Ka FreeStyle: uma versão “aventureira” do compacto da Ford

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 10/01/2020)

Modelo tem suspensão elevada e visual diferenciado

DSCN7335A Ford já declarou que só produzirá picapes e SUVs na maior parte dos mercados em que atua. Mas, ainda existe grande demanda por sedans e hatches compactos em países emergentes, como a Índia e o Brasil, por exemplo. O Ka e o Ka Sedan atendem estes consumidores brasileiros.

DC Auto recebeu o Ford Ka Freestyle 1.0, manual, para avaliação. No site da montadora ele é apresentado com cor metálica e completo, sem opcionais, e seu preço sugerido é R$ 58,79 mil. É possível configurá-lo na cor preta sólida, única opção para o preço de entrada (R$ 57,44 mil). O branco sólido custa R$ 600,00 e todas as outras cores, inclusive o marrom da unidade avaliada, R$ 1,35 mil.

Seus principais equipamentos, todos de série, são: ar-condicionado, direção elétrica com ajuste de altura do volante, travas e vidros elétricos dianteiros e traseiros, sistema multimídia com Apple CarPlay e Android Auto, comando de voz, entrada USB, tela de LCD multifuncional touchscreen no painel central de 7 polegadas com conexão bluetooth, controles de áudio no volante e 4 alto falantes.

Entre os equipamentos de segurança, os destaques são: assistente de partida em rampas, controles eletrônicos de estabilidade (ESC) e tração (TCS), sistema de proteção anticapotamento com sensor de deriva (ARP), freios ABS com EBD, duplo airbag, ganchos de ancoragem para cadeiras de crianças (Isofix), cintos de segurança traseiros laterais e central de 3 pontos, farol de neblina, retrovisores externos com indicador de direção, sensor de estacionamento traseiro e travamento automático das portas.

DSCN7346FreeStyle – A versão FreeStyle traz, exclusivamente, alterações estéticas e alguns equipamentos. Seus para-choques apresentam desenho mais encorpado e imitação de peito de aço na parte inferior central de ambos.  Nas laterais, molduras em plástico preto contornam as caixas de rodas, passam pelas soleiras e formam uma linha continua ao redor do carro.

Os faróis têm acabamento escurecido, as lanternas traseiras são fumês e a grade dianteira, em forma de colmeia, é pintada em preto. As capas dos retrovisores externos são pintadas em cinza, assim como as rodas em liga leve.

No interior, a parte superior do painel e o console central são feitos em plástico na cor marrom, mesmo tom usado nos detalhes dos acabamentos das portas. A cor se repete nos grafismos do tecido dos bancos que também têm áreas revestidas em material sintético que imita o couro.

As demais partes são moldadas ou revestidas na cor preta, assim como as colunas e o teto. Outra exclusividade da versão são os tapetes feitos em borracha em forma de bandejas, inclusive no porta-malas.

Fechando os diferenciais, o Ka FreeStyle recebe barras longitudinais sobre o teto que deixam a versão preparada para receber um rack (acessório vendido à parte) com capacidade para transportar até 50 Kg de carga.

DSCN7361Motor e Câmbio – O motor é o 1.0 Ti-VCT Flex de três cilindros e 12 válvulas. Ele desenvolve um torque de 10,2 kgfm às 3.500 rpm com gasolina e 10,7 kgmf às 4.500 rpm com etanol. Sua potencia atinge 80 cv com gasolina e 85 cv com etanol, sempre entre 6.300 e 6.500 rpm. O câmbio é o manual de cinco marchas.

O porta-malas do KA Freestyle comporta 257 litros e, o tanque de combustíveis, bons 51 litros. Suas dimensões são: 3,95 metros de comprimento; 2,49 metros de distância entre-eixos; 1,69 metro de largura (sem considerar os retrovisores); 1,56 metro de altura e 18,8 centímetros de vão livre.

A altura do solo foi alcançada por meio de alterações em suas suspensões e o uso de pneus mais altos, nas medidas 185 /60/R15. Com a possibilidade de transportar peso extra sobre a capota, além do elevado centro de gravidade, a versão recebeu mudanças mecânicas para garantir seu controle direcional: o afastamento de 3,0 cm entre as rodas, para aumentar a estabilidade e um maior diâmetro da barra estabilizadora, 2,3 cm.

O Ka ainda é um típico compacto com bom espaço para quatro pessoas e com todos os comandos à mão, apesar dos instrumentos do painel serem igualmente pequenos. Mas por fora, ele se mantém estreito e não é tão comprido, facilitando circular em vias congestionadas e estacionar em vagas apertadas.

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IMG_20191206_092755O espaço interno para cabeças, ombros e pernas de quatro adultos é muito bom. A área para um quinto passageiro é bem limitada, se o mesmo não for uma criança. Os bancos têm assentos compridos que apoiam bem as pernas e os encostos são um pouco estreitos, porém, suas abas laterais são salientes e seguram o corpo em curvas. A densidade da espuma dos mesmos é boa, mas poderia ser maior, para não cansar os passageiros em viagens mais longas.

Interior – O interior apresenta todas as peças plásticas rígidas e uma única e pequena área macia no encosto dos braços das portas dianteiras. A aparência do material está na média do segmento, simples, mas todas as partes são bem feitas e bem encaixadas.

A variedade de cores e texturas, o design moderno das peças e alguns materiais de acabamento cromados e em preto brilhante conferem um pouco de requinte à cabine. Também contribuem com a versão os revestimentos dos bancos que mescla o marrom e o preto e as cores escuras das colunas e do teto.

A nova central multimídia teve a tela um pouco ampliada, de 6,5 polegadas para 7 polegadas. Ela também ganhou novos botões giratórios e de pressão que ficaram em posição mais destacada, facilitando o uso.

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IMG_20191206_112712Seu funcionamento, tanto usando o bluetooth, como espelhando o celular foi bom, mas ocorreram algumas falhas nas ligações. A sensibilidade ao toque e a velocidade de processamento do sistema  ainda podem melhorar.

Eficiência energética é destaque do moderno motor 1.0

A direção elétrica é muito leve e facilita as manobras de estacionamento. Ela ganha peso correto com o aumento de velocidade e é direta o suficiente para dar prazer ao dirigir.

Por sinal, as dimensões compactas do modelo também contribuem neste quesito. Por ter menores distância entre-eixos e largura que seus concorrentes, o Ka é mais ágil e responde mais prontamente ao comando do condutor.

O motor é moderno, oferece bom torque em baixas rotações e é econômico, mas não faz milagre. Para ter agilidade nas arrancadas, a primeira marcha ficou muito reduzida e, quando em uma subida, por exemplo, precisa ser esticada antes de se engatar a segunda marcha, pois essa ficou muito longa em relação à primeira.

IMG_20191206_145230Em compensação, o câmbio apresenta engates precisos, curtos e a posição correta da alavanca permite trocas com pouco deslocamento do braço, algo até esportivo.

Em deslocamentos urbanos ele é muito ágil, mas, por ter muito torque e a primeira marcha tão curta, sua embreagem não é das mais leves.  Em estradas ele anda bem para um carro com motor 1.0, mas não é silencioso.

Aos 110 km/h e de quinta marcha, a rotação do motor já está às 3.500 rpm e seu ruído é ouvido dentro da cabine. Porém, o som é grave e pouco incomoda. O que mais chama atenção é o som do vento contra a carroceria.

Por ser elevado, o Ka Freestyle é pouco aerodinâmico e sofre para vencer a resistência do ar. Mesmo assim, ele apresentou boas marcas em nosso teste padronizado de consumo.

IMG_20191206_144416O resultado das alterações nas suspensões foi muito positivo. O modelo passou a filtrar boa parte das irregularidades do solo e de forma silenciosa. Em comparação ao Fiat Argo Trekking, referência na categoria de aventureiros urbanos, as suspensões do Ka Freestyle trabalham em uma frequência mais alta, com menor amplitude e visando mais a estabilidade que o conforto, necessidades de um modelo mais estreito e igualmente alto.

Mesmo não sendo equipado com pneus de uso misto, e sem a mesma eficiência do concorrente, seu desempenho em estradas de terra é bom e ele passa por lombadas e entradas de garagens sem raspar para-choques ou bater o fundo do carro.

Consumo – Realizamos nosso teste de consumo em um circuito rodoviário de 38,4 km. São duas voltas, uma aos 90 km/h e outra aos 110 km/h. O mesmo motorista, sozinho, ar-condicionado ligado na refrigeração média, ventilação na segunda posição, faróis ligados e vidros fechados completam a padronização.

Já esperávamos uma boa eficiência energética deste motor, principalmente circulando apenas com gasolina. Aos 90 km/h ele cravou 18 km/l. Mesmo aos 110 km/h ele se mostrou econômico, registrando 16,3 km/l.

DSCN7341As médias urbanas não foram tão boas e apresentaram grande variação. Durante o período de avaliação choveu muito e o trânsito estava muito congestionado. Registramos consumo de 5,5 km/l até 9 km/l, também com gasolina.

A Ka Freestyle 1.0 é ideal para quem gosta do estilo, quer um carro econômico e não faz questão de desempenho. Essa versão também é oferecida com câmbio automático e motor 1.5, mas custa quase R$ 12 mil a mais. Quem quer desempenho, mais conforto e abre mão do estilo aventureiro, pode comprar a versão SE com motor 1.5, automática, por apenas R$ 1,45 mil a mais.

DSCN7330Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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BMW do Brasil anuncia recall do Série 3 por problema com o airbag

Da Redação

A BMW do Brasil está convocando os proprietários do modelo BMW Série 3 nas versões 323Ci, 323i, 328Ci, 328i e 330i, fabricados entre maio de 1998 a maio de 2000, a acessarem o website da BMW (www.bmw.com.br) e proceder de acordo com a mensagem disponibilizada na ferramenta de busca.

Verificou-se a possibilidade de o airbag do condutor dos veículos envolvidos apresentar falha de vedação, permitindo a absorção de umidade pelo gerador de gás e posterior ressecamento ao longo prazo.

Tal falha poderá descaracterizar as condições originais do propulsor do airbag do condutor e, em alguns casos, ocasionar a quebra do gerador de gás devido ao aumento de pressão interna.

Na hipótese do acionamento do airbag do condutor em caso de acidentes, não se descarta a possibilidade de projeção de fragmentos metálicos, que podem gerar acidentes fatais ou acidentes que resultem em danos físicos e/ou materiais aos ocupantes e terceiros.

Um total de 1.832 veículos estão envolvidos neste recall, os chassis, não seqüenciais, envolvidos são:

MODELO DE ATÉ
323Ci WBABM3100XJH65596 WBABM310XYJH68071
323i WBAAM31001FM85034 WBAAM310XYFM84712
328Ci

WBABM51060JK65943

328i WBAAM5100WEH68917 WBAAM510XYJL95585
330i

WBAAV51021JT45038

Para verificar se a sua unidade está contemplada neste chamamento, ou para outras informações, o cliente deve acessar o site www.bmw.com.br e clicar  na opção “Recall”, “Ferramenta de Busca de Recall”, “Busca de Recall”, inserindo o número do chassi do veículo e procedendo de acordo com a mensagem disponibilizada na ferramenta de busca:

  • Se aparecer a mensagem: “Seu veículo deve ser imobilizado imediatamente. Ligue para 0800 019 7097 e obtenha mais informações!”: interromper a utilização do veículo imediatamente, contatar o SAC da BMW pelo telefone 0800 019 7097, de segunda a sexta-feira, das 09h às 18h, e agendar a remoção do veículo à concessionária BMW mais próxima para a inspeção do airbag do condutor.
  • Se aparecer a mensagem: “Seu veículo pode ser conduzido até a Concessionária BMW de sua preferência para a inspeção. Agende o serviço o quanto antes!”: contatar diretamente a concessionária BMW de sua preferência e agendar a verificação do airbag do condutor.

Após a inspeção do airbag do condutor, a concessionária BMW orientará o cliente sobre as próximas etapas deste chamamento, que podem incluir a necessidade de imobilização do veículo até a substituição do airbag do condutor, a possibilidade de utilização do veículo até a veiculação de novo chamamento para a substituição do airbag do condutor ou a liberação do veículo sem a necessidade de reparo nos casos em que, durante a inspeção, for identificado que o airbag do condutor não requer substituição.

A inspeção poderá ser agendada imediatamente e leva cerca de 30 (trinta) minutos.

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Ranking dos sedans e comerciais leves mais vendidos de 2019

José Oswaldo Costa

Depois de publicarmos o ranking dos dez modelos mais vendidos no Brasil em 2019, além dos dez utilitários esportivos (SUV’s), hoje trazemos a lista dos mais emplacados entre os sedans, bem como os comerciais leves mais comercializados do ano passado.

Lembrando que o ranking é formulado de acordo com os números disponibilizados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Dentre os sedans, temos dois destaques. Primeiro, a manutenção da liderança isolada, e folgada, do Toyota Corolla no segmento de médios. Segundo, a presença do Chevrolet Onix Plus na décima posição dos mais emplacados sendo que suas vendas só começaram a ser contabilizadas em agosto de 2019.

Para se ter uma ideia do feito, ele ficou na frente, dentro do segmento, de modelos já estabelecidos no mercado, como Fiat Cronos, Nissan Versa e o seu “irmão”, Chevrolet Cruze, dentre outros.

Vamos ao ranking:

1º) Chevrolet Prisma – 73.721 unidades / cerca de 6.143 unidades/mês

O modelo é o 7º colocado no ranking geral

2º) Toyota Corolla – 56.727 unidades / cerca de 4.727 unidades/mês

O modelo é o 12º colocado no ranking geral

3º) Ford Ka Sedan – 51.260 unidades / cerca de 4.271 unidades/mês

O modelo é o 15º colocado no ranking geral

4º) Volkswagen Virtus – 46.876 unidades / cerca de 3.906 unidades/mês

O modelo é o 18º colocado no ranking geral

5º) Hyundai HB20S – 34.893 unidades / cerca de 2.907 unidades/mês

O modelo é o 22º colocado no ranking geral

6º) Volkswagen Voyage – 32.055 unidades / cerca de 2.671 unidades/mês

O modelo é o 24º colocado no ranking geral

7º) Toyota Yaris Sedan – 29.759 unidades / cerca de 2.479 unidades/mês

O modelo é o 25º colocado no ranking geral

8º) Honda Civic – 27.318 unidades / cerca de 2.276 unidades/mês

O modelo é o 28º colocado no ranking geral

9º) Renault Logan – 27.003 unidades / cerca de 2.250 unidades/mês

O modelo é o 29º colocado no ranking geral

10º) Chevrolet Onix Plus – 26.852 unidades / cerca de 5.370 unidades/mês

O modelo é o 30º colocado no ranking geral

O ranking dos comerciais leves poderia receber a denominação de ranking das picapes. Porém, dentre os dez modelos mais vendidos, temos um pequeno furgão, o Fiat Fiorino.

E ele merece menção honrosa, já que emplacou mais unidades em 2019 do que a picape Renault Oroch, por exemplo.

O destaque fica para a Fiat (FCA – Fiat Chrysler Automóveis) que aparece com dois modelos ocupando a primeira e a segunda posição: Strada e Toro, respectivamente.

A Toyota Hilux mantém a liderança do seu segmento enquanto, a Chevrolet Montana, surpreende e aparece entre os 10 mais vendidos.

1º) Fiat Strada – 76.223 unidades / cerca de 6.351 unidades/mês

2º) Fiat Toro – 65.566 unidades / cerca de 5.463 unidades/mês

3º) Volkswagen Saveiro – 42.270 unidades / cerca de 3.522 unidades/mês

4º) Toyota Hilux – 40.419 unidades / cerca de 3.368 unidades/mês

5º) Chevrolet S10 – 32.161 unidades / cerca de 2.680 unidades/mês

6º) Ford Ranger – 22.218 unidades / cerca de 1.851 unidades/mês

7º) Volkswagen Amarok – 18.911 unidades / cerca de 1.575 unidades/mês

8º) Fiat Fiorino – 17.342 unidades / cerca de 1.445 unidades/mês

9º) Renault Oroch – 13.363 unidades / cerca de 1.113 unidades/mês

10º) Chevrolet Montana – 12.524 unidades / cerca de 1.043 unidades/mês

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Nissan apresenta a segunda edição da série especial Kicks UEFA Champions League

Da Redação

MAIN7-8-frontal-copiloto-BAJA-sourceA Nissan anunciou, hoje, que se prepara para lançar a segunda edição do Nissan Kicks UEFA Champions League. Com esta nova série especial, a Nissan reafirma seu papel de parceira global do maior campeonato de clubes de futebol do mundo.

A edição comemorativa começará a ser vendida em breve no Brasil e em diferentes mercados da América Latina.

“Com o sucesso da primeira série especial, apresentada no começo de 2019, trouxemos para os nossos clientes um novo design do Kicks, nosso veículo mais bem-sucedido na região, que demonstra toda a paixão e emoção que sentimos quando assistimos ao campeonato de futebol mais importante do mundo”, afirmou Luis Alberto Pérez Ettedgui, diretor regional de marketing para a Nissan América Latina.

Esta nova edição, mais uma vez produzida exclusivamente na planta da Nissan em Resende (RJ), se diferencia pela integração de novos faróis na cor preta e aerofólio, além de uma inédita combinação de cores no Brasil, a 2-tone azul turquesa com teto preto.

AEROKIT LATERALCOPILOTO-sourceO modelo também conta com logos exclusivos da UEFA Champions League nas portas dianteiras, rodas de liga de 17 polegadas na cor black piano e a numeração de cada unidade da série na grade frontal.

No seu interior, a segunda edição da série especial exibe bancos em material sintético que imita o couro com costura dupla, 6 airbags, tela do sistema de áudio que apresenta a logo da UEFA Champions League e saídas de ar com frisos em tom de turquesa.

O trem de força é o mesmo de toda a linha do Kicks: motor 1.6 com potência de 114 cv e o câmbio Xtronic CVT, que dispõe da função Sport.

Mais detalhes sobre o modelo, como o preço, serão anunciados na época do lançamento oficial.

3_4 TRASERO-sourceFotos: Nissan / Divulgação

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Ranking dos modelos mais vendidos no Brasil em 2019

José Oswaldo Costa

Com a virada do ano, chega o momento em que podemos contabilizar as vendas de 2019 e verificar quais foram os veículos mais vendidos no Brasil.

Os números para a elaboração dos rankings são fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Diante do ranking geral que publicaremos abaixo, destaques para o Chevrolet Onix, que permanece como o modelo mais vendido do Brasil, e para a marca Jeep, a única fabricante a colocar um utilitário esportivo (SUV) entre os 10 mais vendidos.

Na verdade, foram dois SUV’s da marca: Renegade e Compass. Vamos ao ranking que traz o número total de unidades vendidas em 2019 e o número relativo à média de vendas mensais de cada modelo:

1º) Chevrolet Onix – 241.214 unidades / cerca de 20.101 unidades/mês

2º) Ford Ka – 104.331 unidades / cerca de 8.694 unidades/mês

3º) Hyundai HB20 – 101.590 unidades / cerca de 8.465 unidades/mês

4º) Renault Kwid – 85.117 unidades / cerca de 7.093 unidades/mês

5º) Volkswagen Gol – 81.285 unidades / cerca de 6.773 unidades/mês

6º) Fiat Argo – 79.001 unidades / cerca de 6.583 unidades/mês

7º) Chevrolet Prisma – 73.721 unidades / cerca de 6.143 unidades/mês

8º) Volkswagen Polo – 72.057 unidades / cerca de 6.004 unidades/mês

9º) Jeep Renegade – 68.726 unidades / cerca de 5.727 unidades/mês

10º) Jeep Compass – 60.362 unidades / cerca de 5.030 unidades/mês

Como o segmento dos utilitários esportivos (SUV’s) é, hoje, um dos mais concorridos do País, e aquele que engloba os modelos mais desejados pela maioria dos brasileiros, elaboramos o ranking dos 10 mais vendidos deste nicho de mercado.

O destaque, negativo, fica para o Honda HR-V. O modelo, que já foi o líder disparado do segmento, hoje ocupa, apenas, a 5ª colocação no ranking. Por outro lado, a Jeep (que pertence a FCA – Fiat Chrysler Automóveis) se consolida, ainda mais, como líder inconteste entre os utilitários.

1º) Jeep Renegade – 68.726 unidades / cerca de 5.727 unidades/mês

2º) Jeep Compass – 60.362 unidades / cerca de 5.030 unidades/mês

3º) Hyundai Creta – 57.460 unidades / cerca de 4.788 unidades/mês

O modelo é o 11º colocado no ranking geral

4º) Nissan Kicks – 56.062 unidades / cerca de 4.671 unidades/mês

O modelo é o 13º colocado no ranking geral

5º) Honda HR-V – 49.488 unidades / cerca de 4.124 unidades/mês

O modelo é o 17º colocado no ranking geral

6º) Volkswagen T-Cross – 37.081 unidades / cerca de 3.090 unidades/mês

O modelo é o 21º colocado no ranking geral

7º) Ford EcoSport – 34.206 unidades / cerca de 2.850 unidades/mês

O modelo é o 23º colocado no ranking geral

8º) Renault Captur – 28.660 unidades / cerca de 2.388 unidades/mês

O modelo é o 26º colocado no ranking geral

9º) Renault Duster – 26.090 unidades / cerca de 2.174 unidades/mês

O modelo é o 31º colocado no ranking geral

10º) Citroën C4 Cactus – 16.438 unidades / cerca de 1.369 unidades/mês

O modelo é o 38º colocado no ranking geral

 

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Emplacamentos de veículos crescem 10,48% em 2019

Da Redação

O balanço final das vendas de veículos, no mercado brasileiro, em 2019, confirmou as projeções feitas pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), com alta acumulada de 10,48%, entre janeiro e dezembro, somando 4.036.303 unidades, ante as 3.653.297 registradas em 2018.

Este volume considera todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos).

Nesta quinta-feira, 2 de janeiro de 2020, a entidade divulgou o desempenho do acumulado do ano de 2019, bem como o resultado do mês de dezembro, quando foram emplacados 370.957 veículos, 7,4% acima das 345.382 unidades, registradas em novembro.

Em relação a dezembro de 2018, quando foram licenciadas 331.093 unidades, o crescimento foi de 12,04%.

Na análise do presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, algumas circunstâncias positivas influenciaram, diretamente, no resultado do ano. “Iniciamos 2019 com boas perspectivas para o setor, e, mês a mês, observamos a consolidação da recuperação das vendas. Esse desempenho positivo se deve a alguns fatores econômicos, como taxa de juros menores e à queda nos índices de inadimplência e de desemprego, o que refletiu, diretamente, no aumento da confiança do consumidor e, também, do empresário brasileiro. Esse cenário impulsionou a oferta de crédito, o que deve continuar em 2020, por isso, confiamos em um novo ciclo de crescimento, ainda que moderado”, argumentou Assumpção Júnior.

Automóveis e Comerciais Leves

Conforme os dados da Fenabrave, as vendas de Automóveis e Comerciais Leves apresentaram crescimento de 7,65%, no acumulado de 2019, sobre 2018. Ao todo, foram emplacadas 2.658.927 unidades, contra 2.470.005, no ano anterior.

Já no mês de dezembro de 2019, os 251.974 Automóveis e Comerciais Leves licenciados representaram crescimento de 9,12%, na comparação com novembro, que teve 230.907 unidades emplacadas, e avanço de 12,07% sobre as 224.841 unidades de igual mês de 2018.

O presidente da Fenabrave comentou, ainda, que a oferta crescente de crédito foi o maior influenciador para este resultado. “A queda na taxa de juros e a manutenção do índice de inadimplência, dentro dos parâmetros aceitáveis, motivaram a confiança das instituições financeiras em ampliar a oferta de crédito, impulsionando as vendas nesses segmentos”, destacou Assumpção Júnior.

Previsões para 2020

Com a estabilidade econômica, a expectativa de crescimento do PIB, que devem gerar mais empregos e crédito à população, a Fenabrave acredita em um novo ciclo de crescimento das vendas de veículos para 2020, e projeta alta de 9,67% para o setor, em geral, sobre os resultados obtidos em 2019, devendo ultrapassar 4,3 milhões de unidades.

“Contamos com fatores essenciais para o crescimento das vendas de veículos, por isso, podemos manter uma visão otimista para 2020”, reafirmou Assumpção Júnior.

Acompanhe, a seguir, o desempenho e volumes projetados pela Fenabrave, para o mercado de veículos brasileiro em 2020:

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Tabela: Fenabrave / Divulgação

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Ford e Microsoft pesquisam a redução dos congestionamentos com a computação quântica

Da Redação

Ford-TecnologiaQuânticaA Ford está desenvolvendo um projeto-piloto de pesquisa com a Microsoft que usa tecnologia inspirada na computação quântica para simular a movimentação de milhares de veículos e reduzir os congestionamentos – veja o vídeo.

“A computação quântica pode transformar a indústria automobilística e o modo como nos movimentamos”, diz Ken Washington, diretor de Tecnologia da Ford. “Na hora do rush, vários motoristas solicitam ao mesmo tempo as rotas mais curtas possíveis, mas os serviços de navegação atuais não levam em conta o número de usuários de rotas semelhantes.”

Segundo ele, é como se cada pessoa de uma família, ao se preparar de manhã para ir ao trabalho e à escola, recebesse orientação individual de um aplicativo para sair mais rápido: provavelmente haveria um congestionamento no banheiro. O mesmo princípio vale para milhares de pessoas numa cidade.

O objetivo do estudo é substituir o roteamento individualizado por um sistema capaz de considerar o deslocamento de vários usuários e sugerir caminhos que reduzam o número de veículos nas mesmas vias. Isso pode economizar tempo para todos, mas exige muitos recursos computacionais.

Os computadores tradicionais não conseguem processar tanta informação rapidamente e é aí que entra a computação quântica. Os computadores existentes traduzem a informação em 1 ou 0 – também conhecido como bit.

Mas um computador quântico pode processar a informação em bit quântico (ou um qubit), que pode existir simultaneamente em dois estados diferentes antes de ser medido. Após a medição, no entanto, 1 ou 0 aparece aleatoriamente e a probabilidade de cada um é determinada por um conjunto de regras chamado de mecânica quântica.

Ford-Microsoft-Estudo do trânsito em Seattle EUA com computação quânticaFoto e Imagem: Ford / Divulgação

Em última análise, isso permite que um computador quântico processe informações em uma velocidade mais rápida. A tentativa de simular recursos de um computador quântico numa máquina com hardware não quântico levou à tecnologia de inspiração quântica – algoritmos poderosos que imitam certos comportamentos quânticos e são executados em hardware convencional especializado. Isso permite obter alguns benefícios antes que o hardware quântico esteja totalmente disponível.

Com capacidade de processar grande volume de dados, a computação quântica poderá fornecer rotas otimizadas para os motoristas, criando um fluxo de tráfego mais eficiente e com menos emissões.

“Usando o que aprendemos sobre computação quântica com o hardware já disponível, não precisamos esperar a chegada em larga escala dos computadores quânticos para tirar proveito dessa tecnologia. Com algoritmos quânticos personalizados para problemas específicos, podemos trazer melhorias mensuráveis na vida das pessoas”, diz Julie Love, líder de negócios em computação quântica da Microsoft.

“Testamos junto com a Microsoft várias possibilidades, incluindo uma simulação com até 5.000 veículos – cada um com dez opções de rotas diferentes – solicitando simultaneamente rotas ligadas ao metrô de Seattle. Em 20 segundos, foram fornecidas sugestões de rotas equilibradas que reduziram em 73% o congestionamento total comparado ao roteamento ‘egoísta’. O tempo médio de viagem também caiu 8% – uma economia de mais de 55.000 horas anuais em congestionamentos”, diz Ken Washington.

Esse sucesso levou a Ford a expandir a parceria com a Microsoft para melhorar ainda mais o algoritmo e estudar sua aplicação em cenários mais reais.

O objetivo é entender como o método se comporta diante de variáveis como, por exemplo, quando algumas ruas estão fechadas ou se alguns motoristas decidirem não seguir as rotas sugeridas, para que o roteamento balanceado possa trazer melhorias concretas para as cidades.

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