Porche lança a versão Cabriolet do 911 Carrera

Da Redação

p19_0027_a3_rgbSeis semanas após o lançamento do coupé, as atenções se voltam agora para o 911 Cabriolet. O 911 conversível dá continuidade a uma tradição de vária décadas, estabelecida quando a Porsche apresentou o primeiro 911 Cabriolet no Salão Internacional de Frankfurt, em setembro de 1981: clientes e fãs foram cativados instantaneamente.

A primeira versão de capota aberta do 911 saiu da linha de produção em 1982 e tem sido uma presença constante na linha do modelo desde então. A versão conversível do icônico carro esportivo será lançada em 2019 sob um alarde praticamente sem precedentes.

Ela inclui todos os recursos inovadores do coupé, juntamente com itens avançados específicos do Cabriolet, tais como o novo sistema hidráulico que abre e fecha a capota de forma mais rápida.

A capota de tecido totalmente automática tem uma janela traseira de vidro integrada, ao mesmo tempo que a estrutura do teto maleável contém elementos de magnésio – denominados arcos – que evitam que o perfil da capota se altere com o vento em altas velocidades.

Ela pode ser aberta ou fechada em velocidades de até 50 km/h. A nova hidráulica do teto diminuiu o tempo de abertura para cerca de doze segundos, enquanto um defletor aerodinâmico acionado eletricamente garante a proteção do pescoço dos ocupantes do impacto do vento.

p19_0029_a3_rgbO 911 Cabriolet será oferecido, inicialmente, nas versões Carrera S, com tração traseira, e Carrera 4S, com tração nas quatro rodas. Ambas contam com um motor boxer de 6 cilindros de 2.981 cm³ turboalimentado, com 450 cv a 6.500 rpm e 530 Nm entre 2.300 e 5.000 rpm.

A eficiência foi aumentada e as emissões reduzidas através de um processo de injeção aperfeiçoada. Outras medidas de otimização também foram implementadas, como um novo posicionamento para os turbocompressores e do sistema de resfriamento do ar da alimentação.

A força é disponibilizada através de uma nova transmissão de dupla embreagem com 8 velocidades. O Carrera S acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos (com o pacote opcional Sport Chrono, 3,7 segundos) e pode atingir uma velocidade de até 306 km/h.

O Carrera 4S atinge uma velocidade máxima de 304 km/h e faz de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos (com o pacote Sport Chrono, 3,6 segundos), segundo a Porche.

A nova posição de montagem do motor torna o Cabriolet mais rígido torsionalmente que seu antecessor. Pela primeira vez, o chassi esportivo Porsche Active Suspension Management (PASM – gerenciamento ativo da suspensão) é disponibilizado para o 911 Cabriolet.

p19_0025_a3_rgbAs molas utilizadas nele são mais duras e mais curtas, as barras antirrolagem dianteira e traseira são mais rígidas e o chassi como um todo foi rebaixado 10 milímetros. Esses ajustes dão ao 911 uma sensação mais neutra na estrada, com melhor distribuição de peso.

Design – O novo 911 Cabriolet parece mais largo. Caixas de rodas mais largas cobrem as grandes rodas de 20 polegadas na dianteira e 21 polegadas na parte de trás. Os modelos com tração traseira agora têm a mesma largura de carroceira dos atuais modelos com tração integral.

O eixo traseiro é 44 mm maior. A dianteira de todos os modelos – agora 45 mm mais larga – revive uma característica das primeiras gerações do 911: um capô esticado para a frente com um rebaixo em frente ao para-brisa. Os dois elementos se alongam à frente do veículo e dão a ele uma aparência mais dinâmica.

Em todos os modelos, a traseira é dominada pelo defletor traseiro com posicionamento variável consideravelmente mais largo e pela elegante faixa luminosa contínua. Com exceção das seções dianteira e traseira, toda a parte externa da carroceria agora é feita de alumínio.

Interior – O interior tem linhas bem definidas e retas e instrumentos embutidos definindo o painel. Como no 911 original, o novo painel cobre toda a largura entre dois níveis horizontais em forma de asas.

p19_0032_a3_rgbDos lados do conta-giros posicionado ao centro, dois displays estreitos sem molduras fornecem informações para o motorista. Agora com 10,9 polegadas, a tela central do sistema Porsche Communication Management (PCM – sistema de gerenciamento de comunicações) pode ser operada rapidamente e sem provocar distrações.

O 911 Carrera S Cabriolet custa a partir de 134.405 euros na Alemanha e o 911 Carrera 4S Cabriolet, a partir de 142.259 euros, incluindo VAT (imposto por valor adicionado) e equipamento específico para o país.

Os modelos serão oferecidos também no Brasil, com entrega prevista para início do 2º semestre de 2019. Os preços e configurações ainda estão em definição.

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Fotos: CB /  Porche / Divulgação

BMW Group e The North Face criam novo conceito de barraca de camping

Da Redação

p90334466_highres_futurelight-camper-cUma versão futurista de barraca de camping está entre as atrações de destaque do BMW Group no CES 2019, o mais importante evento de produtos eletrônicos do mundo, realizado anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos.

O projeto foi concebido por meio de uma colaboração entre a Designworks, uma empresa do BMW Group, e a fabricante norte-americana de equipamentos e vestuário The North Face.

p90334468_highres_the-virtual-reality-O abrigo foi desenvolvido para apresentar um tecido inovador da The North Face e chamado FUTURELIGHT, que utiliza a tecnologia Nanospinning para criar o material mais avançado, respirável e impermeável do mundo, informou a fabricante.

O protótipo FUTURELIGHT foi inspirado no carro-conceito BMW GINA Light Visionary Model, revelado em 2008. E assim como o GINA Concept, o abrigo conceitual é feito de um revestimento externo de tecido, constituído de um material flexível esticado sobre uma icônica cúpula geodésica para demonstrar as possíveis aplicações do tecido FUTURELIGHT além do uso em itens de vestuário.

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2008-bmw-gina-light-visio-4-1A tecnologia Nanospinning usada para criar o FUTURELIGHT permitiu aos designers da The North Face adicionar, pela primeira vez, a permeabilidade ao ar na membrana de um tecido.

O processo cria nanofuros, possibilitando uma incrível porosidade ao mesmo tempo que mantém uma impermeabilidade total, garantindo que o ar flua através do material, fornecendo, assim, uma ventilação incomparável.

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Fotos: BMW Group / Divulgação

Harley-Davidson apresenta a LiveWire, sua motocicleta elétrica

Da Redação

012a1443-2A Harley-Davidson apresentou sua próxima geração de transporte em duas rodas na Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas (Estados Unidos), revelando a especificação completa e a conectividade da LiveWire, a primeira motocicleta elétrica da Harley-Davidson.

A motocicleta LiveWire representa o futuro da Harley-Davidson, trazendo propulsão elétrica de alto desempenho, design surpreendente e conectividade celular para o motociclista atual.

A primeira de um novo portfólio de motocicletas que oferece uma experiência totalmente nova sobre duas rodas, a motocicleta elétrica LiveWire oferece aceleração emocionante, manuseio ágil, materiais e acabamentos premium e um conjunto completo de suporte e interfaces eletrônicas para uma experiência completamente conectada, informou a HD.

O lançamento da LiveWire faz parte dos objetivos estratégicos da Harley-Davidson de revigorar seus negócios nos EUA até 2027, acelerar o ritmo de crescimento internacional, construir a próxima geração de motociclistas em todo o mundo e estabelecer a empresa como líder na eletrificação do transporte em duas rodas.

012a1978_wide_5“Estamos em um momento histórico da evolução dos transportes e a Harley-Davidson está na vanguarda”, afirmou o CEO da Harley-Davidson, Matt Levatich. “A inovação que move o corpo e a alma sempre esteve no centro da nossa marca, e este próximo capítulo da nossa história é sobre a criação de produtos e oportunidades para pilotos e futuros pilotos de todas as idades e estilos de vida”, concluiu.

Acessível a novos motociclistas e uma emoção para os mais experientes, a motocicleta LiveWire é a combinação entre potência, desempenho e tecnologia.

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Suas características incluem:

  • Aceleração: de 0 a 100 km/h em menos de 3,5 segundos. O torque instantâneo fornecido pelo motor elétrico H-D Revelation pode produzir 100% de seu torque nominal no momento em que o acelerador é acionado e 100% desse torque está sempre disponível.
  • Facilidade de uso: o motor elétrico não requer embreagem nem troca de marchas, simplificando enormemente a operação para os novos pilotos. Todos os pilotos apreciarão o efeito de frenagem com o modo de regeneração de energia, uma vez que adiciona carga à bateria, especialmente em trânsito urbano intenso.
  • Serviço H-D Connect: A motocicleta LiveWire é equipada com H-D Connect, que conecta motociclistas com suas motos por meio de uma unidade telemática (TCU) habilitada com um moderno padrão de comunicação sem-fio LTE e serviços na nuvem usando a versão mais recente do Harley-Davidson App.

Essa tecnologia faz da LiveWire a primeira motocicleta elétrica conectada por celular do mercado de massa norte-americano. Com o H-D Connect, os dados são coletados e transferidos para o aplicativo para fornecer informações ao smartphone do piloto sobre:

Status da motocicleta: As informações disponíveis por meio do H-D Connect incluem o status da carga da bateria e a autonomia disponível em qualquer local onde haja sinal de celular suficiente. Isso permite que o piloto verifique remotamente o status da carga, incluindo o nível total e o tempo de recarga. Os motociclistas poderão localizar uma estação de carregamento com facilidade graças a um localizador integrado ao aplicativo.

Alerta de violação e localização do veículo: o H-D Connect indica a localização onde a motocicleta foi estacionada e alertas podem ser enviados para o smartphone do motociclista se a moto for adulterada ou movida. O rastreamento de veículos roubados com GPS proporciona tranquilidade uma vez que a localização da motocicleta pode ser rastreada (Requer assistência de segurança pública. Disponível em mercados selecionados).

Lembretes e notificações de revisão e serviço: Lembretes sobre os requisitos das próximas revisões e serviços do veículo e outras notificações de atendimento ao veículo serão fornecidos ao motociclista por meio do aplicativo H-D. Além disso, os proprietários receberão lembretes automáticos para realização revisões.

  • Desempenho e alcance otimizados para o motociclista urbano: Capacidade de percorrer cerca de 180 quilômetros de vias urbanas com uma única carga completa.
  • Dirigibilidade e controle: O chassi da LiveWire foi projetado para ser ágil e confiável em vias urbanas e proporcionar um passeio emocionante em curvas nas estradas. O motor H-D Revelation fica na parte inferior da motocicleta para baixar o centro de gravidade, ajudando na agilidade da moto em todas as velocidades e tornando mais fácil o controle quando parada. A LiveWire também possui tecnologia premium – o ECC (Controle Eletrônico de Chassi) é padrão e possui um sistema de freios ABS com atuação otimizada em curvas e Controle de Tração. Os sistemas são totalmente eletrônicos e utilizam a mais recente unidade de medição inercial e tecnologia de sensor ABS.
  • Som diferenciado da Harley-Davidson, vibração mínima: a motocicleta LiveWire apresenta o motor elétrico H-D Revelation, que produz vibração, calor e ruído mínimos, que aumentam o conforto do motociclista. O modelo foi projetado para produzir o novo som característico da Harley-Davidson conforme acelera e ganha velocidade.

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Fotos: Harley-Davidson / Divulgação

Toyota realiza recall do Prius por risco de perda de potência

Da Redação

Malagrine

Foto: Malagrine / Toyota / Divulgação

A Toyota do Brasil informou, hoje (4 de janeiro) sobre a abertura da campanha de chamamento preventiva do modelo Prius.

Esta campanha abrange um total de 432 unidades do modelo.

Abaixo, o comunicado, na íntegra, divulgado pela montadora:

Defeito apresentado: Os veículos envolvidos na presente campanha são dotados de um dispositivo de segurança que é automaticamente acionado caso ocorra alguma falha no sistema híbrido.

Em raras situações, o dispositivo de segurança do veículo Prius poderá não acionar o modo de segurança da forma como projetado, caso em que ocorrerá a redução da potência do motor e da velocidade com a parada total do veículo durante a condução.

Riscos e implicações: Conquanto a direção e frenagem permaneçam ativas, poderá ocorrer a perda de potência e redução total da velocidade (parada) do veículo durante a condução e caso o veículo esteja sendo conduzido em alta velocidade, o que implica em riscos de acidentes, danos materiais e físicos, aos ocupantes do veículo e/ou a terceiros.

Medidas corretivas: A partir de 14/01/2019, a Toyota reprogramará o módulo de controle do sistema híbrido do veículo. O tempo estimado para o reparo poderá variar de 1:30 hora a 3 horas.

Locais de atendimento e agendamento: Os proprietários deverão entrar em contato com a Rede de Concessionárias Autorizadas Toyota, para agendamento prévio. A relação de concessionárias autorizadas para atendimento está disponível no site http://www.toyota.com.br.

Modelo Data de fabricação Chassis envolvidos
Código alfanumérico Últimos 7 dígitos do chassi
Prius 09/07/2011 a 26/09/2013 JTDKN36U** 1392952 – 1703224

Ranking dos veículos mais vendidos em 2018 no Brasil

José Oswaldo Costa

Com a virada para 2019, é chegada a hora de verificarmos quais foram os veículos (0 km) mais vendidos no Brasil no ano passado.

A elaboração desse ranking leva em conta os números fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em relação aos AUTOMÓVEIS, a lista ficou da seguinte forma:

1º) Chevrolet Onix – 209.211 unidades (média de 17.434 unidades/mês)

2º) Hyundai HB20 – 104.963 unidades (média de 8.746 unidades/mês)

3º) Ford Ka (hatch) – 102.619 unidades (média de 8.551 unidades/mês)

4º) Volkswagen Gol – 77.205 unidades (média de 6.433 unidades/mês)

5º) Chevrolet Prisma – 71.268 unidades (média de 5.939 unidades/mês)

6º) Volkswagen Polo – 69.230 unidades (média de 5.769 unidades/mês)

7º) Renault Kwid – 66.480 unidades (média de 5.540 unidades/mês)

8º) Fiat Argo – 62.701 unidades (média de 5.225 unidades/mês)

9º) Jeep Compass – 59.949 unidades (média de 4.995 unidades/mês)

10º) Toyota Corolla – 58.739 unidades (média de 4.894 unidades/mês)

Todos sabem que os utilitários esportivos (SUV) vêm ganhando terreno no mercado nacional ano após ano. Tanto que, hoje, as station wagons (populares “peruas”) estão praticamente extintas no nosso mercado.

Então, verificar o ranking desses modelos, separado dos demais, é extremamente necessário e importante.

UTILITÁRIOS ESPORTIVOS (SUV):

1º) Jeep Compass – 59.949 (média de 4.995 unidades/mês – 9º ranking geral)

2º) Hyundai Creta – 48.669 (média de 4.055 unidades/mês – 13º ranking geral)

3º) Honda HR-V – 47.676 unidades (média de 3.973 unidades/mês – 14º ranking geral)

4º) Nissan Kicks – 46.459 unidades (média de 3.871 unidades/mês – 15º ranking geral)

5º) Jeep Renegade – 45.965 unidades (média de 3.830 unidades/mês – 16º ranking geral)

6º) Ford EcoSport – 34.249 unidades (média de 2.854 unidades/mês – 20º ranking geral)

7º) Renault Captur – 26.312 unidades (média de 2.192 unidades/mês – 27º ranking geral)

8º) Chevrolet Tracker – 25.962 unidades (média de 2.163 unidades/mês – 28º ranking geral)

9º) Renault Duster – 23.408 unidades (média de 1.950 unidades/mês – 31º ranking geral)

10º) Honda WR-V – 14.730 unidades (média de 1.227 unidades/mês – 41º ranking geral)

Quanto aos chamados COMERCIAIS LEVES, a lista do ranking ficou da seguinte forma:

1º) Fiat Strada – 66.869 unidades (média de 5.572 unidades/mês)

2º) Fiat Toro – 58.066 unidades (média de 4.838 unidades/mês)

3º) Volkswagen Saveiro – 45.674 unidades (média de 3.806 unidades/mês)

4º) Toyota Hilux – 38.864 unidades (média de 3.238 unidades/mês)

5º) Chevrolet S10 – 31.543 unidades (média de 2.628 unidades/mês)

6º) Ford Ranger – 20.386 unidades (média de 1.698 unidades/mês)

7º) Volkswagen Amarok – 18.663 unidades (média de 1.555 unidades/mês)

8º) Renault Oroch – 13.321 unidades (média de 1.110 unidades/mês)

9º) Fiat Fiorino – 13.061 unidades (média de 1.088 unidades/mês)

10º) Chevrolet Montana – 13.032 unidades (média de 1.086 unidades/mês)

Jeep Compass prova que não se mexe em time que está ganhando

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 28/12/2018)

SUV continua imbatível na categoria

_MG_5807Lançado em 2016, o Jepp Compass arrancou aplausos dos jornalistas presentes ao evento, não por seu equilibrado design ou outra de suas diversas virtudes, mas sim, por seu preço inicial de R$100 mil reais.

Realmente, este valor estava mais próximo ao pedido por utilitários compactos da concorrência que por médios, uma precificação agressiva da Jeep. Mas a montadora também acertou ao colocar no mercado um produto adequado ao consumidor que ainda mantinha seu poder de compra, uma parcela da população que continuava a investir em um carro 0Km, apesar da crise econômica.

Em 2017, seu primeiro ano de venda cheia, o Compass surpreendeu o mercado tornando-se o SUV mais vendido do Brasil entre todos os tamanhos existentes. Uma façanha, deixando para trás pelo menos nove modelos mais baratos e um número ainda maior de opções mais caras.

Segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no ano passado foram emplacados 49.187 unidades do modelo contra 47.775 do Honda HRV, o segundo colocado. Estes números foram tão expressivos que deixaram os dois modelos na 9ª e 10ª posições, respectivamente, entre todos os automóveis vendidos em nosso País.

Este ano a história se repetirá. Dados da mesma entidade indicam que, de janeiro a novembro, 55.522 Compass foram emplacados, garantindo novamente a liderança e a mesma posição no ranking (9ª). O Honda HRV continua atrás, um pouco mais distante, com 44.240 unidades, na 13ª colocação e seriamente ameaçado pelo Hyundai Creta que, com apenas 183 unidades a menos, deverá superá-lo no último mês do ano, considerando seu forte crescimento em vendas.

Contudo, os principais oponentes do Compass estão brigando pela vice-liderança, mas sem chances de acenderem ao topo do pódio.

_MG_5850Compass 2019 – Há exato um ano e dois meses, nós avaliamos o Compass Longitude Flex 2018. DC Auto recebeu o modelo 2019 na mesma versão para uma nova avaliação e constatamos que suas mudanças foram poucas.

Ele ganhou novas rodas, pequenos detalhes de acabamento e um remanejamento na lista de itens de série e opcionais. Também sofreu aumento no preço, mas, segundo a Jeep, comparado ao modelo 2018 equipado com os mesmos itens, o 2019 ficou mais em conta.

Itens de série – O Jeep Compass Longitude automático 2.0 flex (2019) está com preço sugerido, no site da montadora, de R$ 124,99 mil. Seus principais itens de série são: ar-condicionado automático dual zone, ABS, airbags dianteiros, aletas para trocas de marcha atrás do volante, bancos revestidos parcialmente em material que imita couro, chave de presença com telecomando para abertura de portas e vidros “Keyless Enter ‘n Go”, comandos do sistema de áudio e bluetooth no volante, controle de estabilidade (ESC), controle de tração, controle de estabilidade para trailler e controle eletrônico anti-capotamento.

Também estão presentes: câmera de estacionamento traseira, direção elétrica, espelhos retrovisores externos com rebatimento elétrico, faróis e lanternas com assinatura em LED, freio de estacionamento eletrônico, hill start assist, Isofix, luzes diurna (DRL), novas rodas em liga leve aro 18 polegadas e pneus 225/55, piloto automático, quadro de instrumentos com tela de 7 polegadas em TFT, sensor de estacionamento traseiro, sistema Start&Stop e de monitoramento de pressão dos pneus, sistema de áudio com 6 alto falantes , USB e bluetooth, tela touchscreen de 8,4 polegadas, espelhamento através do Apple Carplay e Android Auto com comando por voz, entre outros.

Pacotes opcionais – A unidade avaliada estava equipada com apenas dois pacotes de equipamentos opcionais. O Pack Premium (R$ 3,2 mil), que acrescenta o acendimento automático dos faróis, faróis em xênon, sensor de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e o sistema de som premium Beats, de 506 W.

O segundo conjunto opcional, Pack Safety (R$ 3,5 mil) agrega segurança com airbag de joelho para o motorista, airbags laterais e airbags de cortina. Ainda estão disponíveis mais dois pacotes, o Protection (R$ 900,00) que contempla um conjunto de para-barros nas quatro rodas.

O teto solar panorâmico é um opcional com preço de um carro velho, R$ 7,7 mil, mas já vem com os protetores do pacote anterior, o que não transforma a cobertura de vidro em uma pechincha, definitivamente.

_DSC2468Motor e câmbio – Todas as versões bicombustível do Compass contam com o motor Tiguershark 2.0 Flex de 4 cilindros. Ele tem bloco e cabeçote em alumínio e comando acionado por corrente com abertura variável de válvulas, tanto na admissão quanto no escape.

A aspiração é natural, sem turbo, mas seus números são bons: desenvolve 166/159 cv às 6.200 rpm e tem torque de 20,5/19,9 kgmf às 4.000 rpm com etanol e gasolina, respectivamente. O câmbio é automático de 6 velocidades. Nessa configuração de motor a tração é sempre 4×2, dianteira.

Dirigindo – Como esperado, nesta nova avaliação com o Compass, tivemos experiência quase idêntica à anterior, uma vez que não ocorreram mudanças mecânicas. Mesmo já acostumados, seu comportamento dinâmico ainda nos impressiona, pois ele inclina pouco, é estável em curvas e entrega mais conforto que a maioria dos veículos com essas mesmas características dinâmicas.

Suas suspensões são independentes nos dois eixos e absorvem bem as imperfeições do asfalto e da terra. A prova deste bom trabalho pode ser ouvida nos pneus que, por serem de perfil baixo, sofrem sobre o piso ruim emitindo ruídos das “pancadas”, mas sem que o impacto chegue à cabine. Por sinal, circulando em boas estradas aos 110 km/h e na sexta marcha, o motor gira às baixas 2.300 rpm, imperando o silêncio no interior do Compass.

A direção elétrica é bem calibrada e se adequa corretamente às diversas situações. O câmbio tem trocas suaves e responde bem aos comandos do acelerador. Na outra avaliação nós criticamos a pouca permissividade do câmbio ao comandá-lo pelas aletas, e como não houve mudanças mecânicas, ele ainda continua conservador, impedindo trocas que elevem o giro próximo ao limite de segurança.

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_DSC2511Mas é bom dizer que continua um equipamento muito útil, tanto para estradas como para cidades, principalmente para comutar reduções em ultrapassagens, mas também para o uso do freio motor. Isso, além de gerar conforto à condução, aumenta a segurança, a economia de combustível e diminui drasticamente o desgaste das pastilhas e discos de freio.

O motor garante um bom desempenho ao Compass, até com alguma sobra, já que SUVs não foram feitos para altas velocidades. Considerando seu peso, 1.500 kg, ele acelera e retoma muito bem, mesmo sendo um modelo sem injeção direta e turbo.

Consumo – Contudo, o Tiguershark não é tão econômico quanto os motores sobrealimentados que entregam potência e torque semelhantes aos dele. O consumo foi de 7 km/l na cidade e 13 km/l na estrada, sempre com gasolina e ar-condicionado ligado.

Em relação à avaliação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), 8,8 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, obtivemos média urbana pior e rodoviária melhor. Acontece que no mês de dezembro o trânsito de Belo Horizonte é muito congestionado devido às chuvas e às festas de fim de ano. Já em estradas, conseguimos andar de forma bem econômica.

O tanque de combustível comporta 60 litros e, o porta-malas, 410 litros. Medindo 4,42 metros de comprimento e 1,82 metro de largura, ele é mais ágil que suas dimensões sugerem, mas não há mágica na hora de estacionar, mesmo com boa visibilidade para todos os lados e usando a eficiente câmera de marcha à ré com traços gráficos de posição e esterço e os sensores de estacionamento.

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Fotos: Amintas Vidal

Ele dá trabalho em vagas e garagem. Já seus 2,64 metros de entre-eixos garantem um bom espaço para todos, assim como o cinto de três pontos e o encosto de cabeça presentes em todos os assentos completam a segurança a bordo.

O Compass é 2,0 cm mais baixo que seu irmão menor, o Renagade, apesar de ser 18,4 cm mais longo e 2,1 cm mais largo. Por isso, seu comportamento dinâmico se aproxima mais de um carro de luxo que de um fora de estrada.

Para um Jeep, isso pode soar como desvantagem, mas não é. A grande maioria dos seus felizes proprietários jamais o levará para uma voltinha na terra, por isso, esse “cordeiro em pele de lobo” tem feito tanto sucesso em nossas selvas urbanas.

*Colaborador

Verifique a suspensão antes de viajar

Da Redação

_revisaoComeça a época de feriados e férias e, com isso, as viagens. O Brasil é o quinto colocado entre os países recordistas em acidentes de trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

E os números aumentam nesse mês de dezembro, quando mais pessoas saem de suas cidades. Para não correr o risco de ficar parado na estrada ou encerrar a viagem antes mesmo de chegar ao destino, é imprescindível realizar uma revisão completa no veículo.

A Monroe, empresa líder mundial na fabricação e no desenvolvimento de amortecedores, alerta que os condutores devem checar também todo o sistema de suspensão, que influencia não só no conforto como, também, na segurança dos ocupantes.

Os amortecedores devem ser revisados periodicamente, seguindo a orientação da montadora descrita no manual do veículo. “A Monroe recomenda verificar os amortecedores, aproximadamente, a cada 10 mil quilômetros. Também é preciso revisar o sistema quando o motorista notar problemas de dirigibilidade, ruído, solavanco, balanço excessivo ou falta de contato dos pneus com o solo. Ao perceber qualquer um desses sinais, será necessária a substituição imediata das peças. Rodar com o componente com desgaste excessivo pode causar acidentes graves, colocando todos em risco”, afirmou Juliano Caretta, supervisor de treinamento técnico da Tenneco*.

A substituição das peças é indicada para veículos que atingirem aproximadamente 40 mil quilômetros rodados, ou que apresentarem problemas no componente. Além de realizar a troca dos amortecedores, recomenda-se também a substituição do coxim, batente e coifa. Vale destacar que a manutenção preventiva custa menos que a corretiva, gerando uma economia de até 30%.

Conheça os riscos – Os amortecedores são um dos principais equipamentos de segurança. Por isso, se estiverem danificados ou desgastados, podem comprometer a capacidade de frenagem do carro, de modo a exigir até 2,5 metros a mais de distância para frear a uma velocidade de 80 km/h.

O risco de acidente é ainda maior em pista molhada, uma vez que o veículo pode aquaplanar, gerando perda de controle em curvas e pistas mal pavimentadas.

Por fim, há o comprometimento do conforto a bordo, com mais trepidações na carroceria e consequente elevação do nível de cansaço do motorista.

Além dos componentes de suspensão, é importante revisar freios, pneus, rodas e direção. O motorista deve verificar, ainda, as lâmpadas externas e internas, o nível do óleo do motor, do líquido do radiador e do fluído de freio.

O nível do recipiente de água e o estado de conservação das palhetas do limpador do para-brisa também devem ser inspecionados.

Fica a dica – Antes de pegar a estrada, certifique-se de estar com a CNH e o documento do veículo em mãos e confira se todos os equipamentos obrigatórios, como macaco, triângulo e chave de roda, estão no automóvel.

O extintor de incêndio não é mais item obrigatório em veículos de passeio, mas deve estar dentro da validade, cheio e com o lacre inviolado caso o proprietário opte por mantê-lo no carro.

Mais informações sobre os produtos Monroe podem ser consultadas por meio do serviço de relacionamento com o cliente no telefone 0800-166-004 ou através do site www.monroe.com.br.

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Fotos: Monroe / Divulgação

*Sediada em Lake Forest, Illinois (EUA), a Tenneco é uma das principais desenvolvedoras, fabricantes e distribuidoras de produtos e soluções tecnológicas para um ar mais limpo e um transporte mais suave, silencioso e seguro para mercados diversificados, incluindo os de veículos leves, pesados, comerciais e off-road e de reposição, com receita de US$ 9,3 bilhões em 2017 e aproximadamente 32.000 funcionários em todo o mundo.