BMW lança 5º modelo 100% elétrico no País: i4

Da Redação

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O plano de eletrificação do BMW Group Brasil está acelerado. Depois do lançamento do i3, iX, iX3 e Mini Cooper S E, chegou a vez do novo BMW i4.

O modelo também marca o cumprimento do compromisso, feito ainda em 2021, de que o BMW Group teria cinco carros elétricos à venda em 2022. O BMW i4 chega ao Brasil em duas versões, com até 590 km de autonomia (eDrive40) e 544 cv de potência (M50).

“Para a BMW, o futuro é elétrico, circular e digital. O lançamento do BMW i4 reforça a nossa estratégia de que, até 2030, o mercado de carros premium será pelo menos 50% elétrico. Com uma autonomia excelente na versão eDrive40 e um desempenho impressionante na versão M50, o modelo vai se encaixar perfeitamente na vida do nosso cliente que deseja um sedan coupé elétrico, esportivo e dinâmico, para um puro prazer de dirigir”, afirmou Aksel Krieger, CEO e presidente do BMW Group Brasil.

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Visualmente, o BMW i4 mescla um pouco do Série 3 com as linhas do Série 4 e do esportivo M3. A carroceria sedan tem linhas Gran Coupé com charmosos vidros sem molduras.

Na dianteira, os faróis afilados, juntamente com entradas de ar agressivas e a grade duplo rim vertical dão um aspecto esportivo ao modelo.

O para-choque traseiro tem detalhes esportivos e um difusor de ar bem no centro, deixando o sedan mais elegante, mas sem perder a sua esportividade.

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Versátil, o novo BMW i4 busca atender todos os tipos de clientes que procuram um carro elétrico. O modelo está disponível nas versões eDrive40 e M50.

A primeira, mais focada em autonomia, tem 340 cv de potência (250kW) e 430Nm de torque instantâneo. Com esse conjunto, acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e tem bateria de 80,7kWh, que proporcionam até 590 km de autonomia.

Já versão M50 (fotos dessa matéria) tem como foco os clientes que procuram um desempenho mais esportivo. São 544 cv (400kW) de potência e 795Nm de torque imediato.

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Com esse conjunto, a versão M50 acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos, mesmo tempo do BMW M3.

A bateria tem os mesmos 80,7kWh de capacidade da versão eDrive40, mas por conta do desempenho mais esportivo e dois motores elétricos, rende até 510 km de autonomia.

O novo BMW i4 também é equipado com uma tecnologia que possibilita recargas ultrarrápidas de até 350kW em ambas as versões. Esse modo permite carregar até 80% da bateria em apenas 19 minutos.

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O BMW i4, assim como o BMW iX, vem com dois carregadores de fábrica: um BMW Wallbox essential com capacidade máxima de carga de 22kW e um Flexible Fast Charger com capacidade máxima de carga de 11kW.

O Flexible Fast Charger é um carregador rápido, portátil e flexível. O kit standard acompanha um conector de 3 pinos com potência de 1.8 kW, mas o cliente encontra opções de cabos que podem aumentar a potência para até 11 kW.

O carregador tem cabo com comprimento de 6 metros. Além disso, o Flex Charger tem garantia de 2 anos, assim como o BMW Wallbox.

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Dessa forma, ao comprar o BMW i4, o cliente tem dois pontos particulares de recarga, podendo levar um sempre no carro e facilitando sua recarga em qualquer lugar.

Por dentro, o BMW i4 é equipado com o BMW Live Cockpit Professional, uma tela curvada que estreou no BMW iX e, recentemente, passou a equipar também o Série 3.

Composta por duas telas, uma de 12,3 polegadas para o painel de instrumentos e outra de 14,9 polegadas para a multimídia, o conjunto roda o novo Sistema Operacional 8 e exibe as informações de maneira atraente e intuitiva.

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No quesito conectividade, o novo BMW i4 conta com o BMW ConnectedDrive, que fornece serviços como: Chamada de Emergência Inteligente, aviso de manutenção, navegação com informação de trânsito em tempo real, portais de notícias, clima e aplicativos, além de serviços remotos que podem ser acionados a partir do app My BMW, como trancar e destrancar as portas, buzinar, localizar o veículo e enviar destinos direto ao sistema de navegação.

Ainda é possível utilizar aplicativos de smartphones com a preparação para Apple CarPlay e Android Auto.

Entre os equipamentos disponíveis, destaque para os faróis Full LED adaptativos; sistemas Parking Assistant Plus e Reversing Assist (refaz em marcha a ré nos últimos 50 metros percorridos pelo veículo); ar-condicionado com controle digital automático de três zonas, BMW Comfort Access 2.0 (destrava e acende luzes de boas-vindas ao se aproximar do carro e tranca o veículo ao se afastar sem necessidade de encostar na chave, além de possibilitar a abertura do porta-malas através da aproximação do pé no para-choque traseiro) e o Driving Assistant Professional (assistente de condução inteligente em situações de trânsito lento ou em longos deslocamentos, informando o motorista, por meio de alertas visuais e sonoros, de condições de tráfego cruzado, riscos de colisão traseira, mudanças involuntárias de faixa de rolamento e controle e prevenção de aproximação frontal, entre outras funções).

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O sistema de som é da renomada Harman Kardon com 17 alto-falantes e 464W de potência.

Há, ainda, o Assistente Pessoal Inteligente BMW (Intelligent Personal Assistant), sistema testado e desenvolvido pelo time da engenharia da empresa no Brasil por meio de uma parceria com a equipe global, sediada na Alemanha, capaz de executar inúmeras funções no veículo ou explicar o funcionamento de equipamentos sendo ativado por comando de voz com a frase “Olá BMW”, ou qualquer outra frase que for programada pelo motorista.

O modelo pode ainda se conectar com a Amazon Alexa e casas inteligentes, além de estar apto para receber atualizações remotas de software quando disponíveis.

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O novo BMW i4 já está à venda nas concessionárias da BMW no Brasil na versão eDrive 40 (R$ 496,95 mil), em dez opções de cores para a carroceria e seis opções de acabamento interno.

A versão M50 (R$ 596,95 mil) começará a ser vendida em breve. A data não foi informada pela BMW.

P90423620_highRes_the-bmw-i4m50-6-2021Fotos: BMW Group / Divulgação

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Mercedes-Benz amplia portfólio elétrico com o novo EQB

Da Redação

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

A Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil acaba de apresentar mais um produto da sua marca de modelos 100% elétricos no País, o novo EQB.

O SUV apresenta design marcante, focado no espaço e nas necessidades das famílias, com a exclusiva oferta de sete lugares pela primeira vez em um elétrico no Brasil, informou a Mercedes.

O novo EQB traz a capacidade para sete ocupantes como grande diferencial, oferecendo muito espaço para famílias e as mais diversas possibilidades de uso.

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Isso lhe confere uma posição excepcional entre os veículos elétricos atuais. Os dois bancos da terceira fila podem ser utilizados por pessoas de até 1,65 metros de altura, podendo também ser instaladas cadeiras para crianças.

Desenvolvido a partir da versão à combustão GLB, o EQB tem um grande espaço interno graças à longa distância entre-eixos (2,83 metros).

A capacidade de carga é de 495 litros, sendo expansível até 1.710 litros. Os encostos dos bancos da segunda fila são ajustáveis em várias etapas na inclinação, podendo ser movida em 140 milímetros de comprimento.

Mercedes-EQ, EQB 350 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB 350 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Para o Brasil, o modelo EQB 250 utiliza o mesmo conjunto mecânico do EQA: motor de 190 cv, um conjunto de baterias com capacidade de 66,5 kWh e até 474 km de autonomia (método WLTP).

O sistema tem capacidade de carga de 11 KWh em um carregador de corrente alternada (AC) e até 100 kWh em um carregador rápido de corrente contínua (DC).

O EQB apresenta a grade dianteira preta com estrela central característica da linha de elétricos. Outro destaque de design dos veículos Mercedes-EQ, é a faixa de luz contínua na frente e na traseira de cada modelo.

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB, 2021

Mercedes-EQ, EQB, 2021

O novo modelo também utiliza o sistema de infoentretenimento MBUX (Mercedes-Benz User Experience), que está presente com uma tela de 10,2 polegadas e pode ser configurado individualmente.

Principais vantagens do sistema são um computador potente, telas e gráficos de alta qualidade, apresentação personalizável e controle de voz ativado pela palavra-chave “Olá, Mercedes”.

O Pacote de Assistência à Condução, SAE nível 2 de condução semiautônoma, faz parte de sua lista de equipamentos de série, incluindo os seguintes assistentes:

  • Assistente ativo de distância DISTRONIC
  • Assistente ativo de direção
  • Assistente ativo de frenagem
  • Assistente ativo de manutenção de faixa
  • Assistente ativo de ponto cego
  • Assistente de tráfego cruzado
  • Assistente de aviso de desembarque

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Mercedes-EQ, EQB 300 4MATIC // Press Test Drive, Stuttgart 2021

Assim como os modelos EQC 400 4MATIC e Mercedes-AMG EQS 53 4MATIC+ lançados em 2020 e 2022, o novo EQB 250 traz um pacote de Energia desenvolvido em parceria com a Enel X Way, linha de negócios global do Grupo Enel dedicada exclusivamente à mobilidade elétrica, que inclui um carregador wallbox e instalação.

Além desse pacote, o modelo traz três anos de manutenção preventiva já inclusa e três anos de garantia de fábrica.

O EQB será o primeiro veículo de produção puramente elétrico da fábrica de Kecskemét, na Hungria. As primeiras unidades do EQB 250 começam a desembarcar no Brasil agora em novembro ao preço público sugerido de R$ 502,90 mil.

Mercedes-EQ, EQB, 2021

Mercedes-EQ, EQB, 2021

Fotos: Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil / Divulgação

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Ducati Streetfighter V4S Dark Stealth Edition chega ao Brasil

Da Redação

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A Ducati Streetfighter V4S Dark Stealth Edition está desembarcando no Brasil. Serão 37 unidades e na nova cor Dark Stealth.

A Ducati Streetfighter V4S é uma ultranaked e conta com o motor Desmosedici Stradale, dotado de 208 cv de potência, 1.103 cm³, e comando de válvulas desmodrômico que permite ao motor alcançar altas rotações pra alta performance.

Uma Panigale V4 despojada das carenagens, com guidão alto e largo, peso de 178 kg, motor Desmosedici Stradale, mantido à distância por duas asas laterais de cada lado e um pacote eletrônico de última geração: é a fórmula que dá vida à Streetfighter V4S. 

O resultado é uma Ducati exagerada, naked moderna e tecnológica com um design agressivo e empolgante, que nada faz para esconder a performance.

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O pacote eletrônico de última geração é baseado no uso de uma plataforma inercial de 6 eixos (6D IMU – Unidade de Medição Inercial) capaz de detectar instantaneamente o ângulo de rotação, guinada e inclinação da moto.

Os comandos gerenciam todas as fases da direção, sendo que alguns são responsáveis pela partida, aceleração e frenagem, outros supervisionam a tração, outros ainda se relacionam com as fases de deslocamento e saída de curva.

A Streetfighter V4 S vem com aros forjados Marchesini e a adoção de suspensões (garfo NIX30 de 43 mm e TTX36 mono) e amortecedor de direção Öhlins controlado eletronicamente.

Todos baseados no sistema Öhlins Smart EC 2.0 de segunda geração que, além de explorar todo o potencial oferecido pelo IMU 6D, possui uma interface com o piloto mais intuitiva.

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Diferenciada por extratores de ar inspirados nos carros de Fórmula 1, estes elementos estruturais são fixados diretamente no chassi e integrados às asas laterais que geram a carga vertical necessária para garantir máxima estabilidade em altas velocidades, informou a Ducati.

As asas laterais (desenhadas pela Ducati Corse em colaboração com o Ducati Design Center) são feitas em material termoplástico reforçado com fibra de vidro, dando rigidez e força. 

Seu espírito é perfeitamente representado pelo design minimalista do farol full-LED que lembra a frente da Panigale V4.

A Ducati Streetfighter V4S Dark Stealth Edition está à venda por R$ 157,99 mil.

unnamed(3)Fotos: Ducati / Divulgação

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Toyota Yaris XS é a versão intermediária do hatch premium

Para a linha 2023, modelo aposentou o motor 1.3 e agora é somente equipado com o 1.5

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 04/11/2022)

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A Toyota encanta consumidores com os seus carros. Popularmente, dizem que eles “não são melhores em nada, mas são ótimos em tudo”.

Ponto fora da curva, o descontinuado Etios (hatch e sedan compactos) ficava devendo em design e acabamento. Eles foram substituídos pelo Yaris, hatch e sedan premium, após um período em que dividiram o salão das concessionárias.

Lançado em junho de 2018, o Yaris manteve as qualidades mecânicas do Etios, ganhou um câmbio mais moderno, CVT com sete (7) marchas simuladas, e trouxe o design e a qualidade dos materiais de acabamento que se espera de um Toyota.

Prematuramente, em janeiro deste ano, o Yaris chegou à linha 2023. Leve reestilização na dianteira, novos equipamentos e a aposentadoria do motor 1.3 foram as principais novidades.

Nos dez primeiros meses deste ano, o Yaris hatch registrou 21.029 unidades vendidas e, o sedan, 12.164 emplacamentos.

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Eles estão na 8ª e 6ª colocações em seus segmentos, respectivamente, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). 

O DC Auto recebeu o Toyota Yaris XS para avaliação, versão intermediária. No site da montadora, seu preço sugerido na cor sólida branca é R$ 103,99 mil.

Em qualquer uma das cinco cores metálicas, o valor sobe para R$ 105,55 mil. Na cor branca perolizada, igual à unidade avaliada, a cifra atinge R$ 105,85 mil.

Todas as versões do Yaris são vendidas com os itens de série e sem opcionais. Os principais equipamentos da XS são: central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas; ar-condicionado automático digital; chave presencial Smart Entry; computador de bordo de alta resolução (TFT) com 16 funções; direção eletroassistida progressiva (EPS); aletas para troca de marchas localizada no volante (Paddle Shift); controle de velocidade de cruzeiro; descansa-braço traseiro com porta-copos e rodas em liga leve de 15 polegadas.

Em segurança, os destaques são: airbag frontal (dois), lateral (dois), de cortina (dois sistemas com duas bolsas cada) e de joelho para o motorista; controle eletrônico de estabilidade (VSC), controle eletrônico de tração (TRC) e sistema de assistência ao arranque em subida (HAC); freios ABS com BAS e EBD; sistema de pré-colisão (PCS) e alerta de evasão de faixa (LDA).

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Motor e Câmbio – Agora, o Yaris não conta mais com o motor 1.3 litro. Todas as versões são equipadas com o motor 1.5 Dual VVT-i 16 V DOHC Flex.

Seu bloco de quatro cilindros em linha tem cabeçote com duplo comando, acionado por corrente e 16 válvulas que variam em abertura, tanto na admissão, como no escape.

Essa motorização rende 110/105 cv de potência às 5.600 rpm e seu torque atinge 14,9/14,3 kgfm às 4.400 rpm com etanol e gasolina, respectivamente.

Ao contrário da maioria dos motores que receberam mudanças para se adequarem às novas regras de emissões, não houve perda de potência ou torque com a nova calibração. Segundo a Toyota, a adoção do modo de condução Eco melhorou o consumo do modelo em circuitos urbanos e rodoviários.

O câmbio é automático do tipo CVT. Ele é programado com sete relações que simulam marchas.

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Elas podem ser cambiadas em aletas posicionadas atrás do volante ou por meio da própria alavanca. Seu acoplamento é realizado por conversor de torque convencional.

Essa é a primeira reestilização do Yaris. Ele ganhou nova grade e para-choque dianteiro. A abertura no para-choque continuou trapezoidal, mas, invertida.

Agora, a base é o lado maior, conferindo equilíbrio e força ao mesmo tempo. Na lateral, apenas novas rodas. Na traseira, nada mudou.

Interior – As modificações no interior são quase imperceptíveis. Algumas peças plásticas receberam tons mais escuros e o revestimento dos bancos recebeu novos padrões. O design interno já está um pouco datado e as partes em plástico imperam na cabine.

Uma característica chama atenção positivamente: todos os encostos de braço são macios, revestidos com material sintético que imita o couro, algo raro entre os compactos.

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Detalhes em alumínio escurecido, preto brilhante, cromado e uma falsa costura no painel principal amenizam a simplicidade dos plásticos usados nas partes internas.

Estes apresentam diversidade de texturas, o que é bom, mas alguns brilham mais do que o desejado para um modelo premium.

O espaço interno do Yaris é um dos maiores entre os hatches compactos. Quatro adultos têm ótima área para cabeça, ombros e pernas.

Atrás, até existe boa largura para o quinto passageiro, mas o design do banco prioriza as pessoas das extremidades, encaixando os corpos das mesmas com bordas elevadas e deixando a parte central do assento muito elevada, prejudicando o conforto nessa posição. 

O banco do motorista tem regulagem em altura para os que preferem dirigir elevados em relação ao piso. Para quem prefere ficar mais próximo ao centro de gravidade, ele não abaixa tanto. Porém, é melhor do que nos crossovers e SUVs.

Todos os bancos são envolventes e seguram bem o corpo em uma condução normal, dentro da proposta familiar do modelo.

A densidade da sua espuma é boa, o suficiente para não cansar em viagens de pequena e média duração. Poderia ser mais rígida para oferecer maior conforto em percursos mais longos.

A ergonomia é acertada. Os comandos estão à mão e não exigem amplos movimentos dos braços para serem alcançados. O que não agrada é a regulagem do volante.

Ajustável apenas em altura, o sistema é muito simples e despenca ao ser destravado. Além de denotar pouco capricho da montadora, dificulta achar a posição ideal ao volante.

Em compensação, descansa braço central, apoio para o pé esquerdo do motorista, regulagem de altura dos cintos de segurança dianteiros e alças de segurança no teto para os passageiros não foram esquecidos e ajudam bastante no dia a dia.

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Equipamentos – Todos os equipamentos de bordo apresentam botões físicos de pressão para comandá-los. O ideal seriam comandos giratórios nas funções principais e de pressão nas secundárias.

Mesmo assim, estes do Yaris são melhores do que os sensíveis ao toque, modernidade que mais atrapalha do que ajuda.

O ar-condicionado é automático e digital de zona única. A temperatura é regulável em meio e meio grau, o ideal. Seus ícones e botões principais são legíveis e de fácil operação. Já os secundários, são pequenos e de difícil uso e identificação.

O sistema é eficiente na redução e manutenção da temperatura e no volume da ventilação, assim como seu ruído de funcionamento está dentro da média para o segmento. Sua cabine é volumosa e merecia saídas de ar traseiras para reduzir o tempo de resfriamento.

O multimídia está bem posicionado, na parte mais alta do painel. Em tamanho de tela, sensibilidade ao toque e velocidade de processamento ele está defasado, assim como o espelhamento por cabo, recurso em desuso para carros premium.

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Sua qualidade sonora não salva o sistema, entregando apenas o suficiente para o entretenimento casual.

O quadro de instrumentos tem um ótimo conjunto. Velocímetro e conta-giros têm bom tamanho e graduação completa de velocidade e rotação, ambas com fácil visualização.

Além disso, na tela digital é mostrado o nível do tanque de combustível e diversas informações do computador de bordo. Essas são organizadas em conjuntos completos e bem sequenciadas.

Botões nos dois lados do volante, bem dimensionados e organizados, controlam essas informações, o áudio e a telefonia.

O controlador de velocidade fica em uma haste satélite de uso cego. Ideal, por não desviar o olhar do motorista, ele requer algum tempo de uso para se tornar prático.

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O design do Yaris o deixa com uma aparência avantajada, mas ele tem 4,14 metros de comprimento; 1,73 metro de largura e 1,49 metro de altura, números próximos ao dos seus concorrentes diretos, assim como o seu peso, de apenas 1.125 kg.

No seu porta-malas cabem 310 litros e, no tanque de combustíveis, 45 litros. O modelo tem carga útil de 450 kg e não é homologado para utilizar reboque, assim como o sedan Corolla.

Conforto e segurança são os principais destaques do Yaris

A sensação ao volante também é surpreendente. Suas suspensões têm um acerto mais voltado para o conforto, trabalham em uma frequência mais baixa que o normal para um modelo compacto, passando a impressão de ser um carro mais pesado.

Além do conforto de marcha, pois elas absorvem bem as irregularidades do piso e trabalham em silêncio, o conjunto segura a carroceria em curvas, tornando sua inclinação mais lenta e previsível.

Todo este conforto deixa a direção mais indireta, anestesiada. Porém, ela fica muito leve em manobras e ganha peso adequado em velocidades diversas, equação que poucas montadoras conseguem resolver.

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O conjunto motor e câmbio casa perfeitamente com estes acertos voltados mais para o conforto do que para a esportividade. O câmbio CVT trabalha priorizando a economia de combustível.

Em rodovias, aos 90 km/h, é possível deixar o motor às 1.550 rpm. Aos 110 km/h, às 2.100 rpm. Ambos regimes são muito baixos para essas velocidades.

Nessas situações, o atrito dos pneus sobressai, pois o arrasto aerodinâmico é contido e o motor quase inaudível, garantindo conforto acústico.

Pisando fundo, as sete marchas programadas são trocadas no limite de corte do motor. Como é normal nessas situações extremas, seu barulho invade a cabine e o Yaris ganha alguma agressividade, mas longe de ser um esportivo.

Segundo a Toyota, ele atinge 110 km/h em 11,8 segundos. Na subida mais íngreme que percorremos, o motor nem atingiu o giro máximo, mantendo-se por um longo período na mesma marcha. Ou seja, ele dá conta do recado, porém, sem sobras.

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O acerto do câmbio CVT mostrou uma característica boa e outra ruim. No uso das aletas para as trocas manuais das marchas ele foi muito permissivo, facilitando colocar o carro em freio motor, por exemplo.

Por outro lado, em decidas que queríamos embalar para aproveitar o deslocamento por inércia, ele segurava o carro mais do que o desejado, atrapalhando a nossa avaliação de consumo. Mesmo assim, o Yaris se mostrou econômico com etanol no tanque.

Consumo – Em nossos testes de consumo rodoviário padronizado, realizamos duas voltas no percurso de 38,7 km, uma mantendo 90 km/h e outra, 110 km/h, sempre conduzindo economicamente.

Na volta mais lenta, o Yaris XS registrou 13,4 km/l. Na mais rápida, 12 km/l.

No teste de consumo urbano rodamos por 25,2 km em velocidades entre 40 e 60 km/h, fazemos 20 paradas simuladas em semáforos com tempos cronometrados entre 5 e 50 segundos.

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Vencemos 152 metros de desnível entre o ponto mais baixo e o mais alto do circuito. Neste teste, o Yaris atingiu a média de 7,3 km/l. Se fosse equipado com o sistema stop/start, essa média poderia ser melhor.

O Yaris é um modelo mais a cara da Toyota do que seu antecessor, o Etios. Essa versão XS é a mais equilibrada.

Ela só entrega o básico em conectividade, mas se destaca em conforto e segurança, com o ar-condicionado digital e chave presencial.

Destaque, também, para os sete airbags, o aviso de saída de faixa e o alerta com frenagem de emergência. Em nossa opinião, a melhor opção da linha.

20221009_114658Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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Nissan Kicks ganhará segunda edição da série especial XPlay

Da Redação

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A Nissan lançará, no fim de novembro, a segunda edição da série limitada Kicks XPlay. Fabricada em Resende, no estado do Rio de Janeiro, a novidade terá, mais uma vez, 1 mil unidades para o mercado brasileiro.

A série chega com uma nova e inédita combinação de cores, cinza com teto vermelho, que não está disponível para a linha de produção regular do Nissan Kicks.

Como na primeira edição, a assinatura do nome do XPlay está nas soleiras das portas, acima da placa na tampa do porta-malas e nos bancos dianteiros.

No teto, surge novamente o aerofólio esportivo preto desenhado especificamente para a versão. O estilo da traseira é complementado com adesivos na parte superior das colunas C.

Ainda no exterior, foi aplicado acabamento em vermelho nos retrovisores. E, como a Nissan costuma fazer em suas edições limitadas, a numeração da unidade fica indicada na grade dianteira, em uma área também na cor vermelha.

Outras exclusividades do Nissan Kicks XPlay estão no interior. São vários detalhes de acabamento em vermelho, em lugares como as saídas de ar, a base do volante e as costuras duplas do painel, do apoio de braço e dos bancos com acabamento sintético em preto e cinza.

Entre os equipamentos de série, a série limitada do SUV compacto vem com carregador sem fio para celular e rodas aro 17 com acabamento em preto brilhante.

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O novo logotipo da marca Nissan também está na edição limitada.

No interior, há itens como: multimídia de 8 polegadas com tela sensível ao toque; chave presencial inteligente I-Key; botão de partida do motor; painel de instrumentos com display de 7 polegadas em alta definição de imagens; abertura e fechamento das portas e fechamento dos vidros por controle remoto; acendimento inteligente dos faróis; comandos no volante de áudio, do telefone e do piloto automático; direção elétrica; faróis dianteiros com sistema Follow me Home; para-sol com espelhos para motorista e passageiro; porta-malas com iluminação interna; espelho retrovisor eletrocrômico, entre outros.

No quesito segurança, estão presentes: seis airbags; alerta de cinto de segurança destravado (frontal e traseiros); controles de tração e estabilidade (VDC – Vehicle Dynamic Control); luzes de condução diurna (DTRL); sistema Isofix para cadeiras de crianças; freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA); sistema inteligente de partida em rampa (HSA); travamento central automático das portas e do porta-malas com o veículo em movimento.

A segunda edição da série especial Nissan Kicks XPlay terá preço sugerido de R$ 137,49 mil e estará disponível em todas as concessionárias da Nissan até o fim de novembro.

AR 09 3-4 frontal pasajero-alta editable _proxyFotos: Nissan / Divulgação

OBS: a Nissan não disponibilizou fotos do interior do veículo.

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