Anfavea revisa, para baixo, projeções para 2019

Da Redação

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou suas novas projeções para o fechamento do ano, com expectativa de crescimento na produção e, sobretudo, nas vendas ao mercado interno.

De acordo com o levantamento da equipe econômica da entidade, as vendas internas deverão fechar o ano com 2,8 milhões de unidades vendidas, um crescimento de 9,1% sobre 2018.

Na projeção anterior, a Anfavea havia divulgado que o crescimento esperado para as vendas internas era de 11,45%.

O destaque positivo é o setor de pesados, com importante crescimento estimado de 35%, ultrapassando a marca das 100.000 unidades vendidas — número que não era alcançado desde 2014.

Já a produção deverá crescer menos, em função da queda de 33,2% nas exportações (esperava-se uma queda de 6,2%), provocada em grande parte pela crise da Argentina.

Estima-se a alta em 2,1%, o que representará o terceiro ano consecutivo de recuperação na produção. Anteriormente, a expectativa da Anfavea para o crescimento da produção, este ano, era de cerca de 9%.

“As estimativas feitas no início do ano levavam em conta um crescimento maior do PIB, câmbio mais estável e maior agilidade na aprovação das reformas da Previdência e Tributária. Além disso, o cenário na Argentina ficou pior do que o imaginado. Na revisão feita agora, 85% da redução da expectativa de produção se deveu à queda de embarques aos nossos vizinhos argentinos”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. “O mais importante é que manteremos o terceiro ano seguido de crescimento no mercado interno e na produção, com boas expectativas para 2020”.

Resultados do setor em setembro

No fechamento de setembro, destaque para a marca de mais de 2 milhões de veículos licenciados em nove meses, melhor resultado do período desde 2014 e mais do que todo o volume de 2016.

Este foi o segundo melhor mês do ano em média diária de vendas, o que comprova o aquecimento do mercado neste segundo semestre, como é comum no setor automotivo.

Mais uma vez, o melhor desempenho é o do setor de caminhões, que em nove meses praticamente atingiu todo o volume de vendas do ano passado.

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Tabela: Anfavea

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Avaliamos a Fiat Toro Freedom 1.8 com câmbio automático de 6 marchas

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 04/10/2019)

Essa é uma das versões de entrada da linha da picape , que já vem bem equipada de série

DSCN6563Quando a Fiat lançou a linha 2020 da picape Toro, em julho, quase não mexeu no time que estava ganhando. As novidades foram uma saliência no para-choque dianteiro em forma de quebra-mato e novas configurações para algumas versões.

A surpresa ficou por conta do pré-lançamento da versão Ultra, variante que terá capota rígida sobre a caçamba e chegará ao mercado ainda este ano.

A economia nas mudanças reflete a boa aceitação da Fiat Toro em nosso mercado. Ela é a segunda picape mais vendida no Brasil e só perde para sua irmã caçula, a compacta Strada.

Em 2018, Fiat Strada com 67.227, Fiat Toro com 58.477 e Volkswagen Saveiro com 45.920 emplacamentos formaram o pódio na disputa entre todas as picapes do nosso mercado, deixando a Toyota Hilux na quarta posição, com 39.278 unidades.

Este ano, até o fechamento de setembro, a Strada contabilizou 56.629 unidades vendidas e, a Fiat Toro, 45.822. A Saveiro ainda se mantém em terceiro lugar com 30.971 emplacamentos, mas com uma pequena diferença para a Hilux, que registrou 30.152 unidades vendidas. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

DSCN6540DC Auto recebeu a Toro Freedom 1.8 Flex, automática, para avaliação. No site da montadora ela tem preço sugerido de R$ 112,49 mil. São R$ 2,5 mil a mais do que em seu lançamento, há menos de três meses.

Mas este preço só se aplica se a cor escolhida for o vermelho colorado, pois na cor branca da unidade avaliada, mesmo sendo uma pintura sólida, a etiqueta se eleva em mais R$ 1,5 mil.

De série – Em compensação, a versão é bastante completa e seus principais equipamentos de série são: ar-condicionado digital de duas zonas, direção elétrica, volante com múltiplos comandos e aletas (borboletas) para trocas de marchas, central multimídia com tela de 7 polegadas touchscreen compatível com Apple Carplay e Android Auto e navegação GPS embarcada.

Também estão presentes o piloto automático com controlador de velocidade, o controle de tração (ASR) e o controle eletrônico de estabilidade (ESP), sistema que auxilia nas arrancadas em subidas (hill holder), sistema de desligamento e acionamento automático do motor (start&stop), gancho universal para fixação de cadeira infantil (Isofix), airbag duplo e freios ABS.

A caçamba conta com capota marítima, luz de iluminação, ganchos para amarração de carga e revestimento. Completam o pacote dos itens presentes na picape: barras no teto com porta-escadas, faróis de neblina com sistema cornering, lanterna traseira com luzes em LED, quadro de instrumentos de 3,5 polegadas em TFT personalizável, retrovisores externos elétricos com luzes indicadoras de direção integradas e rebatimento tilt down, rodas de liga leve de 16 polegadas calçadas com pneus 215/65 R16, sensor de estacionamento traseiro com câmera de ré, travas elétricas, vidros elétricos dianteiros e traseiros do tipo one touch e antiesmagamento no lado do motorista e sensor de pressão dos pneus, entre muitos outros.

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DSCN6609A unidade avaliada ainda estava equipada com um dos pacotes de opcionais entre os seis disponíveis: bancos revestidos parcialmente em material sintético que imita o couro e descanso de braço traseiro central com porta copos. O preço deste pacote (Pack Stile) é R$ 3,7 mil.

Motor e Câmbio – A Toro Freedom Flex é equipada com o motor E.torQ 1.8 de 4 cilindros em linha. Seu cabeçote tem comando de válvulas simples tracionado por corrente com variação de abertura apenas na admissão.

A injeção é indireta, multiponto, e a taxa de compressão é 12.5/1. O torque máximo é 19,3/18,8 kgmf às 3.750 rpm e a potência atinge 139/135 cv às 5.750 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente.

O câmbio é automático convencional com conversor de torque e 6 marchas. Ele oferece programação “Sport” e seleção entre automático e manual com possibilidade de comutação pela alavanca de câmbio ou pelas aletas posicionadas atrás do volante.

Sempre elogiamos o design da Touro. Se não é a picape mais bonita do mundo, está entre as mais. Suas linhas são agressivas, mas o conjunto é harmônico e proporcional, algo raro em carros e muito mais escasso em picapes e utilitários. Já o interior é pouco ousado, até mesmo, burocrático.

DSCN6587Interior – Em termos de acabamento, a Toro está mais para o básico do que para o luxo. Todas as suas peças internas são muito bem injetadas, sem rebarbas ou parafusos aparentes e igualmente bem montadas.

Mas tudo em plástico rígido e com poucas variações de textura e cor. Molduras coloridas no centro do painel e nos puxadores das portas quebram a simplicidade interna e conferem alguma sofisticação ao interior. Áreas macias ao toque estão presentes, apenas, nos apoios e encostos dos braços.

Suas dimensões, tanto externas quanto internas, parecem ideais. A ergonomia é acertada e os comandos estão à mão. A cabine acomoda com conforto quatro adultos com espaço suficiente para pernas, ombros e cabeças de todos.

Uma criança, ou um adulto de baixa estatura, tem certo conforto no centro do banco traseiro, pois o túnel não é muito alto, apesar de largo, o que o transforma em uma plataforma para os pés deste passageiro.

Toro é mais espaçosa do que as picapes compactas e mais racional do que as médias

O porte intermediário também se mostra prático no trânsito urbano. Dirigir a Toro em congestionamentos, por exemplo, é bem mais fácil do que em qualquer picape média, pois ela não é tão larga e comprida e sua direção elétrica é muito leve e direta para um veículo deste porte.

DSCN6581Outra vantagem da Touro é ser construída sobre monobloco e, não, sobre chassis. Isso permite que ela esterce quase como um carro, facilitando as manobras de estacionamento.

Mas seu design moderno não favorece a visibilidade. As janelas estreitas, as colunas largas e a caçamba alta limitam a área de visão externa, algo que poderia melhorar se os retrovisores fossem maiores. O que ajuda bastante é a câmera de marcha à ré com guias esterçáveis e os sensores de estacionamento traseiros.

Multimídia – A nova central multimídia de 7 polegadas substituiu a antiga, de 5 polegadas. Além do tamanho, ela passou a espelhar celulares e tem ótima sensibilidade ao toque. Apesar de funcionar bem, seu sistema poderia ser mais rápido, por ser tratar de um dispositivo recente.

As ligações e áudio por bluetooth funcionaram sem falhas, mas o sistema Android do dispositivo não foi compatível com o aplicativo que tínhamos instalado em nosso celular, mais antigo, o que impossibilitou o espelhamento do mesmo. Os seis alto-falantes distribuem bem o áudio e garantem um ótimo som por toda a cabine.

DSCN6617O isolamento acústico da Toro também é muito bom. Em estradas ela é silenciosa quando a rotação do motor está abaixo das 3.000 rpm. Aos 110 km/h, e na sexta marcha, ele gira às 2.500 rpm. Mas é um motor pequeno para os seus 1.619 kg e obriga o motorista acelerar para que a Toro 1.8 fique mais esperta.

Usar a programação “Sport”, passar o câmbio para a posição manual e trocar as marchas pelas aletas posicionadas atrás do volante muda um pouco seu comportamento, mas requer antecipação em manobras de ultrapassagem, por exemplo, pois sua aceleração é progressiva e ela demora a atingir velocidades maiores. A Toro, com este motor, leva 12,2 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, de acordo com a Fiat.

As suspensões são independentes nos dois eixos, outro recurso possibilitado pelo monobloco. Elas são do tipo Mc Pherson na dianteira e multibraços na traseira. Seu acerto é mais rígido e garante muita estabilidade à Toro, mas mesmo assim, ela é uma picape confortável.

Sua traseira não pula como nos modelos que usam eixo rígido e feixe de molas e todo o conjunto copia bem as irregularidades do piso, sem transferir muitas vibrações para o interior.  Não chega a ser confortável como um carro, mas é bem melhor que as outras picapes do mercado.

Consumo – A Toro apresentou números melhores do que os esperados em nosso teste padrão de consumo, considerando sua ruim relação peso/potência (11,65 kg/cv).

DSCN6584Nas duas voltas de 38,4 km, uma aos 90 km/h e outra aos 110 km/h, ela registrou 11,2 km/l e 9,6 km/l, respectivamente, usando apenas etanol no tanque que tem capacidade de 60 litros. Circulando em cidades, também com etanol, ela se mostrou bem menos econômica, variando entre 4,5 km/l e 6,5 km/l, dependendo da intensidade do tráfego.

Mesmo mais adequada em tamanho externo e capacidade interna, a Toro também é ruim para se usar como veículo diário, pois em seu interior, não oferece bagageiro fechado para transporte de objetos.

Na caçamba, só carga mesmo, já que a capota marítima permite infiltrações e é vulnerável a roubos. Para transporte de cargas, ou mesmo em uma viagem com passageiros e bagagem, em períodos sem chuvas, a Toro é uma picape mais espaçosa que as opções compactas e mais racional que as médias.

DSCN6542Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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Vendas de veículos crescem 11,4% no acumulado até setembro

Da Redação

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou, nesta semana, os resultados dos emplacamentos de veículos no mês de setembro e acumulado de 2019, bem como os fatores que estão influenciando o comportamento do mercado.

Os dados, apresentados pela entidade, mostram que, de janeiro a setembro de 2019, foram emplacados 2.952.485 veículos, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, o que representa alta de 11,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 2.650.230 unidades.

No mês de setembro, 336.991 veículos novos foram comercializados, o que representa 12,48% de crescimento sobre o volume registrado no mesmo período de 2018, quando foram vendidos 299.605 veículos. Entretanto, na comparação com as 347.084 unidades registradas em agosto deste ano, houve leve queda de 2,91%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o mercado, ao final do terceiro trimestre, apresentou comportamento positivo, compatível com as expectativas da entidade. “O mercado continua estável, mas ainda em clima de espera, principalmente, por conta realização das Reformas necessárias, como notamos nos últimos meses. A leve retração, observada no mês de setembro, foi consequência de um dia útil a menos de vendas (21 dias em setembro, contra 22 dias úteis em agosto). Assim, ao consideramos o desempenho do mercado, em dias úteis, as vendas cresceram 1,9%”, comentou o presidente.

Os segmentos de Automóveis e de Comerciais Leves, no acumulado dos nove primeiros meses, apresentaram crescimento de 8,75%, totalizando 1.935.013 unidades. Apenas em setembro, estes segmentos apontaram alta de 9,07%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Contudo, na comparação com agosto, houve leve retração, de 3,24%.

Alarico Assumpção Júnior reforçou a participação das Vendas Diretas, de forma representativa, neste desempenho. “No acumulado de janeiro a setembro, as Vendas Diretas representaram fatia de 45,24% dos emplacamentos de Automóveis e Comerciais Leves, contra 42,13% no mesmo período de 2018. O varejo cresceu 2,9% nesse período, enquanto as Vendas Diretas avançaram 16,77%”, analisou.

Outros Segmentos

As vendas de Caminhões, no acumulado de janeiro a setembro, mantiveram o ritmo de recuperação observado ao longo do ano, alcançando 74.747 unidades, o que representa 40,65% acima do volume registrado no mesmo período de 2018.

Para Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave para o segmento de Caminhões, Ônibus e Implementos Rodoviários, além do agronegócio, outros aspectos estão começando a influenciar, positivamente, o mercado. “Para os modelos pesados e extrapesados, é o agronegócio que está puxando para cima, as vendas. Contudo, já começamos a observar uma retomada das atividades da indústria de papel e celulose e da construção civil, além do aumento de frotas próprias, de algumas empresas, e da renovação de frota das transportadoras”, comentou Zonta, acrescentando que a disponibilidade de crédito por parte dos bancos privados e, também, dos bancos das montadoras, também tem motivado a retomada dos volumes de vendas.

Em setembro, foram vendidos 9,3 mil caminhões, 38,76% de crescimento sobre igual mês do ano passado. Na comparação com agosto, a retração foi de quase 3%, por conta de menos dias úteis para emplacamento, em setembro.

Zonta ressaltou que os caminhões semileves, usados para o transporte de itens como alimentos e produtos têxteis, entre outros, também entraram em curva ascendente, impulsionados pela legislação de circulação urbana, que restringe a mobilidade de caminhões maiores, nos centros das cidades.

As vendas de Implementos Rodoviários de janeiro a setembro seguiram o mesmo compasso de caminhões, somando 47.725 unidades, mais de 50% acima das vendas de iguais meses de 2018. No mês de setembro, este mercado alcançou 5.215 unidades emplacadas, crescimento de 42,6% sobre o mesmo período do ano anterior, mas, 9,15% de retração ante agosto.

O segmento de Ônibus segue em alta no ano, quase 47% no acumulado dos nove primeiros meses, ante idêntico acumulado do ano passado, totalizando 19.830 unidades emplacadas. Os emplacamentos de setembro alcançaram 2.323 unidades, aproximadamente, avanço de 20% sobre o mesmo mês de 2018, mas 14,25% abaixo do volume de agosto, por conta da sazonalidade das compras. “Observamos uma antecipação de compras em agosto, acima da média histórica para o segmento”, disse Zonta.

Em franca recuperação, o segmento de Motocicletas apontou avanço de 14,43% no acumulado até setembro, com 796.615 unidades emplacadas. Segundo Carlos Porto, vice-presidente da Fenabrave para o segmento de Motocicletas, o momento é propício para financiamentos. “Os bancos estão com apetite na oferta de crédito. Além disso, algumas atividades econômicas, que demandam motocicletas, estão atraindo mão de obra e, com isso, incentivando o mercado”, explicou Porto. Em setembro, foram emplacadas 87.744 motocicletas, 18,45% de alta sobre o mesmo mês do ano passado, mas retração de 1% ante agosto, em função de um dia útil a menos.

Revisão das Projeções para 2019

Por conta do atual cenário econômico nacional e do desempenho das vendas de veículos, nos três primeiros trimestres, a Fenabrave revisou as projeções de vendas de veículos para 2019.

Veja, abaixo, as novas expectativas:

Segmento Volume Variação %
x 2018
Automóveis e Comerciais Leves 2.668.414 8%
Caminhões 102.260 33,8%
Ônibus 26.775 36,8%
Auto+Com.Leves+Caminhões+Ônibus 2.797.449 9,01%
Implementos Rodoviários 63.770 42,7%
Implementos Rodoviários 63.770 42,7%
Motocicletas 1.072.011 14%
Tratores e Máquinas Agrícolas 44.300 (-) 10,3%
Setor em Geral* 3.933.230 10,76%

*Exceto Tratores e Máquinas Agrícolas

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Tabela: Fenabrave / Divulgação

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Volkswagen Caminhões dá mais um passo para produzir caminhões elétricos no Brasil

Da Redação

VW1Foto: Malagrine / Volkswagen Caminhões e Ônibus / Divulgação

A Volkswagen Caminhões e Ônibus avança para agilizar a adoção de caminhões elétricos no Brasil: além de configurar novos modelos com solução exclusiva, acaba de anunciar a criação do inédito e-Consórcio em seu complexo de desenvolvimento e produção de Resende (RJ).

A decisão foi oficializada por Roberto Cortes, seu presidente e CEO, na Suécia, durante o Innovation Day do Grupo Traton, do qual o executivo é também membro do conselho.

É a primeira vez no mundo que uma marca prevê desde a montagem até a infraestrutura de recarga e gerenciamento de ciclo de vida da bateria desses caminhões, alavancando o comprometimento de toda a cadeia de fornecedores de maneira tão integrada. Com isso, o e-Consórcio vai facilitar o acesso à tecnologia elétrica em veículos comerciais.

Lado a lado, a empresa também aprimora continuamente a tecnologia de seus modelos. Para isso, desenvolveu uma solução de engenharia patenteada a partir de um projeto de arquitetura flexível que permite a rápida integração para utilização de componentes da Traton e também de seus parceiros de aliança do Grupo.

Isso demonstra a competência da VWCO no desenvolvimento de veículos elétricos e o comprometimento da marca em contribuir para a estratégia de campeão global da Traton.

VW2Nesse contexto, a família VW e-Delivery se expande com investigação no segmento de entrada em veículos comerciais, além de contar com os modelos de 11 e 14 toneladas. Em sua primeira exibição mundial, o caminhão-conceito VW e-Delivery de 4 toneladas já está baseado nessa configuração, assim como os demais veículos da plataforma elétrica.

“O Grupo Traton foi criado há pouco mais de quatro anos para transformar a indústria de transporte mundial. Desde a criação da VWCO, em 1981, nós temos revolucionado o mercado de caminhões e ônibus e, com este objetivo, estamos investindo R$ 1,5 bilhão até 2021. Desta vez, nosso time construiu de forma pioneira configurações de tecnologia e de modelo de negócios que vão facilitar a introdução desses veículos elétricos no cenário de transporte mundial”, afirmou Roberto Cortes.

Essa expertise permitiu um acordo histórico entre a cervejaria multinacional Ambev e a VW Caminhões e Ônibus. No ano passado, a Ambev assinou uma intenção de compra para ter, até 2023, mais de 1/3 da frota de distribuição de parceiros da Ambev composta por caminhões elétricos da Volkswagen. A iniciativa envolve 1.600 veículos movidos a energia limpa e é o maior projeto desse tipo já anunciado no mundo.

As inovações da montadora estarão em testes, pela primeira vez na Europa, por jornalistas. “Estamos prontos para todas as soluções. Nosso objetivo é, acima de tudo, apoiar a missão da Traton de se tornar a campeã global da indústria de transporte”, enfatizou o presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

e-Consórcio: VWCO vai além do desenvolvimento de elétricos

A ideia do e-Consórcio segue o modelo do Consórcio Modular, um sistema de produção único no mundo e revolucionário desde sua criação: nesse modelo, sete fornecedores dividem com a VWCO a responsabilidade pela montagem dos veículos dentro da fábrica, com aumento da produtividade e dos níveis de qualidade e redução dos custos.

VW3Fotos: Volkswagen Caminhões e Ônibus / Divulgação

O e-Consórcio é o próximo passo. Justamente pela demanda de viabilização da tecnologia elétrica, entram novas empresas parceiras nesse modelo de negócio para expandir sua atuação para além dos portões da fábrica, indo onde o cliente estiver. E isso envolve, por exemplo, análise e instalação de terminais para recarga nas garagens dos clientes, em qualquer ponto do Brasil.

Para essa empreitada, a VW Caminhões e Ônibus está em fase final de negociações com oito parceiros de peso para anunciar o início do desenvolvimento do ecossistema para a mobilidade elétrica. O e-Consórcio contempla desde o desenvolvimento local de componentes específicos para o veículo elétrico até a infraestrutura necessária para a sua produção abrangendo, ainda, todo o ciclo de vida útil dos veículos e o descarte de componentes como a bateria após o uso.

Entre os parceiros e fornecedores do e-Consórcio estão:

  • Siemens, para fornecimento de infraestrutura, carregadores e energia para clientes.
  • CATL e Moura, para fornecimento, gerenciamento, distribuição e manutenção de baterias.
  • Bosch, WEG e Semcon, para desenvolvimento e fornecimento de componentes.

“Não há dúvida de que estamos novamente entrando para a história com esse anúncio. A VWCO foi a primeira a apresentar e testar, em condições reais de operação, um caminhão elétrico no Brasil. E agora, anuncia mundialmente a criação do e-Consórcio, somando forças com empresas que são referência para o desenvolvimento da mobilidade elétrica”, comentou Roberto Cortes.

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Corolla 2020 supera expectativas da Toyota

Da Redação

IMG_3713Malagrine / Toyota / Divulgação

A Toyota informou, hoje, que as vendas do novo Corolla 2020, lançado oficialmente no dia 12 de setembro, vêm superando as suas expectativas.

De acordo com a fabricante, nos primeiros 15 dias de comercialização do modelo, as concessionárias da marca receberam quase 6.000 pedidos de clientes e já realizaram cerca de 2.500 emplacamentos (2.100 unidades 2.0 Dynamic Force e 400 Híbridos), correspondentes à produção até agora recebida da fábrica de Indaiatuba (SP).

Ainda segundo a nota enviada à imprensa especializada, a demanda superou em cerca de 30% a expectativa da Toyota para este período inicial de lançamento do modelo em ambas versões.

Do total de pedidos, 65% são referentes às versões GLi, XEi e Altis Premium equipadas com o novo motor 2.0 de 177cv, e 35% do modelo Corolla Hybrid, com o sistema híbrido que combina três motores, dois elétricos e um a combustão de tecnologia flex e transmissão hybrid transaxle.

A produção inicial das versões híbridas no mês de setembro foi de apenas 5% do mix, como planejado, devido ao início de produção da nova tecnologia, mas esse ritmo deve acelerar para os planejados 22% já em outubro, ajustando a produção à demanda natural.

O novo Corolla 2020 pode ser encontrado em toda a rede de concessionárias da marca no País nas versões GLi, XEi e Altis Premium com preços a partir de R$ 99,99 mil e Altis Híbrido, a partir de R$ 124,99 mil.

Novo aplicativo informa se o seu veículo está incluído em algum recall

Da Redação

Passa a vigorar a partir de hoje, 1 de outubro, as novas regras para os recalls de veículos. O não comparecimento a uma campanha de recall, em um ano, desde o início da chamada, será mencionado no documento do veículo (CRLV) – o deixando “sujo”.

O Denatran também vai comunicar o atual proprietário do veículo no chamado pendente, através da consulta de documentos como o Renavam, em que as montadoras não têm acesso.

Já existe no mercado um app de cobertura nacional que avisa o motorista se o automóvel cadastrado teve algum chamado da fabricante para conserto ou troca de peças.

Para facilitar, os interessados podem baixar pelo App Store ou Google Play , com o nome Papa Recall.

Vinicius Melo, especialista em recall de carros e fundador do app aproveitou o momento para preparar dicas importantes para o motorista:

1 – Segurança no trânsito

Um carro em circulação que tenha defeito de fábrica é praticamente uma bomba-relógio que pode trazer graves consequências. Quando menos se espera, o problema pode colocar em risco a segurança do dono do veículo, dos passageiros e de todos aqueles que estejam próximos.

2 – Preservação do patrimônio

Como o recall é um defeito de fabricação em que o conserto é feito pela própria fabricante, é uma estratégia para evitar a desvalorização do automóvel e, evidentemente, deixá-lo com a manutenção em dia.

3 – É um direito gratuito dos motoristas

Por não ser um problema decorrente do uso ou da idade, é um direito garantido por lei no Brasil e o procedimento é totalmente gratuito. O único dever do proprietário é levar o veículo para que a correção seja feita.

4 – Desenvolver o hábito de manutenção do veículo

As pessoas precisam entender a importância de levar o veículo à oficina no momento certo e seguir o manual do fabricante, ao invés de se preocupar apenas quando o problema já aconteceu, muitas vezes no meio da rua.

5 – Juntos por um um trânsito melhor

Muitos desconhecem que o carro precisa passar por recall, outros justificam a falta de tempo e alguns culpam até os vendedores das concessionárias por não terem informado antes, desconhecendo que o recall pode ser realizado bem depois disso. O fato é que é dever do motorista saber as condições do carro e cuidar para que ele não traga problemas no futuro. O recall é a possibilidade para se informar mais e realizar os ajustes necessários para garantir a melhor experiência possível para todos.

Papa Recall: – Lançado em 2019, o Papa Recall é um aplicativo que informa e alerta os motoristas a respeito de um recall.

O usuário faz o download em seu smartphone, cadastra seu carro e, automaticamente, será informado se há recall pendente ou se a fabricante fizer o chamamento do modelo e versão de seu automóvel.

Dessa forma, a pessoa reduz o risco de acidentes e evita que uma frota significativa de veículos com defeitos de fábrica circule diariamente por ruas e rodovias do País.

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Kawasaki comunica recall urgente da Ninja 400, ano 2019

Da Redação

unnamed(1)Kawasaki / Divulgação

A Kawasaki Motores do Brasil está convocando os proprietários das motocicletas modelo Ninja 400, ano 2019, fabricadas entre agosto de 2018 e julho de 2019, com numeração de chassi final 0001 até 1060, a agendar uma visita a uma das concessionárias autorizadas Kawasaki para a substituição do rolamento do flange da coroa da roda traseira, sem qualquer custo.

A fabricante informa, ainda, que o uso da motocicleta deverá ser suspenso imediatamente até que a verificação seja realizada.

Nas unidades afetadas, o rolamento do flange da coroa da roda traseira foi instalado sem a aplicação de graxa lubrificante. Isso pode resultar na quebra do rolamento, provocar uma instabilidade na condução e criar o potencial para uma queda ou colisão.

Os agendamentos já estão disponíveis nas concessionárias e o tempo estimado para a realização do reparo é de até 1h30.

Para outras informações, o proprietário pode ligar para o número: 0800-773-1210, das 8h às 19h.

Modelo

Ano/Modelo Faixa de numeração de chassi
Ninja 400 2019 96PEXSG1*KFS00001 até 96PEXSG1*KFS01060

* Este dígito varia de veículo para veículo

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