O dia que o piloto da F1 comeu poeira da Kombi

Chico Lelis*

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Se a gente pode usar a imaginação para transformar a Via Anchieta num circuito, vamos dizer que, lá pelos anos 70, um motorista de Kombi arrasou na Fórmula 1, “levantando poeira” para um dos maiores ídolos da temporada, o sueco Ronnie Peterson, que tinha dois apelidos: Suéco Voador e SuperSwede (Super Suéco).

foto_KombidowesleyEle andou, em 1970, na Tyrrel P34, de seis rodas, lembram? Faleceu em razão de um acidente tumultuado em Monza (Itália), que envolveu vários carros. Naquele tempo, quando da realização da prova em São Paulo (Interlagos), Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace, o Moco, desaparecido precocemente em um acidente de avião, promoviam almoços, no Guarujá.

Ronnie Peterson, Grand Prix Of Italy

Lá eles recebiam amigos, entre pilotos, membros de equipes e jornalistas. Em um deles o sueco chegou um tanto quanto furioso e dizendo algo mais ou menos assim: “agora eu sei porque o Brasil tem tantos pilotos. Agora eu sei!”.

Indagado sobre a razão das suas “insinuações”, ele contou que estava no volante de um carro, descendo pela Anchieta, curtindo “as curvas da estrada de Santos”, como cantou o Rei Roberto Carlos, sem radares, quando chegou naquela que é conhecida com a “Curva da Onça”.

Metros à frente, uma Kombi seguia rapidamente pela estrada. E quando Ronnie, que faleceu tempos depois, se aproximou, o cara da Kombi acelerou e entrou na “Onça” com o pé direito no fundo, e as rodas traseiras da Kombi “saltitando” como é característica do veículo em curvas fortes como aquela, um verdadeiro “cotovelo”.

Ronnie-Peterson-The-Champion-That-Never-Was

Fotos: Divulgação (responsabilidade do editor da Coluna)

O piloto de F1 bem que tentou ultrapassar a Kombi, mas, enquanto durou aquele curto trecho (ali são três curvas) de serra, não conseguiu – ou não ousou fazê-lo – e ficou vendo o “piloto” brasileiro ganhando distância e “quicando” com a sua Kombi, modelo que já saiu de produção.

Era um veículo não apropriado para curvas, mas tinha uns “loucos” imbatíveis nelas, porque ninguém tinha coragem de ultrapassá-los. Ou melhor, nem mesmo tentar.

Ninguém conseguiu, claro, identificar o “piloto” da Kombi, mas todos riram muito da ira que provocou no Ronnie Peterson.

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 *chicolelis – chicolelis@gmail.com – Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna  (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos social e ambiental.

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Toro é o produto certo para o mercado

Amintas Vidal*   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 09/03/2018)

Picape média da Fiat tem projeto sintonizado com as atuais exigências do consumidor

Vei1 - Amintas VidalNão é todo mês que isso acontece, mas a picape Fiat Toro, que tem preços sugeridos entre R$90,99 mil e R$142,99 mil, conseguiu a façanha de vender mais unidades que sua “irmã menor”, a Fiat Strada (preços entre R$48,79 mil e R$77,99 mil).

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2017, nos meses de fevereiro, abril, junho e julho, a Toro emplacou mais unidades que a Strada. E com uma diferença tão expressiva que ela liderou as vendas acumuladas no ano de junho a setembro entre os veículos do segmento de comerciais leves.

Mas, no fechamento do ano, a Strada foi a vencedora, com 54.870 emplacamentos contra 50.723 da Toro. Primeiro e segundo lugares neste segmento que, além das picapes compactas, médias e grandes, também contabiliza as vans e seus derivados para passageiros e carga.

Para se ter uma ideia da relevância destes números, o terceiro modelo da lista é a picape compacta VW Saveiro com 42.414 unidades e a 4ª colocada é a picape Toyota Hilux (a primeira entre as grandes) com 34.368 emplacamentos.

O desejo por picapes remonta aos anos 80, quando elas exerciam o fascínio que os SUVs exercem hoje. Criadores de cavalos e gados de raça “ostentavam” modelos normalmente modificados de cabines simples para cabines duplas, com carrocerias em fibra de vidro, pois não havia opções de fábrica com essa configuração e sofisticação no acabamento.

Vei2 - Amintas VidalCom a abertura do mercado para veículos importados, no início dos anos 90, nosso mercado recebeu diversas picapes, principalmente japonesas e americanas, pondo fim às “transformadas”.

A GM passou a produzir a família da S10 no Brasil, com acabamento e versões capazes de encarar as importadas.

Mais para o fim daquela década, o grupo Souza Ramos, antigo transformador dos modelos nacionais, passou a produzir A L200, da japonesa Mitsubishi, em Goiás, e algumas montadoras trouxeram seus modelos de outros países da América do Sul, principalmente, da Argentina.

Paralelo às picapes, chegaram diversos utilitários grandes, também importados. Eles iniciaram essa “moda aventureira” que se tornou um desejo coletivo entre os consumidores e tomou conta da indústria automotiva que passou a criar SUVs nos mais diversos segmentos.

Com uma frente muito agressiva, as laterais com traços dinâmicos e fortes, uma traseira inovadora para uma picape e harmonia em todo o conjunto, a Toro conquistou milhares de consumidores de picapes e de utilitários.

Vei3 - Amintas VidalA prova desse sucesso é que ela está na mesma faixa de preço dos utilitários mais comercializados, o Jeep Compass e o Honda HRV, mas vendeu mais que os dois. O interior divide boa parte das peças com o Jeep Renegade, mas com um acabamento simplificado, com mais plásticos duros e menos superfícies emborrachadas.

Em comparação ao exterior, falta ousadia ao interior, mas é moderno e está no nível dos melhores concorrentes.

Recebemos a versão Freedom 2.0 diesel, 4×4, automática para avaliação. Rodamos, aproximadamente, 1 mil quilômetros por estradas e cidades e pudemos comprovar as vantagens e desvantagens de usar uma picape como carro de passeio.

Ao contrário das picapes grandes, que são muito largas e dificultam a circulação entre carros nas cidades, a Toro tem a largura aproximada de um sedan médio que, aliado a uma direção elétrica leve, garante agilidade no trânsito urbano.

Já seu comprimento não permite parar em qualquer vaga e o diâmetro de giro é limitado, obrigando, muitas vezes, a repetir as manobras em estacionamentos e vagas mais apertadas.

A posição elevada do motorista ajuda na visibilidade à frente e para as laterais, mas, por outro lado, essa altura e a existência da caçamba praticamente eliminam a visibilidade traseira. É preciso se acostumar a controlar o posicionamento na via através dos retrovisores externos.

Vei4 - Amintas VidalOs comandos do sistema multimídia, do computador de bordo e do controlador de velocidade estão todos à mão através de botões posicionados na parte da frente e de trás do volante. Também existem alertas para comandar manualmente as marchas do bom câmbio automático de nove velocidades.

As regulagens do banco, e de altura e profundidade da coluna de direção, assim como um correto alinhamento entre os dois, garantem uma ergonomia correta ao motorista. O espaço interno é muito bom para quatro adultos e razoável para um quinto passageiro. Mas todos contam com cintos de três pontos e encosto de cabeça.

O modelo avaliado estava repleto de opcionais como ar-condicionado digital, central multimídia de 5 polegadas com GPS, câmera de ré, teto solar, console central refrigerado, rodas em liga leve, farol de neblina, capota marítima e diversos outros itens estéticos. O conjunto garantiu muito conforto a bordo pela eficiência da refrigeração e um bom funcionamento do sistema multimídia.

No uso para passeio, a Toro não é tão prática, como também acontece com outras picapes. Apesar de sua caçamba ter a porta dividida em duas partes, com abertura lateral, e não apenas uma com abertura basculante, o uso deste compartimento não é o ideal para malas e mochilas.

DSCN5526Essas bagagens pequenas ficam soltas e expostas à poeira e chuvas mais fortes, pois a capota marítima não impede 100% a infiltração das mesmas. Acomodar as bagagens sobre o piso e bancos da parte de trás da cabine foi a solução, mas restringiu o espaço para passageiros e deixou as mesmas expostas quando estacionávamos nas ruas.

Conforto ao rodar e motor 2.0 diesel de 170 cv

O motor turbodiesel 2.0 entrega 170cv e bons 35,69 kgfm de torque. Aliado ao câmbio automático de 9 marchas, este conjunto garante boa dirigibilidade à Toro, apesar dos seus 1.871 kg de peso, pouco para uma picape, graças ao fato de ela utilizar monobloco e não chassis, mas mesmo assim, um peso respeitável.

Saindo da inércia, normalmente em segunda marcha, pois a primeira é muito reduzida, a Toro embala só acima dos 1800 giros. Antes disso, ela fica um pouco apática. Com abundância de marchas disponíveis, quase não se percebe as trocas, e apenas em velocidade de cruzeiro em estradas é que a oitava e nona velocidades são utilizadas.

Por falar em estradas, é nelas que a Toro se sente em casa, tanto no asfalto como na terra. Aos 110 Km/h, e em nona marcha, seu motor trabalha a apenas 1600 rpm. Nessa condição o silêncio interno predomina. Quase não se ouve o motor, o ruído dos pneus e o vento contra a carroceria, prova do bom isolamento acústico do modelo.

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DSCN5590O uso das aletas para passar as marchas manualmente auxilia na condução, apesar do sistema ser muito conservador e só permitir trocas por marchas que não elevem muito ou deixem o giro do motor muito baixo.

O conforto de marcha também é muito bom, pois as suspensões dianteira e traseira são independentes e contam com subchassis.  O acerto está mais para firme que o usual para os carros da Fiat, mas ainda assim é confortável.

A Toro não “pula” muito como boa parte das picapes, mas também não é como um sedan de luxo. Em estradas de terra, as suspensões propiciam um ótimo contato dos pneus com o solo e garantem uma boa tração, sem transferir as irregularidades em excesso para a cabine.

Como todo veículo grande, a Toro não é muito urbana. Seu consumo em cidades raramente foi melhor que 8 km/l. Nas estradas era difícil andar próximo às velocidades permitidas, pois aos 80km/h ou mesmo aos 110km/h parecia que estávamos a bem menos, tamanho o silêncio e conforto a bordo.

Rodando assim, moderadamente, foi possível fazer médias de 14 km/l e, em trechos mais favoráveis, atingimos até 16 km/l. Andando de forma mais agressiva o consumo subia para 11km/l.

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Fotos: Amintas Vidal

O esforço da FCA para criar um novo produto, capaz de entregar o que o consumidor mais desejava, explica bem o sucesso da Fiat Toro no mercado atual. Em nossa avaliação, comprovamos as virtudes que fazem dela uma ótima opção para quem gosta de estilo e precisa de espaço para cargas maiores. Mas, neste caso, é bom ter uma garagem espaçosa e com fácil acesso para não precisar manobrar em excesso todos os dias.

*Colaborador

BMW apresenta o conceito M8 Gran Coupé

Da Redação

P90295461_highRes_bmw-concept-m8-gran-Para a BMW, a letra M tem um significado claro: mais, mais e mais. E o novo conceito BMW M8 Gran Coupé ilustra perfeitamente essa definição. Além da excelência dinâmica, ele incorpora uma nova faceta do luxo para a BMW, mais esportiva e extrovertida.

“O BMW Série 8 quer ser o modelo mais emblemático da BMW e, por isso, combina elegância e esportividade de forma insuperável”, comentou Adrian van Hooydonk, vice-presidente sênior do BMW Group Design. “O conceito BMW M8 Gran Coupé mostra a variante mais exótica e sedutora do novo BMW Série 8”, completou.

P90295464_highRes_bmw-concept-m8-gran-Mais do que um carro luxuoso de quatro portas, ele simboliza uma nova compreensão do requinte: com esse veículo, a BMW decidiu tirar o conceito “luxo” da sua zona de conforto.

“Queremos atingir pessoas que desejam se destacar na multidão.”, explicou Domagoj Dukec, vice-presidente de Design BMW M e BMW i.

P90295468_highRes_bmw-concept-m8-gran-Assim como o conceito Série 8 do qual deriva, o novo M8 Grand Coupé exibe a nova linguagem de design da BMW, expressa em linhas que acentuam o dinamismo do carro, com longo entre-eixos, amplo capô e centro de gravidade baixo, criando uma silhueta de cupê.

Na dianteira, faróis afilados envolvem os rins centrais com molduras douradas, enquanto enormes entradas de ar misturam plástico reforçado e fibra de carbono.

P90295459_highRes_bmw-concept-m8-gran-Na traseira, as linhas horizontais e as duplas saídas de escape deixam clara a mensagem: desempenho é fundamental.

P90295465_highRes_bmw-concept-m8-gran-O acabamento da pintura Salève Vert, cuja coloração parece mudar de verde para azul acinzentado em diferentes luzes, cria uma composição da carroceria extremamente inovadora e combina com os detalhes dourados nas rodas, escapamentos e molduras das janelas.

O novo modelo deve integrar a nova família BMW Série 8, que conta ainda com o BMW Série 8 Gran Coupé, e deve ser apresentada no decorrer de 2019.

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Fotos: BMW Group / Divulgação

Rally Minas Brasil: tudo pronto para a abertura da temporada 2018

Da Redação

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Foto: Sanderson Pereira / Photo-S Imagens / Divulgação

A cidade de Conceição do Mato Dentro (MG) está preparada para receber a caravana do Rally Minas Brasil – válido pelas 1ª e 2ª etapas dos campeonatos Brasileiro de Rally Cross Country, Brasileiro de Rally Baja e Campeonato Mineiro de Rally.

Neste fim de semana – 09 a 11 de março –, os boxes das equipes estarão montados nas dependências do aeroporto Governador Magalhães Pinto.

A movimentação do Rally Minas Brasil começará na sexta-feira, a partir das 9h, com abertura da secretaria de prova e vistorias técnicas para pilotos e navegadores das categorias motos, quadriciclos, UTVs e carros.

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Foto: Nelson Santos Júnior /Photo Action / Divulgação

Às 19h30 será o briefing entre organização e participantes, para apresentação e esclarecimentos importantes sobre o certame.

Na sequência, haverá a largada promocional às 20h30, na Praça Ubaldina Ferreira (Praça Central) para saudação dos inscritos ao público. Depois, haverá um show do músico mineiro Juarez Moreira – violinista, guitarrista, compositor e arranjador – que interpretará The Beatles.

No sábado, 10, os motores serão ligados bem cedo. Às 7h, acontecerá o prólogo – tomada de tempo que definirá a ordem de largada para o primeiro dia de disputas do Rally Minas Brasil.

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Foto: Alessandro Couto / DFOTOS / Divulgação

Para isso, a Rallymakers levantou um percurso de 7 quilômetros dentro de uma fazenda, em um local conhecido como Dourado. “Neste mesmo lugar, será a largada para a primeira etapa, prevista para às 9h30”, disse o diretor executivo da Rallymakers, Fernando Bentivoglio.

Serão dois dias de disputas, com 150 quilômetros de roteiro cada – totalizando 300 quilômetros que passarão também pelas localidades de Itacolomi, Ouro Fino, Córregos, Santo Antônio do Cruzeiro, Tapera e Congonhas do Norte.

O Rally Minas Brasil trará características de terreno bem técnicas: erosões, pedras, trial, subidas e descidas íngremes, curvas e retas. Entre trechos de alta e baixa velocidade, os off-roaders terão de saber identificar o momento certo para acelerar a fim de poupar o equipamento e evitar riscos mecânicos.

Para mais informações, acesse www.rallymakers.com.br

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Foto: Doni Castilho / DFOTOS / Divulgação

Primeiro lote do Ford Mustang desembarca no Brasil

Da Redação

Mustang-Porto-2O primeiro lote comercial do Mustang acaba de chegar ao Brasil com unidades destinadas aos clientes que adquiriram o veículo no programa de pré-venda, informou a Ford.

O desembarque foi feito no terminal portuário privativo da Ford no Canal de Cotegipe, na Bahia, responsável pelas operações logísticas da empresa no País.

Após os trâmites legais de desembaraço aduaneiro, os carros seguem para os distribuidores Ford, onde será feita a preparação de entrega para os clientes a partir do final do mês.

Produzido na fábrica de Flat Rock, no estado de Michigan (EUA), para todos os mercados globais, o Mustang está sendo trazido oficialmente ao Brasil pela primeira vez em seus mais de 50 anos de história.

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Fotos: Divulgação / Ford

Oferecido na versão topo de linha GT Premium, o novo Mustang é equipado com motor V8 5.0 de 466 cv, transmissão automática de 10 velocidades e pacote de alta performance.

Para atender o estilo de cada comprador, conta com 11 opções de cores: branco, preto, duas tonalidades de vermelho, cinza, duas tonalidades de azul, prata, vermelho, amarelo e laranja.

Desde o início da pré-venda do Mustang, em dezembro, foram comercializadas mais de 200 unidades até fevereiro, segundo a Ford. O programa, feito por meio do site www.mustangford.com.br, continua aberto até o final de março.

Como presente especial, os primeiros compradores do Mustang também estão recebendo da Ford um capacete exclusivo assinado pelo lendário piloto Dan Gurney.

O tintureiro salvou a festa

Chico Lelis*

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Este caso se passa aí pelos anos 60, lá no século passado. Nossa heroína tinha perto de 15 anos, a idade em que as moças da época conseguiam alguma liberdade em casa, mas não davam muita liberdade aos moços na rua.

Eram tempos de romantismos e sonhos da geração que passou por maus momentos, mas acreditava que o mundo lhes reservava um futuro de alegrias, de felicidade.

E ela, Laíde, era uma dessas sonhadoras, que sempre via coisas boas nas ruins que se apresentavam na sua vida. E ela tinha razão sempre, porque era otimista e amava a vida.

A grande festa

 Era maio, época do veranico, em que, num dia qualquer, a temperatura aumenta, como se fosse janeiro/fevereiro. E, principalmente, era o aniversário de 15 anos da melhor amiga da turma, a Isabel. Laíde, mais Antonia e Rosa, a Maria Rosa, não cabiam dentro das suas ansiedades. Um mês antes, talvez até mais, já haviam escolhido os tecidos de seus vestidos. E suas cores. Queriam “abafar” na festa.

No grande dia, tinham horário marcado no salão do bairro, no meio da tarde, para não correrem o risco de se atrasarem.

Ficaram lindas!

Moças do baile_coresMaquiadas, cabelo com laquê e o seu insuportável cheiro. Mas deixavam o cabelo armado até o dia seguinte. Dizem os caras altos, que viam por cima, que tinha Bombril dando corpo ao penteado. Estou entre esses e era verdade: Bombril na cabeça.

Na casa de Laíde, de onde sairiam, falavam sem parar dos “pães” que estariam na festa. E dos indesejáveis também, aquelas caras que viviam fungando no pescoço das moças, forçavam a dançar de rosto colado e outras coisas também coladas.

– Não danço com fulano. Mas se sicrano me tirar, me atiro nos braços dele. Era o pensamento geral.

Cadê o táxi?

Nenhum dos pais tinha carro. Por isso, um táxi foi contratado com o “seo” Elias para levá-las até o clube onde a amiga comemoraria seus 15 anos. Perto da hora da partida, aparece o motorista do táxi com a mais terrível notícia que as moças tinham ouvido: o carro quebrara ali perto. Falta de manutenção, certamente!

Antes que desabassem em choro, as três ouviram da sempre otimista Laíde que não era problema, que resolveria tudo.

Saiu de casa, atravessou a rua, bateu à porta do “seo” Shiro, explicou o drama/problema. O gentil tintureiro, que atendia a todo o bairro, pediu uns minutos e voltou com as chaves na mão.

– Vamos lá! Só não tem onde sentar.

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Fotos: Divulgação (responsabilidade do editor da Coluna)

E lá se foram, Laíde, Isabel e Maria Rosa na Kombi da tinturaria, de pé, penduradas no varal, como se fossem as roupas da tinturaria.

E estavam todas muito felizes, porque chegaram ao clube com seus vestidos sem um amassadinho que fosse.

Valeu o otimismo.

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 *chicolelis – chicolelis@gmail.com – Jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna  (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil. Assina a coluna “Além do Carro”, na revista Carro, onde mostra ações do setor automotivo nos campos social e ambiental.

 

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Volkswagen apresenta a Amarok com motor V6

Da Redação   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 02/03/2018)

Picape passa a oferecer motorização de 225 cv

Vei1 - VW Amarok V6A Volkswagen Amarok ganhou um motor mais potente com a introdução da versão V6 Highline. A novidade, que traz o motor 3.0 V6 TDI (turbodiesel) de 225 cv, já chegou às concessionárias da marca, com preço sugerido de R$ 184,99 mil.

A Amarok V6 Highline tem configuração de carroceria cabine dupla e uma boa lista de itens de série, que inclui recursos como faróis bixenônio com luzes de uso diurno em LED, sistema de auxílio ao estacionamento com câmera de ré, sistema de freios pós-colisão e sistema de infotainment, entre outros.

Visualmente, se diferencia das demais versões pelos logotipos na grade do radiador e na tampa traseira e pelos retrovisores pintados na cor preta, com detalhes cromados. A Amarok V6 Highline está disponível nas cores branca (sólida), preta (perolizada), prata e cinza (metálicas).

Potência – O novo motor tem 3 litros de cilindrada e combina tecnologia de injeção direta common-rail de combustível e turbocompressor de geometria variável. Esse motor possui acionamento dos comandos por correntes, que não requerem manutenção, e circuitos separados de arrefecimento para o cabeçote e o bloco, o que permite melhor gerenciamento da temperatura de funcionamento.

Com ele, segundo a VW, a Amarok V6 torna-se a picape mais potente e de maior torque em seu segmento no mercado brasileiro. São 225 cv disponíveis na faixa de 3.000 rpm a 4.500 rpm. O torque é de 550 Nm (56,1 kgfm), entregue já a partir de 1.500 rpm e mantendo-se pleno até as 2.500 rpm.

Vei2 - VW Amarok V6Em relação às versões equipadas com motor 2.0 biturbo, o ganho é de 25% em potência (45 cv a mais) e de 31% no torque (130 Nm, ou 13,3 kgfm), informou a montadora. Ainda de acordo com a Volkswagen, sua velocidade máxima é de 190 km/h e a picape acelera de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos.

O câmbio é automático de 8 marchas. Trata-se de uma nova versão da transmissão utilizada atualmente nas demais versões da picape (equipadas com o motor 2.0 TDI), desenvolvida para lidar com o maior torque produzido pelo motor V6 TDI.

Produzida na fábrica da Volkswagen em General Pacheco, na Argentina, a Amarok V6 tem sistema de tração permanente nas quatro rodas (4MOTION) e é equipada com pneus 255/60 R18, com rodas de liga leve de 18 polegadas. Opcionalmente, o modelo pode ser equipado com pneus 255/55 R19 e rodas de 19 polegadas.

Segurança – Dentre outros, a picape oferece sistema ABS off-road, que auxilia na frenagem sobre piso solto (como terra ou cascalho) e freios a disco nas quatro rodas, recurso exclusivo no segmento.

Os discos dianteiros possuem 332 mm de diâmetro e, os traseiros, são de 300 mm de diâmetro. Esses últimos possuem cobertura interna para evitar o acúmulo de sujeira, especialmente em situações de fora de estrada.

Vei5 - VW Amarok V6A Amarok V6 Highline traz de série o sistema de frenagem automática pós-colisão (Post-Collision Brake). Ele aciona automaticamente os freios do veículo quando o mesmo se envolve em uma batida, para reduzir a energia cinética residual. O acionamento do sistema de frenagem pós-colisão se baseia na detecção da colisão inicial pelos sensores dos airbags.

São vários recursos de auxílio ao motorista, como: controle eletrônico de estabilidade (ESC), HDC (Hill Descent Control ou controle automático de descida) e HSA (Hill Start Assist ou assistente para partida em subida).

Também traz o BAS (sistema de assistência à frenagem), ASR (controle de tração), EDS (bloqueio eletrônico do diferencial) e indicador de perda de pressão dos pneus. Todos eles são itens de série.

A lista de recursos de segurança é incrementada pela oferta, de série, de quatro airbags (dianteiros e laterais), além de sistema Isofix para fixação de cadeiras para criança no banco traseiro.

Como informamos no início, os faróis são bixenônio com luz de condução diurna (DRL) em LED. Também há faróis de neblina com luz de conversão estática, o que garante maior segurança, ampliando a área iluminada em curvas feitas a baixa velocidade.

Sempre que os faróis estiverem ligados (alto ou baixo) e a seta for acionada, ou o volante for girado, o farol de neblina do lado correspondente ao que o veículo estiver virando é acionado automaticamente.

Requintada como um sedan-médio

Vei3 - VW Amarok V6O volante multifuncional (com regulagem de altura e distância) ajuda na operação do sistema de infotainment e das funções do computador de bordo da picape – o mostrador, entre o velocímetro e o conta-giros, é colorido. Também traz as “borboletas” (shift paddles) para mudanças de marcha.

A picape apresenta uma tomada de 12V posicionada atrás do apoio de braço dos bancos dianteiros. O ar-condicionado é digital, com duas zonas de resfriamento/aquecimento. Ela conta, ainda, com sensores de chuva e crepuscular.

O sistema Park Pilot, complementado pela câmera de ré, torna mais fácil a tarefa de estacionar a picape, que mede 5,25 metros de comprimento, com 3,10 metros de entre-eixos. Há sensores de estacionamento na dianteira e na traseira.

Seus bancos são revestidos parcialmente de couro, com ajustes elétricos nos dianteiros. Eles contam com 14 vias de ajustes, sendo 12 elétricas – ajuste de distância longitudinal (2), ângulo de inclinação do encosto (2), ajuste de altura (2), apoio lombar (4) e ângulo de inclinação do assento (2) – e 2 manuais (extensão do assento).

Amarok_V6_Highline__17__2Multimídia – A Amarok V6 Highline vem equipada com o sistema de infotainment chamado pela montadora de Discover Media. Ele conta com tela colorida sensível ao toque de 6,33 polegadas, leitor de CD, duas entradas para SD-Card, uma auxiliar e porta USB.

É possível parear, via Bluetooth, dois celulares simultaneamente e operar telefone e áudio (streaming).

A central multimídia permite a locução de mensagens de texto (SMS) do celular por meio dos alto-falantes, sendo possível responder, também por meio de comando de voz, a mensagem, que será enviada em formato SMS.

Sua tela realiza a interface com o sistema de assistência de estacionamento, que além de demonstrar a aproximação de obstáculos na dianteira em manobras, transmite a imagem da câmera traseira de estacionamento.

O Discover Media é equipado com sistema GPS e conta com atualização gratuita periódica. O sistema tem, também, a função de indicadores off-road, com informações sobre o veículo e seus arredores. São três os dados informados: bússola, ângulo de direção das rodas e altímetro (em referência ao nível do mar).

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Fotos: Pedro Danthas / Volkswagen / Divulgação

Com a chegada do motor V6, a Amarok passa a ser oferecida com três faixas de potência, ampliando sua atuação no mercado nacional.

A versão S (disponível em cabine simples ou cabine dupla), conta com o motor 2.0 turbodiesel com 140 cv de potência e 34,7 kgfm (340 Nm) de torque, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas.

As opções SE, Trendline e Highline são equipadas com o motor 2.0 diesel com dois turbocompressores e potência de 180 cv. O torque é de 40,8 kgfm (400 Nm) com câmbio manual (versão SE) e 42,8 kgfm (420 Nm) com transmissão automática de oito velocidades (item de série nas versões Trendline e Highline).

Audi lança a 8ª geração do A6

Da Redação

Audi A6 Sedan

Com o novo A6, a Audi apresenta a oitava geração do seu sedan full-size e traz numerosas inovações.

O sistema MMI sensível ao toque, totalmente digital, proporciona uma operação intuitiva, com soluções de conectividade e assistência inteligentes. O interior adota sistematicamente a digitalização. A suspensão, segundo a montadora, combina conforto, suavidade e alta estabilidade com aprimorada esportividade.

Todos os motores possuem um sistema híbrido leve como equipamento de série para maior comodidade e eficiência.

O MMI com respostas táteis e acústicas oferece uma operação intuitiva: os usuários ouvem e sentem um clique como confirmação assim que seu dedo ativa uma função.

O motorista gerencia o sistema de infotainment na tela superior, enquanto a tela inferior é usada para controle climático, entrada de texto e para funções de conveniência.

Audi A6 Sedan

A lista de equipamentos de série inclui MMI navigation, com MMI navigation plus disponível opcionalmente. O módulo de tecnologia de transferência de dados utiliza o novo padrão móvel LTE Advanced.

O MMI navigation plus também oferece uma série de novos recursos de navegação. Entre eles estão a função de autoaprendizagem, baseada nas rotas percorridas, o que cria sugestões de pesquisa inteligentes.

A orientação do percurso é fornecida online nos servidores mantidos pelo provedor de serviços HERE, que atualizam sobre a situação do trânsito em toda a região.

O A6 conta com sistemas de assistência ao motorista. Entre eles estão o parking pilot e o garage pilot, que devem ampliar a gama de equipamentos do modelo ao longo do ano: eles manobram de forma autônoma o sedã dentro e fora de uma vaga de estacionamento ou garagem.

O motorista pode sair do carro antes de ativar e monitorar o processo usando o aplicativo myAudi em seu smartphone.

Audi A6 Sedan

Tecnologia híbrida leve – Todos os motores do novo A6 vêm com a nova tecnologia híbrida leve da Audi. Uma partida de alternador de correia (BAS) funciona em conjunto a uma bateria de íons de lítio.

Com isso, o A6 pode rodar com o motor desligado entre 55 e 160 km/h. A função start-stop é ativada em velocidades até 22 km/h; o motor é religado a partir de uma parada. Durante a desaceleração, o BAS recupera até 12 kW de energia.

Em condições reais, a tecnologia MHEV reduz o consumo de combustível em até 0,7 litro a cada 100 km rodados.

Como parte do lançamento nos mercados europeus, a Audi oferece o novo A6 com dois motores – um TFSI e um TDI. O motor a gasolina é um 3.0 TFSI V6 que rende 340 cv de potência e 500 Nm de torque, e capaz de acelerar o sedã de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos.

A velocidade máxima é de 250 km/h (limitada eletronicamente). Já o 3.0 TDI desenvolve 286 cv e  620 Nm de torque.

O novo A6 será fabricado na planta de Neckarsulm e será lançado no mercado alemão em junho de 2018.

Audi A6 Sedan

Audi A6 (5)

Fotos: Audi AG / Divulgação