Peugeot 208 GT é um legítimo esportivo

José Oswaldo Costa  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 24/02/2017)

Compacto premium conta com motor 1.6 16V turbo de 166/173 cv e câmbio manual de seis marchas

GEDSC DIGITAL CAMERAO belo compacto premium 208, da Peugeot, encerrou o ano passado com 10.768 unidades vendidas. Isso significa uma média mensal de cerca de 897 unidades. O começo do ano mostra que o ritmo deve permanecer o mesmo em 2017: foram 853 unidades emplacadas em janeiro.

Um pena que os números apresentados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) englobam todas as versões de determinado modelo.

Ou seja, não há como saber, dentro dessas unidades vendidas do francês 208, quantas são da versão esportiva (e apimentada!) GT.

A curiosidade existe porque recebemos essa versão para avaliações. E podemos dizer que ela é muito surpreendente. E de forma bastante positiva. Além disso, ela chega para satisfazer os consumidores nacionais que estavam carentes de um legítimo esportivo. Consumidores da saudosa época do VW Gol GTi, dos Chevrolet Kadett GS e GSi, do Ford Escort XR3 e do Fiat Uno 1.5/1.6 R.

Isso porque, nos últimos anos, nos acostumamos com versões que, na verdade, apenas apresentam uma roupagem esportiva. Embaixo do capô, que é aonde realmente importa, mostravam-se exatamente iguais às demais versões daquele carro.

GEDSC DIGITAL CAMERANo caso do 208 GT, esqueça isso…e se anime! O pequeno utiliza um motor 1.6 16V turbo capaz de gerar ótimos 166/173 cv de potência (gasolina/etanol). O torque é de 24,5 kgfm. Para continuar fiel à esportividade digamos, pura, nada de câmbio automático: ele é manual de 6 marchas.

A volúpia do Peugeot 208 GT é tamanha que, caso o condutor se empolgue ao arrancar e pressione o acelerador sem dó, a frente do carro chega a levantar. Mas, convenhamos, até isso é empolgante. Mostra que o pequeno esportivo não está para brincadeiras.

Rodamos com o compacto, principalmente, em estradas do interior de Minas Gerais. Decisão mais do que acertada. Afinal, pegamos diversos trechos de montanha e serra, ou seja, recheados de curvas de tudo quanto é tipo.

E que diversão! O conjunto da suspensão, que passou por alterações em relação às outras versões para ajudar a “domar” a potência, se mostrou extremamente bem acertado. Não importava se a curva era mais aberta ou bastante fechada, o comportamento era o mesmo: a sensação de se estar guiando em cima de trilhos! Nada abala o pequeno “nervoso”, que não mostra qualquer tendência à rolagem da carroceria, ou saídas de frente e traseira.

Também pegamos longos trechos com retas e, como eram de pista dupla, o turbo fez enorme diferença ao dar segurança para ultrapassagens sobre carretas e ônibus.

GEDSC DIGITAL CAMERAClaro que não existe mágica e os recursos eletrônicos também são grandes responsáveis por esse comportamento que não transmite sustos ao motorista. No caso, podemos citar os controles de estabilidade e tração.

Em relação às demais versões, a GT também passou por alterações nos freios e na direção eletricamente assistida. Essa última fica mais pesada à medida que a velocidade aumenta. O controle antiderrapagem das rodas também está presente.

Exterior – Por fora, o Peugeot 208 mostra que um bom esportivo se faz, realmente, na parte mecânica e, não, nos penduricalhos e adornos. Em comparação com as outras versões, ele se diferencia por pequenos detalhes. Tudo com muito bom gosto, como é de praxe na marca francesa.

As capas dos retrovisores, bem como o aerofólio, são na cor preta brilhante. Mesma cor escolhida para a grade do radiador e a parte inferior do para-choque dianteiro, que envolve os faróis de neblina. O nome da montadora, em baixo relevo em uma plaquinha cromada, e alguns detalhes da grade receberam a cor vermelha.

GEDSC DIGITAL CAMERANa traseira, os únicos detalhes que indicam que esse é uma versão diferenciada são a ponteira de escapamento dupla e cromada e a sigla GT, na tampa do porta-malas. Já nas laterais, destacam-se as belas rodas exclusivas de 17 polegadas e a inscrição “GT” nas caixas das rodas dianteiras.

Acabamento superior e diversos sistemas de segurança fazem diferença

Por dentro o acabamento é todo feito utilizando o vermelho e o preto. Os bancos na cor preta, que mesclam acabamento de tecido com couro, trazem costuras na cor vermelha.

Essas costuras estão espalhadas no interior, como no acabamento das portas e no volante. O quadro de instrumentos é o mesmo das outras versões, mas apresenta um diferencial: a moldura, tanto do velocímetro quanto do conta-giros, recebeu um LED vermelho. E ele pode ser desligado, caso o motorista prefira assim.

GEDSC DIGITAL CAMERAA parte frontal do painel recebeu material que imita fibra de carbono. Ficou bonito, esportivo e de bom gosto. O pomo da alavanca de mudanças de marcha é de alumínio, mesmo material usado nos pedais, em parte do volante e na moldura das saídas de ar laterais.

No banco traseiro, todos os ocupantes contam com encostos para as cabeças e cintos de segurança de três pontos. Cabem cinco adultos no compacto, mas para que todos possam viajar com mais conforto, o ideal é que sejam, no máximo, quatro adultos.

GEDSC DIGITAL CAMERAEquipamentos – Dentre outros, o Peugeot 208 GT sai da fábrica com seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina); controles de estabilidade e tração, sistema antiderrapagem, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; assistente de partidas em rampas; encostos de cabeça e cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes; luzes diurnas em LED; faróis de neblina; ar-condicionado digital automático de duas zonas; direção eletricamente assistida; apoio de braço para o motorista; ajuste do volante em altura e profundidade; rodas em liga leve de 17 polegadas; banco do motorista com ajuste de altura; teto panorâmico e sistema multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas (rádio, telefonia, GPS, MP3, entrada USB e câmera de ré).

GEDSC DIGITAL CAMERANa tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) o preço do Peugeot 208 GT é R$79,99 mil. O único opcional para essa versão é a pintura perolizada.

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Fotos: José Oswaldo Costa

Ficha Técnica:

✔ Velocidade máxima — 222 km/h

✔ 0 a 100 km/h — 7,6 segundos

✔ Potência — 166/173 cv (Gasolina/Etanol)

✔ Consumo Médio Gasolina — 11,8 km/l (cidade) e 13,5 km/l (estrada)

✔ Consumo Médio Etanol — 8,1 km/l (cidade) e 9,3 km/l (estrada)

✔ Distância entre eixos — 2,54 metros

✔ Comprimento — 3,98 metros

✔ Largura — 1,70 metro

✔ Altura — 1,47 metro

✔ Capacidade do porta-malas — 285 litros

✔ Capacidade do tanque — 55 litros

✔ Pneus/ Rodas — 205/45 R17 / Liga leve 17 polegadas

Dicas para evitar assaltos nas estradas nesse Carnaval

Da Redação

O Grupo GR, com 24 anos de atuação e presente em 15 Estados, é uma empresa do setor de segurança privada e terceirização de serviços.

O especialista e gerente de segurança do grupo, Niv Steiman, separou algumas dicas de prevenção, principalmente em congestionamentos, que servem de alerta à toda população. Veja abaixo:

– Consulte o movimento das estradas, evitando pegar congestionamentos;

– Evite pegar a estrada de madrugada;

– Dirija com os vidros fechados, usando o sistema interno de ventilação e portas travadas;

– Não deixe os seus documentos no porta-luvas;

– Evite também deixar à mostra (ou mesmo sob os bancos) embrulhos, pastas e bolsas – o ideal é colocá-los no porta-malas do carro. Evite ostentar o uso de joias, celulares, notebooks ou tablets;

– No carro, evite adesivos, placas ou crachás que identifiquem o local onde você mora ou costuma frequentar;

– Ao parar, fique atento ao retrovisor de seu carro e mantenha o veículo engatado em 1ª marcha e distante do carro da frente o suficiente para arrancar, em caso de emergência;

– Evite atividades que tirem sua atenção do ambiente ao seu redor quando estiver parado no congestionamento (ex.: maquiar-se, falar ao celular, ler jornal, etc);

– Se perceber estar sendo seguido por outro veículo, procure agir com naturalidade e dirija-se para ruas movimentadas;

– Ocorrendo uma leve colisão na traseira do seu veículo e se você desconfiar de algo, se dirija até um local movimentado e procure uma viatura ou posto policial;

– Jamais dê carona a estranhos e não pare para auxiliar outros motoristas em locais ermos e horário avançado;

– Procure não transportar valores em seu carro quando estiver desacompanhado(a);

– Se um dos pneus esvaziar sem motivo aparente, não pare no primeiro momento, procure um lugar seguro para efetuar a troca;

– Não pare para discutir “fechadas” ou “batidinhas”. É comum que ladrões provoquem isso, só para assaltar.

ATENÇÃO: Cuidado com falsos mecânicos, sempre solícitos, que aparecem “milagrosamente” para ajudá-lo em locais ermos, tão logo seu carro entra em pane. Sinalize seu carro e peça apoio para a primeira viatura de polícia que cruzar por você.

Captur é o mais novo SUV do mercado

José Oswaldo Costa*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 17/02/2017)

Utilitário compacto da Renault tem no design sua principal arma para brigar com HR-V e Renegade

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / RenaultQue o segmento de veículos utilitários esportivos (SUV) é o que mais trouxe novidades para o nosso mercado nos últimos anos, é de conhecimento da maioria das pessoas. Mas, ver o movimento mercadológico em números é bastante surpreendente.

De acordo com a Renault, em 2014 esse nicho de mercado tinha 6% de participação nas vendas totais. No ano passado, o número saltou para impressionantes 15% de participação. E a tendência é de que continue a crescer. Principalmente no que diz respeito aos utilitários esportivos compactos.

De olho nos líderes do segmento, Honda HR-V e Jeep Renegade, a montadora francesa lançou, nessa semana, o modelo que, para ela, possui elementos suficientes para brigar com os dois. Trata-se do Renault Captur.

Diante dos preços apresentados para o novo SUV (Renault Captur Zen 1.6 manual – R$ 78,90 mil e Renault Captur Intense 2.0 automático – R$ 88,49 mil), foi questionado se não haveria uma certa “canibalização” do Captur em relação às vendas do Duster.

A explicação é interessante. Primeiramente, o Duster mais comercializado – responsável por 80% das vendas do modelo – é o 1.6 com câmbio manual.

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / RenaultNa tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), seu preço varia entre os R$ 65,83 mil da versão mais barata com esse powertrain (Expression) e os R$ 70,71 mil da versão mais cara (Dynamique). Ou seja, ambos mais baratos do que o Captur Zen.

A versão mais cara do Duster, a Dynamique 2.0 4×4, tem o preço de R$ 84,44 mil, bem próximo do Captur Intense, e mais caro do que o Zen.

Porém, a versão 4×4, de acordo com a Renault, não representará problemas para o Captur (ou vice-versa) porque suas vendas são, principalmente, corporativas. Em Minas Gerais vemos um exemplo disso, com muitas unidades do Duster 4×4 sendo utilizadas por mineradoras.

Existe uma versão 4×4 do Captur desenvolvida para o mercado russo que, nesse primeiro momento, não está prevista para o Brasil. Mas, caso o nosso mercado sinalize que ela seria bem recebida e assimilada, é algo que pode ser revisto.

Por fim, outra explicação. Para a Renault, o Duster significa a entrada de novos clientes no segmento de utilitários esportivos. Já o Captur, atrairá compradores que já possuem, ou possuíram, um SUV e que, por esse motivo, são um pouco mais exigentes.

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

Desenvolvido através da parceria entre designers franceses e brasileiros, vários elementos do Captur foram herdados do Duster: plataforma, conjunto da suspensão, motores, câmbios e sistema multimídia são os mesmos.

Motores 1.6 (118/120 cv)  e 2.0 (143/148 cv)

O nosso Captur, que também será vendido na Rússia, na Índia e em mais oito países da América Latina, não é exatamente o mesmo modelo que vem obtendo muito sucesso na Europa desde 2013, quando foi lançado por lá. Ele foi desenvolvido pensando nas especificidades dos mercados emergentes.

O design, esse sim, praticamente idêntico, é muito bonito e moderno. As duas versões trazem luzes diurnas em LED, no formato da letra C, ao redor dos faróis de neblina. O capô possui dois vincos bem marcados.

Na traseira, destaque para as lanternas, que também possuem elementos em LED no formato de C (nas extremidades), para a ponteira do escapamento cromadas e para um friso, também cromado, abaixo da tampa do porta-malas. Ele passa a sensação de que o Captur é mais largo.

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / RenaultCom desenhos diferenciados, as rodas das duas versões são de 17 polegadas. Destaque para a pintura “biton”, onde o teto do veículo pode ser pintado em cor diferente do restante da carroceria. Segundo a Renault, o investimento na área de pintura da planta localizada no Paraná, onde o Captur está sendo produzido, foi de 4,5 milhões de euros. Das 13 combinações de cores oferecidas, 9 podem ser biton.

O teto pode ser preto ou marfim. Já a carroceria, preta, branca, marrom, laranja, marfim, vermelha, prata ou cinza.

Como dissemos anteriormente, o powertrain do Captur é conhecido dos brasileiros. Motor 1.6 16V capaz de render 118/120 cv (gasolina/etanol) e 16,2 kgfm de torque aliado ao câmbio manual de 5 marchas e 2.0 16V que pode gerar 143/148 cv (gasolina/etanol) e 20,2/20,9 kgfm de torque (gasolina/etanol) trabalhando em conjunto com um câmbio automático de 4 marchas.

Importante destacar que, a partir de junho, a Renault oferecerá o Captur com motor 1.6 e câmbio CVT. Questionados sobre a utilização do câmbio automático de 4 marchas, os executivos da montadora presentes no lançamento informaram que a escolha do conjunto foi motivada pela sua confiabilidade.

renault-captur-10A direção é eletro-hidráulica com esforço variável. As duas versões trazem, de série, controle de estabilidade, controle de tração e quatro airbags (frontais e laterais). Os retrovisores externos são rebatíveis eletricamente e o SUV conta com sensor de estacionamento traseiro.

O sistema multimídia conta com tela sensível ao toque de 7 polegadas e inclui: GPS, câmera de ré, sistema de telefonia, entre outros. Para sua utilização, comando satélite na coluna de direção, algo já tradicional em veículos da montadora francesa.

A chave do Captur é do tipo cartão e presencial. Ou seja, a ignição é possível apenas com a presença dela no interior do carro. Isso também ocorre para abrir e fechar as portas: basta que o cartão esteja no bolso, por exemplo.

O novo SUV compacto, de acordo com a Renault, passou por testes em mais de 6 países e percorreu mais de 1 milhão de quilômetros. Para isso, foram utilizados cerca de 150 veículos de testes.

Os investimentos na modernização dos motores 1.6 e 2.0, que ocorreu no ano passado, e no desenvolvimento do Captur foram de R$500 milhões, segundo a montadora.

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
Fotos: Rodolfo Buhrer / Renault / Divulgação

As pré-vendas já começaram e o modelo estará nas concessionárias das regiões Sul e Sudeste na próxima semana. No restante do País, estará disponível a partir de março. A Renault optou por não informar qual é a sua expectativa quanto ao número de unidades que serão vendidas mensalmente.

Renault Captur em medidas:

 ✔ Distância entre eixos — 2,67 metros

✔ Comprimento — 4,33 metros

✔ Largura — 1,81 metro

✔ Altura — 1,62 metro

✔ Capacidade do porta-malas — 437 litros

✔ Altura do Solo — 212 mm

✔ Ângulo de Entrada — 23 graus

✔ Ângulo de Saída — 31 graus

Porche lança o novo Panamera no Brasil

Da Redação

pbr17_0012_fine-2Apresentado pela primeira vez no Brasil durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2016, a Porsche Brasil faz, hoje, o lançamento oficial do novo Porsche Panamera.

Desde a primeira geração do Panamera, em 2009, mais de 150 mil unidades foram entregues aos clientes da marca. O novo modelo foi desenvolvido completamente do zero, com novos motores, novo design e novas tecnologias.

pbr17_0011_fine-2Além disso, a fabricação do veículo será feita inteiramente nas instalações de produção em Leipzig, Alemanha. A marca investiu cerca de 500 milhões de euros, o que inclui uma área completamente nova de fabricação de carrocerias.

O interior do Porsche Panamera está mais moderno e futurista. Denominado de Porsche Advanced Cockpit, grande parte dos botões e comandos foram substituídos por painéis sensíveis ao toque, como em smartphones.

pbr17_0034_fine-2Ao centro do conjunto de instrumentos, por exemplo, o único mostrador analógico é o do conta-giros, unindo os laços de tradição e uma homenagem ao Porsche 356 A, de 1955, com a evolução do modelo.

O Panamera conta com motores turbinados, sendo V6 nas versão Panamera 4S e um V8 na versão Panamera Turbo.

Com o aumento de 30 cv de potência em comparação ao modelo anterior, o novo Panamera Turbo acelera, com o pacote Sport Chrono, de 0 a 100 km/h em apenas 3,6 segundos – tudo isso graças à usina de força de 550 cv de potência a 5.750 rpm e 770Nm de torque entre 1.960 e 4.500 rpm.

pbr17_0013_fine-2Para transferir toda esta performance no solo, o modelo recebeu o novo câmbio PDK de dupla embreagem e oito velocidades e tração nas quatro rodas. A velocidade máxima do Panamera Turbo é de 306 km/h.

Já o Panamera 4S tem um motor V6 2.9 também turbinado e que entrega uma potência de 440 cv a 5.650 rpm. Entre 1.750 e 5.500 rpm, despeja um torque de 550 Nm ao Gran Turismo. Com esses números, o veículo pode alcançar 100 km/h em apenas 4,2 segundos com o pacote Sport Chrono e atingir a máxima de 289 km/h. O câmbio também é o PDK de 8 marchas e a tração é integral.

Para quem quiser mais espaço, a Porsche oferece para as versões 4S e Turbo uma opção alongada denominada Executive.

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Fotos: Duda Bairros / Porche Brasil / Divulgação

Neste momento, os modelos do Panamera comercializados no Brasil serão somente nas versões 4S e Turbo.

Preços:
Panamera 4S – R$ 758 mil
Panamera 4S Executive – R$ 807 mil
Panamera Turbo – R$ 981 mil

Renault lança o SUV compacto Captur

José Oswaldo Costa*

de São Paulo / SP

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / RenaultA Renault lançou, hoje, seu mais novo utilitário esportivo compacto, o Captur.

O modelo, com design moderno e bem ao estilo europeu, chega com duas motorizações e dois tipos de câmbio: 1.6 (120 cv) com câmbio manual e 2.0 (143/148 cv) com câmbio automático de 4 marchas.

Dentro de três meses, será lançada uma versão intermediária com motor 1.6 e câmbio CVT.

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / RenaultNesse primeiro momento, são duas versões: ZEN 1.6 (R$78,90 mil)  e Intense 2.0 (R$88,49 mil).

Leia todas as informações sobre o mais novo SUV compacto do mercado nacional no DC Auto dessa sexta-feira (17/02).

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

Renault CAPTUR 2017. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

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Fotos: Divulgação / Renault / Rodolfo Buhrer

*viagem a convite da Renault

Dez conceitos do Ford Mustang que nunca foram lançados

Da Redação

A Ford revelou, nos Estados Unidos, alguns “segredos” do Mustang dos anos 60 e 70 que nunca chegaram, de fato, às linhas de montagem, mas ajudam a contar a história do esportivo.

Em meio século de existência, o modelo está na 6ª geração e a coleção de dez conceitos de design nunca lançados contribui para aumentar a paixão entre os entusiastas e estudiosos desse mítico carro.

Em cada uma de suas gerações o Mustang sofreu muitas alterações e evoluções, representando a tendência de diferentes épocas. A coleção de conceitos do início do modelo mostra como se formou o DNA e a personalidade do esportivo mais vendido do mundo.

No desenvolvimento de um novo veículo são produzidos muitos “sketches” (desenhos) e carros em clay (argila) em escala natural.

No caso da evolução do esportivo, símbolo da marca, esse processo exigiu ainda muitos protótipos, fase em que se trata de dar forma a um modelo, nas décadas de 1960 e 1970, que hoje formam um interessante museu dos “Não Mustang”.

Conheça as imagens inéditas de dez destes conceitos do puro-sangue:

  • 1961 – Os protótipos iniciais trazem as primeiras ideias do que seria o Mustang: este modelo foi batizado de Aventura e posteriormente de Allegro, mas foi rejeitado por ter apenas dois lugares.

    Ford Mustangs That Never Were: Avanti/Allegro concept

  • 1962 – Definem-se as dimensões: o Mustang vai ganhando forma e a equipe de design liderada por Gene Bordinat já define perfeitamente as dimensões do modelo final.

    Ford Mustangs That Never Were: 1962 Allegro design study

  • 1963 – Mais próximo do Mustang: o modelo em argila mostra as linhas quase definitivas do Mustang, apesar de a dianteira ainda ter um puma no lugar do cavalo. Nos painéis dianteiros há a inscrição Torino.

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  • 1964 – O cupê de dois lugares: a Ford também considerou fabricar um Mustang de dois lugares – menor, mas com as mesmas linhas – para concorrer com os modelos europeus da Jaguar, MG e Austin.

    4-mustang-prototipo-cupe2lugares-1964

  • 1965 – Um quatro portas: o êxito do Mustang foi tanto que a Ford apresentou novas versões para aproveitar o sucesso do esportivo. Uma dessas propostas foi o modelo de quatro portas, que nunca se tornou realidade.

    5-mustang-prototipo-4portas-1965

  • 1966 – Olhando para a Europa: outra versão tinha carroceria familiar com duas portas, ao estilo “shooting brake” de alguns modelos europeus, para manter a aparência esportiva.

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  • 1966 – Esportivo radical: o Mach I Concept foi apresentado no Salão do Automóvel de Detroit de 1966 com o objetivo de ser uma atualização do Mustang. Apesar de alguns itens de estilo terem sido incorporados no Mustang II, este conceito nunca chegou a ser produzido.

    7-mustang-mach-i-concept-1966

  • 1971 – Renovação total: a única coisa que faz lembrar o Mustang original neste protótipo é o emblema do cavalo na dianteira.

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  • 1971 – Mais próximo do sucessor: a dianteira deste conceito anuncia a volta aos faróis separados da grade da segunda geração, embora a silhueta do modelo seja diferente.

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  • 1971 – Procuram-se ideias: a Ford encarregou o estúdio de design Ghia, da Itália, de propor o visual para o novo Mustang. O resultado foi um protótipo muito elegante, mas que tinha pouco a ver com o estilo da marca.

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Fotos: Divulgação / Ford

Jeep Compass sai na frente com o diesel

José Oswaldo Costa    (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 10/02/2017)

Na sua faixa de preço, é o único com essa opção

GEDSC DIGITAL CAMERAO Jeep Compass foi lançado no início do mês de novembro do ano passado. Como a pré-venda já vinha sendo realizada, podemos considerá-lo para uma pequena análise de mercado. Naquele mês, foram vendidas 2.539 unidades. No mês seguinte, em dezembro, foram emplacadas 3.708 unidades do novo SUV da Jeep.

O ano de 2017 começa no mesmo embalo. De acordo com os números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram comercializadas 3.093 unidades do Compass no mês de janeiro. Um grande sucesso.

Tanto que, por mais incrível que pareça, o modelo ultrapassou em vendas seu “irmão mais novo”, também um grande sucesso, o Renegade. Em janeiro, o utilitário compacto emplacou 2.731 unidades.

Isso mostra que as previsões feitas à época do lançamento do Compass estavam corretas. Muitos jornalistas especializados apostaram que o novo modelo atrairia vários compradores que queriam um Renegade, mas não estavam satisfeitos com o tamanho do seu porta-malas (260 litros).

O Compass Trailhawk possui as mesmas qualidades do Renegade, o supera em alguns quesitos e ainda oferece um porta-malas com 388 litros de capacidade, muito mais adequado para uma família.

GEDSC DIGITAL CAMERADC Auto recebeu, para avaliações, a versão topo de linha do Jeep Compass: a Trailhawk. Utilizamos o modelo em trecho urbano, no uso diário, e também tivemos a oportunidade de verificar o seu comportamento em mais de 1 mil quilômetros rodados em estradas pelo interior de Minas Gerais.

O Compass Trailhawk compartilha com o Renegade, e com a picape Toro, o mesmo motor 2.0 turbodiesel que rende até 170 cv e 35,7 kgfm de torque. O câmbio também é o mesmo: automático de 9 marchas com opção de trocas manuais por meio de “borboletas” atrás do volante. Apesar da diferença de quase 80 kg entre o Renegade Trailhawk e o Compass Trailhawk, o último mostrou bom desempenho, tanto na cidade quanto nas estradas.

Na cidade, o bom torque do motor evita trocas constantes de marcha e permite que o conta-giros fique sempre em baixas rotações, o que auxilia na economia de combustível. O conjunto da suspensão é bastante eficiente para filtrar as (inúmeras) imperfeições das nossas vias. O modelo roda de forma bastante confortável e macia.

GEDSC DIGITAL CAMERANa estrada, levando-se em conta a proposta familiar do Compass – ou seja, ele não foi concebido para ter o desempenho de um VW Golf GTI, por exemplo – o SUV se saiu muito bem nas retomadas e garantiu segurança para as ultrapassagens. Em nenhum momento ele passa a sensação para o motorista de ser “lerdo” ou pouco ágil, muito pelo contrário.

Mesmo não nos importando, em nenhum momento, com o consumo, já que forçamos o modelo ao máximo, exigindo muitas reduções para ultrapassagens e outras situações, a média de consumo da nossa viagem, medida pelo computador de bordo, foi bastante razoável e dentro do que havia sido informado pela Jeep no lançamento: 11,5 km/l.

Apesar do tamanho (ver a ficha técnica), surpreende sua boa capacidade para percorrer curvas sinuosas em velocidades mais elevadas. A carroceria não demonstra muita tendência à rolagem, algo esperado para um utilitário esportivo, e o condutor não passa sustos com o modelo. Ele “fica na mão” e suas reações são bastante previsíveis.

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Pacote farto de equipamentos se destaca:

Na comparação com o Renegade, o interior do Jeep Compass oferece mais qualidade e primor no acabamento. E isso não quer dizer que o do primeiro seja ruim. Mas o Compass está em um segmento de mercado ligeiramente superior, o que justifica a diferença.

No banco traseiro, dois adultos e uma criança se acomodam com facilidade e conforto. Todos contam com encostos para a cabeça e cintos de três pontos. Na frente, os bancos são confortáveis e as abas laterais cumprem bem seu papel nas curvas.

O painel é todo revestido em material emborrachado e macio ao toque. O sistema multimídia, com tela sensível ao toque e com o bom tamanho de 8,4 polegadas, agrega as funções de áudio, telefonia, ar-condicionado, aplicativos e GPS.

No console central, à frente da manopla do câmbio, está instalado o botão giratório do sistema de tração 4×4. São cinco opções de seleção: Auto (sempre que o carro é ligado, é essa a opção que está selecionada); Snow (neve); Sand (areia); Mud (lama) e Rock (pedras).

GEDSC DIGITAL CAMERADentre outros, o Jeep Compass Trailhawk conta com sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista), controles de estabilidade e tração, controle eletrônico anticapotamento, assistente de partidas em rampas, direção elétrica, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, ar-condicionado de duas zonas, sensor de estacionamento traseiro e câmera de ré, bancos revestidos em couro com costura vermelha, computador de bordo, detector de pontos cegos, faróis em xenon, faróis de neblina, faróis e lanterna com assinatura em LED, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas, sistema multimídia com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas e rodas em liga leve de 17 polegadas.

Como opcionais, destaque para o teto solar elétrico, controle adaptativo de velocidade (ACC), monitoramento de mudança de faixa (LDW), farol alto automático (AHB), aviso e prevenção de colisão frontal (FCWp), sistema de estacionamento automático (Park Assist), bancos dianteiros com ajustes elétricos, som da marca Beats e as pinturas perolizadas ou metálica.

Na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço do Jeep Compass Trailhawk é R$150,49 mil. Para essa versão com motor a diesel, o grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) entende que os principais concorrentes são o BMW X1, o Audi Q3 e  Mercedes-Benz GLA. Repare que todos eles se assemelham no quesito preço, mas não utilizam diesel, o grande diferencial a favor do Compass.

Os potenciais rivais, que também usam o diesel como combustível, são bem mais caros que o modelo da Jeep. Seriam eles os Mitsubishi Pajero e Outlander, o Volvo XC60 e o Chevrolet Trailblazer. E a maioria deles não oferece um pacote de equipamentos tão farto quanto o do Compass.

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Fotos: José Oswaldo Costa

Ficha Técnica:

✔ Velocidade máxima — 194 km/h

✔ 0 a 100 km/h — 10 segundos

✔ Potência — 170 cv

✔ Consumo médio — 9,8 km/l (cidade) e 11,5 km/l (estrada)

✔ Distância entre eixos — 2,64 metros

✔ Comprimento — 4,42 metros

✔ Largura — 2,03 metros

✔ Altura — 1,65 metro

✔ Capacidade do porta-malas — 388 litros / 1.181 litros com bancos rebatidos

✔ Capacidade do tanque — 60 litros

✔ Pneus e Rodas — 275/45 R20 / Liga leve de 20 polegadas

*Outras fotos do Jeep Compass no: http://www.flickr.com/photos/detalhauto