Etanol, uma ponte para o futuro?

Rogério Machado*

Fiat 147 comemorando 40 anos do lancamento do etanol.Ao anunciar, no final de maio último, os investimentos para a produção de uma nova geração de motores turboalimentados, a Fiat já havia dado indicações sobre seus planos de revisitar a tecnologia do álcool, desenvolvida de modo pioneiro, por ela mesma, durante a década de 1970. O álcool combustível utilizado pelos automóveis é do tipo etílico, denominado etanol.

Em uma reunião com jornalistas, na última semana, comemorando os 40 anos do lançamento de seu primeiro motor a álcool (etanol), em 1979, a FCA (Fiat Chrysler Automóveis) deixou claros seus planos para a redução de emissões e, neles, o combustível alternativo volta a assumir um papel importantíssimo.

O evento abusou da criatividade colocando a disposição dos jornalistas nada menos que um Fiat 147 movido a etanol, um exemplar raro, o primeiro com esta motorização a ser comercializado e apresentando o mesmo motor que recebeu há quarenta anos.

O veiculo, vendido para a receita federal em 1979, esta pintado com as cores do órgão e passou a fazer parte do acervo da Fiat recentemente.

O Fiat 147 movido a etanol. De volta a pista em que foi testado 40 anos atras.Em um primeiro momento, pode parecer que após tantos anos o projeto do motor a etanol já tenha atingido sua evolução máxima. Ocorre que, na hierarquia cientifica, os motores flex sempre foram orientados para a gasolina com o etanol ocupando a segunda opção: eram motores a gasolina adaptados para o etanol.

Entre outros efeitos colaterais podemos citar a curva de consumo do etanol, sempre bastante desfavorável quando comparada à da gasolina que, diga-se de passagem, também é prejudicada nesta parceria etílica.

Ora, o que aconteceria se invertêssemos as posições e esta mesma engenharia fosse orientada para o etanol, buscando obter dele um comportamento ideal?

Regionalização da atriz energética

As normas de emissão de gases conduzem o planeta a um momento decisivo e será inevitável a eletrificação gradativa da frota de cada pais. Os objetivos de redução dos gases nocivos são verificados levando-se em conta a frota total.

O número de veículos movidos à gasolina e diesel, em relação aos elétricos e híbridos, sofrerá uma variação na balança devido ao estreitamento dos objetivos, resultando na participação cada vez maior do segundo grupo.

O engenheiro Robson Cota exibindo uma das pranchas do projeto do Fiat 147.O engenheiro Robson Cota exibindo uma das pranchas do projeto do Fiat 147.

Os países europeus, por exemplo, não tem outro caminho, irão transitar gradativamente da gasolina e diesel aos híbridos e elétricos a um custo elevado, já que a implantação da infraestrutura necessária para a nova matriz ainda esta engatinhando.

Isso tudo sem contar que a eletricidade também oferece grandes desafios, uma energia limpa cuja cadeia de produção pode ser altamente comprometedora.

O Brasil, por outro lado, como detentor da tecnologia do etanol desde os anos 1970, já passou pela fase de adaptação ao combustível alternativo, não somente sob o aspecto técnico, mas também na produção e logística.

O investimento em uma nova geração dos motores à etanol se mostra como uma forte alternativa à redução de gases, deixando o Brasil em uma posição relativamente confortável nesta transição tecnológica entre os motores a combustão e os elétricos.

Já temos o combustível e a cadeia de distribuição, o que falta é uma “sintonia fina” e o desenvolvimento de novos propulsores projetados para o etanol e, não, “adaptados” para ele.

A soma dos ciclos sera exigencia europeia a partir de 2023.A soma dos ciclos será exigência europeia a partir de 2023.

Corrida de obstáculos

A emissão de gases nocivos é analisada em dois conceitos. O primeiro foca na poluição lançada pelo próprio veiculo através do tubo de descarga e é chamado de TTW ou Tank-to-wheel (do tanque do carro até as rodas).

O segundo se refere às emissões de gases geradas em todo o ciclo de obtenção do combustível e considera as emissões resultantes do funcionamento de equipamentos, tratores, geradores, caminhões e outros veículos utilizados na prospecção, extração, refino e logística do petróleo até que chegue ao posto de abastecimento.

Isto também acontece com a produção do etanol com as máquinas usadas durante o preparo da terra, no cultivo da cana, na sua colheita, na operação da usina e na logística.

Este ciclo é chamado de WTT ou Well-to-tank (da fonte primária de combustível até chegar ao tanque do carro).

A partir de 2023, as exigências de redução de gases dos veículos irão considerar os dois ciclos descritos acima, ou seja, a poluição causada desde a obtenção do combustível até a resultante da sua queima pelos veículos, este ciclo é chamado de WTW, ou Well to Wheel (da fonte primária até a saída na descarga do veículo).

Os engenheiros Robson Cota (esq) e o Ronaldo Avila (dir) entrevistados pelo Diretor de Comunicacao Fernao Silveira (centro).Os engenheiros Robson Cota (esq.) e o Ronaldo Avila (dir.), entrevistados pelo Diretor de Comunicação da FCA, Fernão Silveira

A indústria dispõe de quatro anos para se adequar e aí entra outra grande vantagem do etanol: a plantação de cana de açúcar absorve carbono durante a fotossíntese, lançando oxigênio na atmosfera.

Desta forma, a adoção do álcool em maior escala praticamente neutraliza as emissões relativas ao ciclo completo (WTW). A oportunidade que se apresenta é única.

Frentes de atuação

Para consolidar este processo, e obter o máximo dos motores a etanol, é interessante verificar que a qualidade do combustível também desempenha um papel importante e, para isso, a introdução do etanol de segunda geração (2G) é primordial.

Este novo etanol utiliza resíduos de milho e cana, o que resulta em uma maior produção com menor dispêndio de energia. Outra demanda tecnológica dos novos motores é a redução da água presente no etanol, com ganhos de performance e consumo.

O futuro logo ali

Segundo as previsões do engenheiro João Irineu, um dos responsáveis pela reengenharia dos motores a etanol da FCA, o amadurecimento destas tecnologias nos levara a uma nova fase reunindo as vantagens do etanol aos propulsores híbridos e plug in híbridos e, quem sabe, no futuro, explorar as possibilidades de uma célula de combustível utilizando etanol. Estaremos acompanhando de perto.

O engenheiro Joao Irineu. Dirigindo o novo caminho do etanol.O engenheiro João Irineu. Dirigindo o novo caminho do etanol.

Fotos: Rogério Machado

*Colaborador

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Renault Kwid Outsider apresenta visual off-road como ponto forte

Amintas Vidal* (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 05/07/2019)

Versão topo de linha do subcompacto também é econômica e bem equipada

DSCN5805Aparentemente mais antenada que suas concorrentes, a Renault jogou com o regulamento debaixo do braço ao projetar o Kwid. Além do design típico de SUV, ela o fez com altura em relação ao solo e ângulos de entrada e saída suficientes para classificá-lo como “o SUV dos compactos”.

Se modelos travestidos de aventureiros já fazem sucesso em nosso mercado, o que dizer deste subcompacto que mais parece um SUV em escala reduzida? Lançado, inicialmente, em três versões, a linha acaba de ganhar uma aventureira, a Outsider.

E o resultado ficou muito bom.  Novos para-choques com apliques que imitam quebra- mato, protetores das portas com volumes salientes, barras longitudinais no teto que são apenas decorativas e adesivos alusivos à versão incrementaram o visual externo, o ponto forte do modelo.

Internamente, novos detalhes na cor laranja aplicados em partes dos bancos e em suas costuras, assim como no volante, nas portas e na manopla do câmbio e molduras em preto brilhante no painel e no console central conferiram um requinte que as outras versões não têm.

DC Auto recebeu o Renault Kwid Outsider 2020 para avaliação. No site da montadora, seu preço sugerido é R$ 43,99 mil. A versão vem equipada, de série, com 4 airbags (2 frontais e 2 laterais), Isofix, freios ABS, direção elétrica, faróis de neblina,vidros dianteiros e travas elétricas, ar-condicionado, computador de bordo com indicador de troca de marcha, retrovisores elétricos, sistema multimídia, abertura elétrica do porta-malas a distância, câmera de marcha à ré e chave canivete, entre os principais equipamentos.

DSCN5827A cor metálica acrescenta R$ 1,45 mil. Na compra on-line do site não são oferecidos opcionais.

Motor e Câmbio – Seu motor é o 1.0 flex, de três cilindros, com injeção multiponto e duplo comando de válvulas tracionado por corrente. Por não ter variação na abertura das válvulas, como o motor 1.0 do Logan e do Sandero, seus números de potência e torque são ligeiramente menores.

Ele gera 70/60 cv às 5.500 rpm e 9,4/9,8 kgfm às 4.250 rpm com etanol e gasolina respectivamente. Seu câmbio é manual de cinco marchas com embreagem monodisco a seco. O tanque de combustível comporta apenas 38 litros, mas o porta-malas com 290 litros de capacidade é até maior do que os de alguns compactos.

Viajamos por 300 km, na maior parte em estradas por regiões mais planas de Minas Gerais, circuitos favoráveis a deslocamentos com grande eficiência energética. Usando apenas gasolina, ar-condicionado ligado, duas pessoas a bordo e sem bagagem, dirigindo de forma muito econômica, registramos ótimas médias de consumo.

Nos melhores trechos atingimos 26 km/l, isso no sentido mais favorável, da cidade com maior altitude para a cidade mais próxima ao nível do mar. Mesmo sendo uma diferença pequena, aproximadamente 100 metros entre as duas, isso contribuiu.

DSCN5924Tanto que, na volta o consumo foi maior, 24 km/l. Nos demais trechos rodoviários, não foi possível tanta economia, mas sempre conseguimos médias na casa de 20 km/l.

Na cidade, as médias também foram boas. Andando sem preocupação com o consumo, sempre registramos, pelo menos, 10 km/l. Mas quando fizemos trechos buscando a economia, atingimos até 15 km/l.

Visual – Visto por fora, principalmente nesta versão, o Kwid enche os olhos. Parece mesmo um SUV em miniatura. Além de contar com os elementos mais comuns presentes neste cobiçado segmento, seu design é harmônico e proporcional.

Por dentro, muito pelos apliques na cor laranja, o conjunto visual também agrada, mais do que nas outras versões em que os acabamentos são quase monocromáticos.

Mas quando entramos no Kwid, ele se revela. É um carro simples. Tudo nele é muito eficiente, mas sem requinte. Todas as superfícies são rígidas, sem nenhuma área macia, mesmo nos encostos de braço.

DSCN5950Os plásticos até apresentam algumas texturas que poderiam melhorar o aspecto geral, mas como brilham, passam uma simplicidade elevada à cabine. Peças como maçanetas e botões, por exemplo, apresentam aspecto frágil e o acabamento que cobre a coluna da direção estava desencaixando durante nossa avaliação.

As dimensões internas também são menores, pois ele é um subcompacto, não um compacto, como propaga a Renault. Por isso, tudo está perto e à mão, o que resulta em uma boa ergonomia, apesar de ser pequeno para pessoas mais altas ou obesas.

Incomoda a proximidade entre os pedais do freio e do acelerador, estranhamente, deslocados para a direita e afastados do pedal da embreagem. Dependendo do calçado, ao acelerar, é comum encostar levemente no pedal de freio, algo que deveria ser corrigido pela montadora.

Suas suspensões são mais rígidas, transferem as irregularidades para a cabine, mas, por serem elevadas, garantem 180 mm de vão livre, 24°de ângulo de entrada e 40°de saída. Não é um SUV, mas entre os subcompactos, e mesmo entre os hatches compactos, ele é um dos mais adaptados para andar em estradas de terra, transpor lombadas e acessar rampas sem raspar os para-choques ou bater o fundo, pois essas medidas citadas estão dentro das mínimas necessárias para se classificar um veículo como SUV no Brasil.

Mesmo transmitindo muita vibração para o seu interior, quando trafegamos por vias esburacadas e mal asfaltadas, as suspensões do Kwid não parecem sofrer com os pisos precários, acerto ideal para as nossas cidades e estradas.

DSCN5966Toda essa altura resulta em certa inclinação da carroceria em curvas. Mas, mesmo com pneus finos, 165/70 R14, ele se mantém estável em uma condução responsável. Por ser leve, freia bem, apesar do pedal ter um curso mais curto que o usual.

Outros comandos, como passar as marchas ou esterçar a direção, também são realizados sem muito isolamento acústico ou de vibrações, realçando a simplicidade no projeto mecânico.

Se o desempenho surpreende, a visibilidade traseira é bastante limitada

Seu desempenho é surpreendente. Apesar do motor simplificado, menos potente que o do Sandero, o Kwid acelera com agilidade. Seu giro sobe muito rapidamente e ele empurra seus poucos 806 kg com facilidade, pois a relação de marchas é bem curta.

Isso é muito bom para trafegar em cidades, mas pouco confortável em estradas. Aos 110 km/h e de quinta marcha, o motor já está girando às 3.500 rpm e o seu ruído invade a cabine sem cerimônia, pois o isolamento acústico é escasso.

Essa característica ajuda em manobras de ultrapassagem e até mesmo ao usar o freio motor, mas além do desconforto acústico, é necessário manter o pé no acelerador quando se quer andar em velocidades acima dos 100 km/h, ou o motor segura o carro, mesmo em quinta marcha.

DSCN5972Câmbio e direção elétrica cumprem bem suas funções, nada além do esperado para o modelo mais barato do mercado. O curso da alavanca não é muito longo e os engates não são imprecisos. Porém, a proximidade entre as marchas dificulta as trocas rápidas sem erros na seleção. O peso da direção é muito leve em manobras, mas chega ficar um pouco excessivo em deslocamento.

Ao copiar o design dos SUVs modernos, as limitações também foram incorporadas. As janelas são pequenas e a visibilidade restrita, principalmente para trás e no sentido cruzado. O vidro traseiro é pequeno, a coluna “C” é muito larga e o vidro das portas traseiras não preenchem toda a abertura, tornando todo este conjunto um ponto cego muito grande, com 70 cm de largura.

Muito por isso, e mesmo por ser alto, o modelo deveria ter sensor de estacionamento sonoro, mas não há nem como opcional, só mesmo a câmera de marcha à ré. Mesmo assim, as dimensões reduzidas facilitam as manobras em vagas apertadas e a circular em trânsito pesado, no caso, uma virtude dos modelos subcompactos.

O que destoa da simplicidade geral é o sistema multimídia Media Evolution. Sua tela de 7 polegadas tem boa sensibilidade e rapidez às respostas ao toque. O sistema conta com botões físicos para regular o volume, outro pra acessar o comando por voz, além do tradicional para ligar e desligar.

Rádio, bluetooth, entradas USB e P2 e espalhamento de celulares através do Android Auto e Apple Car Play são seus principais recursos. Tanto usando o sistema nativo quanto o smartphone, ele se mostrou fácil de operar e rápido ao processar, quando comparado a outros dispositivos de entrada.

DSCN5975Apesar de não oferecer navegação nativa, algo que poucos oferecem, mesmo em categorias superiores, ele traz um aplicativo que avalia a condução do motorista nos quesitos aceleração, antecipação e trocas de marchas.

O Kwid Outsider elevou o nível do modelo, assim como o seu preço, mas ainda é uma das opções mais baratas na categoria. Para quem valoriza um visual aventureiro bem projetado, quer um carro econômico, bem equipado e com bom desempenho, a versão é uma boa opção entre seus concorrentes.

DSCN5811Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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Renault divulga primeiras fotos oficiais do Sandero 2020

José Oswaldo Costa

A Renault fará a apresentação da linha Sandero 2020 (inclusive da versão StepWay e do sedan Logan), para a imprensa especializada, nos próximos dias 24 e 25 de julho, em Campinas (SP).

Porém, hoje (4 de julho), a montadora francesa divulgou as primeiras fotos oficiais do hatch compacto.

Veja abaixo:

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Fotos: Renault / Divulgação

O DC Auto estará presente em Campinas e trará todas as novidades da linha Renault Sandero 2020. Aguarde!

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Emplacamentos de veículos registram alta de 13,45% no 1º semestre. Chevrolet Onix lidera ranking e Jeep Renegade é o 1º entre os utilitários esportivos

Da Redação

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou, hoje (2), durante coletiva de imprensa, o desempenho dos emplacamentos de veículos no mês de junho e do acumulado do primeiro semestre de 2019.

De acordo com a entidade, foram vendidos 1.919.047 veículos no primeiro semestre deste ano, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.

Esse número representa crescimento de 13,45%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apenas em junho, as 316.475 unidades vendidas representaram alta de 10% ante igual mês de 2018, mas o resultado, se comparado ao mês de maio de 2019, representa queda de 11,7%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, a queda está, diretamente, atrelada aos dias úteis de vendas. “Em junho, tivemos três dias úteis a menos para emplacamentos, com relação a maio, o que reduziu os volumes. Contudo, as vendas diárias, nesses períodos, cresceram 2,23%, o que nos mostra um cenário positivo, passando de 15.612 unidades, em maio, para 15.961 unidades em junho”, explicou.

Automóveis e Comerciais Leves

Ao final do primeiro semestre, os segmentos de automóveis e comerciais leves, somaram 1.248.899 unidades emplacadas, refletindo em aumento de 10,81%, quando comparadas ao mesmo acumulado de 2018.

Considerando apenas o resultado de junho, as 213.438 unidades emplacadas ficaram 9,44% acima das vendas de igual mês do ano passado, porém, com retração de 8,85% ante maio deste ano.

“Em junho, já observamos uma mudança significativa no comportamento do consumidor, principalmente, com relação ao nível de confiança em contrair dívidas de financiamento. E isso está, diretamente, relacionado aos rumos da economia, em função das Reformas pendentes”, argumentou Assumpção Júnior.

Embora os resultados demonstrem crescimento, o Setor da Distribuição de Veículos alerta para um fenômeno atípico, que foi o crescimento, mais acelerado, das Vendas Diretas, na comparação com o desempenho obtido no varejo.

“Para termos uma ideia, no acumulado de janeiro a junho, as Vendas Diretas representaram 45,06% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves, contra 40,04% no mesmo período de 2018. E, enquanto o varejo cresceu 2,15% nesse período, as Vendas Diretas avançaram 23,59%”, alertou o presidente da Fenabrave.

Outros Segmentos

O mercado de caminhões registrou alta de 44,93% nas vendas do primeiro semestre de 2019, sobre mesmo período de 2018, totalizando 46.867 unidades. Em junho, os 7.804 caminhões emplacados ficaram 36,2% acima do volume comercializado no mesmo mês de 2018, mas 15,46% abaixo das vendas de maio de 2019.

“O mercado de caminhões, mesmo atrelado ao PIB, que vem caindo, manteve o ritmo de recuperação. Contudo, no último mês, observamos algumas postergações de compra, por conta das incertezas políticas, o que gerou retração nas vendas mensais”, comentou Sérgio Zonta, Vice-Presidente da Fenabrave para o segmento de Caminhões, Ônibus e Implementos Rodoviários.

Seguindo o ritmo de recuperação, observado em caminhões, o segmento de implementos rodoviários registrou alta de 58,81% nos licenciamentos do primeiro semestre deste ano, frente a igual período do ano passado, totalizando 30.840 unidades, contra 19.420 emplacamentos registrados em 2018.

Em junho, os emplacamentos somaram 5.248 unidades, marcando alta de 40,81% em relação ao mesmo mês do ano passado, mas, com retração de 13,54% na comparação com maio de 2019.

Na avaliação de Zonta, a renovação de frota tem incentivado as vendas, embora o segmento também tenha sentido impactos das incertezas políticas, que afetaram a economia.

As vendas de ônibus registraram forte crescimento no primeiro semestre, chegando a 71,36% sobre o acumulado de 2018, somando 12.403 unidades. Segundo Zonta, o “Programa Caminho da Escola” e a renovação de frota de modelos rodoviários e urbanos impulsionaram o mercado.

O segmento de motocicletas apontou avanço de 16% no primeiro semestre de 2019, sobre idêntico período de 2018, totalizando 530.161 unidades. Em junho, foram licenciadas 80.040 motos, 8% a mais do que em igual mês do ano passado, porém, 18,34% menos do que em maio.

“Além da quantidade de dias úteis a menos em junho, as vendas de motocicletas estão represadas por conta da falta de produtos. As fabricantes, com falta de componentes, ainda não conseguiram acelerar o ritmo de produção, para acompanhar a nova demanda pós-crise. Com isso, as motos, de até 250 cilindradas, estão sentindo mais esse impacto negativo e esse segmento representa 80% das vendas deste segmento”, explicou Carlos Porto, Vice-Presidente da Fenabrave para o segmento de Motocicletas.

Para o segmento de tratores e colheitadeiras, os dados da Fenabrave mostram que foram vendidos, de janeiro a junho, 20.750 unidades, numa retração de 0,53% ante igual intervalo do ano passado.

Para Marcelo Nogueira, Vice-Presidente da Fenabrave para estes segmentos, o mercado não deve reagir positivamente, mesmo com os recursos liberados para os programas de compra de máquinas, contemplados pelo Plano Safra.

“Embora o setor agrícola tenha projeção de crescimento na área plantada para a próxima safra, os recursos destinados para a compra de máquinas serão insuficientes, novamente. O ideal seria algo em torno de R$ 12 bilhões, mas teremos apenas R$ 9,6 bilhões”, lamentou Nogueira.

Revisão das Projeções para 2019

Com o fechamento do primeiro semestre, e diante dos apontamentos econômicos e políticos da atualidade, a Fenabrave revisou suas expectativas para o mercado de veículos neste ano.

Para o setor em geral, a entidade projeta crescimento de 9,17%, ante os 10,7% esperados na previsão de abril. Com isso, o mercado total, com exceção de tratores e máquinas agrícolas, que não são emplacadas, deverá somar 3.876.905 unidades.

A previsão para as vendas de automóveis e comerciais leves passou de 11% para 8%, somando agora 2.668.414 unidades. Para caminhões, a projeção que era de 15,4% foi para 17,6%, totalizando 89.885 unidades.

Atrelado às vendas de caminhões, o mercado de implementos rodoviários deve alcançar 55.818 equipamentos vendidos, o que representa alta de 24,9%, contra os 17,1% previstos em abril.

As vendas de ônibus devem crescer 19%, com o total de 22.788 unidades, ante a expectativa anterior de 20,19%.

Para o mercado de motocicletas, a Fenabrave projeta alta de 10,6% e não mais 9,2%, como em abril, alcançando 1.040.000 de unidades.

Em abril, a entidade esperava estabilidade para as vendas de tratores e de máquinas agrícolas, contudo, com a revisão dos dados, a projeção, agora, aponta para uma queda de 3,69% para tratores, somando 42 mil unidades, e 5,6 mil colheitadeiras, refletindo em queda de 2,86%.

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Tabela: Fenabrave

Ranking de vendas de Automóveis – 1º Semestre / 2019

1º) Chevrolet Onix – 116.906 (19.484 unidades/mês)

2º) Hyundai HB20 – 52.995 (8.832 unidades/mês)

3º) Ford Ka – 50.647 (8.441 unidades/mês)

4º) Chevrolet Prisma – 40.846 (6.807 unidades/mês)

5º) Renault Kwid – 40.520 (6.753 unidades/mês)

6º) Volkswagen Gol – 38.303 (6.383 unidades/mês)

7º) Fiat Argo – 36.211 (6.035 unidades/mês)

8º) Jeep Renegade – 33.047 (5.507 unidades/mês)

9º) Volkswagen Polo – 32.025 (5.337 unidades/mês)

10º) Jeep Compass – 28.033 (4.672 unidades/mês)

Ranking de vendas de Utilitários Esportivos (SUVs) – 1º Semestre / 2019

1º) Jeep Renegade – 33.047 (5.507 unidades/mês)

2º) Jeep Compass – 28.033 (4.672 unidades/mês)

3º) Nissan Kicks – 25.826 (4.304 unidades/mês)*

4º) Hyundai Creta – 24.247 (4.041 unidades/mês)*

5º) Honda HR-V – 23.696 (3.949 unidades/mês)*

6º) Ford EcoSport – 15.433 (2.572 unidades/mês)*

7º) Renault Captur – 13.783 (2.297 unidades/mês)*

8º) Renault Duster – 13.012 (2.168 unidades/mês)*

9º) Chevrolet Tracker – 8.685 (1.447 unidades/mês)*

10º) Citroën Cactus – 7.754 (1.292 unidades/mês)*

 

 *No ranking geral, Nissan Kicks, Hyundai Creta e Honda HR-V aparecem na 13ª, 14ª e 15ª posições, respectivamente.

Já o Ford EcoSport, os Renault Captur e Duster, o Chevrolet Tracker e o Citroën Cactus aparecem nas seguintes posições, no ranking geral de emplacamentos, respectivamente: 22º, 25º, 28º, 37º e 40º.

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Rafael Paschoalin coloca o Brasil no topo do pódio em Pikes Peak

Da  Redação

Paschoalin 9O Brasil subiu no topo do pódio na prova de subida de montanha mais famosa do mundo, em Pikes Peak, Colorado Springs (EUA), ontem (30 de junho).

Usando os pneus slicks Pirelli Diablo Superbike SC1, Rafael Paschoalin foi o mais rápido na categoria Middleweight, com o tempo 10min43s233, e oitavo na geral.

Paschoalin 8“Estou muito feliz com o resultado”, disse Paschoalin. “Os Diablo Superbike SC1 são os pneus certos para essa prova. Mesmo com um asfalto menos poroso e uma pista com menos grip, diferentemente do que vemos em uma pista de corrida, por exemplo, os pneus foram fantásticos. Fiquei impressionado com a qualidade deles. Tanto composto quanto carcaça funcionaram perfeitamente bem nos desafios da montanha”, revelou o brasileiro.

“Pikes Peak é sempre uma incógnita, a montanha é muito difícil, extrema, ainda mais por não andarmos no sábado. Fomos para a subida de domingo sabendo somente o que os comissários nos falam, como questão de temperatura do asfalto, por exemplo. Dependendo do vento, tudo pode mudar rapidamente, como ter areia na pista. Temos que andar com certa cautela e ter muita percepção do terreno”, finalizou Rafael.

Esse foi o terceiro pódio consecutivo do brasileiro que terminou em 2º, em 2017, e em 3º, em 2018.

Paschoalin 4A Subida de Montanha de Pikes Peak é um evento que acontece desde 1916. Inicialmente era feita somente em cascalho. O pavimento foi evoluindo até se tornar 100% asfáltico, em 2011.

Ao todo são mais de 156 curvas e, em muitas delas, com um desfiladeiro de centenas de metros ao lado. Além das motos, fazem parte da subida carros, quadriciclos e protótipos.

Paschoalin 1Fotos: Pirelli / Divulgação

Fiat lança pacote S-Design, para a Toro 2020, com o preço de R$ 5 mil

Da Redação

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imagem(15)A picape Fiat Toro traz para a América Latina, pela primeira vez, o conceito italiano S-Design, apresentado mundialmente no Salão do Automóvel de Genebra (Suíça) de 2017.

No Brasil, chega à Fiat Toro nas versões Freedom, flex e diesel, em sua nova linha 2020.

A versão estreou na Europa nos Fiat Tipo 5 portas e no 500X. Depois, foi a vez de outros modelos, como Fiat 124 Spider, 500L e Tipo StationWagon receberem o pacote S-Design (o S vem de shadow: sombra em inglês).

A Fiat Toro Freedom S-Design traz um visual bem mais agressivo e exclusivo, podendo ser customizada com qualquer cor de pintura externa (prata, marrom, azul, branco vermelho, preto e cinza).

Por fora, se destacam as faixas adesivas no capô assim como badges especiais, que criam uma nova identidade visual. O pack traz, ainda, santantônio e estribos laterais em preto (normalmente são cromados) e pintura cinza em itens como a capa dos retrovisores externos.

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imagem(14)No pacote S-Design todo o interior é escurecido. Ele vem com forrações especiais nos bancos. Volante e laterais de porta são em material sintético que imita o couro com costura preta.

As logomarcas Fiat no interior também são escurecidas e, os adereços cromados, foram substituídos pelo preto fosco e cinza. Tudo para fazer um conjunto ainda mais exclusivo e elegante.

Alguns itens do pacote especial são incorporados à picape dentro da fábrica, em Goiana (Pernambuco), pelo Mopar Custom Shop, mantendo a qualidade e garantia total.

O preço do pacote S-Design é de R$ 5 mil.

Confira abaixo todos os itens que integram o pacote:

– Interior escurecido (teto e colunas)

– Faixas adesivas no capô e tampa traseira da caçamba

– Identificação da versão e motorização escurecidos

– Emblemas e badges especiais

– Santantônio e estribos laterais em preto

– Retrovisores externos, grade superior dianteira e barras de teto com pintura cinza

– Rodas com pintura escurecida

– Cor específica da moldura da central multimídia, saídas de ar, alças das portas e aros dos alto-falantes

– Bancos revestidos com mescla de material sintético que imita o couro e tecido

– Painel das portas dianteiras revestido em material sintético que imita o couro e com costura preta

– Apoia-braço central traseiro com porta-copos

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imagem(13)Fotos: FCA – Fiat Chrysler Automóveis / Divulgação

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Honda convoca recall para os airbags dos modelos Accord, Civic, CR-V e Fit

Da Redação

A Honda Automóveis do Brasil está convocando os proprietários dos modelos Accord, Civic, CR-V e Fit a comparecerem a uma das concessionárias autorizadas da marca para a substituição gratuita do insuflador do airbag do passageiro.

Em caso de colisão primordialmente frontal de intensidade moderada ou severa, situação em que o acionamento do sistema de airbag é esperado, poderá haver o rompimento da estrutura do insuflador e, eventualmente, ocasionar a projeção de fragmentos metálicos no interior do veículo, informou a montadora.

Em situações extremas, o defeito pode causar, além de danos materiais, lesões graves ou até mesmo fatais aos ocupantes e/ou terceiros.

A substituição do item é gratuita e deverá ser realizada em qualquer concessionária autorizada da marca a partir do dia 08 de julho. A campanha envolve um total de 27.555 veículos.

Importante: Este chamamento abrange veículos já envolvidos em reparos anteriores, que foram convocados naquela ocasião devido a falhas decorrentes do processo produtivo.

Já o chamamento atual possui como causa a degradação do componente químico dos insufladores após longos períodos, quando expostos às variações de umidade e temperatura.

Nem todos os automóveis compreendidos nos intervalos listados a seguir estão sujeitos ao reparo indicado na presente campanha, em razão dos chassis não serem sequenciais.

Sendo assim, torna-se necessária a consulta dos clientes no site da marca (www.honda.com.br/recall) para a confirmação de eventuais pendências de recall.

O agendamento pode ser efetuado pelo mesmo endereço eletrônico ou pela Central de Atendimento no 0800-701-3432 (segunda a sexta-feira, das 08h às 20h e sábado, das 09h às 14h – horário de Brasília).

Para conferir os endereços das concessionárias da Honda, o cliente deve acessar o seguinte site: www.honda.com.br/concessionarias.

unnamed(1)Tabela: Honda Automóveis

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