Nova geração do Honda HR-V surpreende

Modelo evoluiu para retornar à briga pela liderança entre os SUVs compactos

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 23/12/2022)

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Lançado em 2015, o Honda HR-V protagonizou a disputa pela liderança entre SUVs  compactos, principalmente, contra o Jeep Renegade.

A batalha foi vencida pelo nipônico em seus três primeiros anos de mercado. Mesmo depois deste período, ele permaneceu como o Honda mais vendido no Brasil.

Daquela época, até o ano passado, o HR-V recebeu uma pequena reestilização, melhorias mecânicas e, até mesmo, uma versão com motor turbo.

Mudanças insuficientes, pois suas vendas caíram, fechando 2021 em quinto lugar, de acordo com os dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em julho deste ano, a Honda lançou a segunda geração do modelo, finalizando a renovação da sua gama compacta, composta pelo sedan City e pelo City Hatch.

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Muito evoluído, o SUV compacto traz credenciais para retornar ao pódio dos mais vendidos.

O DC Auto recebeu o HR-V EXL Honda SENSING 2023 para avaliação, a segunda versão entre as duas equipadas com motor aspirado.

No site da montadora, seu preço sugerido é R$ 151,40 mil, apenas na cor branca sólida. As cores metálicas acrescem R$ 2 mil e, a branca perolizada, R$ 2,30 mil.

Os principais equipamentos da versão são: ar-condicionado digital e automático com ventilação para os ocupantes traseiros; multimídia 8 polegadas com espelhamento sem fio para smartphones; display digital com tela TFT 4,2 polegadas de alta resolução; chave presencial com função de destravamento e travamento das portas por sensor de aproximação e partida por botão; freio de estacionamento eletrônico com bloqueio em paradas; espelhos retrovisores com rebatimento elétrico e revestimento dos bancos em material sintético que imita o couro, na cor preta.

Em segurança, os destaques são: controle de cruzeiro adaptativo com parada em semáforos; alerta de colisão eminente com frenagem automática de emergência; detector de saída de faixa com centralização automática da direção; câmera no retrovisor do lado direito para redução de ponto cego; assistente de controle de decida; comutação automática do farol alto e baixo; 6 airbags (frontais, laterais e de cortina); freios com sistemas ABS e EBD; controles de estabilidade e tração; assistente de partidas em aclive; monitoramento de pressão dos pneus; lembrete de afivelamento dos cintos dianteiros e traseiros; câmera de marcha à ré multivisão com linhas dinâmicas (três vistas) e faróis e lanternas em LED.

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Motor e Câmbio – O HR-V usava um antigo motor 1.8 16V compartilhado com o sedan Civic. Agora, as duas versões de entrada do SUV compacto usam o mesmo motor 1.5 aspirado da linha City.

Ele desenvolve 126 cv às 6.200 rpm, com ambos os combustíveis. Em torque, atinge 15,8/15,5 kgmf às 4.600 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente.

O câmbio é automático CVT acoplado ao motor por conversor de torque convencional. Programado com sete (7) relações para emular marchas, ele permite comutação manual das mesmas por meio das aletas posicionadas atrás do volante.

O HR-V manteve o chamado Magic Seat, exclusivo sistema de modularidade interna da Honda.

Ao permitir abaixar o encosto do banco traseiro, ou elevar o seu assento, ambos totalmente ou parcialmente, essas configurações criam espaço em sua cabine para transportar cargas longas, deitadas na horizontal ou objetos altos que não podem ser deitados, por exemplo.

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Interior – Por dentro, a orientação horizontal do design se reproduz. Linhas paralelas e mais elegantes conferem leveza ao painel principal que está destacado do console central, deixando o interior arejado, mais amplo, pois suas formas são menos envolventes que as do antigo HR-V.

Em acabamento, ambas as gerações seguiram o mesmo bom padrão. A parte central do painel, sua continuação nas portas, os apoios de braço das mesmas e o entorno do console central foram revestidos com o mesmo material dos bancos.

Nos apoios e no console, este revestimento é acolchoado, detalhes raros na categoria. Todas as outras peças internas são em plástico rígido não revestido, mas eles são texturizados e têm toque agradável, nada áspero.

Diversos detalhes cromados, outros em preto brilhante e alguns em alumínio fosco enriquecem o interior. O material sintético que reveste os bancos é microperfurado nas áreas de maior contato com o corpo, ajudando na transpiração e ampliando a percepção de qualidade interna.

O HR-V é o SUV compacto com a maior área interna. Cabeças, ombros e pernas de quatro adultos têm mais espaço nele do que na maioria dos modelos médios. Apenas na largura que ele não se compara aos concorrentes maiores.

A ergonomia do HR-V é acertada. Todos os comandos são acessados sem grande movimentação dos braços.

Nesta geração, os botões físicos retornaram aos equipamentos de bordo, giratórios para as funções principais e de pressão para as secundárias, arquitetura ideal.

Multimídia – O multimídia está em posição elevada, a mais correta. Em sensibilidade ao toque, brilho e tempo de processamento ele está na média do segmento.

Seu tamanho de tela é pequeno em relação à concorrência e o sistema lembra muito equipamentos genéricos, sem grande desenvolvimento feito pela marca. Mas, espelhando o celular, ele foi muito estável e rápido na conexão dos aparelhos.

Com quatro alto-falantes e dois tweeters, o sistema de som é bom, apresenta boa definição das frequências sonoras e distribuição espacial agradável, tudo sem a qualidade dos equipamentos assinados por marca de sonorização, é certo.

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O ar-condicionado é digital de zona única. Sua operação é muito simples, com muitos comandos feitos nos três botões giratórios. Em tempo de resfriamento, manutenção de temperatura e ruído de ventilação ele é muito eficiente.

O quadro de instrumentos é analógico, oferecendo velocímetro e conta-giros de bom tamanho e com as marcações acertadas, pois os números são visíveis e as graduações marcadas por traços e pontos são igualmente bem destacadas.

Já o display digital posicionado entre eles é pequeno. Mas nele, inúmeras informações são mostradas em diversas páginas corretamente sequenciadas.

A alta definição desta tela ajuda na visualização de todos esses dados, compensando as letras e os números pequenos mostrados pelo computador de bordo.

Assim como os painéis, o volante do HR-V tem design original em relação ao da gama City. Nele estão concentrados, à esquerda, os comandos remotos do som, telefonia e computador de bordo.

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Do lado direito, todos os botões dos auxílios à condução semiautônoma. São muitas funções, realizadas em onze botões de pressão e um giratório, este, operado apenas pelo polegar esquerdo.

Eles exigem algum tempo de adaptação. Após o aprendizado, este completo conjunto se torna muito prático.

Honda SENSING traz o pacote de sistemas de auxilio à condução

Raro em modelos compactos, o sistema de auxílio à condução do HR-V, (Honda SENSING) dá nome às duas versões de entrada.

Mais completo do que o utilizado na linha City, seu controle de cruzeiro adaptativo funciona em baixas velocidades, inclusive, parando em semáforos e partindo, automaticamente, quando o intervalo das ações é de até três segundos.

Acima deste breve período, basta acelerar para ele retomar o controle do SUV. Mesmo contando apenas com uma câmera, sem o usual radar, este recurso consegue manter a distância em relação ao carro da frente com precisão, assim como sinalizar aproximações com risco de colisão.

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A detecção de saída de faixa funciona com antecipação suficiente para as rodas não se sobreponham às mesmas e a centralização entre elas permite, até, contorno de curvas mais abertas de forma automática por algum tempo, até o sistema avisar a necessidade de o motorista segurar o volante.

Mas este conjunto não conta com o importantíssimo detector de ponto cego. A Honda optou por uma câmera no retrovisor do lado direito que mostra na tela do multimídia toda essa lateral.

Eficiente em balizas e em conversões para a direita, este recurso não substitui o detector de ponto cego, sistema que protege os dois lados do carro e funciona com luzes nos retrovisores e advertência sonora, meios bem mais eficientes que a imagem em vídeo.

Os sensores de aproximação e a câmera traseira, em conjunto a lateral, ajudam bastante em manobras de estacionamento, pois as janelas do HR-V são estreitas e o SUV é alto.

As guias dinâmicas e a possibilidade de escolher entre três visões (uma com um ângulo mais aberto, outra mais aproximada e a normal) são recursos que ampliam a eficiência deste sistema.

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Rodando – A assistência elétrica deixa a direção muito leve nos momentos de deslocamentos lentos e o sistema permite ótimo ângulo de esterço, facilitando circular por garagens, por exemplo.

Mas, estranhamente, ocorre uma rápida diminuição da assistência em avenidas e estradas, deixando o volante pesado em velocidades intermediárias e altas, limitação incomum em carros da Honda.

Outro acerto pouco usual nos modelos da marca, porém positivo, foi aplicado ao HR-V. As suspensões do SUV entregam equilíbrio incomum entre conforto e estabilidade, fugindo da tradicional tendência esportiva destes sistemas dos carros da Honda.

Sobre asfaltos remendados, com desníveis e diferentes coberturas, o HR-V passa com o mínimo de ruídos e pouquíssimas vibrações transferidas para a cabine. Provavelmente, é o modelo compacto da Honda mais confortável que já avaliamos.

Mesmo assim, ele entrega estabilidade suficiente para ser seguro em uma condução condizente com sua proposta familiar.

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Falando nisso, o conjunto motor e câmbio dá conta do SUV, sem sobras. Em estradas, o CVT funciona deixando o giro mais baixo possível: aos 90 km/h, 1.600 rpm, e aos 110 km/h, 1.950 rpm.

Nessas condições, os ruídos aerodinâmicos e de rolamento se confundem e são pouco intensos, algo que comprova bom isolamento acústico da cabine.

Em retomadas suaves, o giro sobe bastante, buscando atingir rotações próximas ao toque mais elevado, o funcionamento típico dos câmbios CVT quando acoplados a um motor aspirado.

Além do desconforto acústico, este comportamento não agrada em desempenho. Pelo menos, isso ocorre em poucas situações e por períodos curtos do deslocamento, tanto em cidades, quanto em estradas.

Com curso total do acelerador, ou mesmo em acelerações intensas, as sete relações pré-programadas são comutadas, melhorando o deslocamento e os ruídos de funcionamento, comportamento mais parecido aos câmbios automáticos convencionais.

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O melhor deste conjunto está na condução em modo Sport. Nele, essas relações são cambiadas por meio das aletas ou quando a motor atinge o giro máximo permitido, às 6.200 rpm.

O HR-V muda de comportamento, fica muito mais ágil e sob o controle do condutor, mas não se transforma em um esportivo, com certeza.

A maior entrega do modelo é mesmo o conforto em uma condução suave, condição que mostrou o tanto que as versões com motor aspirado são econômicas.

Consumo – Em nossos testes padronizados de consumo, circulamos sempre com gasolina no tanque do HR-V.

No circuito rodoviário, realizamos duas voltas no percurso de 38,7 km, uma mantendo 90 km/h e, outra, 110 km/h, sempre conduzindo economicamente.

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Na volta mais lenta, o HR-V EXL registrou 19,2 km/l. Na mais rápida, 17,3 km/l.

No teste de consumo urbano, rodamos por 25,2 km em velocidades entre 40 e 60 km/h, fazemos 20 paradas simuladas em semáforos, com tempos cronometrados entre 5 e 50 segundos, e vencemos 152 metros de desnível entre o ponto mais baixo e o mais alto do circuito.

Neste severo teste, a versão atingiu a média de 10,4 km/l. Se ele fosse equipado com o sistema stop/start, o resultado seria ainda melhor.

O HR-V foi um dos modelos mais desejados no Brasil. Mesmo mais caro, entregava diferenciais que o transformaram em líder no segmento de SUVs compactos.

Com atualizações discretas nos últimos anos, perdeu seu apelo comercial diante dos concorrentes melhor equipados e com design mais moderno.

Agora, sua segunda geração chega muito competitiva, em quase tudo, mas deveria ter um motor 1.0 turbo nas duas versões de entrada.

Para quem procura melhor desempenho, as duas versões com motor turbo cumprem essa função, mas custam o preço de concorrentes maiores.

20221111_113613Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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Linha 2023 do Jeep Wrangler chega ao mercado

Da Redação

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A linha 2023 do Jeep Wrangler chegou ao mercado brasileiro. A Jeep mantém no País as versões Rubicon e Sahara 4P (quatro portas) e 2P (duas portas).

E sua linha 2023, o modelo mantém todos os atributos, impulsionados pelo motor turbo de 272 cv e 400 Nm de torque, com câmbio automático de oito marchas, tração 4×4 com reduzida e diferenciais dianteiro e traseiro com bloqueio.

Também conta com a exclusiva barra estabilizadora frontal desconectável, que aumenta a articulação da suspensão, permitindo que o eixo dianteiro trabalhe de forma mais livre e que ambas as rodas mantenham contato com o solo, garantindo maior capacidade de tração.

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O Jeep Wrangler conta, também, com um amplo pacote de sistemas de auxílio à condução autônoma, como piloto automático com controlador de velocidade adaptativo, frenagem automática de emergência (AEB) e comutação automática do farol alto Full LED, que usa imagens de uma câmera posicionada na parte superior do para-brisas para acompanhar o tráfego dos veículos à frente e ajustar automaticamente o facho do farol  para evitar o ofuscamento de outros motoristas.

A câmera frontal off-road, presente na versão Rubicon, foi pensada para facilitar a superação dos obstáculos em trilhas e aventuras.

Ela usa uma lente do tipo grande-angular e seu acionamento é feito por meio da tela de 8,4 polegadas do sistema multimídia UConnect. Ela também pode ser usada em conjunto com a câmera traseira e sensores de estacionamento para facilitar balizas e manobras.

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A versão Rubicon traz o sistema Off-road+, que ajusta automaticamente o modelo para as condições do terreno, atuando nos principais sistemas, como acelerador, controle Selec-Speed, controle de tração e trocas de marchas, a fim de garantir o desempenho ideal para o terreno, seja dunas de areia (4-HI) ou um off-road pesado (4-LO).

A versão Rubicon apresenta uma nova opção de roda de liga-leve na linha 2023..

Principais itens de série do Jeep Wrangler Rubicon:

  • Motor 2.0L TURBO – Gasolina
  • 272cv e 402NM
  • Câmbio automático de 8 marchas
  • Reboque: 1,5 toneladas
  • Tração 4×4 Rock Trak com relação reduzida 4:1
  • Bloqueio eletrônico dos diferenciais Tru-Lok
  • Eixos Dana 44
  • Nova Câmera Frontal Off-Road
  • Barra estabilizadora dianteira com desconexão eletrônica
  • Protetores para Pedra
  • Rodas de 17” com pneus de uso misto
  • HDC – Hill Descent Control
  • Off-Road Pages
  • Sistema Off-Road+
  • Freedom Top® – Teto removível na cor da carroceria
  • Portas Removíveis
  • Para-brisa rebatível
  • 2 ganchos para reboque frontais e 1 traseiro
  • Protetores de cárter, transmissão e tanque
  • Faróis e lanternas em LED
  • ACC – Piloto Automático Adaptativo
  • AEB – Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência
  • Monitoramento de pontos cegos
  • Central Multimídia Uconnect de 8,4”
  • Apple Carplay e Android Auto
  • Navegação GPS
  • Sistema de áudio Premium “Alpine”
  • Nove alto falantes e subwoofer
  • Cluster digital de 7”
  • Câmera de ré
  • Detector de tráfego cruzado
  • Chave presencial com partida remota
  • Monitoramento da pressão dos pneus
  • Airbags frontais e laterais
  • ERM e ESC
  • HSA – assistente de partida em rampa
  • Bancos revestidos em couro
  • Sistema de escoamento de água para lavagem interna
  • 120 acessórios by Mopar

O Jeep Wrangler 2023 já está disponível para os clientes em três versões.

jeep_wrangler_rubicon_08-63878ea1106caFotos: Stellantis / Jeep / Divulgação

Versões e preços sugeridos:

Jeep Wrangler Sahara 2 Portas R$ 456,99 mil

Jeep Wrangler Sahara 4 Portas R$ 466,89 mil 

Jeep Wrangler Rubicon R$ 481,83 mil

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Range Rover Velar 2023 chega com opção de motorização híbrida

Da Redação

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Chegou a vez do Range Rover Velar dar início ao seu capítulo mais refinado e sustentável, guiado por um dos principais pilares da estratégia Reimagine, da Jaguar Land Rover: a eletrificação.

A versão 2023 do modelo já está disponível nas concessionárias de todo o País, não apenas com a motorização MEHV P340, mas também, com nova opção PHEV, tecnologia híbrida plug-in.

Disponível nas versões R-Dynamic S e R-Dynamic HSE, o Range Rover Velar possui autonomia de até 53 Km (WLTP) no modo elétrico.

E, para alcançar todo o potencial do carro, ou seja, recarregar sua bateria completamente, são necessárias menos de 3 horas em carregadores de corrente alternada de 7 kW.

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Com silhueta icônica e característica da família Range Rover, o veículo, ganhador de diversos prêmios internacionais de design e considerado por muitos o SUV mais bonito do mundo, traz linhas sutis focadas na construção e na valorização de detalhes, conferindo ao Range Rover Velar dinamismo e presença marcante.

O design exterior é ainda mais valorizado pelo pacote de acabamento em preto brilhante, que contribui para um estilo esportivo sofisticado e aproxima seu visual do conceito de luxo moderno, presente no centro de todas as próximas ações e lançamentos da Land Rover.

O conceito dinâmico externo se estende ao ambiente interno, tanto pelo espaço arejado e iluminado, proporcionado pelo teto solar panorâmico com abertura, quanto pela experiência de direção.

Para garantir o equilíbrio entre conforto e agilidade, o Range Rover Velar vem equipado com tela de TFT de alta resolução e tecnologias como Head-up Display e Controle de Cruzeiro Adaptativo, que permitem ao motorista ter muito mais consciência de seus arredores e das condições do carro com tranquilidade, contribuindo para uma condução mais segura.

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Quem desfruta da experiência interna do Velar como passageiro também sente na prática a sofisticação e tecnologia, à altura do refinamento externo.

Com o sistema PIVI Pro, é possível usufruir dos melhores recursos de infoentretenimento a bordo do Range Rover Velar 2023 com uma interface simples, de gráficos nítidos e capacidade de respostas mais rápida, o que reduz o número de interações para aumentar a segurança, seja a partir dos aplicativos já presentes no carro ou conectados diretamente do celular por meio do Apple CarPlay e Android Auto.

“Acreditamos que na eletrificação está a possibilidade de atingir o mais alto grau de sofisticação. Para nós, é o luxo moderno, algo que supera a estética e está muito mais relacionado com o estilo de vida. Então lançar no mercado brasileiro uma versão PHEV do Range Rover Velar está em linha não só com o nosso conceito como também com nossos valores como marca que acredita em um futuro sustentável”, explicou Tiago Yoshitake, gerente de produto da Land Rover no Brasil.

“Agregar a tecnologia híbrida plug-in a um carro já considerado tão dinâmico, e referência por seu design, é uma excelente tradução do que estamos fazendo e ainda podemos fazer com nossos produtos e marca de forma geral”, completou o gerente.

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O novo motor híbrido plug-in de 2,0 litros e quatro cilindros possui 404 cv de potência, combinados com torque de 65,2 kgfm, o que resulta em uma aceleração de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos, informou a fabricante.

Sua bateria de íons de lítio de 17,1 kWh está localizada sob o piso do porta-malas e, além de poder ser carregada em menos de 3 horas em carregadores de 7 kW, pode atingir 80% de sua capacidade recarregada por apenas 30 minutos, quando usado um ponto de carregamento CC rápido.

Com zero emissão de carbono no modo elétrico, outros benefícios oferecidos pela tecnologia PHEV são, por exemplo, a economia de combustível de até 2,2 litros/100 km e isenção de rodízio na cidade de São Paulo (SP).

Mais uma novidade vem com a linha 2023 do Range Rover Velar: o sistema InControl Telematics, suportado pelo sistema PIVI Pro, que torna possível conferir uma gama de recursos de segurança e assistência ao motorista, que são exibidos na tela central altamente responsiva.

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A tecnologia telemática contempla assistência rodoviária e serviços de emergência por meio dos botões bCall e eCall, criados pensando em diferentes situações e graus de gravidade.

As ligações de assistência rodoviária (bCall) ajudam o cliente a se sentir mais seguro com a comodidade de ter uma série de serviços ao toque de um botão.

Já os serviços de emergência (eCall) podem ser acionados também por um botão no próprio veículo, envolto por uma tampa para evitar acionamentos acidentais, já que seu acionamento realiza uma ligação de emergência, que aciona o 190 para socorro.

O Range Rover Velar 2023 chega ao mercado brasileiro com os seguintes preços:

R-Dynamic S P404 (PHEV) 2.0 (4 cilindros) –  R$ 624,90 mil

R-Dynamic HSE P404 (PHEV) 2.0 (4 cilindros) – R$ 653,15 mil

R-Dynamic HSE P340 (MHEV) 3.0 (6 cilindros) – R$ 681,95 mil

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Nova Chevrolet Montana chega em fevereiro

Picape média-compacta vai disputar mercado, principalmente, com a Fiat Toro

Da Redação   (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 16/12/2022)

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A nova Montana estreia nas concessionárias Chevrolet a partir de fevereiro e chega ao mercado para brigar com Renault Oroch e, principalmente, Fiat Toro no segmento de picapes médias-compactas.

A Montana se destaca em design, espaço interno, segurança, conectividade e performance.

As picape mede 4,72 metros de comprimento e cerca de 1,80 metro de largura. As demais medidas ainda não foram informadas pela Chevrolet.

A inédita caçamba Multi-Flex é um diferencial importante do produto e foi projetada para funcionar como um porta-malas gigante (874 litros), de acordo com a Chevrolet.

Ainda segundo a montadora, ela traz um sistema de vedação da cobertura que oferece melhor proteção contra água.

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A caçamba conta, ainda, com uma extensa linha de acessórios customizados, que permitem centenas de soluções para o transporte de carga.

Em termos de design, a frente é caracterizada pelo conjunto ótico bipartido em LED, em sintonia com a mais recente linguagem global de design da Chevrolet.

A lateral é marcada pela silhueta típica de utilitários, porém conta com linha de cintura elevada e molduras contornando toda a base do veículo, que fazem ele parecer ainda mais alto.

Na traseira, uma barra em preto brilhante conecta as lanternas e agrega requinte ao conjunto.

Já a posição mais elevada de guiar, o ambiente tecnológico da cabine e os acabamentos com materiais premium remetem aos SUVs.

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Esta sensação é reforçada pelo baixo nível de ruído a bordo, pelo rodar bastante confortável e pela excelente estabilidade do veículo, seja ele vazio ou carregado, informou a GM.

Motor – A picape da Chevrolet é equipada com motor 1.2 Turbo Flex com até 133 cv de potência e 21,4 kgfm de torque. O propulsor traz calibração exclusiva, em sintonia com a proposta multiuso do veículo.

Este mesmo trabalho de customização foi feito nos demais sistemas mecânicos, como transmissão, direção e suspensão. Até pneus foram especialmente desenvolvidos para o modelo.

Segundo a General Motors, a nova Montana percorre na estrada, com gasolina, 13,3 km/l e, na cidade, 11,1 km/l. Com etanol os números são: 9,3 km/l e 7,7 km/l, respectivamente.

A oferta de equipamentos para a nova Montana é abrangente e inclui: seis airbags; alerta de ponto cego; faróis Full LED com regulagem de altura e acendimento automático; ar-condicionado digital; sensor de estacionamento com câmera de ré; chave inteligente com partida por botão; tampa da caçamba com alívio de peso na descida; carregador de smartphone sem fio; Wi-Fi nativo; sistema OnStar e aplicativo para comandar funções do carro remotamente.

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A Chevrolet iniciou a pré-venda das versões LTZ e Premier, as mais sofisticadas da gama.

O lote inaugural virá equipado com um acessório de caçamba criado para o veículo: as exclusivas divisórias Multi-Board. Elas permitem uma acomodação e distribuição muito mais inteligente da carga.

Design – A Montana é o primeiro modelo de produção local escolhido para estrear a nova identidade de design global da Chevrolet, que se caracteriza pelo conjunto ótico bipartido na dianteira.

Por isso a picape traz a luz de posição (DRL) na parte superior. Seu aspecto iluminado harmoniza com os vincos do capô e com a grade.

Já o farol principal e o pisca compõem uma peça independente de formato trapezoidal e com bordas arredondadas para dar um toque de esportividade. Enquanto o para-choque traz um aplique central na base para proporcionar mais imponência ao veículo.

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Na versão Premier os acabamentos de rodas e frisos são escurecidos; na versão LTZ eles são predominantemente cromados, conferindo uma identidade própria para cada uma delas.

A picape da Chevrolet possui molduras que contornam toda a base do veículo, incluindo para-choques, paralamas e portas.

Por serem confeccionadas com um material de cor e textura contrastante em relação à lataria, fazem o carro parecer ainda mais alto em relação ao solo. As rodas de 17 polegadas, a linha de cintura elevada e o rack de teto reforçam este aspecto aventureiro.

A traseira é marcada por elementos que remetem à robustez, sem deixar de lado o requinte e a funcionalidade.

O principal diferencial estético do veículo está na barra com acabamento em preto brilhante que faz a conexão entre as lanternas, formando um elemento único.

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Ênfase, também, para a logomarca “Chevrolet” estampada em baixo relevo na tampa da caçamba, que tem no topo uma espécie de aerofólio integrado.

A tampa conta com abertura por botão elétrico e alívio de peso na descida. Já o para-choque foi projetado para facilitar o acesso à caçamba.

Para quem gosta de personalização, há uma gama de acessórios para a parte externa do veículo, como estribos laterais, extensor do para-choque frontal, diferentes tipos de Santo Antonio e faróis de neblina dianteiro em LED.

Interior – A central multimídia está ganhando cada vez mais relevância nos automóveis, e o item recebeu atenção especial dos designers.

Tanto que a nova Montava estreia com o conceito de tela do MyLink totalmente integrada ao quadro de instrumentos, assim como nos modelos mais recentes da marca.

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O multimídia está na parte superior do painel e seu visor de 8 polegadas, por ficar na posição horizontal, facilita a leitura principalmente de mapas de navegação e reduz a possibilidade de distração ao volante.

O MyLink oferece Wi-Fi com sinal de internet até 12 vezes mais estável e sistema de telemática avançada OnStar integrados.

Projeção sem fio para Android Auto e Apple CarPlay também fazem parte do pacote de conectividade, que ainda oferece atualização remota de sistemas eletrônicos do veículo, aplicativo myChevrolet para comandar funções do carro à distância e carregador de smartphone por indução magnética.

Outro destaque do interior do veículo é a riqueza de detalhes que vai desde a seleção dos materiais até a combinação de cores e texturas. Ao todo, são mais de 50 padrões de acabamento, que variam conforme a função e aplicação do componente.

Os bancos são confortáveis e a posição de dirigir é mais elevada, algo muito valorizado hoje em dia por proporcionar melhor visibilidade do trânsito e ajudar a reduzir o cansaço em longas viagens.

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De acordo com a fabricante, outros elementos reforçam essa percepção, entre eles o baixo índice de ruído e vibração a bordo. Já variados ajustes para o cinto de segurança, volante, assento e encosto garantem uma perfeita ergonomia para o condutor.

Para quem busca maior potência sonora para o sistema de áudio, é possível instalar um subwoofer da marca JBL especialmente dimensionado à acústica do veículo.

Caçamba Multi-Flex promete facilitar o uso no dia a dia

Um dado curioso é que o consumidor de picapes médias-compactas está mais interessado nos objetos que ela consegue devidamente acomodar na caçamba do que necessariamente na capacidade de peso total, que quase nunca chega a ser utilizada.

A questão é que além de objetos mais volumosos, como um móvel, um carrinho de bebê ou uma bicicleta, o consumidor costuma levar também itens menores, como compras de supermercado, malas ou caixas de ferramentas.

Para atender estas duas situações, a Chevrolet está lançando com a picape a caçamba inteligente Multi-Flex além de uma ampla linha de acessórios. Ao todo são mais de 20 itens para otimizar o transporte de carga.

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Um dos acessórios mais interessantes são as divisórias Multi-Board. Ele é composto por quatro peças. Dois trilhos que vão fixados no porta-objetos lateral da caçamba, uma grande prateleira e uma prancha, que podem ser encaixados em seis posições diferentes.

Com a prateleira e a prancha na horizontal quase à meia altura, cria-se uma caçamba de dois andares.

Como a prateleira tem como ser posicionada logo na entrada da caçamba e possui diversos compartimentos, dá para acomodar facilmente ali objetos menores, para que eles não viagem soltos. Ganchos na parte inferior permitem pendurar sacolas e mochilas.

Outra configuração interessante das divisórias Multi-Board é quando a prancha forma uma espécie de parede, dividindo a caçamba em dois compartimentos, um fechado, que funciona como área segura independente do uso de capota marítima, e outro aberto.

Útil para quem precisa separar diferentes tipos de carga ou quer limitar a área útil para facilitar o embarque e desembarque de cargas menos volumosas.

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Uma das maiores queixas dos donos de picape no uso urbano é quanto a intrusão de água na caçamba em dias de chuva. Para a nova Montana foi desenvolvido um sistema de vedação da capota marítima.

Esta solução foi pensada para os consumidores que pretendem utilizar a caçamba como um porta-malas gigante ou para aqueles que desejam maior nível de proteção no transporte de objetos.

Há opção, também, de uma capota rígida de acionamento elétrico por controle remoto.

Em termos de segurança se destacam os já citados seis airbags (de série), freios ABS com distribuição da força de frenagem e assistência de frenagem de urgência, controles eletrônicos de tração e estabilidade, sistema de monitoramento da pressão dos pneus e resposta automática de acidentes para o Centro de Atendimento OnStar.

Já o alerta de ponto cego e os faróis Full LED com maior poder de iluminação, por exemplo, são exclusividades da versão de luxo Premier.

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A relação completa dos equipamentos e as especificações técnicas de cada versão serão divulgadas mais próximo da chegada do produto às concessionárias Chevrolet em todo País.

A nova Montana chegará ao mercado com preços sugeridos de R$ 134,49 mil para a versão LTZ e de R$ 140,49 mil para a topo de linha Premier. Demais versões e preços serão informados em fevereiro.

Confira as principais tecnologias e acessórios disponíveis para a nova Montana:

Segurança:

  • Airbags frontais, laterais e de cortina
  • Alerta de frenagem de emergência
  • Alerta de ponto cego
  • Controle eletrônico avançado de estabilidade e tração
  • Faróis dianteiros Full LED com regulagem de altura
  • Freios com ABS, sistema de distribuição de frenagem e assistência de frenagem de urgência
  • Ganchos de ancoragem para cadeiras de crianças no padrão Isofix e Top Tether
  • Kit para transporte de PET
  • Sistema OnStar com resposta automática em caso de acidente, botão de emergência e assistência na recuperação veicular

Aparência:

  • Santo Antônio
  • Estribo lateral
  • Extensor do para-choque dianteiro
  • Rack de teto
  • Emblema Chevrolet na tampa traseira em alto relevo
  • Farol de neblina em LED
  • Roda de alumínio aro 17
  • Soleiras de portas iluminadas
  • Acabamento premium para bancos e painel

Comodidade:

  • Assistente de partida em aclive
  • Acendimento automático dos faróis com sensor crepuscular
  • Chave inteligente com sensor de aproximação e partida do motor por botão
  • Coluna de direção com regulagem em altura e profundidade
  • Computador de bordo com informações do veículo, incluindo monitoramento de pressão dos pneus e indicador da vida útil do óleo
  • Controlador de limite de velocidade
  • Direção elétrica progressiva
  • Sensor de estacionamento traseiro com câmera de ré
  • Sistema de áudio com quatro alto-falantes e subwoofer JBL

Conectividade:

  • Aplicativo myChevrolet para comandar funções do veículo remotamente
  • Atualização remota de sistemas eletrônicos do veículo
  • Multimídia MyLink com tela de 8″, função áudio streaming e Bluetooth para até 2 smartphones simultaneamente
  • Android Auto e Apple CarPlay com projeção sem o uso de cabo
  • WiFi nativo com sinal até 12 vezes mais estável e possibilidade de parear até 7 dispositivos simultaneamente
  • Entradas USB tipo A e C

Caçamba Multi-Flex:

  • Tampa traseira com abertura por botão elétrico e alívio de peso na descida
  • Divisórias Multi-Board
  • Bandeja, bolsa e caixa organizadora
  • Porta-objetos nas laterais
  • Capota marítima de lona com sistema de vedação
  • Capota marítima rígida elétrica
  • Entrada USB tipo A e C e de 12V
  • Extensor de caçamba para o transporte de moto, por exemplo
  • Rede porta-objetos
  • Tapete de bandeja fixo ou tipo gaveta
  • Iluminação em ambos os lados
  • Oito ganchos para amarração da carga
  • Protetor de caçamba

nova Chevrolet Montana

Fotos: General Motors Brasil / Chevrolet / Divulgação

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Hyundai apresenta edição especial do HB20

Da Redação

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Líder de vendas entre carros de passeio ao longo do ano, o Hyundai HB20 ganha edição especial que será oferecida em quatro diferentes versões: nas carrocerias hatch e sedan, com motor 1.0 aspirado e câmbio manual ou 1.0 T-GDi e câmbio automático.

O modelo, disponível nas concessionárias desde esta última quarta-feira (14), chega com novidades tanto na parte externa quanto interna, principalmente na lista de equipamentos de conforto e conveniência.

“Os números vem mostrando como o Hyundai HB20 foi bem aceito, consolidando-se ainda mais como um sucesso de vendas no mercado nacional. Antes de encerrarmos 2022, ano em que a Hyundai completa 10 anos de Brasil, temos a oportunidade de oferecer uma edição especial desse modelo icônico, em linha com a tradição da Hyundai de sempre oferecer mais conteúdo, em diferentes faixas de preço, reunindo o que há de mais sofisticado em conforto, conveniência e segurança”, afirmou Angel Martinez, vice-presidente de vendas, pós-vendas e desenvolvimento da rede da Hyundai Motor Brasil.

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No design do Hyundai HB20 Edição Especial, os destaques ficam por conta dos faróis com projetor e DRL em LED, o painel de instrumentos digital e interativo Supervision Cluster e a chave presencial Smart Key.

Nas versões turbo, estão incluídos o sistema de partida remota do motor pela chave e, no caso do sedan, a funcionalidade Smart Trunk, que permite a abertura do porta-malas por aproximação.

Alerta de presença no banco traseiro, vidros elétricos com função one touch, volante com regulagem de altura e profundidade e iluminação no porta-luvas completam a lista de itens adicionados.

Os modelos hatch e sedan serão oferecidos nas cores sólidas preto Onix e branco Atlas, nas metálicas prata Sand, prata Brisk e cinza Silk, e na perolizada azul Sapphire.

Modelo

Ano-Modelo

Motor

Versão

Transmissão

Preço Brasil (R$)

Preço

São Paulo (R$)

Novo HB20

22/23

1.0 12V Flex

Edição Especial

5MT

R$ 86,99 mil

R$ 89,99 mil

1.0 TGDI

12V Flex

6AT

R$ 104,39 mil

R$ 107,99 mil

Novo HB20S

1.0 12V Flex

5MT

R$ 93,89 mil

R$ 97,09 mil

1.0 TGDI

12V Flex

6AT

R$ 111,69 mil

R$ 115,59 mil

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Ford GT ganha nova versão Mk IV, a última feita exclusivamente para as pistas

Da Redação

O Ford GT ganhou recentemente a última série especial feita para as ruas e, agora, teve apresentada nos Estados Unidos a sua versão final preparada exclusivamente para as pistas.

Considerado o modelo mais radical já criado na linha, o Ford GT Mk IV 2023 tem motor EcoBoost biturbo especialmente projetado, com mais de 800 cv, transmissão de corrida, carroceria alongada de fibra de carbono e suspensão exclusiva Adaptive Spool Valve (ASV), da Multimatic.

“Assim como o modelo original, o novo Ford GT Mk IV foi criado para desempenho máximo na pista”, disse Mark Rushbrook, diretor global da Ford Performance Motorsports.

“Com um nível ainda mais alto de engenharia e carroceria de fibra de carbono impressionante, completamente nova e funcional, ele é uma despedida digna do supercarro de terceira geração”, completou.

As 67 unidades do Ford GT Mk IV serão construídas artesanalmente nas instalações da Multimatic em Ontário, no Canadá.

Esse número é uma homenagem ao ano em que o carro original venceu as 24 Horas de Le Mans. O modelo tem preço a partir de US$ 1,7 milhão e os interessados podem se inscrever pelo site (https://www.ford.com/performance/gt/mk-iv/).

O anúncio dos clientes selecionados será feito no primeiro trimestre de 2023, assim como o início das primeiras entregas.

“O pedido que recebemos foi criar a versão mais extrema do Ford GT, e o Mk IV é o resultado”, disse Larry Holt, vice-presidente executivo do Grupo de Operações de Veículos Especiais da Multimatic.

“Ele tem um motor exclusivo de maior cilindrada, câmbio de competição, distância entre-eixos alongada e carroceria verdadeiramente radical para entregar um desempenho sem precedentes. Estamos orgulhosos de fazer parte da terceira geração do GT desde o seu início até este incrível modelo, que é um capítulo significativo na história da Multimatic.”

O Ford GT Mk IV 1967 foi redesenhado do zero, com o estado da arte da tecnologia e engenharia da época, inspirado na vitória avassaladora do Ford GT Mk II, que conquistou os três primeiros lugares do pódio nas 24 Horas de Le Mans de 1966.   

Aproveitando os avanços no desenvolvimento de materiais, os engenheiros da Ford e da Kar Kraft criaram um novo chassi leve, usando uma construção de alumínio do tipo casa de abelha e uma carroceria mais aerodinâmica, que foi batizado de “J-Car”, por ser construído dentro das novas regras do Apêndice J da FIA.

Combinado com o famoso motor Ford V8 427, de 7 litros, e uma transmissão especial com sistema próprio de resfriamento que despejava a potência nas rodas traseiras, o Ford GT Mk IV 1967 era 9 polegadas mais longo e construído especificamente para dominar as corridas globais de resistência.

E cumpriu a missão, voltando a vencer em Le Mans naquele ano, assim como em 1968 e 1969.

Fotos: Ford / Divulgação

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VW Jetta GLI 2023 ganha mais segurança e tecnologia

Da Redação

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Espaço interno, performance, conforto, tecnologia e segurança. Unindo todas essas características o Jetta GLI, sedan esportivo da Volkswagehn, chega à sua versão para 2023 focado em segurança e tecnologia, complementando a lista de recursos já existente na linha 2022.

O destaque fica para o novo pacote de assistências ao condutor (ADAS) que, agora, possui nove itens de série.

No lançamento em junho, o Jetta já contava com Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC) e Frenagem Autônoma de Emergência (AEB) na lista de assistências.

Para 2023, a lista cresce com novos integrantes:

– Assistente Ativo de Mudança de Faixa (Lane Assist): com o sistema em funcionamento, o GLI monitora a faixa em que o veículo se encontra e corrige o volante automaticamente, caso o motorista tenha uma distração e comece a invadir a outra pista. Vale mencionar que o motorista pode sobrepor a atuação do sistema utilizando o volante e o sistema não será ativo quando o motorista acionar a seta para efetuar a troca de faixa;

– Assistente de Condução Ativo (Travel Assist): diferentemente do Lane Assist (que atua somente para corrigir uma eventual distração), o sistema oferece mais conforto ao condutor ao manter o veículo centralizado na faixa de rodagem. Além disso, é possível configurar a velocidade do GLI e a distância em relação ao carro da frente. Caso o sistema detecte que o motorista não está com as mãos no volante, o GLI emite alertas sonoros e, no caso de falta de resposta do condutor, começa a reduzir a velocidade até sua parada total, quando acende o pisca-alerta;

– Assistente Traseiro de Saída: em manobras em marcha ré, como ao sair de uma vaga perpendicular, o sistema detecta outros veículos cruzando a traseira e emite alertas ao condutor. No caso do motorista não reagir a tempo, é acionada a frenagem automática, evitar uma possível colisão;

– Detector de Ponto Cego (Blind Spot Monitoring): já presente no Taos, os sensores em todo o perímetro do carro detectam veículos, motocicletas e/ou bicicletas no ponto cego do espelho retrovisor. Uma indicação visual é projetada nos espelhos retrovisores externos, indicando que o motorista não deve efetuar a troca de faixa. O volante do GLI também oferecerá maior resistência caso o condutor tente mudar de faixa nestas condições;

– Detector de Pedestres + Frenagem Autônoma: o radar frontal fica constantemente monitorando a via e também é capaz de detectar pedestres que estejam na rota do GLI, acionando a Frenagem Autônoma de Emergência quando necessário, visando diminuir o impacto ou até mesmo evitar uma colisão ou atropelamento.

Com a nova lista de assistências, o VW Jetta GLI 2023 engloba todos os recursos para condução semiautônoma, ainda sendo necessária a presença de um condutor e sua responsabilidade de uma condução segura.

unnamed(7)Fotos: Volkswagen / Divulgação

Ainda assim, essa característica garante mais conforto e segurança em longas viagens e, também, no anda e para da cidade, reduzindo em grande parte os acidentes.

Embaixo do capô, o sedan entrega o motor 350 TSI, gerando 231 cv e 35,7 kgfm de torque.

A transmissão, automática de dupla embreagem DSG de sete (7) marchas, trouxe um escalonamento ainda melhor das marchas, graças à sétima velocidade, trabalhando em rotações menores em velocidades de cruzeiro.

Com o novo powertrain, o sedan atinge os 100 km/h em 6,7 segundos e alcança velocidade máxima de 249 km/h, segundo a VW.

Versatilidade é parte do DNA do carro. Para uso na pista ou nas ruas, basta navegar entre os diferentes modos de condução (Eco, Comfort, Sport e Individual), configurando itens como assistência da direção elétrica, conjunto mecânico, ACC e climatização, permitindo para quem está atrás do volante um maior controle do desempenho do GLI, principalmente na entrega de potência e no refinamento de dirigibilidade.

No interior, o luxo e conforto são destaques graças à seleção de acabamentos do painel e bancos, este com ajuste elétrico e memória para o motorista, e à combinação com a iluminação da cabine, com 10 opções de cores, e o teto-solar panorâmico de série.

O VW Play de 10,1 polegadas transforma a interação e conectividade com o carro, mantendo o controle de todas as funções, além da melhoria em conectividade com espelhamento de Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

Há, também, um HD interno de 10 GB e opção de download de aplicativos nativos da VW Play Apps, além de modo vallet, entre outras funções.

O Jetta GLI segue com a oferta de cinco cores: cinza Puro, branco Puro, preto Mystic, vermelho Kings e azul Rising.

Em sua edição para 2023, o sedan esportivo tem versão única, sem opcionais. Ele chega ao mercado com o preço sugerido de R$ 221,38 mil.

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Royal Enfield inaugura linha de montagem no Brasil

Da Redação

unnamed(6)A linha de montagem em Manaus já está operando (Royal Enfield / Divulgação)

A Royal Enfield inicia, hoje, um novo capítulo na região das Américas, especialmente no Brasil, com a inauguração de uma nova linha de montagem.

Este é um passo importante para os planos da Royal Enfield na América Latina e reforça o compromisso da marca com o País (o mercado brasileiro é o segundo em vendas da marca em todo o mundo, atrás apenas da Índia).

Localizada em Manaus (AM), a nova planta é a quarta operação CKD (Completely Knock Down, ou seja, completamente desmontada) ao redor do globo (depois das unidades na Tailândia, Colômbia e Argentina) além das fábricas localizadas na Índia.

Com capacidade de produção de mais de 15 mil unidades por ano, a linha de montagem em Manaus conta com equipamentos de última geração e estrutura moderna para alimentar a demanda cada vez maior pelas motos da fabricante no Brasil.

Hoje os modelos à venda no Brasil, incluindo a recém-lançada Classic 350, são: Meteor 350, Himalayan e as ‘twins’ Interceptor e Continental GT.

A nova linha de montagem vai acelerar a chegada das motocicletas à crescente rede de concessionárias da marca e reduzir os prazos de entrega para os proprietários.

Durante o discurso na cerimônia de inauguração da linha de montagem em Manaus, o CEO mundial da Royal Enfield, B Govindarajan, destacou os esforços feitos pela marca que culminaram na primeira planta da marca em território brasileiro.

A Royal Enfield tem trabalhado arduamente para crescer no segmento de média cilindrada em todo o mundo. Com o crescimento significativo em mercados como a Europa, o oeste Asiático e, claro, as Américas, nossa estratégia tem sido nos aproximarmos desses locais para ampliarmos nossa participação de mercado. Iniciamos essa jornada há dois anos e inauguramos linhas de montagem na Tailândia e, na América Latina, na Argentina e na Colômbia. O Brasil é um mercado muito forte para nós, rapidamente se tornou o segundo em vendas no mundo todo depois da Índia – vimos um crescimento acima de 100% no Brasil em 2019. Estamos muito felizes em inaugurar nossa quarta operação CKD global aqui no Brasil, o que prova nosso compromisso com o País e com uma região que possui muito potencial de mercado. Estamos confiantes de que esta planta vai impulsionar ainda mais nosso crescimento no mercado de média cilindrada no Brasil e permitir alimentar de forma ainda mais ficiente a crescente demanda por nossas motos”, disse o dirigente.

O mercado brasileiro tem sido de grande importância para a Royal Enfield desde a chegada da marca ao País, em 2017.

Com avanços significativos no Brasil e em toda a região das Américas, a Royal Enfield se estabeleceu entre as cinco primeiras marcas no segmento de média cilindrada em mercados como Brasil, Argentina, Colômbia, México e Estados Unidos, de acordo com a marca.

Com uma base de consumidores que cresce rapidamente e uma rede de concessionárias robusta na região, a nova linha de montagem fornece um impulso crucial para a ampliação dos negócios na região da América Latina.

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Cronos Drive 1.3 CVT é o Fiat mais econômico que avaliamos com este powertrain

Em nossa avaliação, feita principalmente em estrada, sedan marcou 15,4 km/l

Amintas Vidal*  (Publicado no Diário do Comércio – Edição: 02/12/2022)

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Os sedans já foram muito desejados em nosso mercado. No fechamento de 2012, o melhor ano histórico da indústria automotiva brasileira, entre os cinquenta carros mais emplacados, quinze eram modelos de três volumes.

Destes, três estavam entre os dez primeiros. Hoje, quase dez anos depois, existem nove sedans e apenas um aparece entre os ponteiros.

Os SUVs tomaram o protagonismo. Naquela época, nessa mesma lista, havia cinco utilitários esportivos. Agora, até o fechamento do mês de outubro, metade dos modelos defende a categoria.

São vinte e cinco modelos, sendo quatro entre os dez primeiros, e dez entre os vinte mais emplacados, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Mesmo sofrendo com tamanha concorrência, os sedans são ótimas opções para famílias que transportam muita bagagem. Eles são mais seguros, custam menos e, na maioria dos casos, têm porta-malas mais espaçosos que os SUVs dos seus respectivos tamanhos.

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O DC Auto recebeu o Fiat Cronos Drive 1.3 CVT para avaliação, a versão automática mais em conta do modelo. Com motor aspirado e câmbio continuamente variável (CVT), ela estreou em agosto deste ano custando R$ 88,79 mil.

Atualmente, no site da montadora, seu preço sugerido é R$ 97,19 mil. Nesse preço, a carroceria vem na cor preta sólida. As outras cores sólidas custam R$ 990,00 e, as metálicas e perolizadas, R$1,98 mil.

Seus principais equipamentos de série são: ar-condicionado manual; direção elétrica progressiva; central multimídia de 7 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay por cabo; display digital em TFT de 3,5 polegadas; volante com comandos de rádio, telefone e regulagem em altura; vidros elétricos dianteiros e traseiros com one touch e alarme antifurto.

Em segurança, os destaques são: airbag duplo; freios ABS com EBD; ESC (controle de estabilidade), TC (controle de tração) e Hill Holder (controle eletrônico que auxilia nas arrancadas em subida); controlador de velocidade (piloto automático); ESS (sinalização de frenagem de emergência); monitoramento de pressão dos pneus; gancho universal para fixação cadeira criança (Isofix) e sensor de estacionamento traseiro.

A unidade avaliada estava equipada com um dos dois pacotes de opcionais existentes, o Drive Plus, que custa R$ 2,98 mil.

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Ele traz retrovisores externos elétricos, com indicador de direção e sistema Tilt Down (rebatimento automático do retrovisor direito ao acionar a ré); sensor de temperatura externa; câmera de marcha à ré com linhas dinâmicas e rodas de liga leve de 15 polegadas.

Além deste opcional de fábrica, três acessórios de concessionária foram instalados no modelo, todos da Mopar, marca oficial da Stellantis: apliques na soleira, adesivo de teto e cabide de terno para o encosto de cabeça do banco dianteiro.

Motor e Câmbio – O motor desta versão é o Firefly 1.3 aspirado. Seu bloco tem quatro cilindros, o cabeçote conta com comando simples tracionado por corrente e oito válvulas, e este sistema permite variação de abertura das mesmas.

Alimentado por injeção indireta multiponto, e tendo alta taxa de compressão, 13,2:1, ele rende 107/98 cv de potência às 6.250 rpm e 13,7/13,2 kgfm de torque às 4.000 rpm, sempre com etanol e gasolina, respectivamente.

O câmbio é o automático CVT, o sistema que tem a variação continua das relações de marchas. A Fiat programou sete relações específicas para simular o uso de marchas escalonadas, no modo manual ou quando o motor é mais exigido. As trocas podem ser feitas por meio da alavanca do câmbio.

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Este conjunto mecânico é a principal mudança no Cronos 2023, assim como a disponibilidade do modelo com motor 1.0 aspirado, pois só o 1.3 era ofertado para a linha 2022.

Pequena alteração na grade dianteira e novas rodas e calotas são as alterações externas.

Internamente, essa versão perdeu o acabamento metalizado no centro do painel, recurso estético transferido para o opcional S Design. Todas as versões ganharam o atual volante da marca.

Ele tem a parte central mais retangular e o novo logotipo da Fiat. Essas foram as leves alterações, já que nem o tecido de revestimento dos bancos foi trocado.

O acabamento também não mudou. Peças com desenho elaborado e montagem correta, mas tudo em plástico duro. Texturas, pequenos detalhes cromados e em alumínio fosco quebram a simplicidade na cabine.

Números – No mais, as dimensões do Cronos permanecem as mesmas.  São 4,36 metros de comprimento; 2,52 metros de distância entre-eixos; 1,72 metro de largura e 1,50 metro de altura.

Ele pesa 1.139 kg, em seu porta-malas cabem 525 litros e, no tanque de combustíveis, 48 litros. O modelo tem carga útil de 400 kg. Coincidentemente, a mesma capacidade de reboque sem freio.

O Cronos tem bom espaço interno. Quatro adultos têm ampla área para cabeças, ombros e pernas. Apenas os mais altos podem encostar a cabeça no teto quando postados no banco de trás.

Ao centro deste mesmo banco, só uma criança viaja com conforto, ou um quinto adulto em deslocamentos mais curtos.

A ergonomia é acertada. Todos os equipamentos têm botões físicos, giratórios para funções principais, e de pressão para as secundárias.

Eles são acessados sem grandes movimentações dos braços. Multimídia destacado acima do nível do painel, teclado tipo piano ao centro e ar-condicionado logo abaixo formam linhas de comando organizadas.

Alguns detalhes destoam dessas qualidades. Os pedais estão um pouco desalinhados em relação ao volante, deslocados para a direita.

As alças das portas dianteiras são muito avançadas, ajudando a fechá-las, mas dificultando a abertura. Faltam alças de teto para ajudar o embarque e o desembarque de pessoas com baixa mobilidade.

Por último, a coluna de direção só regula em altura, não permitindo ajuste em distância. Em compensação, existem regulagens de altura para o banco do motorista e para os cintos de segurança nos bancos dianteiros, recursos complementares importantes para a ergonomia.

Multimídia – O multimídia só espelha celulares por cabo, mas o sistema é rápido e preciso, tanto na conexão entre os aparelhos, quanto na alternância dos aplicativos durante o espelhamento.

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Em brilho, sensibilidade ao toque e definição de imagem, o conjunto ainda agrada, mas o tamanho da tela é pequeno se comparado aos da concorrência.

O sistema de áudio é melhor que o esperado para um conjunto que não foi desenvolvido por empresa especializada em sonorização. As frequências são bem definidas e a distribuição espacial deixa o som envolvente.

Os graves surpreendem, precisando ser regulados para não sobressaírem demais. A falta de potência para reproduzir músicas por streaming em altos volumes, e sem distorções, é uma limitação recorrente nestes equipamentos normais.

Na linha central do painel, dos sete botões existentes, cinco são operantes. Eles comandam o desligamento do controle de tração, o acionamento do pisca alerta, o travamento das portas, o desligamento do airbag do passageiro e a ativação do desembaçador do vidro traseiro.

Este é um conjunto de fácil identificação e operação.

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O ar-condicionado é analógico. Como sempre destacamos, estes sistemas não permitem o controle preciso da temperatura, mas, normalmente, são mais eficientes.

No caso do Cronos e do Argo, além do equipamento resfriar o ar rapidamente e manter a temperatura estável, existem três saídas centrais e duas laterais que distribuem bem a forte ventilação do conjunto.

Simples de operar, seus comandos contam com três botões giratórios, sendo um menor ao centro, diferenciação que permite o uso cego, ampliando a segurança na condução.

Quadro de Instrumentos – O quadro de instrumentos tem marcadores analógicos com ponteiros iluminados e destacados na cor vermelha, números grandes e traços e pontos bem definidos que ajudam na agilidade de leitura do velocímetro e do conta-giros.

Completo, apresenta a temperatura do líquido de arrefecimento do motor, além do nível de combustível.

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O display digital central mostra os dados do computador de bordo e diversas informações sobre o veículo e algumas do multimídia.

Elas aparecem em conjuntos, são apresentadas em páginas dedicadas e sua sequência está correta para serem complementares com o mínimo de operações possíveis nos comandos existentes no volante.

Números e letras não são tão grandes, mas a definição desta tela compensa a limitação de tamanho.

Qualidade inerente a quase todos os carros do grupo Stellantis, seus volantes são anatômicos e têm botões bem organizados, tanto na parte da frente, como na de trás.

Essa característica permite fácil identificação destes comandos dianteiros e uso cego dos traseiros, outro acerto que contribui na segurança dinâmica.

A direção elétrica é muito leve em manobras e permite esterço total com poucos giros no volante. Porém, ela perde a assistência muito rapidamente, ficando pesada em velocidades intermediárias, peso que só deveria ter em velocidades maiores.

Há tempos, nós observamos este erro em alguns modelos da Fiat, e sempre notificamos em nossas avaliações, mas não constatamos melhoras neste acerto, infelizmente.

Contribuindo com essas boas características para as manobras, a câmera de marcha à ré tem ótima qualidade de imagem e linhas dinâmicas. Em conjunto com os sensores de aproximação, ajudam bastante ao estacionar, pois a traseira do Cronos é alta e prejudica a visibilidade para trás.

Conforto ao rodar já virou marca registrada da Fiat

Se existe uma qualidade onipresente nos carros da Fiat, ela é o conforto de marcha.

Relativo ao tamanho e ao peso dos carros, e suas respectivas distâncias entre-eixos, medida crucial no comportamento dinâmico dos mesmos, o acerto das suspensões dos modelos da marca sempre entregam estabilidade coerente com suas propostas e conforto acima da média.

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No caso do Cronos, por ser um sedan e ter mais peso após o eixo traseiro, essa característica sobressai. A frequência de trabalho do conjunto de molas e amortecedores é baixa, e ele é executado em silêncio e com ótimo isolamento das imperfeições do piso.

Assim, o conforto de marcha é alto, até semelhante à de carros maiores e, em curvas, o modelo é muito estável, se considerarmos o seu uso familiar.

Corrobora com este conforto, o isolamento acústico. Circulando em rodovias com asfalto comum, o silêncio impressiona.

Quase não se ouve o atrito dos pneus, o arrasto aerodinâmico e o ruído do motor. Sobre asfalto mais abrasivo, o ruído de rolamento se torna audível, mas não quebra o conforto acústico.

Rodando – Já avaliado no Pulse e na Strada, o motor Firefly 1.3 acoplado ao câmbio CVT também entrega desempenho satisfatório ao Cronos.

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Com pouco curso no acelerador, o câmbio sempre busca a relação mais longa compatível com as variáveis do deslocamento em cada situação.

Sendo assim, é possível circular aos 90 km/h, às 1.950 rpm, e aos 110 km/h, às 2.550 rpm. Acelerando mais um pouco, o câmbio CVT tem o funcionamento padrão destes sistemas.

Ele reduz as relações para o motor alcançar uma rotação mais elevada, próxima às 4.000 rpm, regime em que o torque é maior e, depois que o carro embala, o câmbio multiplica as relações, reduzindo o giro do motor.

Com curso total do acelerador, as sete relações pré-programadas são trocadas no limite do giro permitido, ás 6.500 rpm. Nesta situação, o desempenho é convincente, mas não é esportivo. Ele atende a uma condução segura, dentro da proposta familiar do modelo.

Comutar as marchas por meio da alavanca do câmbio amplia o domínio sobre o carro em ultrapassagens ou para usar o freio-motor.

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Acionar a tecla Sport também auxilia nessas duas situações, segurando o carro em decidas ou tornando o motor mais responsivo às acelerações.

Consumo – Outro destaque deste conjunto é a eficiência energética em estradas, como pudemos conferir em viagem pelo litoral fluminense.

Divididos em três trechos de 40 km, mantendo velocidades distintas, sempre conduzindo economicamente e com gasolina no tanque, obtivemos ótimos consumos.

Buscando manter a velocidade máxima da via, 110 km/h, atingimos 17,2 km/l. Já aos 90 km/h, nosso consumo foi de 19,9 km/l.

Também fizemos abaixo desta velocidade, buscando a condução melhor adaptada para cada parte da rodovia, andando em velocidades entre 60 km/h e 100 km/h, conforme o relevo permitia. Nessas condições, chegamos à melhor média, de 22 km/l.

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Por inúmeras diferenças de tráfego, não conseguimos uma média urbana nesta avaliação. Circulamos um total de 602,3 km, 70% em estradas e 30% em cidades. Neste acumulado, nosso consumo médio foi de 15,4 km/l.

Existem apenas duas versões do Cronos com este powertrain, Drive e Precision, as únicas automáticas.

A Drive pode vir com um dos dois pacotes de opcionais e, a Precision, tem os bancos revestidos em material sintético que imita o couro como opcional.

20221108_113948Fotos: Amintas Vidal

*Colaborador

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Honda CRF 2023: versões 450 e 250 chegam com modernizações

Da Redação

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As Honda CRF 450 e 250 2023 são o resultado final de um longo processo evolutivo que tem como laboratório os protótipos usados pela equipe oficial do HRC (Honda Racing Corporation) nos principais campeonatos mundiais.

A Honda CRF 450R e CRF 250R são modelos voltados para o motocross enquanto as versões CRF 450RX e CRF 250RX são dedicadas aos praticantes de rali e enduro.

Ambas resultam de projetos que vem sendo lapidados desde 2017, quando as CRF foram literalmente revolucionadas em termos técnicos.

Desde então, ano após ano, elas recebem inovações como a partida elétrica (2018), novo cabeçote e launch control (2019) e HSTC (Honda Selectable Torque Control) exclusivo das 450 (2020).

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Em 2021, alterações mais aprofundadas aproveitaram a experiência derivada da conquista de títulos consecutivos no campeonato mundial da MXGP.

O processo de migração de tecnologia e conhecimento das pistas para a produção se repete, e as versões 2023 das CRF seguem espelhadas nas sugestões dos técnicos e pilotos do mais alto nível, cujo objetivo é oferecer máquinas cada vez mais rápidas e mais fáceis de pilotar. Seja para a pratica do motocross ou do enduro.

As novas CRF 2023 celebram os 50 anos da apresentação da primeira Honda de motocross, a CR 250M Elsinore, cujo DNA vencedor está embutido nas atuais CRF 450R, CRF 450RX, CRF 250R e CRF 250RX, que chegam ao mercado nacional oferecendo o máximo da tecnologia em seu segmento.

Modelos que tanto para o uso em competição por pilotos profissionais como para lazer, nas mãos de pilotos amadores, estão na vanguarda do off-road.

CRF 450R

Honda CRF 450R — A facilidade na pilotagem foi o alvo perseguido no desenvolvimento, com objetivo de oferecer aos pilotos uma máquina que não colocasse à dura prova aspectos físicos, sempre fundamentais nas disputas. A maior rigidez do chassi permitiu um novo ajuste de suspensão que garante maior aderência ao pneu dianteiro, o que resultou em melhor estabilidade e mudanças de direção mais rápidas. A evolução na ciclística veio acompanhada de ajustes no motor que resultaram em grande aumento do torque em baixos giros.

CRF 450RX

Honda CRF 450RX — A CRF 450RX deriva da CRF 450R, cujas principais diferenças estão na roda traseira aro 18 polegadas (19 na CRF 450R), tanque de combustível de maior capacidade (8 litros contra 6,3 litros), mapeamento da injeção PGM-FI e ajustes de suspensão diferentes. Ciclística e motor seguem o padrão de evolução aplicado no modelo específico para o motocross, a CRF 450R, com as devidas adequações para o uso em enduro e ralis, cujo terrenos tem uma grande variedade, exigindo uma motocicleta versátil, fácil de pilotar e mecanicamente confiável.

CRF 250R

Honda CRF 250R — O conceito aplicado à nova CRF 250R é o mesmo: reduzir o cansaço durante a pilotagem através de uma moto mais fácil e “na mão”, que permitisse tempos de volta constantes a pilotos de nível internacional, mas também a praticantes de motocross de todos os níveis. Reduzir o peso e adotar o chassi igual ao da CRF 450R incrementou a agilidade. Mudanças no motor adicionaram torque em baixos regimes de rotação, o que determinou um salto qualitativo também em resistência.

CRF 250RX

Honda CRF 250RX — A versão 2023 da CRF 250RX segue os passos de sua irmã voltada ao motocross, todavia recebe as necessárias adequações para a variedade de terrenos típicas das provas de enduro, entre as quais o tanque de maior capacidade (assim como o sistema de arrefecimento), roda aro 18 polegadas na traseira e ajuste específico das suspensões. Protetores de mãos passam a ser equipamento de série no modelo, que é a arma ideal para os iniciantes nas competições ou para o lazer de final de semana em trilhas de todo tipo.

A diferença fundamental entre os motores Honda de 450 e 250 cc que equipam as CRF está no cabeçote: o comando Unicam de quatro válvulas é a opção técnica estabelecida para a 450 cc, enquanto a 250 cc se vale do sistema DOHC.

Em ambos motores a busca pela linearidade na potência desde os mais baixos regimes até os altos se traduz em uma resposta ao acelerador forte, mas controlável, que permite explorar com precisão as qualidades da parte ciclística.

Outro aspecto técnico que diferencia as 450 das 250 é o conjunto de embreagem, de 8 discos (450) e 9 discos (250), com o câmbio tendo cinco marchas em ambas.

Nas CRF 450R e CRF 450RX está presente o HSTC (Honda Selectable Torque Control), que visa conter a perda de aderência da roda traseira para elevar a capacidade de tração.

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O HSTC pode ser ajustado em três níveis:

Mode 1: intervenção mínima, age apenas após detectar perda de aderência contínua.

Mode 2: intervenção intermediária, para traçados que alternam piso seco e molhado.

Mode 3: intervenção máxima, para uso em terreno enlameado ou pedregoso.

Já o HRC Launch Control é comum a todas as CRF. O sistema oferece ao piloto a melhor opção para largadas e pode ser selecionado em três níveis:

Nível 3: terrenos lamacentos/pilotos iniciantes.

Nível 2: terrenos secos/pilotos amadores.

Nível 1: terrenos secos/pilotos profissionais.

O sistema Honda EMSB (Engine Mode Select Button) permite ao piloto ajustar as características do motor às condições do traçado de maneira instantânea.

Mapa 1 (standard): resposta do acelerador padrão.

Mapa 2 (suave): resposta do acelerador adequada a piso de baixa aderência.

Mapa 3 (agressiva): resposta do acelerador extrema.

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A experiência maturada nas pistas com os títulos mundiais de Tim Gasjer na MXGP serviu de base para a evolução das CRF 450 e 250 2023.

As suspensões foram alvo de ajuste, com aumento da espessura das paredes da suspensão dianteira (de 4 para 6 mm) visando maior rigidez.

O conjunto de mola/amortecedor traseiro, também Showa, foi revisado visando a manutenção da eficiência mediante solicitação contínua sem prejuízo à ampla capacidade de regulagem.

Nos freios, todas as CRF contam com discos de 260 mmØ na dianteira e 240 mmØ na traseira, ambos do tipo Wave.

unnamed(5)Fotos: Honda / Divulgação

O cáliper de freio dianteiro conta com dois pistões de tamanho diferente (30 e 27 mm) enquanto atrás o cáliper tem pistão simples.

O guidão é o Renthal Fatbar e os aros de rodas DID. Quanto ao peso (a seco), na Honda CRF 450R é de 105,8 kg enquanto para a CRF 450RX tal valor sobe para 107,3 kg.

Na CRF 250R o peso é de 104 kg, enquanto na CRF 250RX de 108 kg.

As novas Honda CRF são importadas do Japão e estarão disponíveis nas revendas Honda a partir de deste mês. A opção de cor única é vermelho.

Os preços sugeridos, base Distrito Federal (DF), são os seguintes:

CRF 450R: R$ 76,59 mil

CRF 450RX: R$ 78,89 mil

CRF 250R: R$ 72,79 mil

CRF 250RX: R$ 75,69 mil

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