,99 mil.

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A pintura metálica e o pacote opcional Outsider Pack elevam o valor da unidade avaliada para R$ 161,69 mil.

O opcional Outsider Pack acrescenta protetores das portas mais volumosos e os faróis de milha instalados sobre uma estrutura plástica que parece um para-choque de impulsão.

Seus principais equipamentos de série são: ar-condicionado automático; direção elétrica; chave-cartão com sensor presencial; central multimídia Easylink 8 polegadas; carregador de celular por indução; revestimento dos bancos em material sintético que imita o couro; retrovisores e barras de teto na cor preta; alargadores de para-lamas e rodas diamantadas de 17 polegadas com pneus 215/60 R17.

Em segurança, os destaques são: 6 airbags; freios ABS; controle eletrônico de estabilidade (ESP) com auxílio de partida em rampa (HSA); alerta de ponto cego; sistema Multiview de câmeras; sensores de estacionamento traseiro, chuva e crepuscular e faróis de neblina.

Motor e Câmbio – O motor turbo 1.3 TCe tem bloco de 4 cilindros, cabeçote em formato delta, duplo comando tracionado por corrente e 16 válvulas com variação de abertura na admissão e no escape.

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A injeção direta de combustível trabalha sob 250 bar e o turbocompressor atinge 1.4 bar de pressão.

A potência é de 170/162 cv às 5.500 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente, e seu torque máximo é de 27,5 kgmf às 1.600 rpm, com ambos os combustíveis.

A caixa de marchas CVT X-Tronic tem oito (8) velocidades simuladas que podem ser comutadas na alavanca do câmbio. O acoplamento é feito por conversor de torque convencional.

Essa versão do Duster pesa 1.353 kg, resultando em 7,96 kg/cv e 49,2 kg/kgmf. Segundo a Renault, o modelo atinge os 100 km/h em 9,2 segundos e sua velocidade máxima é de 190 km/h.

Mudanças – Desde a linha 2021, o Duster recebeu traços mais horizontais e volumes mais pronunciados, ficando bem mais moderno. Mas ele preservou o DNA do antigo e continuou bastante reconhecível.

O modelo 2024 recebeu DRL (luz de rodagem diurna) e farol baixo em LED. Substituindo a lanterna de 2021, a nova tem a mesma assinatura em “Y” deitado do farol e perdeu a semelhança com a do Jeep Renegade.

Também orientado na horizontal, seu interior ganhou painéis, saídas de ar, multimídia e diversas outras peças retangulares, com linhas mais paralelas e quinas mais vivas possíveis.

O volume de porta-objetos foi ampliado em 1,5 litros, atingindo 20,3 litros no total. O porta-malas manteve os 475 litros de capacidade, assim como o tanque de combustível, os mesmos 50 litros.

As medidas externas e internas pouco mudaram. São 4,37 metros de comprimento; 2,67 metros de entre-eixos; 1,69 metro de altura e 1,83 metro de largura (sem considerar os retrovisores).

A altura do vão livre foi ampliada para 237 mm (27 mm a mais). Os ângulos não mudaram: 30° de entrada, 34°,5 de saída e 22° central. A estrutura está 12,5% mais rígida, segundo a marca.

Espaço – O Duster é um dos SUVs compactos mais espaçosos do mercado. Quatro adultos têm área de sobra para cabeças ombros e pernas.

Até ao centro do banco traseiro é possível acomodar um quinto adulto, mas com menos conforto, pois encosto, assento e túnel central são elevados.

Atualmente, o Duster traz os melhores equipamentos que a Renault oferece no Brasil. O multimídia com espelhamento sem fio é muito estável e oferece aplicações úteis, mas em tamanho da tela e desempenho o sistema já está ultrapassado.

O som tem boa qualidade, potência normal e pode ser operado por comando satélite. Sensor de ré e as câmeras ajudam em cidades e trilhas. As imagens poderiam ter maior definição.

No painel de instrumentos, velocímetro e conta-giros são analógicos, têm graduação completa, de 5 em 5 km/h, e de 100 em 100 rpm, respectivamente, padrão gráfico ideal.

Entre eles, um display digital informa o combustível, marcha engrenada e informações do computador de bordo. Aplicativo no multimídia complementa essas informações.

O ar-condicionado é quase perfeito. Ele é eficiente e tem botões físicos para todos os comandos. Seu único defeito é desativar a recirculação quando o carro é desligado.

Chave presencial abre as portas por aproximação e fecha por afastamento. O alerta luminoso de ponto cego amplia bastante a segurança. Tecnologias que mudam a usabilidade de um carro.

A direção elétrica é muito mais leve que a antiga eletro-hidráulica existente até 2020. Ela garante leveza nas manobras de estacionamento e varia progressivamente com a velocidade.

Projeto – O sedan Logan, o hatch Sandero e o Duster têm a mesma origem de projeto. Eles foram desenvolvidos pela montadora romena Dacia, subsidiária da Renault.

Projetados para a Europa Oriental, região com infraestrutura, muitas vezes, similar à do Brasil, a suas suspensões são robustas, adequadas às nossas pavimentações.

Por ser um SUV, mais alto que os outros modelos, a suspensão do Duster é ainda melhor. Elas absorvem bem os impactos e copia a superfície do solo emitindo poucos ruídos, todos graves, um misto do trabalho de retorno dos amortecedores com a acústica dos volumosos pneus, altos, medindo 215/60 R17, como convém aos SUVs mais confortáveis.

Já o encaixe das peças plásticas sobre monobloco merecia melhor isolamento. Ao circular sobre pisos irregulares, os painéis plásticos rangem nessas condições mais extremas.

Mas, sobre asfalto, o Duster atual é muito silencioso. O arrasto aerodinâmico é muito contido e o atrito dos pneus quase não invade a cabine. O isolamento acústico melhorou bastante.

Em curvas, o Duster aderna em princípio, apoia em seguida e mantém o controle direcional. Ele é seguro em uma condução responsável, condizente com sua proposta de modelo familiar.

Motor 1.3 turbo garante desempenho com suavidade e precisão

Porém, o maior ganho veio do novo motor e da reprogramação do câmbio CVT. Em velocidade de cruzeiro, com algum curso do acelerador, o câmbio entrega relações longas e deixa o Duster solto.

Aos 90 km/h o motor trabalha às 1.500 rpm e aos 110 km/h, às 1.950 rpm. Essa característica também ajuda com o silêncio a bordo e o baixo consumo.

Só não gostamos do recurso de freio-motor automático: toda vez que se tira o pé do acelerador, a programação do câmbio CVT reduz a relação de marcha retendo o deslocamento por inércia.

Preferimos quando temos a opção de reduzir apenas quando necessário e podemos deixar o carro embalado.

Como em todos os modelos turbinados, o desempenho é o que mais arranca sorrisos dos seus donos, principalmente quando os motores têm mais de um litro.

No caso deste 1.3 do Duster, além de entregar  desempenho, o motor trabalha sem vibrações e é muito suave e preciso.

Com curso total do acelerador, ele responde rápido, praticamente sem atraso da turbina. As marchas programadas são esticadas ao limite da rotação de segurança, são cambiadas sem trancos e o Duster acelera mais esportivamente que a sua altura do solo e volume sugerem.

Tamanho desempenho merecia paddle shifters para trocas mais esportivas. Mas, existe a possibilidade de trocas na alavanca de marchas, essas, acertadamente programadas, pois elas são avançadas puxando a alavanca para trás e reduzidas levando a mesma para frente.

Consumo – Em nossos testes de consumo rodoviário padronizado, realizamos duas voltas no percurso de 38,7 km, uma mantendo 90 km/h e outra, 110 km/h, conduzindo economicamente.

Na volta mais lenta, o Duster turbo registrou 16,1 km/l. Na mais rápida, 14 km/l, ambas com gasolina.

Na semana desta avaliação, ocorriam obras em nosso circuito de teste urbano, inviabilizando a aferição padronizada. Em cidades, o consumo variou entre 8 e 9 km/l, também com gasolina.

O Duster é sem dúvida o modelo da Renault que mais amadureceu em nosso mercado. Mesmo não estando entre os SUVs mais modernos, pois já nasceu rústico, ele é uma ótima opção para quem quer um modelo robusto e que está muito melhor após inúmeras evoluções.

Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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Volkswagen Saveiro 2024 está de cara nova

Picape compacta foi reestilizada, mas manteve o veterano conjunto mecânico

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 07/06/2024)

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Modelo mais veterano do nosso mercado, a Volkswagen Saveiro existe desde 1982. Picape do Gol, ela sempre seguiu o design do hatch, aposentado em 2022.

Livre de ser o seu clone, a Saveiro 2024 foi reestilizada, ganhou traços comuns a picapes que, provavelmente, serão aplicados à VW Amarok 2025.

Além do visual renovado, assim como uma nova versão, a Extreme, pouca coisa mudou. O motor 1.6 16V aspirado e o câmbio manual de 5 marchas são os mesmos.

A Volkswagen investiu só o suficiente para manter as boas vendas da Saveiro, à espera da picape intermediária Tarok.

Apesar de não ser tão atualizada como as picapes da Fiat, em 2023, a Saveiro foi o segundo modelo compacto e o terceiro mais vendido entre todos os veículos comerciais leves.

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Ela ficou logo abaixo da líder Strada, compacta, e da intermediária Toro, a segunda picape mais vendida ano passado.

Este ano, no primeiro quadrimestre, com 17.738 emplacamentos, a Saveiro se consolidou na segunda posição, mas continua distante da Strada, que contabilizou 38.077 unidades, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O Veículos recebeu para avaliação a VW Saveiro Extreme 1.6 16V, versão de topo da gama. No site da montadora, seu preço sugerido é R$ 115,99 mil, apenas nas cores sólidas branca e preta.

As outras cores metálicas, cinza e prata, custam R$ 1,69 mil a mais e, a cor cinza levemente esverdeada da unidade avaliada, exclusiva da versão, é mais barata, acrescentando R$ 1,23 mil ao preço final.

Os principais equipamentos de série da Saveiro Extreme são: ar-condicionado analógico; multimídia com tela de 6,5 polegadas e espelhamento por cabo; volante com comandos do multimídia e do computador de bordo; direção hidráulica; coluna de direção com ajustes em altura e distância; retrovisores com ajustes elétricos e função tilt-down no lado do passageiro; chave canivete com telecomando; revestimento sintético que imita o couro aplicado aos bancos, às portas e ao volante; pedais esportivos e rodas em liga leve 15 polegadas, diamantadas e calçadas com pneus 205/60 R15.

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Segurança – Em termos de segurança, a Saveiro traz pouco mais do que o básico: dois airbags; ABS; controles de estabilidade e de tração; controle eletrônico de arrancada em subida (Hill Holder); sensores de aproximação; câmera traseira; freio a disco nas quatro rodas, regulagem do facho dos faróis e faróis de neblina.

Configurado nessa unidade, o “pacote” Tech-Brasil custa R$ 2,18 mil. Ele traz HDC (assistente de controle em descida com sistema antitravamento “off-road“); espelho retrovisor interno antiofuscante (eletrocrômico); piloto automático e sensores de chuva e crepuscular.

Motor e Câmbio – O motor da Saveiro é o tradicional 1.6 16V aspirado de quatro cilindros. Identificado pela sigla EA211, ele é alimentado por injeção indireta multiponto, tem duplo comando de válvulas com variação de abertura na admissão e é tracionado por correia dentada.

Sua potência é de 116/106 cv às 5.750 rpm e seu torque atinge 16,1/15,4 kgmf às 4.000 rpm com etanol e gasolina, respectivamente. Não menos conhecido, o câmbio manual de cinco (5) marchas é o MQ200. A embreagem é do tipo monodisco a seco.

Segundo a Volkswagen, a Saveiro Extreme acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e atinge velocidade máxima de 178 km/h (ambas as marcas alcançadas com etanol).

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Existia a expectativa que a Saveiro 2024 fosse equipada com o motor turbo e o câmbio automático ou, ao menos, com essa transmissão. Segundo a Volkswagen, não há condições técnicas para isso.

Em nossa opinião, este não é o motivo, pois Gol e Voyage já usaram câmbio automático com seis marchas e este mesmo motor aspirado. Acreditamos que, na verdade, foi por estratégia comercial.

A Saveiro é menor que a atual Strada e bem menor do que a Chevrolet Montana e a Renault Oroch. Na próxima geração, a Strada crescerá, ficando do tamanho destas duas picapes maiores.

Contudo, a Volkswagen só deverá usar este conjunto mecânico na Tarok, sua esperada picape intermediária.

Reestilização – Essa versão Extreme substituiu a Saveiro Cross. As versões Robust e Trendline já existiam. Todas receberam as mesmas alterações no design, mas alguns detalhes são exclusivos da versão avaliada.

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A frente da Saveiro foi a parte mais alterada nessa reestilização. Para-choque, grades, faróis e capô foram redesenhados.

A borda do capô ganhou um volume que elevou toda a peça. As grades, inferior e superior, ganharam forma trapezoidal e posição contraposta.

Os faróis agora são chanfrados e têm um friso interno que continua sobre a grade superior e interliga as duas peças.

O para-choque está mais alto e abaulado na base, melhorando o ângulo de entrada da Saveiro. Ele recebeu nichos verticais e chanfrados que abrigam os faróis de neblina.

Lateralmente, as rodas são a grande novidade, pois apenas as proteções plásticas foram alteradas. Atrás, a mesma receita. Só as lanternas e o para-choque, peças plásticas, foram redesenhadas.

O formato externo dessas peças plásticas não mudou, preservando a estamparia das partes metálicas em que elas se encaixam. As lanternas ganharam repartições chanfradas e nova assinatura luminosa.

O para-choque traseiro foi redesenhado com traços diagonais que seguem o ângulo destes chanfros. Um simples adesivo preto faz a interligação das lanternas, replicando o recurso visual da dianteira.

Números – Com essas poucas mudanças, as medidas da Saveiro 2024 são praticamente as mesmas: 4,49 metros de comprimento; 2,75 metros de distância entre-eixos; 1,72 metro de largura e 1,56 metro de altura. Seu vão livre do solo é de 196 mm e seus ângulos de ataque e saída são 23,8° e 27,6°, respectivamente.

Pesando 1.135 kg, a Saveiro Extreme suporta 605 kg de carga útil e pode rebocar até 400 kg em carretinhas, com ou sem freio. O volume da caçamba é de 580 litros e, do tanque de combustíveis, 55 litros.

Internamente, nenhuma peça foi redesenhada. Apenas as cores dos revestimentos, suas costuras e os desenhos em relevo são novos.

Um aplique tipo metal escovado, dando acabamento ao painel principal, e a nova marca da Volkswagen ao centro do volante, completam as alterações no interior.

Espaço – Inalterada em dimensões, a cabine dupla continua restrita. Dois adultos têm bom espaço na frente, dois ficam apertados atrás e três não cabem. No banco de trás, apenas crianças vão com conforto.

Pelo menos, o motorista tem ampla regulagem do volante, banco e cinto, podendo ficar bem baixo, postura mais esportiva do que na Strada, por exemplo.

Mas, existe um leve desalinhamento entre os pedais, o banco e o volante. Braços ficam para esquerda, pernas para direita.

Existem porta-objetos à esquerda do volante, à frente e atrás da alavanca do câmbio, nas portas e até atrás do freio de mão. São muitos, mas não são amplos. O porta-luvas está na média da categoria.

No mais, todos equipamentos da Saveiro estão à mão, têm botões físicos para todos os comandos, giratórios para as funções principais e de pressão para as secundárias, arquitetura ideal.

A tela da central multimídia é pequena e dificulta usar o Android Auto com páginas múltiplas. O espelhamento exige cabo para a conexão mas, em compensação, essa é muito rápida e estável.

O áudio não tem preparação especial. Como nestes sistemas comuns, falta potência para reproduzir músicas baixadas por streaming em volumes mais altos. A qualidade sonora é boa, pois a distribuição dos canais cria uma agradável sensação espacial na cabine.

Apesar de algumas limitações do antigo projeto, dirigibilidade se destaca

Os marcadores analógicos do quadro de instrumentos têm grafismo na cor cobre e os ponteiros na cor vermelha são muito visíveis.

Mas, há alguns anos, a Volkswagen fez uma alteração nos velocímetros dos seus modelos que ficou muito ruim. Até os 60 km/h, a marcação evolui de 10 em 10 km/h. A partir daí, ela passa a ser indicada de 20 em 20 km/h, ocultando as velocidades com dezenas ímpares.

Para piorar, entre essas indicações existem muitos traços que só atrapalham a definição destas velocidades que foram suprimidas.

O que salva, nas versões Extreme e Trendline, é a possibilidade de visualizar a velocidade no pequeno painel digital do computador de bordo.

Este computador de bordo é simples, mas é completo. Ele não permite informações múltiplas, mas todos os dados são mostrados com números legíveis e em alto contraste, facilitando a leitura.

O ar-condicionado analógico é eficiente e tem saídas bem localizadas. Ele resfria a cabine rapidamente, mantém a temperatura estável, mas é ruidoso já na segunda velocidade da ventilação.

Os sensores de estacionamento e a câmera de marcha à ré são imprescindíveis, pois a traseira da picape é alta e longa, algo que atrapalha bastante a visibilidade para trás.

Qualidades e Limitações – Para o bem ou para o mal, a Saveiro tem qualidades e limitações inerentes a um projeto antigo. Direção, suspensões, câmbio e motor entregam robustez rara em modelos mais atualizados.

A direção hidráulica é pesada se comparada às elétricas atuais. Mas, mesmo em manobras de estacionamento, ela entrega o mínimo conforto necessário para o dia a dia.

Em estradas, o peso fica adequado para velocidades intermediárias e um pouco leve para as mais rápidas.

As suspensões, McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, ambas com amortecedores e molas helicoidais, garantem conforto ao rodar sem carga.

A traseira não fica tão rígida, trabalha em frequência relativamente baixa para uma picape vazia e não deixa a Saveiro saltitante.

Segundo a Volkswagen, Batentes de Cellasto nos amortecedores traseiros propiciam amortecimento adicional ao transportar cargas pesadas sem deixar a caçamba arriada. Rodando, realmente, o conjunto isola as imperfeições do piso sem aparentar sofrer com o trabalho intenso.

Porém, a plataforma acusa pequenas torções ao circular por pisos desnivelados, causando alguns ruídos no painel principal. Mesmo assim, mais baixa que a Strada, a Saveiro faz curvas adernando menos a carroceria e com maior controle direcional do que a picape da Fiat.

Por outro lado, a simplicidade dos materiais de isolamento acústico deixa o interior menos silencioso do que ele poderia ser.

Por qualidades próprias, o motor em funcionamento e a carroceria cortando o ar emitem poucos ruídos mas, na cabine, são audíveis os barulhos dos outros veículos.

Dirigibilidade – A despeito dos detalhes ergonômicos ao volante e de não haver opção de motor turbo ou câmbio automático para a Saveiro, é justamente a dirigibilidade que se destaca no modelo.

Seu câmbio manual é, provavelmente, o melhor existente no Brasil. Dá muito prazer trocar as marchas que encaixam em um curso curto e preciso da alavanca.

O correto escalonamento das relações não deixa “buracos” entre elas e o motor entrega potência e torque adequados a Saveiro.

Circulando na quinta marcha, aos 90 km/h, o motor trabalha às 2.400 rpm e, aos 110 km/h, às 3.000 rpm, relações mais curtas do que o esperado para um motor com essa potência e torque. Provavelmente, este acerto é necessário para a picape manter o desempenho quando está carregada.

Sendo assim, o carro fica sempre vivo, o motor reage ao mínimo curso do acelerador e a rotação sobe com facilidade.

Por outro lado, além de ser leve, a picape fica amarrada pelo motor, deslocando pouco por inércia, condição que não contribui com a economia de combustível.

Não apreciamos essa característica, mas para quem gosta de andar forte, o conjunto agrada. Com curso total do acelerador, a rotação extrapola às 6.000 rpm antes do corte de segurança.

Cambiando perto deste limite, a Saveiro canta pneu e acelera muito para uma picape com motor 1.6 aspirado.

Consumo – Em nossos testes de consumo rodoviário padronizado, a Saveiro Extreme não foi tão econômica circulando com etanol.

Nós realizamos duas voltas no percurso de 38,7 km, uma mantendo 90 km/h e outra 110 km/h, sempre conduzindo economicamente. Na volta mais lenta, a picape registrou 12,4 km/l e, na mais rápida, marcou 11,5 km/l.

No teste de consumo urbano rodamos por 25,2 km em velocidades entre 40 e 60 km/h, fazemos 20 paradas simuladas em semáforos com tempos cronometrados entre 5 e 50segundos e vencemos 152 metros de desnível entre o ponto mais baixo e o mais alto do circuito.

Neste severo teste, a Saveiro Extreme registrou 7,7 km/l, também com etanol. Relativamente, ela foi mais econômica do que em rodovias.

É notório que a Volkswagen quer continuar em alta no mercado de picapes compactas, segmento de grande demanda profissional.

Fotos: Amintas Vidal

Não por acaso, ela pouco investiu em novos equipamentos para a Saveiro 2024 e, assim, manteve os seus preços muito competitivos. As duas versões Robust continuarão responsáveis pelo grande volume de vendas.

A Trendline e a Extreme atendem aos admiradores da picape veterana. Inclusive, a Extreme tem grande potencial para se tornar colecionável, assim como as saudosas versões Summer e Surf da picape compacta da VW.

*Colaborador

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